segunda-feira, 24 de maio de 2010


o lançamento da candidatura de Iberê, amigos dançam "iberetion"

Publicação: 23 de Maio de 2010 às 13:43
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DivulgaçãoIberê e Wilma chegaram juntos ao evento de lançamento da candidatura do governadorIberê e Wilma chegaram juntos ao evento de lançamento da candidatura do governador
O governador Iberê Ferreira de Souza acaba de subir no palanque armado para a festa em comemoração ao restabelecimento de sua saúde, no Vila Folia, em Parnamirim. O evento está sendo chamado "Amigos de Iberê" e, segundo sua assessoria de imprensa, ja conta com cerca de 13 mil pessoas. Há um engarrafamento de carro na altura do Aeroporto Augusto Severo.

Há diversas faixas feitas por lideranças e políticos que exaltam o restabelecimento da saúde d governador.Entre elas uma que diz "não troco 40 cravos por 25 rosas", em menção os números dos partidos de Iberê, o PSB, e de Rosalba Ciarlini, o DEM.

FESTA DE IBERÊ, GOVERNADOR DO RGDONORTE

Fotografia do blog Panorama do Vale.

Fernando Caldas Fanfa, autor deste blog cumprimentando o Governador Iberê Ferreira de Souza na festa "Amigos de Iberê" realizada ontem, domingo, 23 de maio no Vila da Folia, em Natal em razão da recuperação da saúde daquele governate e candiato ao governo nas próximas eleições. Foi uma grande festa  com o comparecimento de mais de quinze mil pessoas. Estavam presentes os açuenses Zeca Abreu (Presidente da FUNASA), Ex-vereadores Toinho do Frutilândia (pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB) e Everaldo Marques, além do blogueiro Nelson Dantas, "Arara", e muitas outras figuras do Açu. Presente também o prefeito de Itajá Gilberto Lopes.

Fernando Caldas

sábado, 22 de maio de 2010

Açu Irreverente

A irreverência está no sangue de cada um dos açuenses. Vejam vocês que lá, na cidade de Açu, na praça Getúlio Vargas, tem um anfiteatro denominado Arcelino Costa Leitão que popularmente é denominado de "Buraco do Prefeito", onde a juventude açuense dança nos dias de festejos do Padroeiro São João Batista, além de outros festas ali realizadas. Pois bem, tem também um obelisco na praça do Sal em homenagem pela passagem dos 150 anos da terra açuense. Aquele obelisco tem a semelhança de um minhoca que o povo apelidou de "Minhocão do Prefeito. A primeira construção (anfiteatro fora construído pelo prefeito Ronaldo Soares) e, a segunda pelo prefeito Lourinaldo Soares. Pois bem, o escritor açuense Celso da Silveira como não podia ser diferente, era também irreverente e bom contador de causos e tiradas, escreveu: "Já imaginaram se daqui a alguns anos, aparece um prefeito mais sofisticado, e inventa de colocar a recente obra, dentro daquela já existente"

Fernando Caldas Fanfa


"Viajando o Sertão (VI)"


"Igrejas e Arte Religiosa"

"(...) A mania da remodelação, para pior, ataca os nervos de muita gente bem intencionada. Creio firmemente que, na futura reforma dos Seminários brasileiros, reforma com as luzes dum Dom Xavier de Matos, seria indispensável a cadeira de Arte Religiosa Brasileira para ensinar aos nossos párocos um mais profundo amor pelos monumentos legados pelas gerações desaparecidas. Sirva de exemplo o altar da Igreja de Serra Negra, em madeira talhada, simples e emocionante prova de fé, quebrado, inutilizado, destruído, para ser substituído por um altar de tijolo ou cimento, sem significação, e história." (p.24)
"Durante o séc. XIX quase todas as Igrejas foram ‘remodeladas’, raspados seus frontispícios venerados, riscadas em sua fisionomia própria e coberta de cal e enfeites, de acordo com a inteligência do tempo. Ninguém lembrou a necessidade de conservar a fachada tal como estava e fazer adaptações interiores, respeitando os altares quando dignos de mantença. Igreja é prova de Fé e esta não se abala. Mesmo assim, com a devastação, ainda possuímos alguns documentos curiosos que atestam a revivência do barroco durante fins do séc. XVIII e XIX." (p.25)
"De todos os templos que visitei no Estado (nos 35 municípios que conheço) quase todos são incaracterísticos e já não podem ser apontados como estilos. São testemunhas de várias tarefas de consertos onde as mais estranhas mãos desviaram de seu trilho a espírito arquitetural daquelas capelas seculares." (p.25)
"As Igrejas outras, Açú, Ceará – Mirim, Moçoró, Caicó, não têm história em suas paredes, vinte vezes alteradas. Tanto podiam estar no nordeste brasileiro como na Austrália. Nada têm de nós porque as despojaram de suas heranças de cem anos." (p.26)
"Onde podemos ver a sobrevivência do barroco e a justiça dos que o dizem ter sido o verdadeiro estilo religioso brasileiro, é nos portões dos Cemitérios que escaparam à fúria modernizadora dos estetas." (p.26)
"Um outro ponto melancólico é a substituição dos Santos de madeira pelos Santos de gesso e de massa, bonitos e róseos com uma lindeza extra-humano." (p.26)
"(...) Deixaram o destronado orago num altar lateral enquanto o novo assumia o posto de honra no altar-mor. O Povo, habituado com o primeiro, continua obstinadamente, a recorrer ao conhecido padroeiro, dando-lhe orações e pagando promessas." (p.26-27)
"(...) Um trabalho de madeira é sempre um esforço pessoal, direto, próprio. Fique feio ou deslumbrante, o caso é que é um produto da inteligência humana, sem o auxílio da máquina polidora. Um trabalho de gesso, cartão ou massa, sempre bonito, é sempre o resultado frio da máquina, produto igual, monótono em sua beleza, sem calor da mão humana, rude ou apta, mas sincera." (p.27)
[Termina a crônica afirmando]
"Se os Santos de madeira são impróprios para o Culto ao menos conservemo-los como objetos de Arte, Arte primitiva, tosca, iniciante, mas Arte fiel a si mesma." (p.27)


Luiz da Câmara Cascudo

PAULO VARELA

O poeta matuto Paulo Varela, é meu conterrãneo do Açu, considerado um dos melhores poetas populares desse Nordeste. Paulo deixou o Açu para fazer apresentações na cidade do Natal se apresentando em casas de espetáculos da terra natalense. A sua poesia, é como a de Renato Caldas, agrada a gregos e troianos.Vejamos para o nosso deleite, o poema adiante:

Pro mode dessas doidice
Que temo que escutar
Tanta coisa ripitida
Desses tanto bla-blá-blá
Por isso qui tenho dito
Os versos são mais bunito
Do que esses pocotó
Gente sen arte tá rico
E ouvido não é pinico
E nem também urinó
Faço coisa diferente
Dessas raízes da gente
Pois eu acho mais mió

Falo de nossas sabenças
Das nossas maledecências
Das coisas do mei rurá
Eu falo do sofrimento
Do chicotar do jumento
Do vôo do carcará
Falo do gado magrenho
Da cachaça, do engenho
Do nordestino sofrido
Desse mato ressequido
Do espinho unha-de-gato
Tocaia no mei do mato
Das poça, do lamaçá
Da mãe que dá de mamar
Do aboiar do vaqueiro
Do repicar do ferreiro
Das prece, dos retirante
Dos bando de avuante
Do sol amarelo e quente
Da fome de nossa gente
Cangaia, borná, chucaio
Tropeiro no seu trabaio
Bisaca, xote, capim
Das negas, dos cabra ruim
Viola, moitão, furquia
Do calor do meio-dia
Casa de taipa, forró
Cachorro, gato, socó
Dos cabôco bom de briga
Das gostosas rapariga
Trinchete, alguidá, panela
Do pilão, cabaço e vela
Do luar, da lamparina
Dos perfume das menina
Quengo, feira e caçote
Biqueira, coice, magote
Farinha, feijão, arroz
Do nosso baião-de-dois
Cangapé, foice, matuto
Nossa fé, do nosso luto
Dos andar das romaria
Do repente, cantoria
Das beatas rezadeira
Dos tiros de baladeira
Dos bolão de vaquejada
Dos coriscos, trovoada
Enxada, perneira e pá
Brida, roçado, vasante
Mas vamos mais adiante
Que não parei de falá.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

POESIA

Acabaram-se comigo todos os meus soluços.
Todos os meus gritos.
Todas as minhas tempestades.
Eu agora saio a perguntar onde ainda encontrar todos os meus soluços, todas as minhas tempestades.


João Lins Caldas, poeta potiguar

 Paulo Varela, o Poeta Abandonado Pelas ruas da cidade caminhava devagar, levando nos ombros versos que ninguém quis escutar. Era Paulo Vare...