quarta-feira, 17 de julho de 2019

Da série: Assú, sua história, sua gente. Este é o Centro Sportivo Assuense fundado pelo ex-prefeito Costa Leitão. Em pé: Lino, Carmelito, Gali Gali, Elói, Assis de Beca e Costa Leitão. Agachados: João Né, Dedé Félix e Sebastião de Ari. Sentados: Mestre Raimundo, Zé Pretinho e Baiano.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Por Renato Caldas

Senhor: eu não acredito
Que ninguém escute o grito
De angústia que a fome tem.
Não quero saber quem foi,
Quem inventou o perdoe...
Se negando fazer bem.

A espécie humana rasteja,
Sem saber o que deseja
Nem mesmo para onde vai...
É marcha hostil da matéria,
Caminha tropeça e cai.

Não sei no mundo o que fui
Fui talvez Edgar Poe...
Um Agostinho... Um plutão...
Nos festins da inteligência,
Mergulhei a consciência
E o vício estendeu-me a mão.

Na estrada dos infelizes
Na confusão dos matizes,
Nascem as flores também!
Sim, nos cérebros dos pobres
Há pensamentos tão nobres...
Ninguém conhece ninguém.

Fui nômade! Aventureiro,
Fui poeta seresteiro,
Um lovelace também!
Amei demais as mulheres
E procurei nos prazeres,
Marchar a face do bem.

Hoje, sinto a claridade,
Tenho, pois, necessidade
De meu passado esquecer.
Pouco importa os infelizes
À marcha das cicatrizes...
Se deixarem de doer.

Já viu lavar a desgraça?
Ou afogar na cachaça
A vergonha... a precisão?
É a fome conveniente
De tornar-se indiferente...
Podendo estender a mão.

Uma esmola por caridade:
É a voz da humilhação,
Morrendo de inanição
Não diga nunca perdoe,
Não queira saber: quem foi!
Esse alguém... é vosso irmão.
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O ÚLTIMO ESCOMBRO FLORIDO
(Por Onestaldo de Pennafort)

Quando eu chegava à tua casa, quando
entreabria o portão do teu jardim,
alvoroçada e como as pombas voando,
vinhas rindo e correndo para mim.

Eu te beijava muito e te beijando
sentia o teu aroma de jasmim.
Eras a flor de caule esguio e brando
que mais se alvoroçava no jardim.

Mas tudo isso se foi ... E ontem, passando,
por tua casa, ao ver o teu jardim
que a hera daninha, aos poucos, foi matando,

pensei em ti, no nosso amor, em mim.
Em nós também - eu já nem sei mais quando -
houve uma cousa que morreu assim.

Pintura de Guillermo Manrique
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domingo, 14 de julho de 2019

REDOMA
Quero seu amor, não quero a saudade.
Quero teus beijos,não tua amizade.
Não quero o gosto dos beijos que não foram dados.
Não quero saber se você existe
Quero existir com você.
Uma existência plena de duas almas gêmeas.
Faz amor comigo, do teu corpo meu abrigo.
Água da minha sede.
Deita-se em minha rede para olharmos o luar.
Verás estrelas te acenando,proclamando nosso amor. 
A felicidade contigo sonhada.
Dois de mãos dadas seguindo a estrada.
Iluminando a escuridão com teu apaixonado coração.
Faz o meu domingo diferente, faz um amor ardente.
Do meu desejo apenas uma lembrança que você saciou.
Deixa-me seguir com você.
Não me prenda nesta redoma.
Liberta-me para te amar.
O tempo de ficar comigo ainda não acabou
Volta..
( Antônio Carlos LAURENTINO DE FARIAS)
Editado no facebook em 14-07-2019)

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Nos tempos dos grandes almanaques. Almanaque Literário e Estatístico, de Porto Alegre, para 1917. Soneto de João Lins Caldas.


 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO