quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
Adriano Medeiros para Fatos e fotos de Natal Antiga
Então, muitos anos após, a Prefeitura tomou o terreno e construiu no local a Praça Pio X. De qualquer jeito, a praça era pertencente à Catedral. Por isso teve o nome de Pio X.
Os vendedores de pipocas, amendoins e de sorvetes, confeitos, balas e outros mais, ficavam à espera na calçada da praça Pio X. Ali, ainda não havia estacionamento de carro-de-praça - os chamados taxis de hoje. Luminárias eram feitas de forma exuberante e bela, com très lâmpadas em cada poste, todos eles feitos de ferro pintados de branco. Ao redor da praça havia quatro bancos onde se plantavam árvores de média estatura.
A Praça Pio X era um esmero, principalmente durante à noite, pois à tarde era aquele calor. Vivia-se em um clima de esmerado bom tempo, com as pessoas passeando pela cidade à procura de um local de vendas mais aclimatado. Com o decorrer do tempo, a Nova Catedral foi construída no mesmo local onde, tempos passados, já havia sido escolhido pelo Padre João Maria. A praça, foi apenas lembrança de um espaço que não volta mais.
Do texto de Alderico Leandro, publicado no seu blog Asa Morena
Esta fotos são da antiga Praça Pio X nas decadas de 40 e 50, hoje tem ali a Catedral Metropolitana de Natal.
Com relação à Praça Pio X. a história é bem diferente.
No início do século XX, alí era um matagal com o padre João Maria, pároco de Natal/RN., querendo edificar uma nova catedral. A antiga, ficava na mesma rua - veja a foto - no início de tudo, onde Natal foi descoberta em 1599. O tempo passou lento até que o Padre João Maria achou de construir a nova Catedral. Pelos idos do século XIX, por volta de 1895, homens, mulheres, meninos e jovens saiam da Igreja Matriz, caminhando por um terreno cheio de vegetação, até chegar à praia da Ponta do Morcego (Praia do Meio) e depois, na praia de Areia Preta.
Os peregrinos íam buscar pedras para a construção do novo templo. Esse caminhar foi até 1905, quando o Padre João Maria Cavalcante de Brito faleceu. Dai por diante, a nova Catedral que já estava com a sua construção bem avançada, foi esquecida.
Então, muitos anos após, a Prefeitura tomou o terreno e construiu no local a Praça Pio X. De qualquer jeito, a praça era pertencente à Catedral. Por isso teve o nome de Pio X.
Nessa praça, quente até demais, pois não tinha árvores por perto, aconteceram fatos misteriosos, como por exemplo o assassinato de um garçom, morto à bala. no meio da praça, em um restaurante ou peixaria que funcionava no local. A peixada era localizada numa especie de "avião", como se chamava o restaurante locado, com dois lados para subir e descer para o alto e mais dois espaços que eram como as asas de um avião.Tudo isso ficava na parte alta do tal chamado "avião". Moças, rapazes e meninos costumavam passear por entre as asas do fabuloso restaurando. Descendo dalí, as mocinhas, rapazes e meninos tomavam um calor que nem te conto. Para amenizar essa temperatura, os que passeavam no restaurante tomavam sorvetes. Era um meio de se livrar do mormaço. À noite, não era do mesmo jeito. Não havia por lá as crianças. Essas já estavam dormindo. Do lado direito da praça, um grande, monumental prédio abrigava o Cinema Rio Grande. Um majestoso cinema com os seus elegantes homens e mulheres que recebiam os bilhetes adquiridos no lado de dentro ou do fora, vestindo um traje de cor vermelha bem escura. Botões de metal completavam a indumentária.
Cidadãos que frequentavam a casa de espetáculo só tinha acesso ao cinema de fossem trajados de paletó e gravata..
As damas, com mais suntuosos vestidos.
Os vendedores de pipocas, amendoins e de sorvetes, confeitos, balas e outros mais, ficavam à espera na calçada da praça Pio X. Ali, ainda não havia estacionamento de carro-de-praça - os chamados taxis de hoje. Luminárias eram feitas de forma exuberante e bela, com très lâmpadas em cada poste, todos eles feitos de ferro pintados de branco. Ao redor da praça havia quatro bancos onde se plantavam árvores de média estatura.
Bondes e ônibus passavam em frente à praça, pela Avenida Deodoro, naquele tempo já calçada com pedras como até hoje se faz em ruas periféricas da cidade. Era um tempo ameno a capital, com o pessoal sem precaução a assaltos por elementos marginais. Quando muito, ouvia-se falar dos famosos ladrões de galinhas que invadiam os quintais tarde da noite. Então, era um alvoroço de "pedra ladrão" e se chamava os guardas-noturnos para prender o larápio, Hoje, não tem mais esses guardas e a policia já está dormindo. Antigamente, era um guarda-noturno a cada cem metros por toda a cidade.
A Praça Pio X era um esmero, principalmente durante à noite, pois à tarde era aquele calor. Vivia-se em um clima de esmerado bom tempo, com as pessoas passeando pela cidade à procura de um local de vendas mais aclimatado. Com o decorrer do tempo, a Nova Catedral foi construída no mesmo local onde, tempos passados, já havia sido escolhido pelo Padre João Maria. A praça, foi apenas lembrança de um espaço que não volta mais.
Do texto de Alderico Leandro, publicado no seu blog Asa Morena
domingo, 8 de dezembro de 2019
sábado, 7 de dezembro de 2019
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
SETOR CULTURAL ARTICULA-SE PARA REALIZAÇÃO DA 2ª EDIÇÃO DO FESTIVAL CURTA VERÃO
Um encontro ocorrido segunda-feira (02) nas dependências de Casa de Cultura Popular Sobrado da Baronesa, centro da cidade, iniciou os preparativos para a realização, em janeiro de 2020, da 2ª edição do Festival Curta Verão Assú.
A reunião ocorreu entre o secretário municipal adjunto de Cultura, Paulo Sérgio, e a artista, produtora e ativista cultural mossoroense Katarina Gurgel.
A iniciativa é da Prefeitura do Assú, via Secretaria Municipal de Educação e Cultura, e a Fundação José Augusto (FJA), dentre outros parceiros e apoiadores. A primeira experiência do Festival aconteceu este ano, de 21 a 23 de janeiro passado.
O Cine Teatro Pedro Amorim será o local da concretização do projeto cultural.
A programação do 2º Festival Curta Verão Assú está agendada para o período de 22 a 24 de janeiro de 2020.
O conteúdo do evento engloba produções audiovisuais de Assú, Mossoró e outras cidades da região, do Rio Grande do Norte e de outros estados.
“Faremos um grande intercâmbio cultural cinematográfico, com música, rodas de conversas, workshop e exposições, tendo a oportunidade contar com a participação de pessoas premiadas em festivais de cinema e que desenvolvem trabalhos audiovisuais, com destaques em festivais”, frisou o secretário.
Postado por Pauta Aberta.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
Lá vem a lua saindo
Redonda como uma bolacha
Uma banda é minha
E a outra é sua.
Franz Bezerra de Oliveira
Redonda como uma bolacha
Uma banda é minha
E a outra é sua.
Franz Bezerra de Oliveira
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
POESIA DE PÉ QUEBRADO
Poesia de pé quebrado, versos que foge da métrica
e a expressão não está correta. Na cidade de Assu de tantos poetas, vivia um
bardo chamado Inácio Nilo dos Santos (Inácio de João Pio como era mais
conhecido). Boêmio inveterado, imitador de mão cheia. Era meu amigo. Morreu
ainda jovem, vitima do alcoolismo. Pois bem. Entre tantos de sua autoria
transcrevo os seguintes versos de pé quebrado:
I
A
lua vinha nascendo
Redonda
como um tijolo,
O
tijolo caiu num cacimbão
'Tibungo'.
II
Lá
vem a lua saindo
Por
detrás das bananeiras
Não
é lua, não é nada,
Adivinha
o que era? Nada.
III
Subi
num pé de coco
Pra
ver meu amor passar
Ela
não passou.
Eu
desci.
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.






