O primeiro cinema instalado no Assu não foi o Cine Teatro Pedro Amorim, como muitos pensam. O escritor potiguar assuense Francisco Amorim depõe que o primeiro cinema "funcionou num pequeno armazém localizado à rua do Córrego", atual Aureliano Lôpo. Seu Vicente era o proprietário daquela casa cinematográfica que, penso eu (é preciso pesquisar), provavelmente no prédio edificado aos fundos (fotografia acima) onde funcionou o cinema Pedro Amorim, porque a sua arquitetura tem caracteristicas de que ali era uma casa de espetáculo, hoje abandonada por completo. Isso por volta de 1911.Tempos depois também comenta o escritor Amorim "surgiu outro cinema que fazia suas apresentações no sobrado de Sebastião, à praça Pedro Velho", onde hoje funciona a betys Boutique ) de propriedade dos amigos Elizabeth e Astênio Tinoco. E vais mais além aquele também poeta e pesquisador ao dizer que outro cinema surgiu (o terceiro) vindo "das bandas de Caicó. O seu dono era Belizio Ferrer e localisou-se no prédio da rua São João. Dai para a instalação do Cine Teatro Pedro Amorim foi um tempão", conclui Francisco Amorim no seu livro intitlulado "Assu de Minha Meninice", 1982. Portanto, foi o Cine Teatro Pedro Amorim (trazido por Aldemar de Sá Leitão e instalado pelo comerciante coronel Francisco Martins) a quarta casa de apresentação da sétima arte, instalada na cidade do Assu.
Fernando Fanfa Caldas.
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
CORA CORALINA
Ilustração do blog.
Por Celso da Silveira, poeta, escritor assuense já falecido.
Enquanto em Natal era recolhidos votos dos intelectuais para que o poeta Gerardo Mello Mourão fosse agraciado com o prêmio Juca Pato, eu me encontrava na cidade de Goiás Velho levando dois abjetivos principais: conhecer a antiga capital do estado e visitar Cora Coralina, poetisa com 95 anos de idade.
Poeta e doceira.
Eu vinha de Goiânia, viajando quatro horas de ônibus. Cheguei à cidade perto da meia noite e logo me alojei no Hotel Alegrama. Posta a bagagem em sossego, decidi andar´pela cidade aonde esperava ainda encontrar, àquela hora, rumores de batucada, pois estávamos às vésperas do Carnaval desse ano, que começou nos primeiros dias de março.
A cidade se recolhia. Os bares arrumavam-se para fechar. No Coreto, um pequeno bar ainda me serviu algumas doses de vodka com laranjada. Mais adiante, um restaurante a la carte vendia cervejas e linguiças até a saída do último boêmio.;
No outro dia vi - pela janela do meu quarto - que o hotel estava à margem esquerda do rio Vermelho, que banha a cidade cortando-a em duas fatias desiguais. Do meu lado do rio. avistei a ponte de madeira que leva à outra parte menor. Logo adiante, na cabeceira da ponte, à esquerda, a primeira casa serve de residência a Cora Coralina. Uma casa velha, paredes descascadas, portas e janelas de pintura antiga. Típica arquitetura colonial. Lá fui bater palmas à sua porta. Ninguém para atender. Uma mulher, do outro lado da rua, saiu para informar que Coralina estava doente em Goiânia, hospitalizada. Pensei ali, que dessa vez terminava a vida dessa mulher extraordinária, de um vigor e lirísmo inexcedíveis. Deixei, então, o meu recado:
"Cora eu, ó Coralina
que te sei descoradindinha.
Vim conhecer-te, menina,
e te tomar por madrinha"
Goiás é cidade sem ônibus. Ou se anda a pé ou de automóvel.
Como dispunha de apenas 30 horas na cidade, fiz visitas-relâpagos ao sítio histórico, aos museus e às igrejas, em táxi, cujo motorista era verdadeiro guia turístico sem ônus para o governo municipal.
Voltando a Natal, por mera coincidência vou ser leitor de Gerardo Mello Mourão, num livro de sebo. Tenho dele a impressão de que é o melhor texto da safra de escritores brasileiros de agora. Leio seus artigos e cada vez mais me convenço de que ele tinha todo o direito a aspirar uma premiação da altura do Juca Pato. Mas, do outro lado, eu tinha predileção por Cora Coralina.
Agora, numa noite chuvosa dos últimos dias de abril, a televisaão me mostra a poetisa, com lucidez mental e voz firme, dizendo sua poesia de puro lirismo, tão segura quanto pode uma mulher de 95 anos.
Ganhara o prêmio Juca Pato, concorrendo com o poeta Gerardo Mello Mourão, dos troncos dos Inhamos cearenses, e viajante do mundo.
Natal, 2.5.84
(Artigo Transcrito do livro "Anjos Meus Aonde Estais", 1996).
QUE QUENTURA! QUE MORMAÇO!
Grita o povo apavorado:
Vai morrer tudo torrado
Se Deus não meter o braço,
O homem vira bagaço,
Se procurar carne crua...
Porém no meio da rua,
Para provar que não é frouxa
Ou para pegar um trouxa
Vai a mulher andar nua.
Renato Caldas
Vai morrer tudo torrado
Se Deus não meter o braço,
O homem vira bagaço,
Se procurar carne crua...
Porém no meio da rua,
Para provar que não é frouxa
Ou para pegar um trouxa
Vai a mulher andar nua.
Renato Caldas
quarta-feira, 24 de março de 2010
VELHOS CARNAVAIS DO ASSU, 1964
Na primeira fotografia acima, esquerda para direita: Zé Leitão, João Batista Macedo (JB), (?), Dilma (então funcionário da Fundação SESP e Chaguinha Pinheiro. Na foto abaixo (no Clube ARCA), esquerda para direita vejamos Nazareno Tavares (Barão) e Dedé Caldas, nos tempos da lança perfume.
MISS RIO GRANDE DO NORTE NA ADEGA DA PONTE, 1971
Adega da Ponte (antigo balneário de Assu) 1971. Esquerda para direita: Fenando Fanfa Caldas (sem camisa, sentado), Asterinho Tinôco, jornalista Paulo Macedo, Tázia (Miss Rio Gande do Norte, 1971, (?). E já se passaram quatro décadas.
terça-feira, 23 de março de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
Paulo Varela, o Poeta Abandonado Pelas ruas da cidade caminhava devagar, levando nos ombros versos que ninguém quis escutar. Era Paulo Vare...






