sexta-feira, 29 de novembro de 2013



Nome:
Graciliano Ramos
Nascimento:
27/10/1892
Natural:
Quebrangulo - AL
Morte:20/03/1953

"Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas
com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos
estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei,
ainda nos podemos mexer"
 
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Graciliano Ramos 
nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das suas que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura".

Em 1894, a família muda-se para Buíque (PE), onde o escritor tem contacto com as primeiras letras.

Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morara em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo". Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.

Em 1905 vai para Maceió, onde freqüenta, por pouco tempo, o Colégio Quinze de Março, dirigido pelo professor Agnelo Marques Barbosa.

Com o suicídio de Mário Venâncio, em fevereiro de 1906, o "Echo" deixa de circular. Graciliano publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.

Em 1909, passa a colaborar com o "Jornal de Alagoas", de Maceió, publicando o soneto "Céptico" sob o pseudônimo de Almeida Cunha. Até 1913, nesse jornal, usa outros pseudônimos: S. de Almeida Cunha, Soares de Almeida Cunha e Lambda, este usado em trabalhos de prosa. Até 1915 colabora com "O Malho", usando alguns dos pseudônimos citados e o de Soeiro Lobato.

Em 1910, responde a inquérito literário movido pelo Jornal de Alagoas, de Maceió. Em outubro, muda-se para Palmeira dos Índios, onde passa a residir.

Passa a colaborar com o "Correio de Maceió", em 1911, sob o pseudônimo de Soares Lobato.

Em 1914, embarca para o Rio de Janeiro (RJ) no vapor Itassuoê. Nesse ano e parte do ano seguinte, trabalha como revisor de provas tipográficas nos jornais cariocas "Correio da Manhã", "A Tarde" e "O Século". Colaborando com o "Jornal de Alagoas" e com o fluminense "Paraíba do Sul", sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Volta a Palmeira dos Índios, em meados de 1915, onde trabalha como jornalista e comerciante. Casa-se com Maria Augusta Ramos.

Sua esposa falece em 1920, deixando quatro filhos menores.

Em 1927, é eleito prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, cargo no qual é empossado em 1928. Ao escrever o seu primeiro relatório ao governador Álvaro Paes, “um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”, publicado pela Imprensa Oficial de Alagoas em 1929, a verve do escritor se revela ao abordar assuntos rotineiros de uma administração municipal. No ano seguinte, 1930, volta o então prefeito Graciliano Ramos com um novo relatório ao governador que, ainda em nossos dias, não se pode ler sem um sorriso nos lábios, tal a forma sui generis em que é apresentado. Dois anos depois, renuncia ao cargo de prefeito e se muda para a cidade de Maceió, onde é nomeado diretor da Imprensa Oficial. Casa-se com Heloisa Medeiros. Colabora com jornais usando o pseudônimo de Lúcio Guedes.

Demite-se do cargo de diretor da Imprensa Oficial e volta a Palmeira dos Índios, onde funda urna escola no interior da sacristia da igreja Matriz e inicia os primeiros capítulos do romance São Bernardo.

O ano de 1933 marca o lançamento de seu primeiro livro, "Caetés", que já trazia consigo o pessimismo que marcou sua obra. Esse romance Graciliano vinha escrevendo desde 1925.

No ano seguinte, publica "São Bernardo". Falece seu pai, em Palmeira dos Índios.

Em março de 1936, acusado — sem que a acusação fosse formalizada — de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, é demitido, preso em Maceió e enviado a Recife, onde é embarcado com destino ao Rio de Janeiro no navio "Manaus". com outros 115 presos. O país estava sob a ditadura de Vargas e do poderoso coronel Filinto Müller. No período em que esteve preso no Rio, até janeiro de 1937, passou pelo Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção, pela Colônia Correcional de Dois Rios (na Ilha Grande), voltou à Casa de Detenção e, por fim, pela Sala da Capela de Correção.  Seu livro "Angústia" é lançado no mês de agosto daquele ano. Esse romance é agraciado, nesse mesmo ano, com o prêmio "Lima Barreto", concedido pela "Revista Acadêmica".

Foi libertado e passou a trabalhar como copidesque em jornais do Rio de Janeiro, em 1937. Em maio, a "Revista Acadêmica" dedica-lhe uma edição especial, de número 27 - ano III, com treze artigos sobre o autor. Recebe o prêmio "Literatura Infantil", do Ministério da Educação", com "A terra dos meninos pelados."

Em 1938, publica seu famoso romance "Vidas secas". No ano seguinte é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário no Rio de Janeiro.

Em 1940, freqüenta assiduamente a sede da revista "Diretrizes", junto de Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros "conhecidos comunistas e elementos de esquerda", como consta de sua ficha na polícia política. Traduz "Memórias de um negro", do americano Booker T. Washington, publicado pela Editora Nacional, S. Paulo.

Publica uma série de crônicas sob o título "Quadros e Costumes do Nordeste" na revista "Política", do Rio de Janeiro.

Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo a seus 50 anos. O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo.

Em 1943, falece sua mãe em Palmeira dos Índios.

Lança, em 1944, o livro de literatura infantil "Histórias de Alexandre". Seu livro "Angústia" é publicado no Uruguai.

Filia-se ao Partido Comunista, em 1945, ano em que são lançados "Dois dedos" e o livro de memórias "Infância".

O escritor Antônio Cândido publica, nessa época, uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano no jornal "Diário de São Paulo", que o autor responde por carta. Esse material transformou-se no livro "Ficção e Confissão".

Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância".

Os contos de "Insônia" são publicados em 1947.

O livro "Infância" é publicado no Uruguai, em 1948.

Traduz, em 1950, o famoso romance "A Peste", de Albert Camus, cujo lançamento se dá nesse mesmo ano pela José Olympio.

Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro "Sete histórias verdadeiras", extraídas do livro "Histórias de Alexandre", é publicado.

Em abril de 1952, viaja em companhia de sua segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, à Tcheco-Eslováquia e Rússia, onde teve alguns de seus romances traduzidos. Visita, também, a França e Portugal. Ao retornar, em 16 de junho, já enfermo, decide ir a Buenos Aires, Argentina, onde se submete a tratamento de pulmão, em setembro daquele ano. É operado, mas os médicos não lhe dão muito tempo de vida. A passagem de seus sessenta anos é lembrada em sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em sessão presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras. Sobre sua obra e sua personalidade falaram Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rego e outros. Em seu nome, falou sua filha Clara Ramos.

No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março, às 5:35 horas de uma sexta-feira. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.

Postumamente, são publicados os seguintes livros: "Viagem", 1954, "Linhas tortas", "Viventes das Alagoas" e "Alexandre e outros heróis", em 1962, e "Cartas", 1980, uma reunião de sua correspondência.

Seus livros "São Bernardo" e "Insônia" são publicados em Portugal, em 1957 e 1962, respectivamente. O livro "Vidas secas" recebe o prêmio "Fundação William Faulkner", na Virginia, USA.

Em 1963, o 10º aniversário da morte de Mestre Graça, como era chamado pelos amigos, é lembrado com as exposições "Retrospectiva das Obras de Graciliano Ramos", em Curitiba (PR), e "Exposição Graciliano Ramos", realizada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Em 1965, seu romance "Caetés" é publicado em Portugal.

Seus livros "Vidas secas" e "Memórias do cárcere" são adaptados para o cinema por Nelson Pereira dos Santos, em 1963 e 1983, respectivamente. O filme "Vidas secas"  obtem os prêmios "Catholique International du Cinema" e "Ciudad de Valladolid" (Espanha). Leon Hirszman dirige "São Bernardo", em 1980.

Em 1970, "Memórias do cárcere" é publicado em Portugal.
Bibliografia:
Caetés - romance

- São Bernardo - romance

- Angústia - romance

- Vidas secas - romance

- Infância - memórias

- Dois dedos - contos

- Insônia - contos

- Memórias do cárcere - memórias

- Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.

- Linhas tortas - crônicas

- Viventes das Alagoas - crônicas

- Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).

- Cartas - correspondência pessoal.

Dados extraídos de livros do autor, internet e caderno "Mais!", da Folha de São Paulo, edição de 09/03/2003.

FONTE:
 http://www.releituras.com/graciramos_bio.asp

"A VIDA DO DOUTOR BARATA EM NATAL


Jornal natalense “A República”, de 17 de abril de 1898,
 contando a vida do Dr. Barata na capital potiguar.



A conhecida Rua Doutor Barata está localizada no tradicional bairro da Ribeira, nas proximidades do cais do porto, sendo um ponto de concentração de lojas especializadas em diversas atividades e antigo setor da boemia natalense.

Mas, quem foi à figura do “Doutor Barata”?

Cipriano José Barata de Almeida nasceu em 26 de setembro de 1762, na cidade de Salvador, era filho de família ilustre, mas desprovida de recursos, onde tiveram de lutar muito para mandar o jovem estudar em Portugal. Lecionava cirurgia na Universidade de Coimbra, quando chega à notícia prematura da morte do seu pai, tendo Barata de retornar a Bahia apenas com o título ou carta de cirurgião.

Na Bahia, se casou com a senhora Anna, tendo iniciado sua carreira no campo, onde desde cedo passa a se dedicar à causa da independência do Brasil do julgo português.

