quinta-feira, 13 de abril de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
O RIO E O OCEANO
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas,
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é
renascimento.
Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem ! Avance firme e torne-se Oceano!
OshoSó podemos ir em frente e arriscar.
Coragem ! Avance firme e torne-se Oceano!
Imagem do rio Piranhas/Açu ao encontro do oceano em Macau/RN.
JUÍZA FEDERAL CRITICA CONTEÚDO DE NOVELAS DA GLOBO
Por Redação SRzd
A juíza federal do Trabalho, lotada no
TRT 6ª Região, Roberta Araujo, que se formou pela Faculdade de Direito do
Recife, UFPE, com doutorado na instituição de ensino Universidade Federal de
Pernambuco, publicou em sua rede social um questionamento sobre as contradições
apresentadas pelo Grupo Globo que resolveu afastar das suas funções o ator José
Mayer por assédio e o apresentador do Video Show, Otaviano Costa por “rir de
atitude machista no BBB. Leia o seu testemunho:
“Queridas, antes de divulgar e exultar
com a postura da Globo em “ punir” José Mayer por assédio ou afastar Otaviano
Costa do vídeo show por rir de atitude machista do Big Brother lembrem-se de
que foi a Globo que universalizou entre nós a cobiça por Anita, apresentada
como uma “ ninfeta” ousada que seduzia um homem casado e com idade de ser seu
pai.
Foi a Globo que nos apresentou Angel,
uma adolescente que permeou o imaginário dos desejos mantendo um ardoroso caso
com o marido da sua própria mãe.
Foi a Globo que em Laços de Família
envolveu o Brasil na polêmica trama em que a jovem filha rouba Edu, o namorado
da mãe, interpretado por Reynaldo Gianecchini.
Foi a Globo que em Avenida Brasil nos
trouxe como núcleo de comédia a trama com três mulheres envolvidas com o mesmo
homem- o empresário Cadinho – e que declinam da suas vidas e dignidade para se
sujeitarem a viver com ele, mesmo após se descobrirem enganadas.
Em Império, a Globo preencheu o
imaginário de desejos com a trama do charmoso Comendador que mesmo casado com
Marta mantinha um fogoso affair com uma menina mais jovem que sua própria
filha.
Foi a Globo que fez o Brasil se
divertir com o programa Zorra Total, que tinha em seu quadro principal duas
amigas em um vagão, sendo uma delas, a Janete, bolinada de várias formas e
tocada em suas partes íntimas com a batuta de um maestro enquanto a sua amiga
Valéria , ao invés de defendê-la, dizia: “aproveita. Tu é muito ruim, babuína.
Se joga.”
Então queridas, quando essa emissora
diz em nota que “repudia qualquer forma de desrespeito, violência ou
preconceito” esta em verdade sendo dissimulada e ofensiva por nos considerar
alienadas ou parvas. A verdade é que a Rede Globo coisifica as mulheres,
naturaliza a violência, os abusos e assédios, incentiva o desrespeito,
ridiculariza o papel e a posição da mulher e subalterna nossa dignidade.
São mensagem explícitas e subliminares
como as que esta Rede Globo universaliza e crava no imaginário masculino
brasileiro que estupram, abusam, ferem e vitimam milhares de Mirellas que
habitam entre nós”.
Se você concorda, compartilhe!: http://www.srzd.com/brasil/juiza-federal-critica-conteudo-de-novelas-da-globo/
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"BÔA NOITE PARA VOCÊ"
Do livro de crônicas, título acima, publicado em 1956 por Adalberto Tavares dos Santos Lima que apresentava suas crônicas, os seus escritos sobre pessoas influentes da cidade do Assu e seus acontecimentos, nos microfones de "A Voz do Município", único meio de divulgação naquela época, do município do Assu. Vejamos essa crônica sobre Manoel Pessoa Montenegro (Manezinho) que fora prefeito do Assu durante 13 anos consecutivos (1936-48) nomeado por Getúlio Vargas.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Na
sessão ordinária desta quinta-feira, 6, apresentei no plenário da
Câmara Municipal do Assú propositura de autoria do MANDATO da vereadora
DELKIZA CAVALCANTE requerendo o reconhecimento da Academia Assuense de
Letras como entidade de Utilidade Pública. Tenho acompanhando de perto
desde o ano de 2015 o funcionamento pleno e regular desta entidade e
atesto que a referida tem demonstrado qualificação no desenvolvimento da
cultura e da arte assuense.
A EXISTÊNCIA DE DEUS é o título de um dos poemas do poeta repentista
Pedro Bandeira (Pereira de Caldas), paraibano de São José de Piranhas, vivido
em Juazeiro do Norte-CE, considerado (ele verseja, improvisa em várias formas:
mourão, martelo agalopado, galope à beira mar, entre outras modalidades) como
um dos maiores ícones da Literatura Popular Brasileira. E na sua sabedoria, Pedro
Bandeira escreveu essa joia de poema recheado de verdades. Vejamos, para o
nosso deleite, o referido poema adiante transcrito:
Deus está nas ideias de Platão
Aristóteles, Confúcio, Cícero e Dante
Gutemberg, Paré, Galeno e Kant
Leonardo, Beethoven e Salomão
Quem afirma que Deus é ficção
É nocivo pequeno e ignorante
Para o mundo é insignificante
É porque Deus é a própria inteligência
É a luz sublimada da ciência
Transformando uma célula num gigante
Deus está no sol quente causticante
Nas camadas sutis e argilosas
Nas chapadas das serras arenosas
E nas cascatas do bosque horripilante
Nas jornadas saudosas do emigrante
Que se vive a sofrer não se maldiz
Deus existe no caule e na raiz
Na bondade, no amor, na esperança
No sorriso inocente da criança
Que não sabe o que é ser infeliz
Deus está no voar dos colibris
Única ave que voa marcha ré
Se bota a marca de força e não dar fé
Que a cabeça está perto do chassis
Deus existe nos verdes alcantis
E nos talhados globais que o mundo tem
No chacal, no pavão e no vemvem
Na floresta assombrosa, no arbusto
Na caneta de ouro do homem justo
Que não rouba um tostão de seu ninguém
Deus existe no mar com suas dunas
Nas colcheias dos vales nordestinos
Nos sussurros dos córregos cristalinos
Nas jazidas de ouro do amazonas
Nas ingênuas libélulas que são donas
Das gotículas de orvalho das manhãs
Nas gaivotas do mar, nas jaçanãs
No segredo do fogo e nas centelhas
E no zumbido sonoro das abelhas
Festejando um partido de milhões
Deus está num foguete e num avião
Num trabalho paralepipédico
Nas ciências das mãos do próprio médico
Que tentou transplantar o coração
No relâmpago, na chuva, no trovão
E nas fagulhas que vão na correnteza
Na paixão, na humildade, na nobreza
Nos tecidos da teia de aranha
E no poeta no pé de uma montanha
Recebendo as lições da natureza
Deus existe em todos os minerais
Nos insetos, nas aves, nos abrolhos
Nas lanternas dos próprios olhos
Nas camadas das nuvens pluviais
Na metamorfose dos rosais
Na essência da flor e no “paúlo”
Nas estrelas, no chão, no céu ‘azulo’
Nas estrelas, no chão, no céu ‘azulo’
No escuro, no ar, na lua clara
No calor do deserto de saara
E na frieza sem fim do pólo sul
Deus está na criança abandonada
Que soluça com fome e não comenta
No silêncio de um louco que se senta
Na palhoça da beira da estrada
Nos rangidos dos remos das jangadas
Que uma parte é molhada e a outra enxuta
Deus está no preâmbulo da conduta
Do poeta que canta a sua história
Nas medalhas de ouro da vitória
De quem parte para o campo e ganha a luta
Deus existe em um cérebro eletrônico
Nos cristais que dão vida ao microfone
No mistério da voz do telefone
E nos artistas atuais do mundo harmônico
Num piano melódico e sinfônico
Na energia atômica e na corrente
No progresso do mundo atualmente
Na caneta, na tinta e no papel,
E no milagre infinito da EMBRATEL
Que atira a imagem em nossa frente
Deus está numa máquina de escrever
Na mecânica da nova matemática
Na consciência tranquila da gramática
E numa fita que fala e ninguém vê
Sua faixa estirar nem encolher
Entre a cor, a cadência e a qualidade
Dependendo de ter velocidade
Ela grava, desgrava e pede bis
Da maneira que a boca humana diz
Ela canta pra toda humanidade
Deus está nesse encontro entre nós
Nos amigos que sentem meus problemas
Nos adultos que escutam meus poemas
E nas crianças que aplaudem a minha voz
Já esteve, ainda está, e logo após
Reunidos daqui viajaremos
Deus é tudo na vida o que nós temos
Crer em deus é ter flores na memória
É saber que a morte é grande glória
Para a vida eterna que teremos!
Postado por Fernando Caldas
quinta-feira, 6 de abril de 2017
SE TU VIESSES VER-ME...
(Florbela Espanca)
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
http://madalena-sonetos.blogspot.com.br
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?
Cecília Meireles
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.












