quarta-feira, 4 de julho de 2018

*Mote*
*Driblando as brechas da lei*
*E povo assistindo o jogo.*
*Glosa*
Os safados aproveitando
Da paixão nacional
O povo vivendo mal
Pelas ruas sai vibrando
A seleção vai jogando
O jogo pegando fogo
Político passando o rodo
Pensando que é o Rei
*Driblando as brechas da Lei*
*E o Povo assistindo o jogo.*
Natal (RN), 04 de julho de 2018.
Dedé de Dedeca.
Obs.
Peguei a deixa de uma glosa de Heliodoro Morais.

sábado, 30 de junho de 2018

"A INVEJA"

És grande na loucura predileta
Na beleza feliz que o peito afeta
As raízes do sonho que devoras
Mau grado os humildes que namoras...
A doçura do riso que é teu lume.
Como a treva que marcha o vagalume
Como a noite que marcha a luz do dia.

João Lins Caldas
Por João Lins Caldas

O céu, que me faltou, é-me abandono,
O céu, sombra da morte, me faltou...
Final de mim, meu derradeiro sono,
Alguém esse caminho me levou...

Não és tu nunca mais... sei eu que vou...
Raiz de bruma... e folha desse outono...
Houve um cativo em mim que eu mesmo sou...
Nessa  agonia de seu próprio dono...

Pomar de beijos florescendo dores...
Não sou mais vivo nem mais morto... quis
Meu sonho apenas que eu colhesse flores...

E eu quebrei ramos - pensamentos vis -
Para depois de tanto, de esplendores,
Chegar ao ponto de não ser feliz...

_________________Em, Poeira do céu e outros poemas. Org. Cássia de Fátima Matos dos Santos.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O Centro Regional de Escoteiros do Assu foi fundado pelo Prof. Antônio Juvenal Guerra, em 1934. Já na Administração João Marcolino de Vasconcelos, organizou-se a JAZZ FLOR DE LIZ com modernos instrumentos, tendo o maestro Cristóvão como instrutor, por volta de 1950.

Em, Assu/Gente/Natureza/História, 1995, de Celso da Silveira,
O amor não tem avesso.

João Lins Caldas, pensador potiguar
O português João Gonçalves Cachina com sua primeira esposa, Maria Madalena Fonseca Montenegro(retirou Montenegro e Adicionou Cachina), seus primeiros filhos: José Cachina, Maria Cachina e Aracir Cachina. Foto tirada na Casa Grande da comunidade de Arapuá.


SONHO DE ESTRELA

Era noite. A Via-Láctea cintilava, nua...
Larga nuvem branca, semelhante a um véu
Sobre um rosto de noiva - a cabeça tua -
Mal deixava transparecer o azul do céu.
Entre súbitos desmaios aparecia a lua,
Formosa, beijando as areias do escarcéu...
Mas, ah! Novo encanto novo se acentua...
Ao se recordar, talvez, do rosto lindo teu,
Disse, em sonho, uma mimosa estrela:
"Vem, único meteoro que do mundo resta
Brilhar sobre este azul..." E acenava a ela,
Então, apontando a esfera calma e bela,
Os anjos levaram-na para o céu, em festa,
Só porque um instante se lembrava d'ela.

João Lins Caldas
25/06/1958 – Há 60 anos, o governador potiguar Dinarte de Medeiros Mariz sancionava a lei estadual 2.307, que criava a Universidade do Rio Grande do Norte – “UNR”.
O ato ocorreu no Palácio Potengi, sede do governo potiguar, contando com a presença de deputados federais, desembargadores, deputados estaduais, diretores de faculdades, professores, jornalistas e estudantes.
A referida universidade foi oficialmente instalada no dia 21 de março de 1959, em solenidade presidida pelo Governador Dinarte Mariz, realizada no Teatro Alberto Maranhão. O professor Onofre Lopes da Silva foi a primeira pessoa assumir a Reitoria da instituição.
A “UNR” foi federalizada no governo do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, através da lei federal 3.849, de 18 de dezembro de 1960. Em 1965, a instituição passou a denominar-se "Universidade Federal do Rio Grande do Norte", através da Lei n. 4.759, de 20 de agosto de 1965, assinada pelo Presidente Castelo Branco.
Além da gestão do professor Onofre Lopes(1959-1971), a instituição já teve os seguintes reitores: Genário Alves da Fonseca(1971-1975), Domingos Gomes de Lima(1975-1979), Diógenes da Cunha Lima(1979-1983), Genibaldo Barros(1983-1987), Daladier Pessoa Cunha Lima(1987-1991), Geraldo dos Santos Queiroz(1991-1995), José Ivonildo do Rêgo(1995-1999), Ótom Anselmo de Oliveira(1999-2003), José Ivonildo do Rêgo(2003-2007 e 2007-2011) e a professora Ângela Maria Paiva Cruz, primeira mulher a assumir o cargo de Reitora da UFRN(gestões 2011-2015 e 2015-2019).
Atualmente, a UFRN é considerada uma das melhores instituições de ensino superior das regiões norte e nordeste do país, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação, destacando-se nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
A universidade possui campi nas cidades de Natal(Campus Central), Caicó(Campus Ceres), Currais Novos(Campus Ceres), Santa Cruz(Facisa) e Macaíba(Campus Jundiaí), além de manter diversos polos de educação a distância(EAD).

Francisco Veríssimo De Sousa Neto

CEARÁ-MIRIM - LEMBRANÇAS DE UM PASSADO DISTANTE.

Ceará-Mirim,lembrando os teus rios, os teus Engenhos, a minha
recordação me trás de volta ao tempo de criança e de adolescente.
O teu passado de histórias e de glórias, nunca serão esquecidos por
todas as gerações de teus filhos.
Ceará-Mirim, das festas da Padroeira, das novenas a Nossa Sen-
hora da Conceição. A Igreja toda iluminada e os noiteiros a solta-
rem balões. Lembro dos botequins abertos a noite toda; do parque de
diversão, com a sua roda gigante, seu carrossel de cavalinhos; seus
botes a balançar, a onda marinha girando e seus passageiros a gritar.
A amplificadora do parque, com o seu locutor de voz postada que anun-
ciava o programa de " alguém para outro alguém, com muito amor e ca-
rinho", frases que eram repetidas a noite toda.
Que saudade do carrossel de seu Joaquim Bicudo, empurrado à mão,
com luz de uma lamparina à querosene, um sanfoneiro com seu fole de
oito baixos, tocava sem parar, enquanto o velho carrossel girava, a-
companhado pelo nosso olhar de criança.
Ceará-Mirim, onde estão os pés-de-figo, que embelezavam a frente
da Matriz. Que saudades dos banhos nas valas do atêrro do Engenho Ca
naubal; da rua do rio; do rio dos homens; dos banheiros de seu Cascudo;
do olheiro e das pessoas carregando àgua em jumentos,galão ou em peque-
nos potes de barro, coduzido à cabeça. Lembro do passeio aos domingos,
andando sôbre a linha do trem, segurando na mão da namorada, se equili-
brando nos trilhos, em direção a Usina São Francisco e fazendo uma pa-
rada obrigatória no Porão, para beber água fresquinha e bater um gostoso
papo com o Mestre Rafael Sobral. Que saudades!!!
Recordo da Procissão na semana Santa. Eu, Inácio de Magalhães, ba-
tendo Matraca, muitas pessoas segurando o andor, que de longe era visto.
Willians e Josemar, balançando o turíbio com incenso;a banda de música
tocando uma música lenta e a multidão em silêncio, em profundo respeito
à Nossa Senhora da Conceição, fazendo o trajeto, saíndo da Igreja, rua da
Aurora, rua São José,rua Grande e subindo pela praça Barão do Ceará-Mirim,
de volta à Matriz. Ao chegar, era celebrada a Santa Missa, no átrio da I-
greja. Logo após, o encerramento, soltava-se muitos fogos e dáva-se vivas
a Nossa Senhora. Então era dado início a barraca e ao leilão.
Daremos continuidade em outros artigos, de nossas lembranças

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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO