sábado, 12 de março de 2016

Ninguém me disse quem tu eras,
Ninguém falou que virias.
Vieste, e havia primaveras
Em que só tu florias ...
Não sei ainda se vieste
Pois não distingo o sonho e a vida.
Sei qual o bem que me trouxeste,
Mas não me foi guarida.
Era um desejo começado,
Era um anseio por achar.
Só me resta do teu agrado
O tornar-te a sonhar."
Fernando Pessoa
em "Poesia"


quinta-feira, 10 de março de 2016

TodoNatalense

Sou nordestino e me orgulho demais desse lugar, me orgulho da luta contra o preconceito que enfrentamos, pelo sotaque arrastado, me orgulho do sangue quente que tem nosso povo sertanejo que madruga pra cuidar da sua terra ou das suas crias, do pescador que enfrenta esse mar pra trazer seu sustento, das mentes brilhantes que temos com esse berço cultural e talentoso que formamos, me orgulho desse povo que não desiste e insiste, mesmo sabendo de tantas pessoas sem oportunidades com o que lhes foi roubado nessa centralização econômica dos grandes centros, me orgulho porque sou da terra de Câmara Cascudo e da Dona Maria da esquina que é uma guerreira, sou cabra da peste, sou rio, sou mar, sou sertão, sou dunas, sou espetáculo da natureza que preservamos, mas nossa maior riqueza é no interior, com humildade, respeito e sabedoria popular! Do seu João da casa de taipa no interior a doutora Joana do flat em frente a praia, SOMOS NORDESTINOS COM ORGULHO!

Aos 96, músico famoso por tocar para Lampião faz 50 shows por ano

O pífeiro Sebastião Biano influenciou músicos como Gilberto Gil e Caetano.
Próxima apresentação do artista será em Ubatuba, litoral de São Paulo.

05/03/2016

Do G1 Vale do Paraíba e Região (*)

Sebastião Biano com seu pífano (Foto: Geórgia Branco/divulgação)O músico Sebastião Biano de 96 anos ao som do seu pífano (Foto: Divulgação/Geórgia Branco)
Famoso por se apresentar para o cangaceiro Lampião quando ainda era criança, o pifeiro Sebastião Biano segue na ativa aos 96 anos. Último remanescente da banda Pífanos de Caruaru, o músico que influenciou artistas famosos como Gilberto Gil e Caetano Veloso faz entre 40 e 50 shows por ano.
Neste sábado (5), Biano se apresenta às 20h no casco acústico do Projeto Tamar, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O show levará aos palcos o segundo CD do tocador de pífano com o grupo ‘Terno esquenta muié’, com duração de 90 minutos e entrada franca.
Carreira
Nascido em Alagoas, em 1919, Sebastião Biano aprendeu logo aos cinco anos a tocar o instrumento que lhe acompanha por toda carreira: o pífano. Trata-se de uma pequena flauta com um timbre mais intenso e estridente, devido ao seu diâmetro menor. Ainda criança fundou o grupo Pífanos de Caruaru, que era formado por seu pai, tios e irmãos. Entre os grandes sucessos da banda estão ‘Pipoca moderna’ e ‘A briga do cachorro com a onça’.
Sebastião Biano em turnê (Foto: Geórgia Branco/divulgação)Sebastião Biano ao lado dos integrantes do 'terno
esquenta muié' (Foto: Geórgia Branco/divulgação)
Um dos marcos na carreira de Sebastião Biano aconteceu há quase 80 anos. Em 1927, quando tinha oito anos, se apresentou para o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. “Estávamos em uma igreja no interior de Pernambuco, quando o cangaceiro pediu para meus irmãos e eu tocarmos para ele e seu bando. Todos nós estávamos com muito medo. Como a gente era criança, tocamos com todo cuidado para agradar ao Lampião” lembrou Sebastião Biano.
Após a apresentação, o alívio veio ao saber que Lampião tinha gostado do que ouviu. “Depois que terminamos de fazer nosso som, que foi na verdade o som que Virgulino tinha pedido ficamos bem mais tranquilos, eles até comentaram que nossa apresentação foi boa”, lembrou ainda Biano.
Influência
A banda Pífanos de Caruaru criada pelo artista, influenciou Gilberto Gil e Caetano Veloso no surgimento do movimento da música conhecido como tropicalismo, quando o compositor o conheceu em 1967.
No álbum de Gil ‘Expresso 2222’, da década de 70, a primeira trilha é ‘Pipoca moderna’, música de Sebastião Biano que também foi gravada por Caetano no disco ‘Joia’, em 1975. O grupo recebeu em 2004 o prêmio de Melhor Álbum de música de raízes brasileiras na 5ª edição do Grammy Latino.
Turnê
Atualmente, Biano se envolveu em um novo projeto, e deu início às apresentações com o grupo ‘Terno esquenta muié’, no qual foram feitos dois CDs: o primeiro leva o nome da banda e o segundo chama ‘Chego Já’, lançado em 2015.
(*) colaborou Leonardo Medeiros
Sebastião Biano em turnê (Foto: Geórgia Branco/divulgação)Sebastião Biano em turnê com o 'terno esquenta muié' (Foto: Geórgia Branco/divulgação) http://g1.globo.com/
Fernando Caldas
hoje (10), Na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras será lançado o livro intitulado Praieira - A Canção da Cidade do Natal - 93 anos", em homenagem ao nosso poeta maior (93 anos da composição Serenata do Pescador, mais conhecida como Praieira, de autoria do poeta Othoniel Menezes (1895 - 69), considerado como "o principe dos poetas potiguares. O referenciado livro tem organização da pesquisadora Leide Câmara membro da ANRL.
" ... Praieira do meu pecado, morena flor não te escondas, quero ao sussurro das ondas do Potengi amado, dormir sempre ao teu lado".... (Othoniel Menezes).

