domingo, 5 de novembro de 2017


Os Becos
Os becos não revelam
senti o vento
senti o gosto
sem o sopro
sem o paladar
senti amor sem amar
Faço opção pelos trilhos
e não tento ver mais além
e no trem vago - em mim
sou resto
na réstia deste dia
Não te procuro
mas a imagem que reflete
mas o som que ecoa
mas o grito que não cessa
mas, o inesperado o sonho
no soslaio na rebeldia

Amélia Freire.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Amo meus pais como prova
Porque são meus genitores
Mamãe na cova sem dores 
Papai em casa, sem cova
Mamãe morreu muito nova
Papai ficou sem aquela 
Hoje a casa dele e dela 
Não é dela e nem é dele 
Mamãe na cova sem ele
Papai na casa sem ela


Poeta Louro Branco disse:

Da Linha do Tempo, Facebook de Franklin Firmino 
 (...)

- Ora morrer...
 Morrer é a vida de que se nasce.

João Lins Caldas
Meus mortos vivos nunca apodreceram.

João Lins Caldas

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

O OUTRO PAR

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SESSÃO SOLENE NA ASSEMBLEIA CELEBRA OS 10 ANOS DA CASA DO CORDEL

Referência na cultura potiguar, a Casa do Cordel recebeu nesta sexta-feira (27) homenagem da Assembleia Legislativa pelos 10 anos de atividade. Proposta pelo deputado George Soares (PR), a sessão reuniu importantes poetas do Estado, representantes da Câmara Municipal e os deputados Hermano Morais (PMDB) e Ricardo Motta (PSB). A Casa do Cordel é um espaço cultural que se destaca por valorizar a cultura popular e ser ponto de referência para estudantes e pesquisadores e, em Natal, é administrada pelo poeta Abaeté.
“Temos a satisfação de no dia de hoje homenagearmos alguns intelectuais potiguares. Pessoas de pensamentos positivistas e batalhadoras que atuaram e que atuam com dignidade e respeito na literatura de cordel”, disse George Soares. Em discurso, o deputado fez um resumo da história da Casa do Cordel e destacou a fundação do espaço, no dia 17 de agosto de 2007, pelo poeta Erivaldo Leite de Lima, o popular Abaeté.
Depois foi criada a Associação Cultural Casa do Cordel, com sua sede comercial funcionando vizinha a Assembleia Legislativa, na rua Vigário Bartolomeu, próximo ao famoso “Beco da Lama”, região considerada como polo de aglutinação da boemia e dos grandes artistas potiguares.
“A Casa do Cordel além de reforçar a prática do folheto de cordel serve para agregar vários artistas de diferentes cidades do nosso Estado e até de outras unidades da Federação. Hoje tem no seu quadro de sócios, além de poetas, músicos, atores, artistas plásticos, professores, entre outros produtores culturais”, destaca o deputado.
Na ocasião, George Soares enalteceu o saudoso poeta, músico e escritor, Roberto Coutinho da Motta – o popular Bob Motta (in memoriam), que pertencia a Academia de Trovas; a União Brasileira de Trovadores; ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e a Associação Cultural Casa do Cordel. Foi autor de diversos livros e folhetos de cordéis. Faleceu em 07 de julho de 2017, em Natal. “Bob Motta deixou um exemplo de amor às artes, sobremaneira a literatura de cordel. Um cidadão de caráter ilibado. Digno dessa e de muitas outras homenagens que, certamente, virão”, falou ele.
O deputado Ricardo Motta, sobrinho do poeta Bob Motta, se emocionou ao falar do tio. “Bob Motta era como um irmão mais velho. Gravo profundas recordações, inclusive a que ele disse, em poesia, que começaria a viver no dia em que morresse”.
George Soares citou ainda um dos maiores nomes da poesia da região do Assú, Francisco Agripino, o popular Chico Traíra, natural de Ipanguaçu e criado em Assú.
Em forma de poema, o poeta Abaeté agradeceu a homenagem e reconhecimento do trabalho realizado pela categoria. “Não é fácil fazer cultura em qualquer lugar, mas coloquei a Casa do Cordel onde deveria estar”.
Foram homenageados também Chico de Aiá, Gelson Luiz Pereira, Hélio Gomes, Antônio Francisco Texeira – que recitou um poema em homenagem à Assembleia Legislativa, Marciano Medeiros, Rosa Regis, Jardia Maia, Boinho (Assú), Geraldo Maia e Paulo Varela.
ALRN


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A vida de Esmoler

Autora:
ANTONIETA GUILHERME

Postado por RQBEZERRA

Amigo é casa (Capiba / Herminio Bello de Carvalho) - Zélia Duncan e Nels...

Amor é fogo que arde sem se ver 
 
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
 
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
 
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
 
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor? 

Luís Vaz de Camões

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