sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Deputado Vivaldo Costa disse que concorda com a declaração de Cláudio Santos sobre a Uern
O deputado Vivaldo Costa, em discurso hoje na Assembleia
Legislativa, declarou que concorda com a declaração do presidente do
Tribunal de Justiça, desembargador Cláudio Santos, no que se refere à
privatização da Uern.
Vivaldo criticou os protestos feitos em torno da declaração de Santos e citou a senadora Fátima Bezerra, que defende a manutenção do modelo atual da universidade estadual.
“Não adianta retórica de esquerda”.
Vivaldo lembrou que o Estado está quebrado, não pode manter a universidade, e se privatizar não for a solução, pelo menos a declaração do presidente do TJ levanta a discussão sobre o assunto.
Do blog Thaysa Galvão
Vivaldo criticou os protestos feitos em torno da declaração de Santos e citou a senadora Fátima Bezerra, que defende a manutenção do modelo atual da universidade estadual.
“Não adianta retórica de esquerda”.
Vivaldo lembrou que o Estado está quebrado, não pode manter a universidade, e se privatizar não for a solução, pelo menos a declaração do presidente do TJ levanta a discussão sobre o assunto.
Do blog Thaysa Galvão
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
foto de Rota Intertv.
Rota Intertv
O pessoal do Pataxó pediu tanto pro Rota ir até lá... só chegando lá entendemos o porque: é lindo demais! #rotaintertv #fãdorota #riograndedonorte #intertvrn #profilmeshd
CARTA ABERTA ao presidente do Tribunal de Justiça do RN, Cláudio Santo
Professora do Departamento de História do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão - Assu
Caro senhor Cláudio Santos.
Sua
fala em defesa da PRIVATIZAÇÃO de uma UNIVERSIDADE PÚBLICA que presta
relevantes serviços ao desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte como a #UERN só me pode fazer crer que se trata, primeiramente de um preconceito de
classe, pois a UERN forma filhos e filhas da classe trabalhadora do RN.
Mas não é qualquer classe trabalhadora, é notadamente, àquela que vive no interior do Estado, no seu sertão, no semi-árido do alto Oeste, do Seridó, do vale do Assu, que não mora em Natal nem desfruta das benesses do capital na via costeira ou na zona sul de Natal. E é aí que se inscreve a segunda dimensão do preconceito: o geográfico. Muitos de nós professores/as e alunos/as da UERN somos filhos e filhas de operários/as e trabalhadores/as do campo, uma parcela da população em função da qual a grande mídia desse país e deste estado não sai em defesa. E quando o senhor, na condição de presidente do Tribunal de Justiça do RN, em entrevista, aponta a privatização da UERN como uma forma de reestruturar as finanças do Estado, fica claro que fala a partir do seu lugar social, colocando-se como representante de uma visão elitista da educação, a partir da qual estuda quem pode pagar e o custo de um curso de graduação não se resume ao valor de uma mensalidade. Certamente que o senhor pode pagar esse custo para seus filhos ou filhas, mas infelizmente meus alunos e alunas não tiveram a sorte de nascerem filhos/as de juízes desembargadores. E diferentemente do senhor que tem salário bruto acima de 40 mil reais por mês, a imensa maioria da população de nosso Estado é pobre, e negar-lhe a UERN é reforçar o abismo da desigualdade social no RN. Como professora, o convido a conhecer nossos/as alunos/as e suas histórias de vida. Venha a Assu, onde sou professora, vamos conversar com as pessoas, vá a Patu, Pau dos Ferros, Caicó, converse com a população da Zona Norte de Natal, pois é, a zona norte também faz parte da cidade e do Estado.
O Brasil e o Rio Grande do Norte precisam avançar na defesa e promoção da educação pública, gratuita e de qualidade, e nenhum cidadão ou cidadã bem intencionado pode defender o fechamento de instituições de ensino. Precisamos defender, trabalhar e lutar pela ampliação da quantidade e da qualidade destas instituições.
Por último, gostaria de lembrar-lhe, caro desembargador, existe um mundo e um Rio Grande do Norte para além das paredes luxuosas e cheias de obra de arte dos tribunais, existe um RN que viaja de pau de arara, pega carona, come poeira, mas não deixa de ir para aula na UERN, é por esta parcela grandessíssima da população do Estado que sugiro que o senhor possa reavaliar seu ponto de vista e retratar-se com a população do Rio Grande do Norte. É por ela também que sigo minha luta cotidiana pela UERN e pelo direito de meus alunos e alunas terem uma formação de qualidade com desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão, mesmo sem tantos auxílios no meu salário entrego minha vida à minha profissão, pois julgo que através dela estarei semeando um mundo novo.
Paz e bem.
Andreza de Oliveira Andrade Professora do Departamento de História do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão - Assu
Professora do Departamento de História do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão - Assu
Do blog: http://josimarribeirosilva.blogspot.com.br
Mas não é qualquer classe trabalhadora, é notadamente, àquela que vive no interior do Estado, no seu sertão, no semi-árido do alto Oeste, do Seridó, do vale do Assu, que não mora em Natal nem desfruta das benesses do capital na via costeira ou na zona sul de Natal. E é aí que se inscreve a segunda dimensão do preconceito: o geográfico. Muitos de nós professores/as e alunos/as da UERN somos filhos e filhas de operários/as e trabalhadores/as do campo, uma parcela da população em função da qual a grande mídia desse país e deste estado não sai em defesa. E quando o senhor, na condição de presidente do Tribunal de Justiça do RN, em entrevista, aponta a privatização da UERN como uma forma de reestruturar as finanças do Estado, fica claro que fala a partir do seu lugar social, colocando-se como representante de uma visão elitista da educação, a partir da qual estuda quem pode pagar e o custo de um curso de graduação não se resume ao valor de uma mensalidade. Certamente que o senhor pode pagar esse custo para seus filhos ou filhas, mas infelizmente meus alunos e alunas não tiveram a sorte de nascerem filhos/as de juízes desembargadores. E diferentemente do senhor que tem salário bruto acima de 40 mil reais por mês, a imensa maioria da população de nosso Estado é pobre, e negar-lhe a UERN é reforçar o abismo da desigualdade social no RN. Como professora, o convido a conhecer nossos/as alunos/as e suas histórias de vida. Venha a Assu, onde sou professora, vamos conversar com as pessoas, vá a Patu, Pau dos Ferros, Caicó, converse com a população da Zona Norte de Natal, pois é, a zona norte também faz parte da cidade e do Estado.
O Brasil e o Rio Grande do Norte precisam avançar na defesa e promoção da educação pública, gratuita e de qualidade, e nenhum cidadão ou cidadã bem intencionado pode defender o fechamento de instituições de ensino. Precisamos defender, trabalhar e lutar pela ampliação da quantidade e da qualidade destas instituições.
Por último, gostaria de lembrar-lhe, caro desembargador, existe um mundo e um Rio Grande do Norte para além das paredes luxuosas e cheias de obra de arte dos tribunais, existe um RN que viaja de pau de arara, pega carona, come poeira, mas não deixa de ir para aula na UERN, é por esta parcela grandessíssima da população do Estado que sugiro que o senhor possa reavaliar seu ponto de vista e retratar-se com a população do Rio Grande do Norte. É por ela também que sigo minha luta cotidiana pela UERN e pelo direito de meus alunos e alunas terem uma formação de qualidade com desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão, mesmo sem tantos auxílios no meu salário entrego minha vida à minha profissão, pois julgo que através dela estarei semeando um mundo novo.
Paz e bem.
Andreza de Oliveira Andrade Professora do Departamento de História do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão - Assu
Professora do Departamento de História do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão - Assu
Do blog: http://josimarribeirosilva.blogspot.com.br
"Antigas imagens em Cartões Postais".
Cartão postal com vista para o edifício Fernando Costa.
Esse prédio, localizado na esplanada do Cais do Porto e levantado por ordem do governo federal, foi inaugurado em 13 de novembro de 1940.
Ele havia sido construído para servir de sede as repartições do Ministério da Agricultura com base em Natal.
A escolha pelo dia da inauguração foi uma homenagem ao 3º ano da gestão do titular da Pasta da Agricultura. O nome dado ao prédio se deu da homenagem ao então Ministro da Agricultura, o Sr. Fernando Costa.
A imprensa noticiou que a construção, localizada ao lado do prédio dos Correios e Telégrafos e em frente ao Cais do Porto, foi o primeiro no gênero construído no país.
O prédio servia ainda de estação meteorológica, pois tinha em sua parte superior equipamentos instalados para o serviço meteorológico. Até então o local onde eram recolhidos os dados para análise do tempo ficava a poucos metros desse edifício. Essa outra Estação era o Posto Meteorológico Pereira Reis, na esquina da rua Silva Jardim, em frente ao prédio da Alfândega.
Esse prédio, localizado na esplanada do Cais do Porto e levantado por ordem do governo federal, foi inaugurado em 13 de novembro de 1940.
Ele havia sido construído para servir de sede as repartições do Ministério da Agricultura com base em Natal.