quarta-feira, 9 de março de 2016



Sou apenas Mulher!
Meu nome?
É...Fortaleza, União, Prosperidade,
Luz, Caminho, Estrada, Sedução,
Sinceridade, Verdade, Luta, Dedicação.
Meu nome é Justiça, Raça, Garra, Talento,
Luta ou Puro coração.
Posso chamar-me Calmaria, ou quem sabe Furacão.
Serei eu desejo ou fonte de sedução?
Tenho no âmago a seiva eterna que nutre,
no corpo a vida que vibra.
Sou concha frágil e sou rochedo.
Meu nome é Canção de Embalar,
é Suspiro Dorido e Compaixão.
Sou Mulher, início da vida
seiva eterna que nutre no corpo a vida que vibra.
Meu nome é Mãe, Amante, Fonte De Vida.
Ventre Abençoado ou Sonho de Deus realizado!
Mas Mulher Pecado, NÃO!


Cristina Costa

EDUCANDÁRIO NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS, 89 ANOS

fotografia dos ex-alunos do Educandário Nossa Senhora das vitórias, de Assu/ (que hoje completa 89 anos de sua fundação -1927), de 1945. Na fotografia: Algumas das irmãs, padre Júlio Alves Bezerra ou monsenhor Honório? Gelza Tavares (mulher de Edmilson Lins Caldas que por sinal fora a primeira criança a ser batizada na primeira capela daquela escola),os irmãos Maria Eugênia e Fernando Fonseca (filhos de doutor Ezequiel Fonseca Filho), Alaô e Alexis pessoa (filhos do casal dona Glorinha e Seu Pessoa), Maria do Céu Amorim - Cecéu (filha do escritor Francisco Amorim), Alba Martins,  entre outros alunos da turma daquele ano de 1945, do Colégio das Freiras (Filhas do Amor Divino). Aquele educandário completa hoje (9), 89 anos de sua fundação. É preciso registrar que Monsenhor Honório fora um dos fundadore daquele colégio que, por sinal, é muito pouco lembrando. Fica o registro e a homenagem de um ex-aluno.


Fernando Caldas

Clique na imagem. Foto cedida pelo assuense Nilo Fonseca.

terça-feira, 8 de março de 2016

O blog homenageia a todas as mulheres do universo, especialmente as mulheres Norte-riograndenses, pelo dia de hoje.(Dia Internacional da Mulher).
FLOR DO AMOR
Por Maria Eugênia Montenegro
Quero te ofertar a flor
Dos beijos que plantei em tua boca.
Tem o perfume suave do amor
E a ternura de almas se encontrando.
Quando vires a flor entreaberta,
Lembra - te, querido amor,
Das lágrimas que a regaram.
E sentirás, quando beijá - la,
Um amargo sabor de sal
Que as pétalas trêmulas captaram.

segunda-feira, 7 de março de 2016




AS ROSAS FALAM

Já disseram que as rosas não falam
que só perfumes exalam
desconhecem o poder que elas têm.
As rosas dizem tanto que nos calam
falam de amor como ninguém.
Falam de paz e da natureza
não falam pra quem não quer ouvir.
falam de poesia de beleza
e de um mundo a colorir.
que digam às borboletas
que com elas falam baixinho
sejam brancas, vermelhas ou violetas
falam com muito carinho.
As rosas têm seus segredos
e seus momentos de amor 
que os contam sem medo
no ouvido do beija-flor...
As rosas vivem sempre
enfeitando os caminhos
e sorriem alegremente
nos chamando baixinho.
Só precisamos abrir os olhos
pra ouvir as rosas...

Autor: Wíliame Caldas, poeta de Ipanguaçu


UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO