
quinta-feira, 2 de julho de 2015
BUENOS AIRES É O NOVO DESTINO INTERNACIONAL DO AEROPORTO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE
2 de julho de 2015 — por O Potiguar
Neste dia 4 de julho o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, recebe o 1º voo direto para a cidade de Buenos Aires, na Argentina. O novo destino internacional será operado pela Gol Linhas Aéreas com uma frequência semanal aos sábados. O avião parte às 23h55 e chega à capital portenha às 5h05 da manhã. O voo tem duração de 5h40 e será operado com Boeing 737-800 com capacidade para 187 passageiros e duas opções de classe, Comfort ou Econômica.
O voo de volta de Buenos Aires para a Grande Natal possui o mesmo itinerário, partindo às 23h55 do Aeroporto de Ezeiza, chegando em solo potiguar às 5h05 da manhã.
Buenos Aires é o segundo destino internacional do Terminal potiguar, que hoje conta com voo direto para Lisboa, Portugal. O avião da companhia aérea TAP parte todas as terças-feiras, quintas-feiras e domingos.
Este ano, o Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), órgão subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Comando da Aeronáutica definiu um aumento de 11% na capacidade do sistema de pista do Aeroporto de Natal que passa a operar 30 movimentos/hora, se destacando com a maior capacidade de pista do nordeste brasileiro.
Em um ano de operação, o novo Terminal do Rio Grande do Norte cresceu 9%. Foram mais de 2,6 milhões de passageiros. O Aeroporto foi considerado pela pesquisa da Secretaria de Aviação Civil como o mais limpo do Brasil.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
TOK DE HISTÓRIA NAS PÁGINAS DA TRIBUNA DO NORTE
ROSTAND MEDEIROS 1 COMENTÁRIO
Hoje tivemos a satisfação de ver estampado nas páginas da TRIBUNA DO NORTE, o principal jornal do Rio Grande do Norte uma interessante reportagem sobre algumas fotos produzidas pelo fotógrafo lituano Ivan Dimitri, que esteve em Natal em 1944. O material produzido por este fotógrafo, de maneira bastante interessante, mostra em vivas cores o que foi o impacto daqueles dias em Natal e Parnamirim Field.
A reportagem foi feita pelo jornalista Yuno Silva, a quem demos uma pequena declaração sobre a importância deste material e, principalmente, a importância da democratização histórica de imagens como estas para o público em geral, principalmente no Rio Grande do Norte.
Recentemente estas fotos bombaram em alguns blogs pela internet, alcançou picos de visualização muito positivos, batendo todos os recordes do TOK DE HISTÓRIA (Ver o link –http://tokdehistoria.com.br/2014/06/23/fotos-coloridas-dos-americanos-em-natal-durante-a-segunda-guerra-mundial/ ).
Temos a clara convicção, mesmo com fortes críticas que recebo com certa frequência, que a nossa ideia de democratizar a informação histórica é extremamente válida.
Este tipo de informação é um gerador de várias coisas positivas, até mesmo na questão da formação da identidade de um povo. Acredito que material histórico guardado por poucos ditos “doutos”, ou dentro de muros de instituições monolíticas que só olham para o próprio umbigo, ou entre pessoas que esperam que governos criem instituições com a ideia exclusiva de geração de recursos próprios e vantagens políticas, é algo verdadeiramente nefasto e complicado.
Estas 22 fotos de alta qualidade, coloridas, com ótima resolução, que mostram Natal e Parnamirim Field, foram conseguidas através do site http://www.buzfeed.com, a quem agradecemos por haver publicado este material tão interessante para a história de Natal.
A publicação destas fotos foi possível através da dica da amiga Andreza Diniz. Mais uma vez valeu amiga!
RESULTADO DA FESTA DO SÃO JOÃO 2015:

Ao participar nesta terça-feira (30) do programa Panorama do Vale, na Rádio Princesa do Vale, o vigário-geral da Diocese de Mossoró e atual administrador da paróquia de São João Batista, em Assú, padre Flávio Augusto Forte Melo, tornou público o resultado financeiro da edição 2015 da festa do padroeiro.
Segundo as colocações do líder católico, a arrecadação global da festa atingiu a importância de R$ 202.167,21.
Pela primeira vez a receita bruta extrapola a casa dos R$ 200 mil.
O somatório de despesas representou a quantia de R$ 20.156,09.
Desta forma, a receita líquida da festa de São João este ano totalizou R$ 182.011,12.
O pároco lembrou que, na primeira edição da festa sob sua direção na paróquia chegou à cifra de R$ 123.127,00.
O sacerdote registrou, ainda, que a renda da festa do padroeiro tem crescido ano após ano.
Ele declarou que a prestação de contas está à disposição de todos na Secretaria Geral da paróquia.
Postado por Pauta Aberta.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
O GRANDE HOTEL DA RIBEIRA E A II GUERRA
Seguramente este local é, juntamente com a Base Aérea de Natal, a Rampa e a Base Naval de Natal, uma das maiores referências relativas a história da Segunda Guerra Mundial em terras potiguares.
Se a vinda dos militares norte-americanos trouxe benefícios a membros da elite social natalenses, seguramente um destes foi Theodorico Bezerra, arrendatário do Grande Hotel, o principal da cidade naquela época, pois este hospedava os oficiais americanos, recebendo o pagamento em dólares.

No final da década de 1930 a capital potiguar contava com cinco hotéis de pequeno porte, que naquela época eram de propriedade de Theodorico Bezerra. Todos ficavam na Ribeira e entre estes podemos listar os Hotéis Internacional, Avenida, Palace e o Hotel dos Leões que funcionava onde atualmente se localiza o escritório da empresa Ecocil.
Quando a aviação começou a destacar a cidade em todo mundo, algumas empresas aéreas começaram a utilizar Natal como escala em viagens entre a Europa e a América do Sul, sendo constantes os pousos de hidroaviões vindos de diversos pontos do mundo junto ao estuário do Rio Potengi. Natal precisava de um hotel moderno, amplo, para um momento de intensas transformações sociais, econômicas e políticas no Rio Grande do Norte. A partir de 1935 começou o projeto do Grande Hotel.

O empreendimento foi arrendado a Theodorico Bezerra em maio de 1939, pois, enfim, era o único em Natal que entendia de hotelaria. Mas o empreendimento só começou efetivamente a funcionar em setembro daquele ano. Theodorico continuou como arrendatário por 48 anos, até 1987.
Antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, o bairro comercial mais importante de Natal era a Ribeira. Era nessa região que se concentravam os principais órgãos de governo, onde estavam as estações ferroviárias e o porto. As avenidas Duque de Caxias, Tavares de Lyra, largas e arborizadas e as praças José da Penha e Augusto Severo compunham o quadro. Os primeiros norte-americanos que chegaram a cidade foram os técnicos da ADP, com a função especifica de trabalhar no desenvolvimento do aeródromo de Parnamirim Field e foi para o Grande Hotel que eles se dirigiram em busca de algum conforto. Logo o inglês, depois do português, passou a ser o idioma mais falado nos bares, restaurantes, boates e no comércio local.

Além dos estrangeiros, grandes figuras de projeção nacional e da máquina governamental de Getúlio Vargas se hospedavam no Grande Hotel, inclusive altas autoridades militares como Gaspar Dutra, Cordeiro de Farias e Mascarenhas de Morais.
Até recentemente o prédio do Grande Hotel foi utilizado pelo Juizado Especial Central da Comarca de Natal, antes conhecido como Juizado de Pequenas Causas. Atualmente está sem utilização aparente.
FONTES –
DANTAS, Ana Caroline C. L. et al. A paisagem criada pelo saneamento: propostas arquitetônicas para Natal dos anos 30. (XVII Congresso Brasileiro de Arquitetos). Rio de Janeiro: UFRJ, 2003.
EDUARDO, Anna Rachel Baracho. Do Higienismo ao saneamento: As Modificações do Espaço Físico de Natal 1850-1935. Monografia de Graduação. Natal, UFRN, 2000.