A escolha pelo dia da inauguração foi uma homenagem ao 3º ano da gestão do titular da Pasta da Agricultura. O nome dado ao prédio se deu da homenagem ao então Ministro da Agricultura, o Sr. Fernando Costa.
A imprensa noticiou que a construção, localizada ao lado do prédio dos Correios e Telégrafos e em frente ao Cais do Porto, foi o primeiro no gênero construído no país.
O prédio servia ainda de estação meteorológica, pois tinha em sua parte superior equipamentos instalados para o serviço meteorológico. Até então o local onde eram recolhidos os dados para análise do tempo ficava a poucos metros desse edifício. Essa outra Estação era o Posto Meteorológico Pereira Reis, na esquina da rua Silva Jardim, em frente ao prédio da Alfândega.
No início da década de 40 era nesse local, em frente ao edifício
Fernando Costa, o final do trajeto do bonde na linha para o Porto. Até
por volta de 1938, o ponto de partidas e paradas dos "tramways" da Força
e Luz era no final dessa avenida, em frente ao Armazém nº 02 do Cais do
Porto
Fotógrafo: Grevy
Ano: Final dos anos 40
Fotógrafo: Grevy
Ano: Final dos anos 40
ENGRENAGEM ENFERRUJADA
Se o furor em defesa da vaquejada fosse aplicado na transposição do Rio São Francisco, a obra estaria pronta desde a República Velha. Transposição e outras grandes obras estruturantes.
O pior do Nordeste ainda é a sua representação política. Aliás, a Revolução de 30 ainda não deu o ar de sua graça nesta terra desgraçada.
Se o furor em defesa da vaquejada fosse aplicado na transposição do Rio São Francisco, a obra estaria pronta desde a República Velha. Transposição e outras grandes obras estruturantes.
O pior do Nordeste ainda é a sua representação política. Aliás, a Revolução de 30 ainda não deu o ar de sua graça nesta terra desgraçada.
A República Velha é aqui.
[Carlos Linneu, 'Portal No Ar']
Da linha do tempo/facebook de Paulo Sergio Martins
[Carlos Linneu, 'Portal No Ar']
Da linha do tempo/facebook de Paulo Sergio Martins
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Existe vacina para o câncer de próstata?
Pessoas no mundo inteiro sonham com o dia em que será desenvolvida uma vacina contra o câncer e várias pesquisas já foram iniciadas nesse sentido, algumas bem sucedidas, outras nem tanto.
Nos últimos tempos, dentro da comunidade médica e na sociedade em geral, tem havido rumores sobre uma vacina para o câncer de próstata, mas será que essa vacina realmente existe ou não passa de boato? E se ela existe, será que ela previne ou apenas trata o câncer? Continue lendo o nosso artigo e descubra!
O que é o câncer de próstata?
Antes de falarmos sobre a possível vacina, que tal conhecer um pouco mais sobre o câncer de próstata? Todo homem possui uma glândula localizada na parte inferior do abdômen. Essa glândula, chamada próstata, é responsável por parte da produção do sêmen liberado no ato sexual. Vale destacar que muitos homens no mundo sofrem com o câncer de próstata e, no Brasil, atualmente ele é o segundo mais frequente em indivíduos do sexo masculino.A maior parte dos acometidos por esse tipo de câncer são pessoas acima dos 65 anos, entretanto, ele pode surgir em homens mais jovens. Trata-se de um sério problema de saúde, porém, plenamente passível de tratamento.
Afinal de contas, existe ou não existe vacina para o câncer de próstata?
Em 2010 o Brasil desenvolveu uma vacina que, até então, tem apresentando bons resultados no combate ao câncer de próstata e pode vir a ser uma grande aliada da saúde masculina. A pesquisa e desenvolvimento da vacina foram conduzidos no Rio Grande do Sul e a vacina já foi testada em humanos e a resposta foi bastante eficaz, superior até do que uma medicação usada no tratamento desse tipo de câncer nos Estados Unidos.Segundo os resultados, houve a redução da doença, além da diminuição da mortalidade por causa do câncer de próstata.
Como funciona a vacina para o câncer de próstata?
A vacina estimula o sistema imunológico, ajuda a identificar e a eliminar as células cancerígenas. Para a elaboração da vacina, os pesquisadores utilizam células do tumor do paciente. Depois de pronta e aplicada, a medicação faz com que o organismo entenda que as células tumorais, na verdade, são intrusas que não deveriam estar naquele corpo. A partir disso, o organismo inicia o combate e eliminação do câncer. É uma vacina de tratamento e não de prevenção.Quais são as perspectivas para o futuro da vacina para o câncer de próstata?
