segunda-feira, 21 de julho de 2025

 "Quero apenas cinco coisas

A primeira é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são seus olhos
Não quero dormir sem teus olhos
Não quero ser... sem que me olhes
Abro mão da primavera para que continues me olhando."

Pablo Neruda

Vaquejada, década de sessenta. Assu-RN.





sábado, 19 de julho de 2025

SOBRE MADRE CRISTINA, EX DIRETORA DO EDUCNDÁRIO NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS  

Título do Blog

Poucas vezes temos assistido uma manifestação de apreço, tão espontânea, tão sincera, quanto esta que, as alunas do Educandário N. S. das Vitórias, prestaram à Madre Cristina Wlastnick, ex-diretôra deste estabelecimento, no dia de sua partida para Caicó, em obediência às determinações da Madre Geral da Congregação das Filhas do Amor Divino.

Impossível, nos estreitos limites de uma notícia de jornal, dizer o que foi esta demonstração de estima e de gratidão à abnegada religiosa, que por mais de 20 anos, dirigiu este modelar estabelecimento de educação e ensino, com inexcedível dedicação e paternal carinho.

Realmente, Madre Cristina Wlastnick, é preciso que se repita sempre, foi dentro do “Educandário N. S. das Vitórias, uma mãe carinhosa que as centenas dirigiu as suas alunas, merecendo a confiança especial das famílias assuenses e os aplausos de toda população.

Amável, dedicada, tendo sempre um riso acolhedor e carinhoso para todos, Madre Cristina Wlastnick, deixa em nossa terra, fundas saudades – fruto do seu esforço e de sua dedicação, em cooperar conosco, para o desenvolvimento intelectual e moral da mocidade assuense.

Por ocasião da solene despedida, falou em nome do povo assuense, o jornalista Francisco Amorim e em nome das alunas do “Educandário Nossa Senhora das Vitórias”, a senhorita Terezinha Leitão, cujas palavras foram proferidas, entrecortadas de soluços.

Para fielmente descrever a emoção do momento, teríamos de alongar esta nota, feita já a última hora.

Limitando-nos a este ligeiro registro, na primeira página de “ATUALIDADE”, como justa homenagem ao autêntico valor de Madre Cristina Wlastnick, ex-diretôra do “Educandário Nossa Senhora das Vitórias”, que, com amor, desprendimento e abnegação, somente próprios nos espíritos crentes e iluminados pela graça da fé, vinha dirigindo este nosso importante estabelecimento educacional, que constitui um dos motivos de que se pode orgulhar a nossa querida terra, temos, assim, expressado a nossa admiração e, tornada público o reconhecimento do povo assuense


De: Jornal Atualidade, de Assu, edição de 19 de Março de 1950.

UM POEMA DE JOÃO LINS CALDAS

Pesquisando na Hemeroteca da Biblioteca Nacional, deparo-me com um poema sem epígrafe do poeta João Lins Caldas (1888- 1967), publicado na popular e importante revista Fon-Fon, do Rio de Janeiro, 1924. Esses versos, sem dúvida, mostra a grandeza do poetar do grande Caldas. Senão vejamos:

Eu acendi o relâmpago do ódio.
A noite tem ladrões engurujados
E tem traidores
E tem invejosos
E tem morcegos
E tem corujas
Eu preciso com os seus relâmpagos queimar toda essa fauna da noite.
A noite tem ladrões engurujados
Eles são lemáticos e frios,
Desencantados
O encanto dos charcos mais sombrios,
A sombra de todos os malvados,
- Condenados,
As suas ânsias, os seus arrepios...
A noite tem, com a traição, a inveja, os invejosos...
São da noite
Todos esses negros partos monstruosos...
São da noite
Os ladrões, a traição, os invejosos...
Mas da noite
Luminosos
Os relâmpagos que hão de queimar também todos os invejosos...
Acendam-se todos os meus relâmpagos.
(Postado por Fernando Caldas)



 


terça-feira, 8 de julho de 2025


Este ´e time da Sinwal com a seguinte formação, Em pé: Mazinho de Dão, Anchieta, Batistinha Cambista, Cearense, Zé Rolou, Caju e da Silva. Agachados: Paulinho de Anchieta, joãozinho, Batista, Junot A Santos, Chico de Letícia e Nilton.
Lucílio Filho Barbalho Cici




segunda-feira, 7 de julho de 2025

 Fernando Caldas, eleições para vereador de Natal.


Fernando Caldas, eleições de 1982

 

 

POESIA SOBRE O ASSU

HOMENAGEM

Cheia de encanto e beleza
Do grande Vale é a princesa
A nossa cidade Assu,
E que entre outras façanhas
É receber o Piranhas
E também o Paraú.

Bela e privilegiada
Por seus rios abraçada
ama os filhos com ardor,
Não nos tira da lembrança
e nos faz séria cobrança:
Quer um pouco mais de amor.

Diz que abriu seu coração
Quer que pisemos seu chão
Que preparou o arraial,
Quer ouvir nossa zoada
Na praça, na vaquejada
Dar o abraço maternal.

Quer também ser mais lembrada,
Um pouco mais visitada
Nesta sua faixa etária,
Quer que encham de calor,
Quer dar, receber amor
Po ser sesquicentenária.

(Assim o poeta Andière "Majó" Abreu homenageou o Assu, a sua terra natal, no dia do seu sesquicentenário, 1995).

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.