Segundo Câmara Cascudo, Cipriano Barata meteu-se em várias conspirações libertárias, tendo por muito pouco escapado da forca. Entre estas revoltas estava a Conjuração Baiana, movimento ocorrido em Salvador em 1798, motivado pela opressão colonial, pela influência ideológica do iluminismo, pela independência dos Estados Unidos e a maçonaria, organização a qual já era filiado[1]. Os conjurados pregavam o fim do absolutismo, a implantação da República e a abertura dos portos brasileiros. Muitos foram presos, quatro são executados, outros degredados ou absolvidos entre estes estavam Barata.

Junto a Côrte

Homem de oratória firme e extremamente popular acabou por conquistar o cargo de Deputado, para atuar em Portugal, junto as Côrtes Gerais de Lisboa, pelos interesses da então Província da Bahia. 

O Doutor Barata foi empossado em dezembro de 1821, em meio a uma assembleia hostil aos anseios do Brasil. Nesta arena ele seguia o mesmo pensamento revolucionário, realizando inflamados discursos, convulsionando o auditório, onde sempre gerava protestos dos assistentes portugueses e fazia com que ele vivesse em constantes conflitos junto aos membros da casa.

Em Lisboa, para marcar sua posição contrária ao julgo português, Barata faz questão de se apresentar as Côrtes com roupas feitas exclusivamente de algodão brasileiro, usava chapéu de couro, ou de palha de carnaúba, sapatos de couro de bezerro e uma chamativa bengala de jucá[2].

Em um dos seus inflamados discursos, no meio de toda algazarra, eleva a voz e pronuncia; “quando fala um Deputado Brasileiro por sua pátria, se cala toda a canalha europeia”, criando um clima que geram inúmeras ameaças a integridade física dos representantes brasileiros.

Como a situação se tornou insustentável, o Doutor Barata e seis outros deputados brasileiros fugiram de Lisboa para Falmouth, Inglaterra, em 6 de outubro de 1822. Entre os fugitivos estava o padre Diogo Antônio Feijó. Nesta cidade inglesa decidem publicar um manifesto para explicar a fuga, mas são surpreendidos pela notícia da independência do Brasil e decidem retornar ao país.

O grupo chega a dezembro deste mesmo ano, tendo desembarcado o Doutor Barata em Salvador, onde foi efusivamente recebido. Ele segue depois para Recife, onde passa a trabalhar como jornalista junto ao jornal “Gazeta Pernambucana”, logo funda o periódico “Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco”, adotando uma posição fortemente oposicionista ao Imperador Dom Pedro I, reivindicando melhorias sociais para o povo.

Em 1823, José Bonifácio ordena sua prisão, com transferência imediata para a Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. É emitida pelo Governo Geral uma ordem de devassa de suas atividades em Pernambuco, mas a mesma não é cumprida por coincidir com a eclosão, em 2 de julho de 1824, do movimento revolucionário conhecido como Confederação do Equador. Sufocada a revolta, em outubro deste ano é realizada a devassa.

O prisioneiro

Inicialmente o Doutor Barata sofre muito na prisão, onde o deixa longo período sem permissão para cortar a barba e cabelo. Como represália, nunca mais irá cortar sua vasta cabeleira. Segundo o capitão Francisco Leitão, mesmo preso, o Doutor Barata tinha permissão de imprimir um jornal de formato pequeno, mas repleto de duras palavras contra Pedro I, que sabendo da sua publicação, manda avisá-lo que “suas letras poderiam levá-lo a morte”. Barata respondeu em número posterior do jornal com o seguinte verso:

De soberbos rochedos rodeado,
Onde bramem mil ondas furiosas,
Dos males nunca gemo assombrado,
Nem me assusta as páreas pesarosas,
Ainda mesmo nos pulsos arrochados,
Desprezando desgraças sanguinolentas,
Mordo os ferros, e altivo ranjo os dentes,
Desafio os tiranos mais potentes.

Segundo a professora potiguar Isabel Gondim, a maçonaria e a sua família o proviam de fundos na prisão, onde ele recebia este dinheiro através do padre José Custódio Dias, então responsável no Rio de Janeiro pela educação do jovem potiguar Urbano Egídio da Silva Costa Gondim de Albuquerque, futuro pai da professora Isabel Gondim. Através do padre, o jovem Urbano conheceu o Doutor Barata, fazem amizade e Urbano passou a ter permissão de freqüentar aulas com este lutador pela liberdade.


Professora Isabel Gondim
Barata só sairia da prisão em 1830, onde segue pra a Bahia, sendo recebido como herói e verdadeiro mártir. Funda um novo periódico denominado Sentinela da Liberdade na Guarita do Quartel-General de Pirajá, que passa a trabalhar com uma linha editorial fortemente crítica ao governo, onde se confronta com os moderados de Salvador. Como ocorrera em Pernambuco sete anos antes, o Doutor Barata é preso em agosto de 1831. Fica primeiramente detido na Fortaleza de São Marcelo, depois segue para o Forte de São Pedro, onde publica clandestinamente seu jornal, agora intitulado “Sentinela da Liberdade na Guarita do Forte de São Pedro na Bahia de Todos os Santos”.

Para vergar um homem com tal força de vontade, o governo decide enviá-lo para o Forte de Villegagnon, no Rio de Janeiro, onde é trancafiado na ala mais segura. É julgado, condenado e só será libertado em 1833.

O agora septuagenário Doutor Barata retorna a Bahia, mas é tratado com indiferença. Em verdade a política mudara, era agora hierárquica, disciplinada e voltada para a construção do país, sendo o Doutor Barata um o típico revolucionário da fase inicial da Revolução Francesa. Era o elemento tumultuoso vital no inicio de uma revolta e que se tornaria inútil quando da consolidação do processo revolucionário.

Segue ele para Pernambuco, onde em Recife ainda encontra prestígio junto à comunidade, que o elege suplente de Deputado Provincial. Entre 16 de agosto de 1834 e 2 de agosto de 1835, publica sua última Sentinela, na qual fazia propaganda do Federalismo. Como era costume da política na época, muitas vezes o povo de Pernambuco envia para o então Regente Feijó, uma lista tríplice com nomes para comporem o Senado Imperial, mas nunca o nome do Doutor Barata foi escolhido.

O exílio em Natal


Depois de tantas lutas, prisões e decepções, o Doutor Barata se encontrava velho, pobre e doente, sofrendo de diabetes.

Será o seu amigo e ex-aluno da Fortaleza de Santa Cruz, o potiguar Urbano Gondim de Albuquerque, professor de geometria do Ateneu Riograndense, quem dará apoio para a vinda do Doutor Barata a Natal. Primeiramente dando amparo ao seu filho Horácio, então com 15 anos, e finalmente apoiando a chegada do antigo deputado, sua mulher Anna, e suas filhas Iria, Veridiana e Laura, uma delas já viúva e com dois filhos pequenos[3].

Duas situações distintas concorreram para a mudança da família; o fato da filha Laura ter a promessa de trabalho em um externato como professora de português (situação que não se concretizou) e o então Presidente da Província, Manoel Ribeiro da Silva Lisboa, e o Chefe de Polícia e Juiz de Direito, Joaquim Alves de Almeida Freitas, serem baianos e conhecerem a vida do Doutor Barata.

Para alguns autores o Doutor Barata chega à provinciana Natal em fins de 1836, para outros no início de 1837, passando a chamar a atenção na cidade pela sua rica história na luta pela independência, pela figura magra, de olhos claros, andar agitado, ar desabusado, uma notória neurastenia e sua comprida cabeleira branca, sempre com uma trança que caia pelas costas. Na cidade, não foi muito dedicado a sua profissão de cirurgião, recebendo apoio da família para sobreviver.

Sua primeira casa ficava na então Rua Grande, atualmente Praça André de Albuquerque, depois se fixou na rua que leva seu nome. Câmara Cascudo comenta que sua primeira residência possuía o piso mais baixo em relação ao nível da rua, para quem fosse procurá-lo, ele simplesmente dizia “desça!”.

Prestou um concurso para professor de francês do Ateneu em 8 de janeiro de 1837, sendo aceito no outro dia[4]. Trabalhou por algum tempo e ainda acompanhou muito pesaroso o velório do seu amigo baiano, o Presidente Silva Lisboa.

Segundo relato da professora Isabel Gondim, o Doutor Barata teria instalado a primeira loja maçônica do Rio Grande do Norte, onde foi “particularmente comissionado, visto o alto grau a que estava investido naquela sociedade”.

Segundo reportagem do jornal “A Republica”, de 21 de março de 1926, em matéria alusiva aos 90 anos da loja maçônica “21 de Março”, a primeira loja inaugurada no Rio Grande do Norte foi a “Sigilo Natalense”. Na reportagem consta que “contribuíram para o seu estabelecimento os maçons Basílio Quaresma Torreão, Capitão Antônio José de Moura, tenente da armada Jesuíno Lamego Costa,  major Joaquim Ferreira Nobre Peliuca, comendador Rafael Arcanjo Galvão, Dr. Basílio Quaresma Torreão Junior, padre Pedro José de Queiroz e Sá, Joaquim José de Lima e Silva e muitos outros”. Como a data exata da chegada do Doutor Barata a Natal não é conhecida, provavelmente ele não participou da inauguração da “Sigilo Natalense”, pois sem dúvida seu nome constaria da lista dos notáveis que participaram de sua primeira seção oficial.

Acredito que o velho maçom Cipriano Barata, deve ter participado dos quadros da primeira loja maçônica do Estado, onde certamente recebeu extensivo apoio dos seus irmãos na sua chegada a Natal[5].

O fim


Entretanto, logo o diabetes começou a cobrar seu preço, provocando-lhe uma morte lenta e dolorosa. Cascudo comenta que ele delirava realizando discursos, como se ainda estivesse nas Côrtes de Lisboa. Veio a falecer na noite de 7 de junho de 1838.

Ainda segundo Câmara Cascudo, vestiram-no de casaca e o enterraram com toda honra na soleira da Igreja do Senhor Bom Jesus, na Ribeira. O tempo apagou os letreiros do seu túmulo, perdendo-se a localização de seu túmulo e se não fosse nome de rua, o Doutor Barata seria totalmente esquecido.

No relato do capitão Francisco leitão, ele comenta que após a morte do Doutor Barata, circulou pela cidade um folheto que narrava sua vida e tinha uma conclusão que muito desagradou aos natalenses da época; “No Rio Grande do Norte, a Província menos notável do Império, na pequena capital dessa Província, terminou este milcíades brasileiro sua penosa existência; morreu virtuoso, mas não premiado pelos homens. Assim como o grande Pompeu, perseguido da inveja foi honrar com o seu cadáver os adustos areais do Egito, assim também o Probo, o Magnânimo, o Ínclito Barata, foi honrar com suas cinzas, as miseráveis plagas natalenses”[6].


[1] Não existem informações no material coletado sobre a loja maçônica a qual o Doutor Barata iniciou sua participação nesta fraternidade.

[2] Aparentemente, segundo os modelos existentes na época, o seu chapéu de couro era idêntico aos usados pelos antigos vaqueiros e cangaceiros do sertão, sendo a peça da sua indumentária que mais chamava a atenção dos portugueses.

[3] Segundo a professora Isabel Gondim, sem entrar em maiores detalhes, informa que o filho Horacio “irá se tornar um jovem avesso às letras, dado a estroinices e que dará muitos desgostos a seus pais”.

[4] Na “Mensagem do Vice-Presidente da Província, lida na abertura da Assembleia Legislativa, no dia 7 de setembro de 1838”, na página 40, dá conta que após a morte do Doutor Barata, assume o cargo de professor de francês do Ateneu, o padre João Carlos de Souza Caldas.

[5] Em 1876, sob a direção do padre Bartolomeu da Rocha Fagundes, as lojas maçônicas “Sigilo Natalense” e “Fortaleza e União”, se uniram para formar a loja “21 de março”, onde ficou decidido que a data de sua fundação retroagiria a 1836, sendo a loja “21 de março” a mais antiga instituição maçônica do Rio Grande do Norte.

[6] Para a realização deste artigo, utilizou-se reportagens do jornal “A Republica” do ano de 1898. Em 15 de abril deste ano, a então professora aposentada e única mulher que era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Isabel Urbana Carneiro de Albuquerque Gondim, reproduz em uma extensa matéria, as lembranças do seu pai Urbano sobre a amizade com o Doutor Barata. No dia 17 de abril deste mesmo ano, o mesmo jornal reproduzia uma carta do já idoso capitão Francisco Leitão de Almeida, residente em Macaíba, que narrava suas experiências como aluno do Doutor Barata no Ateneu. Ainda no dia 20 de abril, da então vila de Touros, escreve para “A Republica” o senhor Francisco Antunes da Costa, para comentar que seu pai, o falecido major João Antônio da Costa, fora amigo do Doutor Barata, mas que “não tinha nada a informar, devido a clareza do artigo da professora Isabel Gondim”.

Foi igualmente utilizado o livro “Natureza e História do Rio Grande do Norte, Primeiro Tomo (1501-1889)”, de João Alves de Melo, 1950, Imprensa Oficial, Natal, Rio Grande do Norte, onde nas páginas 361 a 363, o autor reproduz uma detalhada Acta Diurna de Luís da Câmara Cascudo sobre a trajetória política do Doutor Barata."

FONTE: http://tokdehistoria.wordpress.com/tag/a-vida-do-doutor-barata-em-natal/

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

"A FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR"

MOMENTOS DA POSSE DE JOÃO BATISTA MACHADO NA ANRL



Investidura do capelo

Leitura do Termo de Posse     

                                          



Leitura do Diploma de Imortal

Recepção 

Deputado Estadual George Soares entrega Medalha do Mérito Cultural ao artista assuense Wagner de Oliveira

O artista plástico Wagner de Oliveira recebeu das mãos do Deputado Estadual George Soares a “Medalha do Mérito Cultural Câmara Cascudo”, concedida em reconhecimento ao trabalho dos artistas que contribuíram para a manutenção das tradições potiguares e fomento à cultura. A solenidade de entrega, que agraciou ainda outras personalidades com as Medalhas dos Méritos Cultural, Legislativo e Social, foi realizada na manhã desta quinta-feira (28/11), no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Com grande satisfação, Wagner agradeceu a indicação do Deputado George Soares e a todos que acompanham o seu trabalho e contribuíram para o tributo prestado. “Agradeço ao deputado George Soares pelo reconhecimento dado a nós artistas numa homenagem como essa. Ter isso vivo é importante”, declarou o artista assuense.