Essa revolução no tratamento do câncer de próstata ainda terá os estudos aprofundados e deverá ser lançada nos próximos anos, mas as expectativas dos cientistas são de que, com base nessa vacina, tratamentos para outros tipos de câncer (câncer de mama, melanoma, câncer de intestino, câncer de pâncreas, etc) sejam desenvolvidos.E aí, você gostou do nosso artigo sobre o câncer de próstata e a vacina? Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Comente!
Fonte: Blog Andrologia
Dr. Luis Henrique L. Pereira
Cheiro de Alecrim
"E se acaso eu me desviar dos teus caminhos,eu te peço Senhor,busque-me outra vez."
Wanderly Frota
Wanderly Frota
Entenda o que é Sesamoidite – Uso de Salto Alto Exige Atenção
O caso de Xuxa chama a atenção para um fato muitas vezes ignorado pelas mulheres: os prejuízos do salto alto à saúde. Os potenciais danos vão dos pés à coluna, passando pela panturrilha e joelhos. Optar por modelos mais confortáveis e manter um bom alongamento são formas de evitar ou atenuar problemas sem abdicar do salto alto.
Um dos motivos pelos quais esse calçado ameaça a saúde é o fato de ele mudar o centro de gravidade do corpo. O peso de uma pessoa se concentra na parte de trás do pé. Com o salto alto, essa carga é transferida para a frente. Quanto maior a inclinação do pé sobre o sapato, maior o dano. Como forma de compensar esse desequilíbrio, joelhos e colunas ficam sobrecarregados, havendo um risco de desgaste da cartilagem nessas regiões.
Doença de Xuxa – A sobrecarga causada pelo salto alto pode desencadear sesamoidite, a doença de Xuxa, que é uma inflamação nos sesamoides, dois ossos localizados na sola de cada pé, próximos ao dedão. “Esses ossos, com cerca de 1 centímetro de diâmetro cada um, acabam tendo de trabalhar sob uma pressão muito maior do que aguentam“, diz Marcos Sakaki, ortopedista especialista em pés do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da USP.
Os sintomas da sesamoidite incluem dores na sola e na dianteira do pé, além de formação de calos e inchaço na área. Fases avançadas da doença podem levar à necrose do sesamoides – ou seja, o osso morre por falta de circulação sanguínea. De acordo com Sakaki, se não houve necrose, é possível reverter a doença. Os tratamentos iniciais consistem em abordagens que protegem o pé, diminuindo a pressão sobre eles. Isso pode ser feito com a suspensão do salto alto, o uso de botas ortopédicas que imobilizem os pés ou de tipos específicos de palmilha. Se os resultados não forem positivos, ou se houver necrose dos ossos, recomenda-se a cirurgia.
Outro problema provocado pelo uso de salto alto é o encurtamento da musculatura posterior das pernas. Uma pessoa com o problema pode sentir dores ao andar descalça ou usar um sapato baixo, já que o músculo da perna terá de esticar muito. “Isso gera um desequilíbrio e aumenta as chances de tendinite do tendão de Aquiles”, diz o ortopedista Fabiano Nunes Filho, do Hospital Beneficência Portuguesa. Segundo o médico, fazer alongamentos pode aliviar a dor causada por esse encurtamento da musculatura e evitar lesões. O ortopedista lembra que sapatos de salto alto e modelo bico fino elevam o risco de joanetes e deformidade dos dedos.
Cautela — Nem todas as mulheres que usam sapatos de salto alto terão sesamoidite ou outro problema relacionado ao calçado, mas tomar providências para evitar essas complicações é recomendado para todas. A forma mais eficaz de prevenir dores e lesões causadas pelo salto alto é, obviamente, deixar de usá-los. Outra maneira é usar saltos de até 3 centímetros, evitar saltos muito finos e optar por modelos em que o pé não fique tão inclinado, como plataformas e anabela.
“Um ortopedista nunca inventaria o salto alto“, diz Sakaki. “Mas as mulheres podem usá-lo desde que estejam atentas ao seu corpo. Se sentir dores, é hora de deixá-los de lado.” Segundo Nunes Filho, mulheres que precisam trabalhar de salto alto podem minimizar os prejuízos alongando a perna e ficando descalças sempre que possível, como quando estão sentadas.
Salto Agulha
Salto alto e bico fino
Plataforma
Anabela
Salto quadrado
Sapatos sem salto
Sesamoidite e Osteonecrose do Sesamoide
Sesamoides são dois pequenos osso localizados na parte da frente dos pés, logo abaixo da cabeça do primeiro metatarso:função dos sesamóides é a distribuição adequada do peso sob a região quando pisamos e também funcionam como roldanas que transmitem a força exercida pelo tendão flexor ao dedão (hálux) ao caminharmos.
O que é sesamoidite?
É a inflamação que acomete os ossos sesamóides.Sesamoidite – Sintomas
A quadro clínico clássico é a dor intensa sob os sesamoides durante o caminhar. A dor é exacerbada ao se caminhar descalço, com sapatos de solado muito rígido e piora com o uso de sapatos de salto alto. É muito frequente entre as mulheres, exatamente por causa dos tipos de calçado utilizados.
Sesamoidite – Causas
A principal causa da sesamoidite é o uso de calçados com salto alto mas, também pode ser causada por trauma local, atividades físicas (corrida, futebol, esporte de salto, etc) e pode estar associada à presença de pé cavo.Sesamoidite – Tratamento
O tratamento inicial é feito com a adaptação dos calçados, medicação anti-inflamatória, restrição para atividades físicas de impacto e fisioterapia. Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de imobilizações para o pé e uso de muletas. A melhora completa do quadro dificilmente ocorre com menos de 90 dias de tratamento.Nas sesamoidites que seguem sem o tratamento adequado por tempo prolongado, pode surgir uma grave complicação chamada de Osteonecrose do sesamoide, situação onde a sobrecarga e inflamação crônicas acarretam prejuízo à circulação sanguínea dentro do osso sesamoide, levando à morte óssea (osteonecrose).
Osteonecrose do Sesamoide
Infelizmente, esta é uma situação grave para o osso sesamoide. Em geral, é um quadro irreversível que leva à fratura e fragmentação completa do osso. O quadro causa dor importante e muito incapacitante mesmo para as atividades simples do dia a dia. A tratamento definitivo é a cirurgia para a retirada do osso sesamoide necrótico (sesamoidectomia). É um procedimento cirúrgico simples e com bom índice de sucesso. A recuperação pós-operatória leva aproximadamente 2 meses.Qualquer mulher pode ter independente da idade ou tem algum fator genético, idade ou qualidade de vida que influencia?
Está ligado a qualidade de vida e qualquer mulher pode ter. Em determinados casos, está associado a mulheres com joanetes – que são desvios no dedão do pé. Quando há esses desvios, o dedão perde a capacidade de absorver a carga de forma adequada, então os outros dedos e os sesamoides tendem a receber uma sobrecarga maior.
Os saltos são os únicos culpados pelo seu aparecimento ou existem outros fatores?
Não, dançarinos e corredores estão propensos a ter sesamoidite, pois são pessoas que usam muito essa região do pé. O sapato de bico fino também contribui para o aparecimento da doença, pois comprime os dedos e descarrega o peso em uma região muito pequena.
Existem mulheres que precisam usar sapatos de salto no trabalho. Qual dica ou exemplo elas poderiam seguir para evitar esta doença?
Umas das dicas e tentar usar o sapato com salto um pouco mais baixo, ou aqueles em que há salto na parte da frente e de atrás. Esses calçados dividem a sobrecarga e fica um desnível menor entre a parte posterior e anterior do pé. Também são recomendados os sapatos com o bico mais arredondado – para acomodar melhor o pé.
Há alguma forma das mulheres continuarem usando salto sem correrem o risco de sofrerem alguma lesão ou desenvolverem uma doença? O que é o ideal?
O melhor calçado é o tênis, pois tem um leve salto e é arredondado.
Só o fato de usar o salto causa problemas?
Não, tem o sedentarismo e uma série de fatores, como a postura. Chinelos e rasteiras são tão ruins para a coluna e os quadris quanto o salto alto, pois você diminui o apoio do meio do pé.
As mulheres que usam salto sofrem muitos riscos? Quais? Apenas a sesamoidite ou existem outros até mais graves?
O equilibro do corpo começa no pé, se tem alguma alteração nesse membro há a sobrecarrega nos tornozelo, nos joelhos e na coluna vertebral. Quando você usa salto, você altera o alinhamento da coluna vertebral. Para a mulher não cair, ela aumenta a lordose dela, o que causa uma hiperlordose, isso leva ao estiramento muscular e sobrecarga nas estruturas da coluna e nessa região.
Fontes:
– Dr. Andre Donato: Sesamoidite e Osteonecrose do Sesamóide– Uol: Entenda o que é a sesamoidite, doença no pé que fez Xuxa se afastar da TV
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO







