segunda-feira, 30 de outubro de 2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O OUTRO PAR

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SESSÃO SOLENE NA ASSEMBLEIA CELEBRA OS 10 ANOS DA CASA DO CORDEL

Referência na cultura potiguar, a Casa do Cordel recebeu nesta sexta-feira (27) homenagem da Assembleia Legislativa pelos 10 anos de atividade. Proposta pelo deputado George Soares (PR), a sessão reuniu importantes poetas do Estado, representantes da Câmara Municipal e os deputados Hermano Morais (PMDB) e Ricardo Motta (PSB). A Casa do Cordel é um espaço cultural que se destaca por valorizar a cultura popular e ser ponto de referência para estudantes e pesquisadores e, em Natal, é administrada pelo poeta Abaeté.
“Temos a satisfação de no dia de hoje homenagearmos alguns intelectuais potiguares. Pessoas de pensamentos positivistas e batalhadoras que atuaram e que atuam com dignidade e respeito na literatura de cordel”, disse George Soares. Em discurso, o deputado fez um resumo da história da Casa do Cordel e destacou a fundação do espaço, no dia 17 de agosto de 2007, pelo poeta Erivaldo Leite de Lima, o popular Abaeté.
Depois foi criada a Associação Cultural Casa do Cordel, com sua sede comercial funcionando vizinha a Assembleia Legislativa, na rua Vigário Bartolomeu, próximo ao famoso “Beco da Lama”, região considerada como polo de aglutinação da boemia e dos grandes artistas potiguares.
“A Casa do Cordel além de reforçar a prática do folheto de cordel serve para agregar vários artistas de diferentes cidades do nosso Estado e até de outras unidades da Federação. Hoje tem no seu quadro de sócios, além de poetas, músicos, atores, artistas plásticos, professores, entre outros produtores culturais”, destaca o deputado.
Na ocasião, George Soares enalteceu o saudoso poeta, músico e escritor, Roberto Coutinho da Motta – o popular Bob Motta (in memoriam), que pertencia a Academia de Trovas; a União Brasileira de Trovadores; ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e a Associação Cultural Casa do Cordel. Foi autor de diversos livros e folhetos de cordéis. Faleceu em 07 de julho de 2017, em Natal. “Bob Motta deixou um exemplo de amor às artes, sobremaneira a literatura de cordel. Um cidadão de caráter ilibado. Digno dessa e de muitas outras homenagens que, certamente, virão”, falou ele.
O deputado Ricardo Motta, sobrinho do poeta Bob Motta, se emocionou ao falar do tio. “Bob Motta era como um irmão mais velho. Gravo profundas recordações, inclusive a que ele disse, em poesia, que começaria a viver no dia em que morresse”.
George Soares citou ainda um dos maiores nomes da poesia da região do Assú, Francisco Agripino, o popular Chico Traíra, natural de Ipanguaçu e criado em Assú.
Em forma de poema, o poeta Abaeté agradeceu a homenagem e reconhecimento do trabalho realizado pela categoria. “Não é fácil fazer cultura em qualquer lugar, mas coloquei a Casa do Cordel onde deveria estar”.
Foram homenageados também Chico de Aiá, Gelson Luiz Pereira, Hélio Gomes, Antônio Francisco Texeira – que recitou um poema em homenagem à Assembleia Legislativa, Marciano Medeiros, Rosa Regis, Jardia Maia, Boinho (Assú), Geraldo Maia e Paulo Varela.
ALRN


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A vida de Esmoler

Autora:
ANTONIETA GUILHERME

Postado por RQBEZERRA

Amigo é casa (Capiba / Herminio Bello de Carvalho) - Zélia Duncan e Nels...

Amor é fogo que arde sem se ver 
 
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
 
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
 
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
 
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor? 

Luís Vaz de Camões
Barcos de papel
 
Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde tímida e lavada,
Eu saía a brincar, pela calçada,
Nos meus tempos felizes de menino
 
Fazia, de papel, toda uma armada;
E, estendendo o meu braço pequenino,
Eu soltava os barquinhos, sem destino,
Ao longo das sarjetas, na enxurrada...
 
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais:
São feitos de papel, são como aqueles,
 
Perfeitamente, exatamente iguais...
— Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!

Guilherme de Almeida
 
"Sem noite não 
tenho uma condição. 
É haver noite, na Terra. 
"Sem noite, não e não."
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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

CICLO DE SECA ESTÁ ENCERRADO E 2018 SERÁ DE INVERNO NO NORDESTE


iclo de seca está encerrado e 2018 será de inverno no Nordeste, prevê a meteorologia .As análises apontam para um inverno que varia de normal e acima da média, em 2018, abrindo uma possível sequência de nove anos com baixa possibilidade de secas repetidas. Ciclo de seca está encerrado e 2018 será de inverno no Nordeste, prevê a meteorologia.

Vai chover mais no próximo ano e, segundo os meteorologistas, o ciclo de seis anos seguidos de seca severa para o semiárido do Nordeste está encerrado e não deverá se repetir na próxima década.
O prognóstico do meteorologista Gilmar Bistrot (Emparn) à reportagem da Tribuna do Norte é corroborado por Luiz Carlos Baldicero Molion, meteorologista e professor da Universidade Federal de Alagoas.
As análises apontam para um inverno que varia de normal e acima da média, em 2018, abrindo uma possível sequência de nove anos com baixa possibilidade de secas repetidas.

FONTE: Blog de São vicente

https://quixerenoticiass.blogspot.com.br



 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.