sexta-feira, 21 de outubro de 2022

 Pode ser uma imagem de texto

 Pode ser uma imagem de 1 pessoa e ao ar livre

Fotografia tirada há sessenta e dois anos atrás. Cabelo cortado à escovinha, muito usado nos anos cinquenta. Tinha eu, seis anos de idade. Ainda hoje me lembro da vestimenta e da botinha que usava, bem como do fotografo chamado Demóstenes Amorim que, se não foi o primeiro, pelo menos um dos primeiros fotógrafos do Assu, minha terra natal querida. Mas, este menino não é uma 'gracinha'? Registrando, apenas.
 
 Pode ser uma imagem de 1 pessoa

terça-feira, 18 de outubro de 2022

BURRA DE CIGANO

“Está mais enfeitada que burra de cigano.” Era uma expressão usada no interior quando uma pessoa estava toda arrumada. Os ciganos são pessoas nômades, sem moradias definidas . Andavam em tropas pelos sertões afora, de cidade em cidade, de fazenda em fazenda. Ganhavam a vida trocando e vendendo animais. 

Havia várias tropas de ciganos pelo interior do Estado. Em Pedro Avelino sempre passava a tropa comandada por Cândido, que era o cigano chefe. Acampavam próximo ao açude do governo, o que facilitava no uso da água para o consumo humano e animal. O animal de montaria de Cândido dava gosto de se vê. Era uma burra mula cardan, com sete palmos de altura, de passada macia, um galope em cima da mão. Seus arreios eram de couro, todos trabalhados com argolas de metal. A sela tinha desenhos no couro. Em cima da sela, uma corona que servia para guardar e transportar objetos. Uma manta longa sob a sela cobria o lombo do animal, feita de couro de bode. 

As ciganas andavam em grupos, com seus vestidos longos e estampados, sempre com um dente de ouro na boca, procurando ler a mão das pessoas para amealhar algum dinheiro. O que fazia medo era a praga da cigana, quando não conseguia seu intento.      

Certa vez, um fazendeiro comprou um cavalo de um cigano e, na hora da transação, foi perguntado se o animal tinha algum defeito, no que o cigano respondeu: “O defeito está na vista, ganjão.” O fazendeiro comprou o animal, levou para a fazenda.  Chegando lá, notou que o mesmo era cego de um olho. 

Voltou para devolver o animal, pois não lhe servia para o trabalho. Foi quando o cigano velho lhe falou que tinha dito a verdade, que o defeito do cavalo estava na vista.

Numa dessas passagens do bando por PA, papai comprou a Cândido um burro mulo, que nunca tinha sido montado. Levou para a fazenda, entregou ao vaqueiro Compadre Zé Gregório, para amansar. 

Colocou o nome de Capricho e começou a açoitar o animal. Ficou uma pimenta, correndo entre a Jurema, o xique-xique e a macambira, mostrando que dava para o serviço.Esse animal se prestou para o trabalho de campo na fazenda por muitos anos. 

Hoje não se vê mais ciganos como antigamente por esse sertão afora, sertão de mulher séria, de homem trabalhador, como diz a música de Luís Lua Gonzaga. Até isso está desaparecendo.


Autor: Geraldo José Antas
Engenheiro Civil e Agropecuarista

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

 Pode ser uma imagem de texto que diz "às vezes os braços me pesam as pernas estancam olhar adormece e doideiras penso morte? talvez e rezo para mim e todos os pecadores antes que o galo cante eo e dia nasça sem esperança fernando dezena poesia"

Aluizio Dias Lacerda

ANIVERSARIANTE DO DIA
 
Que rufem os tambores da fé e da gratidão a Deus por me conceder nesta data mais um ano de vida.
Que fulcrado na temporalidade dos dias vividos, tenha me tornado uma pessoa sem ter o que reclamar da vida.
O homem para realizar seus sonhos e objetivos deve fazer três coisas.
A primeira construir uma maravilhosa familia.
Segundo plantar uma árvore e acompanhar o seu crescimento.
Terceiro escrever um livro!
Graças a generosidade divina, realizei estas três metas.
Hoje me sinto mais útil à tudo que tenho feito e permaneço fazendo.
Preservando as boas amizades.
As ruins serve somente de livramento.
A experiência da idade que estamos alcançando, nos faz reconhecer que para cada época uma fase diferente.
Na meninice fui moleque no tempo certo.
Na juventude fiz tudo que desejei fazer, sem ter nenhum arrependimento.
Graças ao caráter que Deus me deu, meus pais ensinaram e a escolaridade acentuou meus princípios, tenho que afirmar: sou um homem feliz.
Na idade alcançada hoje dos meus 72 anos, sinto a necessidade de viver mais.
Deus sendo o tutor do nosso destino, haverá de conceder a supremacia de ver meus netos alcançando patamares de um futuro garantido e promissor.
Obrigado "SENHOR" pela dádiva de existir, sem ter que me envergonhar do que fiz, sentindo o orgulho de ter este temperamento forte, resistente e desafiador.
Quem não sabe valorizar as suas virtudes, pode ficar no prejuízo de não ver o reconhecimento disto.
Porquê dos ingratos só esperamos a decepção e a cobrança dos nossos defeitos!
O dia hoje é somente de agradecimentos e alegria...
Afinal, tenho que parabenizar a mim mesmo!
 

 
 
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.