FARIAS, Hélio T. M. de. Grande Hotel de Natal: Registro histórico-memorial e restauração virtual. Monografia de Graduação. Natal, UFRN, 2005.
domingo, 28 de junho de 2015
Mas, que gigantesco exemplo para o mundo, está dando o povo inteligente de Carnaubais - RN. Pegaram uma grande injustiça sofrida, e silenciosamente, sem violência alguma, com muita inteligência, utilizando apenas a força da união, estão resolvendo rapidinho. E o que é melhor, brilhantemente, transformaram numa grande festa! E aproveitaram!!!!
Ainda tem quem duvide da justiça Divina! Parabéns povo carnaubaense! E parabéns, sobretudo a esse gigante guerreiro, Luizinho Cavalcante! Repito amigo: "o mundo é dos mansos e justos, de coração!" E a quem semeou toda essa discórdia, meu lema é: "quem faz cair uma lágrima do olho de alguém, chora, no mínimo dez"! Não tem jeito, é assim mesmo! É a lei do retorno, que a chamo de "Lei Divina"! Parabéns povo inteligente de Carnaubais - RN! E vamos à vitória!
Ainda tem quem duvide da justiça Divina! Parabéns povo carnaubaense! E parabéns, sobretudo a esse gigante guerreiro, Luizinho Cavalcante! Repito amigo: "o mundo é dos mansos e justos, de coração!" E a quem semeou toda essa discórdia, meu lema é: "quem faz cair uma lágrima do olho de alguém, chora, no mínimo dez"! Não tem jeito, é assim mesmo! É a lei do retorno, que a chamo de "Lei Divina"! Parabéns povo inteligente de Carnaubais - RN! E vamos à vitória!
Mais uma vez o povo saiu as ruas para dizer SIM a Júnior e Alzenir na maior passeata da história de Carnaubais!
sexta-feira, 26 de junho de 2015
RÁDIO AMADOR SALVOU O VALE DO ASSU
Um grito mudo. Seriam assim os pedidos de socorro das vítimas da enchente no Vale do Assu, em 1964, não fosse o trabalho da rádio amadora do aposentado Nilo Fonseca. As cidades ilhadas recebiam os serviços da Telern anos depois. Sem acesso rápido por terra ou mar, a comunicação era ainda mais essencial. E toda ela partiu de uma casa pequenina de número 605, situada à Rua Maxaranguape, no Tirol. De lá, Aluízio Alves e sua comitiva despachava as providências do dia. O que o governador sequer desconfiava era que todos as chamadas efetuadas eram monitoradas pelo corpo militar da ditadura.
Naquele tempo, Nilo Fonseca brincava com o rádio amador montado em sua casa como hoje os jovens usam as salas de bate-papo na internet. Desde 1961, discava uma chamada geral a espera de uma semana vinda de alguma parte do Brasil ou estrangeiro. Filho de Assu, durante a enchente Nilo procurou notícias de sua cidade. A resposta (ou câmbio) veio do primo assuense Tarcísio Amorim. Junto, o pedido alarmante de socorro. "Pediram-me para entrar em contato com o governador", lembra. Nos 20 dias seguintes, Aluízio Alves batia a porta da casa de Nilo Fonseca para comunicar o despacho do dia.
"Acordava cedo todo dia para arrumar a casa e preparar o cafezinho para o pessoal. Aluízio chegava acompanhado do Chefe da Casa Civil, Agnelo Alves e outros secretários". A comunicação direta de Aluízio em Assu era com o coronel Leão, então secretário de agricultura do governo. "O coronel pediu urgência da Sudene no envio de mantimentos. Aluízio disse que iria tentar. Quando avisei da possibilidade do contato pelo rádio amador ele ficou admirado. E quando o superintendente da Sudene, general Albuquerque Lima respondeu a chamada. Aluízio quase cai pra trás sem acreditar", recorda Nilo.
Estupefato com o alcance e importância do rádio amador, Aluízio Alves interligou o prefixo da rádio à transmissão da Rádio Cabugi. Diariamente grande parte do estado tomava conhecimento das providências tomadas pelo governo estadual. Essa ferramenta poderosa de comunicação logo despertou a atenção do alto comando militar. "O general da guarnição de Natal (situado onde hoje está o Museu Câmara Cascudo) chamou-me para entregar as conversações diárias feitas por Aluízio. Todos os dias às 17h entregava a fita ao general. Era a ditadura".
Nilo Fonseca lembra indignado da ira do general ao saber do envolvimento do arcebispo dom Eugênio Araújo Sales na ajuda às vítimas. Dom Eugênio havia conseguido um comboio para transportar toneladas de mantimentos até Angicos e de lá até Assu, por caminhões. "O general disse: "Até esse padre está metido nisso". O general dizia que tudo tinha de passar por ele". E concluiu: "Foi um período gratificante. Pude ajudar de alguma forma o povo de minha cidade. Um ano depois fui um dos ilustres da Festa das Personalidade, promovida por Paulo Macedo todos os anos no Aeroclube".
(Transcrito do jornal Diário de Natal, caderno Cidades, 13 de abril de 2008).
Do blog: Nilo Fonseca referenciado no artigo acima é filho do médico Ezequiel Fonseca, que foi intendente do município do Assu, na década de trinta e depois deputado Estadual, chegando a presidir a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte.
Naquele tempo, Nilo Fonseca brincava com o rádio amador montado em sua casa como hoje os jovens usam as salas de bate-papo na internet. Desde 1961, discava uma chamada geral a espera de uma semana vinda de alguma parte do Brasil ou estrangeiro. Filho de Assu, durante a enchente Nilo procurou notícias de sua cidade. A resposta (ou câmbio) veio do primo assuense Tarcísio Amorim. Junto, o pedido alarmante de socorro. "Pediram-me para entrar em contato com o governador", lembra. Nos 20 dias seguintes, Aluízio Alves batia a porta da casa de Nilo Fonseca para comunicar o despacho do dia.
"Acordava cedo todo dia para arrumar a casa e preparar o cafezinho para o pessoal. Aluízio chegava acompanhado do Chefe da Casa Civil, Agnelo Alves e outros secretários". A comunicação direta de Aluízio em Assu era com o coronel Leão, então secretário de agricultura do governo. "O coronel pediu urgência da Sudene no envio de mantimentos. Aluízio disse que iria tentar. Quando avisei da possibilidade do contato pelo rádio amador ele ficou admirado. E quando o superintendente da Sudene, general Albuquerque Lima respondeu a chamada. Aluízio quase cai pra trás sem acreditar", recorda Nilo.
Estupefato com o alcance e importância do rádio amador, Aluízio Alves interligou o prefixo da rádio à transmissão da Rádio Cabugi. Diariamente grande parte do estado tomava conhecimento das providências tomadas pelo governo estadual. Essa ferramenta poderosa de comunicação logo despertou a atenção do alto comando militar. "O general da guarnição de Natal (situado onde hoje está o Museu Câmara Cascudo) chamou-me para entregar as conversações diárias feitas por Aluízio. Todos os dias às 17h entregava a fita ao general. Era a ditadura".
Nilo Fonseca lembra indignado da ira do general ao saber do envolvimento do arcebispo dom Eugênio Araújo Sales na ajuda às vítimas. Dom Eugênio havia conseguido um comboio para transportar toneladas de mantimentos até Angicos e de lá até Assu, por caminhões. "O general disse: "Até esse padre está metido nisso". O general dizia que tudo tinha de passar por ele". E concluiu: "Foi um período gratificante. Pude ajudar de alguma forma o povo de minha cidade. Um ano depois fui um dos ilustres da Festa das Personalidade, promovida por Paulo Macedo todos os anos no Aeroclube".
(Transcrito do jornal Diário de Natal, caderno Cidades, 13 de abril de 2008).
Do blog: Nilo Fonseca referenciado no artigo acima é filho do médico Ezequiel Fonseca, que foi intendente do município do Assu, na década de trinta e depois deputado Estadual, chegando a presidir a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte.
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