Natural e residente no município de Assú, Wagner de Oliveira é artista plástico, desenhista, poeta, escultor, chargista e escritor. Trabalha há oito anos como instrutor de crianças e adolescentes e integra a Equipe de Cinema de Assú. Elaborou a revista “O Boneco”, seu primeiro trabalho em quadrinhos, que servirá de storyboard para um filme homônimo que está sendo desenvolvido pela equipe.

Deputado George Soares congratula jornalista João Batista Machado pela posse na Academia Norte-Riograndense de Letras

O Deputado Estadual George Soares solicitou encaminhamento de Moção de Congratulações ao jornalista assuense João Batista Machado pela sua posse como acadêmico imortal da Academia Norte-Riograndense de Letras. Machado foi empossado em sessão solene realizada na última quarta-feira (27/11). A solenidade contou com a presença do parlamentar, que esteve entre os componentes da mesa ao lado do presidente da Academia, Diógenes da Cunha Lima.

O novo imortal, agora ocupante da cadeira de nº 32, iniciou suas atividades profissionais na década de 60 com passagem por grandes jornais e em instituições públicas e privadas, atuando nas áreas de reportagem política, assessoria, secretaria de imprensa e publicidade. É autor de dez livros sobre fatos políticos do Rio Grande do Norte e atualmente é Coordenador de Comunicação Social do Tribunal de Contas do Estado. “É, portanto, um cidadão assuense que orgulha a todos nós norte-riograndenses”, declara o deputado.

Do mural/facebook de George Soares

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PECADO CAPITAL: Novos depoimentos “confirmam envolvimento” de Gilson Moura nos desvios no IPEM

Novo Jornal de hoje traz uma reportagem dos depoimentos que cinco pessoas deram ontem a justiça federal confirmando o envolvimento do Deputado Gilson Moura no escândalo de desvios no IPEM na gestão de Rychardson Macedo. Segue reportagem:
IPEM Gilson

EVENTO

Projeto Mais RN será apresentado em Assú
 
Fernando Antônio de Sá Leitão destaca importância da iniciativa
ASSÚ – Convite assinado pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales; pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Rogério Marinho; e pelo superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), José Ferreira de Melo Neto, confirma para esta quarta-feira, dia 27, a realização do Encontro Regional de apresentação do projeto Mais RN.
O convite destaca que “o Mais RN está elaborando o Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Oportunidades de Investimentos e Negócios para o período 2014-2034. Ele é um projeto financiado exclusivamente com recursos de empresas privadas que, quando finalizado, servirá de base para ações de governo e, principalmente, para a orientação de novos e importantes investimentos públicos e privados no Estado”.
A Fiern e os parceiros vêm realizando uma série de encontros em cidades-polo do Estado para divulgação do referido projeto.
O gestor do escritório regional do Sebrae/RN, em Assú, Fernando Antônio de Sá Leitão Morais, declarou que durante evento desta quarta-feira serão abordadas as principais potencialidades de cada região, buscando identificar os pontos de estrangulamento e os principais riscos enfrentados pelos empresários.

PROCESSO 
Também serão discutidas as ações governamentais que podem contribuir para o desenvolvimento dos arranjos produtivos e para a eliminação dos riscos e gargalos da produção.
Por fim, os trabalhos se concentrarão nas oportunidades de investimentos e de negócios dentro e fora dos setores de atuação. O encontro de empresários na abrangência do escritório regional do Sebrae-Assú será realizado em seu auditório, nesta quarta-feira, às 18h30, com um coquetel. 
O Mossoroense/Aluízio Lacerda.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DEPUTADO GEORGE SOARES PEDE AÇÃO EMERGENCIAL E EFICAZ PARA SEGURANÇA DE ASSÚ


G
O deputado George Soares levou ao plenário da Assembleia Legislativa do RN nesta terça-feira (26/11) a urgência de ações concretas do poder público para corrigir os problemas de segurança que vem crescendo em Assú. O parlamentar fez um apelo ao governo do Estado para que dê melhores condições de trabalho ao efetivo e tranquilidade à população.
O deputado esteve reunido também nesta terça-feira com o comandante geral da PM, Coronel Araújo, solicitando uma ação efetiva e urgente para o problema de insegurança que hoje se destaca em toda a região do Vale e sugeriu a convocação dos concursados para a segurança e até hoje não chamados.
George Soares afirmou que não aceitará mais reuniões ou audiências públicas, mas cobrará efetividade e agilidade na solução, comprometendo-se ainda a buscar apoio de amigos da região para ajudar o batalhão da região com combustível e alimentação. “A situação está crítica e o governo precisa resolver a situação com urgência”, afirmou o deputado.
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares 

SEGURANÇA E PAZ PARA ASSU!


Imagem de: Todo Assu.

COMPARTILHE SE VOCÊ É ASSUENSE!

JOÃO BATISTA MACHADO, MAIS UM ASSUENSE IMORTAL

FRUTILÂNDIA

Frutilândia, uma pequena gleba de terra árida que hoje é parte do Orto Florestal - IBAMA de Assu, era o sítio do poeta João Lins Caldas, onde ele criava, plantava fruteiras e idealizava projetos gigantescos de fruticultura no Vale do Açu (ele dizia ser o cultivo do cajueiro a redenção do Nordeste), além de fazer versos e mais versos. Era o descanso do poeta, o canto do seu "silêncio único proclamado", no seu próprio dizer.

Em homenagem  ao seu decantado sitio, Caldas, com amor telúrico produziu o comovente poema, cujos versos ele lembra Arina, uma das suas amadas do seu tempo de Rio de Janeiro, como podemos conferir adiante:

Como essa manhã me acorda com os passarinhos.
Que matinal de árvores de pássaros!...
Pinga o orvalho das folhas como pérolas trêmulas, molhadas,
Cardeiros à distância  perto a cerca fulva do cercado...
No terreiro da casa, as galinhas ciscando...
Um pio de nambu é remoto à distância...
Ouço e vejo lá fora... há como que em mim um anseio louco de embriagado...
Vontade de correr, rondar, ser como um pequeno cabrito a saltar pelo relvado...

O milho verde, a subir, a cana grossa, o espigar das bonecas...
O louro-roxo do cabelo aqui e ali pelos ventos agitado...
Parado... o ar aqui agora um ar parado...
Nem um grilo a trilar, nem um mover de folhas...

Saio... acendo o cigarro... as mãos trêmulas de gozo...
Isso que aqui plantei, que as minhas mãos cavaram...
Cajueiros aos cem, azeitonas, mangueiras...
Ah! Se eu tivesse na vida como aqui sempre plantado.

E vejo, no crescer, pequena, a laranjeira
Tão verde no buraco fundo que lhe foi cavado...
A minha laranjeira! A minha laranjeira!
Os frutos que dará, encantando o cercado...

Meu rancho ali, os poetas na biqueira....
Pobreza assim riqueza só... um dia
Repousarei em mim essa pobre cabeça de cansado...
Lembrarei os meus versos, direi versos para mim e para o céu estrelado...

A noiva que não tive... e recordo sem mágoa
Aquela que passou, culpa de mim somente...
Vão em cortejo ao olhar do meu pensamento sombras vagas...
Arina... um filho pela mão... lá atravessa seu filho...

E os filhos que não tive, as almas, culpa de mim que não vingaram...
Basta... volto-me ao sítio do meu silêncio único proclamado...
É a música de tudo em tudo que de mim, na sua essência...
O sol... o sol dessa manhã é agora todo o meu cuidado...

E o sol... a ânsia talvez de pelo sol perder-me.
E já não ser... ou ser tudo aquele mundo todo nas raízes...
As árvores que quero ver, as pequeninas plantas que quero ver dos seus pequeninos berços elevadas...
E olho-as... as minhas crianças verdes, as minhas pequenas romãzeiras enramadas...

O cigarro se apaga, a fumaça não sobe...
Vamos entrar o rancho, agitar gravetos, fazer o fogo...
E brinquedo, o meu cão, que aqui poe esse andar me tem sempre acompanhado.
Olhos aos olhos do cão... não, Brinquedo que nem sempre me tem mesmo acompanhado...


Luiz Rabelo em homenagem ao poeta de Frutilândia, escreveu o poema em prosa publicado em O Poti, 4.5.1958, bem como na antologia póstuma Caldas, organizada por Celso da Silveira intitulada Poética, Fundação José Augusto, 1965, que veremos para o nosso bem estar:

Vou-me embora pra Frutilândia. Lá sou amigo do Poeta. É melhor ser amigo do poeta do que ser amigo do Rei. Lá é que existe um "emaranhado de verde" e de pétalas macias e florescem, todos os dias, no seu tapete de relvas, rosas puras como a alegria transluminosas de orvalho. As dálias do seu pomar são alvas, do alvor do luar. Frutilândia é uma terra de aurora branca, de névoa sutil, onde a Poesia, eterna, mora. O seu nome lembra um País mais mais belo e mais vasto do que Pasárgada, mais cheio de entardeceres do que o asteroide do "Pequeno Príncipe", de Exupére, mais puro do que o "Cântico da Vinha", de Claudel, e do poema "A Palma", de Valéry. Há, nas suas árvores frutos apetitíveis, e, constantemente, um rodopio de asas de borboletas muito amigas. Lá é o reino encantado das cigarras, sem Lá Fontaine e sem formigas. No centro do roseiral, há uma rosa mais vermelha do que a rosa feita de sangue do rouxinol de ilde. Lá é que está o coração do Poeta. Para se ir ao centro do pomar, todo caminho é de se caminhar. Frutiândia é uma terra de aurora, branca, de névoa sutil, onde a Poesia eterna, mora. Vou-me embora pra Frutilândia.

Em tempo: O populoso bairro da cidade de Assu denominado Frtilândia, é uma homenagem de Ronaldo Soares quando prefeito do Assu (1983-88), ao poeta João Lins Caldas. Fica o registro.

Fernando Caldas


Assembleia de Deus em Assu promove congresso de jovens no próximo final de semana




No período de 29 de novembro a 1º de dezembro a União de Mocidade da Assembleia de Deus em Assu estará realizando o seu congresso. Sob o tema: ‘Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade’ texto bíblico de Eclesiastes 12.1 o evento evangélico irá reunir centenas de jovens de Assu e municípios vizinhos. A programação se desenvolverá no templo sede da Assembleia de Deus na avenida Senador João Câmara durante o dia e na Praça de Eventos Radialista Jota Keully no bairro Vertentes na parte noturna. Os preletores do congresso serão os pastores Salim, Fabinho e Diego Rafael. A parte musical do evento ficará a cargo de Michele Nascimento, Diante do Trono do Rei, Dênis Silva e Vânia Barreto.

Do blog: http://fiquesabendoassu.com



Uma sextilha de "Bobagem"

Dos filhos de minha mãe
Fui eu o mais infeliz,
Fui casar voltei solteiro
A moça não me quis,
Me acharam muito feio
Mas não fui eu que me fiz!

Manoel Pitomba de Macedo (Manoel de Bobagem)


NOS VELHOS TEMPOS DA CODEVA

Foto de Antônio Pinto. Anos sessenta.

Da direita: Padre Américo?, Francisco Amorim, Dom Eliseu Simões Mendes (uma das últimas visitas do Bispo dos Vales Úmidos, como ele ficou conhecido), a terra varzeana - o Assu-RN, Ezequiel Fonseca Filho. Eliseu Foi Bispo da Diocese de Mossoró na década de cinquenta e, salvo engano, começo de sessenta, conquistou os agricultores da região do Assu e Apodi para as mais bem sucedidas experiências na agricultura daquelas regiões importantes da terra potiguar.

CODEVA - COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO DO VALE DO AÇU.

MUNICÍPIOS - RIO MANGUIM É FONTE DE SOBREVIVÊNCIA EM PORTO DO MANGUE

“OBSERVAMOS QUE O MANGUE AINDA SOBREVIVE NATURALMENTE EM SUAS MARGENS, SENDO MUITO PROPICIO O HABITAT DA ESPÉCIE CONHECIDA COMO CARANGUEJO”. 
Com tanto desrespeito pela vida e pelo planeta, é muito dignificante perceber que ainda existem áreas preservadas onde o homem com sua ambição desmedida não destruiu ainda.
Porto do Mangue é um município localizado na microrregião do Vale do Assu. Possui área territorial de 319km² e no ano de 2010 a sua população era estimada em 5.217 habitantes segundo dados do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ). 

Conta a história do município que algumas famílias foram atraídas para o lugar devido a movimentação diária ocasionada pelo pequeno porto marítimo que se localizava à beira de um mangue. Essas famílias acompanhavam homens que exerciam atividades marítimas, daí o nome Porto do Mangue.
O município foi prosperando através da pesca e de outras atividades marítimas. Juntamente com a extração vegetal e cultivo de pequenas lavouras. No dia 28 de dezembro de 1995, através da Lei nº 6.851, Porto do Mangue teve suas terras desmembradas do município de Carnaubais, tornando-se município do Rio Grande do Norte. 

O Rio Manguin localizado na área geográfica do Município de Porto do Mangue, continua sendo uma fonte de sobrevivência aos pescadores da região, mas especificamente a população da comunidade de Logradouro que cotidianamente retira do rio o seu sustento doméstico.
É um município historicamente pesqueiro que vem exercendo atividades marítimas ao longo do tempo. Sendo de relevante importância a preservação ambiental dessa área do mangue, para que as gerações futuras possam conhecer na prática a história desse município reconstituída na vida diária.
Postado por: De olho no Assú

  A BELA E INTERESSANTE “DEUSA DO ASSÚ” Imagem 24/04/2026 TOK DE HISTÓRIA Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros...