sábado, 19 de junho de 2010
ORIGEM DAS FAMÍLIAS SOARES E MACEDO
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A família Soares de Macedo é uma das mais antigas so Assu e que mais poetas teve. Daquela família o que mais se destacou na poesia, nas letras açuenses, foi João Nathanael de Macedo que imortalizou-se no soneto dedicado ao Açu (no dia em que aquela cidade comemorava o seu Centenário. 100 anos que ganhou foros de cidade. Naqueles versos que se tornou notório, João Natanael compara a bondade do povo assuuense, "há um pedaço do céu dentro do mundo".
Postado por Fernando Caldas
Nota: Documentos cedidos pela açuense Genilda Soares de Macedo Varela.
AS INLECENÇAS - Manoel Rodrigues de Melo
(Extraído de Várzea do Açu, paisagens, tipos e costumes do Vale do Açu, IBRASA/MEC, 1979)
O Nordeste tem uma longa e respeitável tradição de louvores aos Santos do Agiológio Católico, sinal do apego e da devoção que o povo tem pelas coisas da Religião.
Este nobre sentimento de amor a Deus, manifestado de mil modos pela gente do Nordeste, não é exclusivo nem peculiar a esta região. É de todo o Brasil que nasceu e tem vivido à sombra maternal e acolhedora da Igreja Católica.
O mesmo fenômeno já notara Sarmiento em relação ao seu povo quando fala na religiosidade do homem argentino.
No Rio Grande do Norte esse sentimento é inato ao coração do homem. Aluízio Alves notou-o quando mencionou, bem vivas e acesas, na alma do povo angicano, as reminiscências das incelenças.
E agora, penetrando melhor a alma e o coração do povo açuense, vejo que as suas manifestações de religiosidade surgiram ali com os primeiros colonizadores que pisaram o chão dadivoso da terra amiga e generosa.
Os terços e as novenas, entrecortados de benditos, ladainhas e rezas, culminavam sempre com os beijas invariáveis, sob os estouros e papoucos dos fogos do ar e dos foguetões.
Não só isto.
As incelenças, cantadas e disseminadas por toda a região do Baixo Vale, eram uma forte reminiscência do povo da região.
Joaquim Rodrigues Ferreira, meu parente e velho batedor de terços e novenas da região, traz a sua preciosa colaboração a este ensaio, copiando três tipos de incelenças que definem e caracterizam bem o espírito devoteiro do povo da várzea.
Ei-Ias a seguir:
Uma incelença da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
Visitar as Almas que vão para a Glória
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por uma incelença que está se rezando.
Duas incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
Visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por duas incelenças que estão se rezando.
Três incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por três incelenças que estão se rezando.
Quatro incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por quatro incelenças que estão se rezando;
Cinco incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por cinco incelenças que estão se rezando.
Seis incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória. Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por seis incelenças que estão se rezando.
Sete incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por sete incelenças que estão se rezando.
Oito incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por oito incelenças que estão se rezando.
Nove incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por nove incelenças que estão se rezando.
Dez incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por dez incelenças que estão se rezando.
Onze incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por onze incelenças que estão se rezando.
Doze incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por doze incelenças que estão se rezando.
(Segunda)
Uma incelença .
Que nos dê o paraíso
Adeus irmão, adeus
Até dia de juízo.
(E vai repetindo as mesmas palavras até o número doze)
(Terceira)
Uma incelença .
A Nossa Senhora das Dores.
Os Anjos lá do céu
Cantando louvores.
(E vai repetindo as mesmas palavras até o número doze)
Transcrito por Fernando Caldas
O Nordeste tem uma longa e respeitável tradição de louvores aos Santos do Agiológio Católico, sinal do apego e da devoção que o povo tem pelas coisas da Religião.
Este nobre sentimento de amor a Deus, manifestado de mil modos pela gente do Nordeste, não é exclusivo nem peculiar a esta região. É de todo o Brasil que nasceu e tem vivido à sombra maternal e acolhedora da Igreja Católica.
O mesmo fenômeno já notara Sarmiento em relação ao seu povo quando fala na religiosidade do homem argentino.
No Rio Grande do Norte esse sentimento é inato ao coração do homem. Aluízio Alves notou-o quando mencionou, bem vivas e acesas, na alma do povo angicano, as reminiscências das incelenças.
E agora, penetrando melhor a alma e o coração do povo açuense, vejo que as suas manifestações de religiosidade surgiram ali com os primeiros colonizadores que pisaram o chão dadivoso da terra amiga e generosa.
Os terços e as novenas, entrecortados de benditos, ladainhas e rezas, culminavam sempre com os beijas invariáveis, sob os estouros e papoucos dos fogos do ar e dos foguetões.
Não só isto.
As incelenças, cantadas e disseminadas por toda a região do Baixo Vale, eram uma forte reminiscência do povo da região.
Joaquim Rodrigues Ferreira, meu parente e velho batedor de terços e novenas da região, traz a sua preciosa colaboração a este ensaio, copiando três tipos de incelenças que definem e caracterizam bem o espírito devoteiro do povo da várzea.
Ei-Ias a seguir:
Uma incelença da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
Visitar as Almas que vão para a Glória
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por uma incelença que está se rezando.
Duas incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
Visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por duas incelenças que estão se rezando.
Três incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por três incelenças que estão se rezando.
Quatro incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por quatro incelenças que estão se rezando;
Cinco incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por cinco incelenças que estão se rezando.
Seis incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória. Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por seis incelenças que estão se rezando.
Sete incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por sete incelenças que estão se rezando.
Oito incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por oito incelenças que estão se rezando.
Nove incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por nove incelenças que estão se rezando.
Dez incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por dez incelenças que estão se rezando.
Onze incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória.
Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por onze incelenças que estão se rezando.
Doze incelenças da Virgem do Rosário
Que do vosso ventre Nasceu o Sacrário.
O Sacrário aberto, o Senhor saiu fora
A visitar as Almas que vão para a Glória Alma ou Alma!
Por quem estais esperando?
Por doze incelenças que estão se rezando.
(Segunda)
Uma incelença .
Que nos dê o paraíso
Adeus irmão, adeus
Até dia de juízo.
(E vai repetindo as mesmas palavras até o número doze)
(Terceira)
Uma incelença .
A Nossa Senhora das Dores.
Os Anjos lá do céu
Cantando louvores.
(E vai repetindo as mesmas palavras até o número doze)
Transcrito por Fernando Caldas
sexta-feira, 18 de junho de 2010
POESIA RELIGIOSA
Meu Deus, estendei sobre mim tua mão
E então poderei entender o silêncio,
Então poderei andar sobre as águas do mar.
Meu Deus estendei sobre mim tua mão,
E então poderei compreender teu verbo,
Então poderei olhar os lírios do campo.
Meu Deus, fazei-me ouvir de novo tua voz,
Para que eu responda aos que vierem de Sabá
E me restitua integral e perfeito a ti.
(Do livro "O Testamento de Jó", 1965, de Walflan de Queiroz, poeta potiguar.
E então poderei entender o silêncio,
Então poderei andar sobre as águas do mar.
Meu Deus estendei sobre mim tua mão,
E então poderei compreender teu verbo,
Então poderei olhar os lírios do campo.
Meu Deus, fazei-me ouvir de novo tua voz,
Para que eu responda aos que vierem de Sabá
E me restitua integral e perfeito a ti.
(Do livro "O Testamento de Jó", 1965, de Walflan de Queiroz, poeta potiguar.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
POETAS, ESCRITORES E INTELECTUAIS
(Fascículo, 14, Educação e Cultura, Tribuna do Norte)
Poetas, Escritores e Intelectuais
A vida intelectual, no Rio Grande do Norte, estava ligada ao jornalismo político. E a "modinha", no dizer de Câmara Cascudo, representava a "exteriorização literária".
O mesmo autor descreve o contexto da época: "os poetas ficavam na classe populesca dos improvisados ou dos modinheiros, versos eram musicados e cantados nas serenatas, acompanhados pelos vilões sonoros".
Alguns poetas que se destacaram na época foram Miguel Vieira de Melo (1821-1856), Gustavo da Silva (1832-1856), Rafael Aracanjo da Fonseca (1811-1882), etc.
O primeiro jornal do Rio Grande do Norte, o "Nordeste", foi fundado pelo padre Francisco Brito Guerra, em 1832.
Depois, João Manuel de Carvalho, fundou o primeiro órgão de imprensa de caráter literário, chamado 'O Recreio'.
Outros jornais foram surgindo com maior ou menor duração, revelando para a comunidade diversos jornalistas e intelectuais: Joaquim Fagundes (1857-1877) e José Teófilo (1852-1879), por exemplo.
Na década 1870 - 1880, os bailes, que eram mensais, se transformaram em locais onde as pessoas cantavam e declamavam poesias.
Merece destaque uma potiguar que passou vinte e oito anos na Europa e se tornou célebre pela sua luta a favor do soerguimento da mulher, sendo igualmente, uma grande escritora. Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida pelo seu pseudônimo Nísia Floresta, nasceu no sítio Floresta, em Papari (hoje Nísia Floresta, em sua homenagem), no dia 12 de outubro de 1810, falecendo na França, em Rouen, a 24 de abril de 1885. A sua bibliografia é ampla: "Daciz ou a Jovem Completa" (Rio, 1847), "Itineraire d'un voyage en Allemagne" (Paris, 1857), "A Mulher" (Londres, 1856), etc.
Falando sobre Nísia Floresta, Maria Eugênia M. Montenegro classificou-a como "ilustre pensadora e idealista, a autodidata, a revolucionária, a enfermeira, a jornalista e abolicionista e republicana, que pregava a igualdade das províncias e das casas. "(Revista Brasília, no LXX, abril - maio de 1996).
Constância Lima Duarte publicou, em 1995, um livro sobre a vida e obra de Nísia Floresta, onde constata "que a história de Nísia Floresta não se limita às primeiras páginas onde apresento dados específicos referentes a sua vida e obra. Nem termina realmente ao final da análise do último texto. Se cada um deles introduz dados, revela traços de sua personalidade, de suas lutas, de suas obsessões, de seus conflitos, a figura de Nísia Floresta Brasileira Augusta fica por ainda se compor, a partir de tudo isso que aí está, e de tudo o mais, que teima em se manter oculto aos nossos olhos".
Luís Carlos Lins Wanderley é o autor de "Mistério de um Homem", em dois volumes. É apontado por alguns como sendo o primeiro romance escrito no Rio Grande do Norte.
Isabel Urbana de Albuquerque Gondim nasceu, provavelmente, em 1839, também em Papari. Foi professora, poetisa e a primeira historiadora do Estado. Escreveu várias obras, como 'Sedição de 1817, na Capitania do ora Estado do Rio Grande do Norte"(1919), "O Sacrifício do Amor" (1919), "Lira Singela" (1933), etc.
No movimento abolicionista, brilhou Segundo Wanderley.
Vem, depois, a geração do Oásis que, como disse Câmara Cascudo, "nasceu literalmente com o advento republicano". Dessa fase se destacaram dois irmãos: "Henrique Castriciano e Auta de Souza.
Henrique Castriciano, bacharel em Direito, muito viajado, e possuidor de uma grande cultura, chegou a ser vice-governador do Estado. Como disse Romulo Wanderley, foi "jornalista, escritor, crítico, impões-se aos seus contemporâneos pelo talento, pela cultura e pela inspiração poética".
São seus os seguintes versos:
"Ah! Como é triste o aboio! Ah, como é triste o canto sem palavras - tão vago - a saudade exprimindo.
Das selvas do sertão, no mês de junho rindo.
Pelos olhos azuis das crianças, enquanto
No tamarinho verde, asas abertas, trina
À beira dos currais, o galo de campina!
Auta de Souza, poetisa, escreveu apenas um livro, "Horto", com várias edições.
A poesia "Meu Pai", começa assim:
"Desce, meu Pai, a noite baixou mansa
Nem uma nuvem se vê mais no céu:
Aninham-se aqui no peito meu,
Onde, chorando, a negra dor descansa".
Os primeiros teatros de Natal foram barracões de palha, construídos no local onde hoje é a praça Gonçalves Lêdo. Todos os três foram destruídos pelo fogo.
Os grupos de amadores, contudo, não desanimam. "Representavam em teatrinhos improvisados", disse Câmara Cascudo.
O comerciante João Crisóstomos de Oliveira fundou o Teatro de Santa Cruz, localizado na atual João Pessoa, em 1880. Não dava lucro. Os amadores se apresentavam de graça. Falando sobre a importância desse teatro, Câmara Cascudo fez o seguinte comentário: "De 1880 em diante o Santa Cruz reúne todas demonstrações literárias da terra. Com a abolição aí se funda a Libertadora Natalense. Com a República, aí discursaram os tribunos, Olinto Meira, Braz de Melo, Nascimento de Castro, Augusto Severo, Pedro Velho. Nas cisões políticas, aí acampam os oposicionistas com o Clube Republicano 15 de novembro. Ali a companhia de José de Lima Penante recebeu aplausos e deixou saudades".
No dia 17 de abril de 1894, caiu a cobertura do teatro que desapareceu nesse momento.
O século XX é a frase da Oficina Literária, onde se destacaram Francisco Cavalcanti, Jorge Fernandes, Clementino Câmara.
Um grande poeta dessa geração foi Manoel Virgílio Ferreira Itajubá, que nasceu em Natal, escrevendo versos como os que se seguem:
"Vi-te. Era noite. A lua decorada
Brilhava nas paragens luminosas
E a noite estava toda embalsamada,
Porque exalavam no canteiro as rosas".
No dia 29/3/1902, foi fundado o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, por um grupo de intelectuais, entre eles, Vicente Lemos, autor do clássico "Capitães Mores e Governadores do Rio Grande do Norte". Faziam parte do instituto Luís Fernandes, Manoel Dantas,. Pedro Soares e tantos outros. O instituto publica, ainda hoje, uma revista. O seu atual presidente é o advogado Enélio Lima Petrovich.
O Teatro Carlos Gomes foi inaugurado em 1904, no primeiro governo de Alberto Maranhão. O ilustre político, não satisfeito, ao assumir o governo pela segunda vez, promoveu grandes reformas no teatro que hoje tem o seu nome. Câmara Cascudo descreveu que "nasceu outro teatro, amplo, confortável, arejado, moderno".
No início do século, o coronel Francisco Justino de Oliveira Cascudo fundou "A Imprensa" (1914-1926), que teria brilhante trajetória. O Centro Polimático (1920-1924) lançou uma revista que publicava importantes estudos, que segundo Humberto Hermenegildo de Araújo, foi "de valor fundamental para a compreensão do processo de criação de uma consciência, digamos "potiguar". "Apareceu também uma revista feminina, chamada Via Láctea (1914-1915), onde se destacaram Palmira e Carolina Wanderley.
Foi uma época de grande efervescência literária, onde brilharam nomes como Nascimento Fernandes, Anfilóquio Câmra, Armando Seabra, Jayme Wanderley. Segundo Humberto Hermenegildo de Araújo, "publicaram-se, naquela década, alguns títulos que ainda hoje são de fundamental importância para a compreensão do início da nossa vida literária: "Alma patrícia" (1921) e "Joio" (1924), ambos de Luís da Câmara Cascudo; "Poetas Rio-Grandenses do Norte" (1922), de Ezequiel Wanderley", "Versos" (1927), de Lourival Açucena'e "Terra Natal" (1927), de Ferreira Itajubá".
Câmara Cascudo, atendendo a um apelo da Federação das Academias de Letras, com um grupo de amigos e intelectuais, fundou a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, em 14/11/1936, na sede do Instituto de Música, sendo eleito Henrique Castriciano, presidente. Entre os fundadores da academia, podem ser citados os seguintes intelectuais: Adauto Câmara, Otto de Brito Guerra, H. Castriciano, Edgar Barbosa, Antonio Soares de Araújo, Nestor dos Santos Lima, Januário Cicco, Floriano Cavalcanti, Lu;is Gonzaga do Monte.
O atual presidente dessa academia é o advogado Diógenes da Cunha Lima.
A partir do século XX, surgiram vários jornais, em diversos municípios do Rio Grande do Norte. Em Açu: "O Alphabeto" (1917), "A Cidade" (1901 a 1908), "Jornal do Sertão" (1928), "O Vale (1937). Em Caicó: "A Folha" (1928), "Jornal de Caicó" (1930), "O Seridó" (1900-1901), "A Verdade" (1933). Em Macau: "Folha Nova" (1913), "Gazeta de Macau" (1909), "O Imparcial" (1918), "O Nacionalista" (1959), "A Voz de Macau" (1951). Em Mossoró: "Jornal do Oeste" (1948), "A Palavra" (1926), "O Trabalho" (1926), "Desfile" (1946).
A "Coleção Mossoroense" tem editada uma série muito grande de livros, prestando, assim, uma efetiva colaboração ao desenvolvimento cultural do Estado. Publicou "Notas e Documentos para a História de Mossoró", de Luís da Câmara Cascudo; "Lampião em Mossoró", de Raimundo Nonato; "Um possível caso de telegonia entre os nossos indígenas", de Jerônimo Vingt Rosado Maia, etc.
De Açu, brilha Maria Eugênia Montenegro. Natural de Lavras (MG), se integrou no movimento literário potiguar. Publicou livros de poesias ("Azul Solitário') e, inclusive, um de ficção filosófica ("Alfar, A que Está Só").
Pertence às academias de letras de vários Estados e à do Rio Grande do Norte.
De Macau, Edinor Avelino, jornalista, colaborou em diversos jornais da capital ("A Imprensa", "A República", "A Opinião" e "Democrata") e em outros do interior: "Folha Nova" (Macau), "A Cidade" (Açu), "O mossoroense" (Mossoró).
No poema "Macau", considerado como sendo sua obra-prima, escreveu:
"A minha terra, calma e boa, trago-a nas cismas de saudade em que ando atento,
contemplando-a com os olhos cheios d'água.
nos grandes vôos do meu pensamento.
É das mais ricas terras pequeninas.
Apraz-me repetir, quando converso;
possui alvas e esplêndidas salinas,
as melhores salinas do universo".
De Ceará-Mirim, três nomes. Nilo Pereira, que tece, entretanto, uma grande atuação em Pernambuco, onde foi diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco, com extensa bibliografia, podendo se citados: "O destino das Faculdades de Filosofia na Universidade" (Natal, 1957), "Humanismo de Luiz de Camões" (Recife, 1957) e "Evocação do Ceará-Mirim" (Recife 1959), etc.
José Sanderson Deodato Fernandes de Negreiros, poeta, jornalista, quando foi eleito para a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, era o mais jovem daquela instituição. Trabalhou na "Tribuna do Norte", "Diário de Natal", sendo também, redator e repórter de duas revista do Sul do País, "Manchete" e "Visão".
Autor de "Ritmo da Busca" (1956) e "Lances Exatos" (1966), é também de sua autoria a poesia "O gesto":
Despe o corpo, tatuado de
relâmpagos. Ensarilhas ventos
ao som da ternura e apunhalas
o horizonte. Mas dentro de ti,
o coração canta, além.
do remoto mar das tapeçarias.
Deitaste o pão e água em minha
solidão, e amo-te por me teres
amado pelo próprio amor
desprotegida, ó incendiária do repouso".
Edgar Barbosa, formado em Direito, no Recife, em 1932, trabalhou em vários jornais: "A República", "O Debate", "A Ordem", etc. Foi fundador da Faculdade de Filosofia e seu primeiro diretor. Escreveu, entre outros livros: "História de uma campanha (1936), "Três Ensaios" (Recife, 1960), "Imagens do Tempo" (Natal, 1966).
De Nova Cruz, Diógenes da Cunha Lima Filho, poeta, advogado, professor, ex-reitor da UFRN, ex-presidente da Educação e Cultural do Estado, publicou "Lua Quatro Vezes Sol" (1967), "Tradição e Cultura de Massa" (1973), "Câmara Cascudo, um homem feliz", etc.
Em "Memórias das Águas", diz Diógenes da Cunha Lima:
"O espectro do rio foge
Quando dorme o Potengi.
Sua memória lavada
Em muitas águas desliza
Das nascentes do verão".
De São Vicente, D. José Adelino Dantas, com grande atuação no Seridó. Foi bispo de Caicó, nomeado pelo papa Pio XII, em 1952. Colaborou no jornal "A Ordem". Depois, foi nomeado bispo de Garanhuns (PE) e, a seguir, de Rui Barbosa, na Bahia.
Pertenceu à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, tendo publicado "A Formação do Seminarista"(1947), "Homens e Fatos do Seridó Antigo" (1962), "O Coronel de Milícias Caetano Dantas" (S/Data).
Falando sobre D. Adelino Dantas, disse Sanderson Negreiros: "pesquisador que se debruça sobre o documento faz isso com amor e sabedoria, com calor humano e absoluta sinceridade de propósitos".
Em abril de 1963, o governo Aluízio Alves inaugurou a Fundação José Augusto que funcionou inicialmente "como faculdade para os cursos de Jornalismo, Sociologia e Política e Escola Superior de Administração, além de manter o Instituto Juvenal Lamartine de Pesquisas Sociais e a Gráfica Manibu. Somente a partir de 1968, com a mudança do Estatuto, é que a Fundação passa a fazer o trabalho de fomento à cultura potiguar, exercendo um papel semelhante ao de uma Secretaria de Cultura estadual".
"Presente na vida cultural do Estado, desde a edição de livros, promoção de eventos, até a preservação do patrimônio histórico, a Fundação José Augusto também detém a guarda e manutenção de importantes prédios e instituições, como o Forte dos Reis Magos e o Memorial Câmara Cascudo, a Biblioteca Pública Câmara Cascudo, Museu Café Filho e o de Arte Sacra".
"O teatro Alberto Maranhão, onde funciona uma Escola de Danças, o Instituto de Música Waldermar de Almeida, com mais de 500 alunos matriculados, são outras entidades geridas pela Fundação José Augusto, presidida pela segunda vez pelo jornalista Woden Madruga (a primeira gestão ocorreu de 1987 a 1990)".
"Uma Orquestra Sinfônica em plena atividade, que realiza concertos oficiais, populares e educativos mensais, sempre trazendo ao Estado renomados solistas, um coral (Canto do Povo), com reconhecimento nacional e no exterior, tendo representado o Brasil em 1995 em temporada na Alemanha, França e Itália, onde se apresentou para o papa João Paulo II, são outros dos orgulhos da Fundação José Augusto".
"Na atual administração, vários projetos de sucesso têm sido desenvolvidos, como o Projeto Seis e Meia, que é apresentado todas as terças-feiras, às 18h30, no Teatro Alberto Maranhão, sempre com um cantor local e um nacional. Esse projeto, que tem uma média de público, por sessão de 620 pessoas, é no estilo do extinto Projeto Pexinguinha, que foi realizado em todo o País na década de 70. Por ele já passaram artistas como Paulinho da Viola, Leila Pinheiro, Jamelão e Sivuca, entre tantos outros.
"Na luta para revitalizar os grupos e artistas populares, foram dadas indumentárias, instrumentos, oportunidades de apresentação em Natal e fora do estado, e criado o Projeto Chico Traíra, que edita e distribui com os autores de jovens e contemporâneos. Edita ainda o jornal cultural "O Galo", mensalmente, promovendo Salões de Artes Plásticas e de Humor e dando apoio às atividades teatrais, seja através da apresentação do teatro brasileiro, como Amir Haddad". (Documento fornecido pela Asssessoria de Imprensa da Fundação José Augusto - 1997).
Postado por Fernando Caldas
Poetas, Escritores e Intelectuais
A vida intelectual, no Rio Grande do Norte, estava ligada ao jornalismo político. E a "modinha", no dizer de Câmara Cascudo, representava a "exteriorização literária".
O mesmo autor descreve o contexto da época: "os poetas ficavam na classe populesca dos improvisados ou dos modinheiros, versos eram musicados e cantados nas serenatas, acompanhados pelos vilões sonoros".
Alguns poetas que se destacaram na época foram Miguel Vieira de Melo (1821-1856), Gustavo da Silva (1832-1856), Rafael Aracanjo da Fonseca (1811-1882), etc.
O primeiro jornal do Rio Grande do Norte, o "Nordeste", foi fundado pelo padre Francisco Brito Guerra, em 1832.
Depois, João Manuel de Carvalho, fundou o primeiro órgão de imprensa de caráter literário, chamado 'O Recreio'.
Outros jornais foram surgindo com maior ou menor duração, revelando para a comunidade diversos jornalistas e intelectuais: Joaquim Fagundes (1857-1877) e José Teófilo (1852-1879), por exemplo.
Na década 1870 - 1880, os bailes, que eram mensais, se transformaram em locais onde as pessoas cantavam e declamavam poesias.
Merece destaque uma potiguar que passou vinte e oito anos na Europa e se tornou célebre pela sua luta a favor do soerguimento da mulher, sendo igualmente, uma grande escritora. Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida pelo seu pseudônimo Nísia Floresta, nasceu no sítio Floresta, em Papari (hoje Nísia Floresta, em sua homenagem), no dia 12 de outubro de 1810, falecendo na França, em Rouen, a 24 de abril de 1885. A sua bibliografia é ampla: "Daciz ou a Jovem Completa" (Rio, 1847), "Itineraire d'un voyage en Allemagne" (Paris, 1857), "A Mulher" (Londres, 1856), etc.
Falando sobre Nísia Floresta, Maria Eugênia M. Montenegro classificou-a como "ilustre pensadora e idealista, a autodidata, a revolucionária, a enfermeira, a jornalista e abolicionista e republicana, que pregava a igualdade das províncias e das casas. "(Revista Brasília, no LXX, abril - maio de 1996).
Constância Lima Duarte publicou, em 1995, um livro sobre a vida e obra de Nísia Floresta, onde constata "que a história de Nísia Floresta não se limita às primeiras páginas onde apresento dados específicos referentes a sua vida e obra. Nem termina realmente ao final da análise do último texto. Se cada um deles introduz dados, revela traços de sua personalidade, de suas lutas, de suas obsessões, de seus conflitos, a figura de Nísia Floresta Brasileira Augusta fica por ainda se compor, a partir de tudo isso que aí está, e de tudo o mais, que teima em se manter oculto aos nossos olhos".
Luís Carlos Lins Wanderley é o autor de "Mistério de um Homem", em dois volumes. É apontado por alguns como sendo o primeiro romance escrito no Rio Grande do Norte.
Isabel Urbana de Albuquerque Gondim nasceu, provavelmente, em 1839, também em Papari. Foi professora, poetisa e a primeira historiadora do Estado. Escreveu várias obras, como 'Sedição de 1817, na Capitania do ora Estado do Rio Grande do Norte"(1919), "O Sacrifício do Amor" (1919), "Lira Singela" (1933), etc.
No movimento abolicionista, brilhou Segundo Wanderley.
Vem, depois, a geração do Oásis que, como disse Câmara Cascudo, "nasceu literalmente com o advento republicano". Dessa fase se destacaram dois irmãos: "Henrique Castriciano e Auta de Souza.
Henrique Castriciano, bacharel em Direito, muito viajado, e possuidor de uma grande cultura, chegou a ser vice-governador do Estado. Como disse Romulo Wanderley, foi "jornalista, escritor, crítico, impões-se aos seus contemporâneos pelo talento, pela cultura e pela inspiração poética".
São seus os seguintes versos:
"Ah! Como é triste o aboio! Ah, como é triste o canto sem palavras - tão vago - a saudade exprimindo.
Das selvas do sertão, no mês de junho rindo.
Pelos olhos azuis das crianças, enquanto
No tamarinho verde, asas abertas, trina
À beira dos currais, o galo de campina!
Auta de Souza, poetisa, escreveu apenas um livro, "Horto", com várias edições.
A poesia "Meu Pai", começa assim:
"Desce, meu Pai, a noite baixou mansa
Nem uma nuvem se vê mais no céu:
Aninham-se aqui no peito meu,
Onde, chorando, a negra dor descansa".
Os primeiros teatros de Natal foram barracões de palha, construídos no local onde hoje é a praça Gonçalves Lêdo. Todos os três foram destruídos pelo fogo.
Os grupos de amadores, contudo, não desanimam. "Representavam em teatrinhos improvisados", disse Câmara Cascudo.
O comerciante João Crisóstomos de Oliveira fundou o Teatro de Santa Cruz, localizado na atual João Pessoa, em 1880. Não dava lucro. Os amadores se apresentavam de graça. Falando sobre a importância desse teatro, Câmara Cascudo fez o seguinte comentário: "De 1880 em diante o Santa Cruz reúne todas demonstrações literárias da terra. Com a abolição aí se funda a Libertadora Natalense. Com a República, aí discursaram os tribunos, Olinto Meira, Braz de Melo, Nascimento de Castro, Augusto Severo, Pedro Velho. Nas cisões políticas, aí acampam os oposicionistas com o Clube Republicano 15 de novembro. Ali a companhia de José de Lima Penante recebeu aplausos e deixou saudades".
No dia 17 de abril de 1894, caiu a cobertura do teatro que desapareceu nesse momento.
O século XX é a frase da Oficina Literária, onde se destacaram Francisco Cavalcanti, Jorge Fernandes, Clementino Câmara.
Um grande poeta dessa geração foi Manoel Virgílio Ferreira Itajubá, que nasceu em Natal, escrevendo versos como os que se seguem:
"Vi-te. Era noite. A lua decorada
Brilhava nas paragens luminosas
E a noite estava toda embalsamada,
Porque exalavam no canteiro as rosas".
No dia 29/3/1902, foi fundado o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, por um grupo de intelectuais, entre eles, Vicente Lemos, autor do clássico "Capitães Mores e Governadores do Rio Grande do Norte". Faziam parte do instituto Luís Fernandes, Manoel Dantas,. Pedro Soares e tantos outros. O instituto publica, ainda hoje, uma revista. O seu atual presidente é o advogado Enélio Lima Petrovich.
O Teatro Carlos Gomes foi inaugurado em 1904, no primeiro governo de Alberto Maranhão. O ilustre político, não satisfeito, ao assumir o governo pela segunda vez, promoveu grandes reformas no teatro que hoje tem o seu nome. Câmara Cascudo descreveu que "nasceu outro teatro, amplo, confortável, arejado, moderno".
No início do século, o coronel Francisco Justino de Oliveira Cascudo fundou "A Imprensa" (1914-1926), que teria brilhante trajetória. O Centro Polimático (1920-1924) lançou uma revista que publicava importantes estudos, que segundo Humberto Hermenegildo de Araújo, foi "de valor fundamental para a compreensão do processo de criação de uma consciência, digamos "potiguar". "Apareceu também uma revista feminina, chamada Via Láctea (1914-1915), onde se destacaram Palmira e Carolina Wanderley.
Foi uma época de grande efervescência literária, onde brilharam nomes como Nascimento Fernandes, Anfilóquio Câmra, Armando Seabra, Jayme Wanderley. Segundo Humberto Hermenegildo de Araújo, "publicaram-se, naquela década, alguns títulos que ainda hoje são de fundamental importância para a compreensão do início da nossa vida literária: "Alma patrícia" (1921) e "Joio" (1924), ambos de Luís da Câmara Cascudo; "Poetas Rio-Grandenses do Norte" (1922), de Ezequiel Wanderley", "Versos" (1927), de Lourival Açucena'e "Terra Natal" (1927), de Ferreira Itajubá".
Câmara Cascudo, atendendo a um apelo da Federação das Academias de Letras, com um grupo de amigos e intelectuais, fundou a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, em 14/11/1936, na sede do Instituto de Música, sendo eleito Henrique Castriciano, presidente. Entre os fundadores da academia, podem ser citados os seguintes intelectuais: Adauto Câmara, Otto de Brito Guerra, H. Castriciano, Edgar Barbosa, Antonio Soares de Araújo, Nestor dos Santos Lima, Januário Cicco, Floriano Cavalcanti, Lu;is Gonzaga do Monte.
O atual presidente dessa academia é o advogado Diógenes da Cunha Lima.
A partir do século XX, surgiram vários jornais, em diversos municípios do Rio Grande do Norte. Em Açu: "O Alphabeto" (1917), "A Cidade" (1901 a 1908), "Jornal do Sertão" (1928), "O Vale (1937). Em Caicó: "A Folha" (1928), "Jornal de Caicó" (1930), "O Seridó" (1900-1901), "A Verdade" (1933). Em Macau: "Folha Nova" (1913), "Gazeta de Macau" (1909), "O Imparcial" (1918), "O Nacionalista" (1959), "A Voz de Macau" (1951). Em Mossoró: "Jornal do Oeste" (1948), "A Palavra" (1926), "O Trabalho" (1926), "Desfile" (1946).
A "Coleção Mossoroense" tem editada uma série muito grande de livros, prestando, assim, uma efetiva colaboração ao desenvolvimento cultural do Estado. Publicou "Notas e Documentos para a História de Mossoró", de Luís da Câmara Cascudo; "Lampião em Mossoró", de Raimundo Nonato; "Um possível caso de telegonia entre os nossos indígenas", de Jerônimo Vingt Rosado Maia, etc.
De Açu, brilha Maria Eugênia Montenegro. Natural de Lavras (MG), se integrou no movimento literário potiguar. Publicou livros de poesias ("Azul Solitário') e, inclusive, um de ficção filosófica ("Alfar, A que Está Só").
Pertence às academias de letras de vários Estados e à do Rio Grande do Norte.
De Macau, Edinor Avelino, jornalista, colaborou em diversos jornais da capital ("A Imprensa", "A República", "A Opinião" e "Democrata") e em outros do interior: "Folha Nova" (Macau), "A Cidade" (Açu), "O mossoroense" (Mossoró).
No poema "Macau", considerado como sendo sua obra-prima, escreveu:
"A minha terra, calma e boa, trago-a nas cismas de saudade em que ando atento,
contemplando-a com os olhos cheios d'água.
nos grandes vôos do meu pensamento.
É das mais ricas terras pequeninas.
Apraz-me repetir, quando converso;
possui alvas e esplêndidas salinas,
as melhores salinas do universo".
De Ceará-Mirim, três nomes. Nilo Pereira, que tece, entretanto, uma grande atuação em Pernambuco, onde foi diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco, com extensa bibliografia, podendo se citados: "O destino das Faculdades de Filosofia na Universidade" (Natal, 1957), "Humanismo de Luiz de Camões" (Recife, 1957) e "Evocação do Ceará-Mirim" (Recife 1959), etc.
José Sanderson Deodato Fernandes de Negreiros, poeta, jornalista, quando foi eleito para a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, era o mais jovem daquela instituição. Trabalhou na "Tribuna do Norte", "Diário de Natal", sendo também, redator e repórter de duas revista do Sul do País, "Manchete" e "Visão".
Autor de "Ritmo da Busca" (1956) e "Lances Exatos" (1966), é também de sua autoria a poesia "O gesto":
Despe o corpo, tatuado de
relâmpagos. Ensarilhas ventos
ao som da ternura e apunhalas
o horizonte. Mas dentro de ti,
o coração canta, além.
do remoto mar das tapeçarias.
Deitaste o pão e água em minha
solidão, e amo-te por me teres
amado pelo próprio amor
desprotegida, ó incendiária do repouso".
Edgar Barbosa, formado em Direito, no Recife, em 1932, trabalhou em vários jornais: "A República", "O Debate", "A Ordem", etc. Foi fundador da Faculdade de Filosofia e seu primeiro diretor. Escreveu, entre outros livros: "História de uma campanha (1936), "Três Ensaios" (Recife, 1960), "Imagens do Tempo" (Natal, 1966).
De Nova Cruz, Diógenes da Cunha Lima Filho, poeta, advogado, professor, ex-reitor da UFRN, ex-presidente da Educação e Cultural do Estado, publicou "Lua Quatro Vezes Sol" (1967), "Tradição e Cultura de Massa" (1973), "Câmara Cascudo, um homem feliz", etc.
Em "Memórias das Águas", diz Diógenes da Cunha Lima:
"O espectro do rio foge
Quando dorme o Potengi.
Sua memória lavada
Em muitas águas desliza
Das nascentes do verão".
De São Vicente, D. José Adelino Dantas, com grande atuação no Seridó. Foi bispo de Caicó, nomeado pelo papa Pio XII, em 1952. Colaborou no jornal "A Ordem". Depois, foi nomeado bispo de Garanhuns (PE) e, a seguir, de Rui Barbosa, na Bahia.
Pertenceu à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, tendo publicado "A Formação do Seminarista"(1947), "Homens e Fatos do Seridó Antigo" (1962), "O Coronel de Milícias Caetano Dantas" (S/Data).
Falando sobre D. Adelino Dantas, disse Sanderson Negreiros: "pesquisador que se debruça sobre o documento faz isso com amor e sabedoria, com calor humano e absoluta sinceridade de propósitos".
Em abril de 1963, o governo Aluízio Alves inaugurou a Fundação José Augusto que funcionou inicialmente "como faculdade para os cursos de Jornalismo, Sociologia e Política e Escola Superior de Administração, além de manter o Instituto Juvenal Lamartine de Pesquisas Sociais e a Gráfica Manibu. Somente a partir de 1968, com a mudança do Estatuto, é que a Fundação passa a fazer o trabalho de fomento à cultura potiguar, exercendo um papel semelhante ao de uma Secretaria de Cultura estadual".
"Presente na vida cultural do Estado, desde a edição de livros, promoção de eventos, até a preservação do patrimônio histórico, a Fundação José Augusto também detém a guarda e manutenção de importantes prédios e instituições, como o Forte dos Reis Magos e o Memorial Câmara Cascudo, a Biblioteca Pública Câmara Cascudo, Museu Café Filho e o de Arte Sacra".
"O teatro Alberto Maranhão, onde funciona uma Escola de Danças, o Instituto de Música Waldermar de Almeida, com mais de 500 alunos matriculados, são outras entidades geridas pela Fundação José Augusto, presidida pela segunda vez pelo jornalista Woden Madruga (a primeira gestão ocorreu de 1987 a 1990)".
"Uma Orquestra Sinfônica em plena atividade, que realiza concertos oficiais, populares e educativos mensais, sempre trazendo ao Estado renomados solistas, um coral (Canto do Povo), com reconhecimento nacional e no exterior, tendo representado o Brasil em 1995 em temporada na Alemanha, França e Itália, onde se apresentou para o papa João Paulo II, são outros dos orgulhos da Fundação José Augusto".
"Na atual administração, vários projetos de sucesso têm sido desenvolvidos, como o Projeto Seis e Meia, que é apresentado todas as terças-feiras, às 18h30, no Teatro Alberto Maranhão, sempre com um cantor local e um nacional. Esse projeto, que tem uma média de público, por sessão de 620 pessoas, é no estilo do extinto Projeto Pexinguinha, que foi realizado em todo o País na década de 70. Por ele já passaram artistas como Paulinho da Viola, Leila Pinheiro, Jamelão e Sivuca, entre tantos outros.
"Na luta para revitalizar os grupos e artistas populares, foram dadas indumentárias, instrumentos, oportunidades de apresentação em Natal e fora do estado, e criado o Projeto Chico Traíra, que edita e distribui com os autores de jovens e contemporâneos. Edita ainda o jornal cultural "O Galo", mensalmente, promovendo Salões de Artes Plásticas e de Humor e dando apoio às atividades teatrais, seja através da apresentação do teatro brasileiro, como Amir Haddad". (Documento fornecido pela Asssessoria de Imprensa da Fundação José Augusto - 1997).
Postado por Fernando Caldas
FRADE DE ASSÚ É NOMEADO BISPO PARA NOVA DIOCESE DE SALGUEIRO
A nomeação do frei Magnus Henrique Lopes como bispo da recém-criada diocese de Salgueiro, em Pernambuco, foi comemorada durante toda a manhã por amigos e familiares. O pai do frade, seu João Gregório, disse que o fato é motivo de satisfação para toda a família.
As felicitações vinham até mesmo de Roma. A notícia veio de surpresa e foi dada durante um evento da igreja no Convento Santo Antônio, em Natal, hoje (16) pela manhã. “É uma grande surpresa pra gente. Realmente, ninguém estava esperando”, confessa a irmã, Salete Lopes Ferreira.
Natural de Assu, na região Oeste do Estado, o frei Magnus, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, já morou em Pernambuco, onde formou-se em Filosofia e Teologia, e em Maceió, onde cursou Psicologia. Há menos de um ano, retornou de Roma, onde fez um mestrado em Teologia Moral. Agora se prepara para um importante passo na vida religiosa: ser bispo de uma nova diocese.
O convite para ser bispo de Salgueiro, em Pernambuco, foi feito há um mês, depois de frei Magnus ser chamado à Brasília pelo Núncio Apostólico, o embaixador do Vaticano no país. Mas a resposta positiva só foi dada uma semana depois, após muita oração. Durante esse tempo, sigilo absoluto sobre a novidade, divulgada hoje para o mundo, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
“Fico feliz, porque neste dia o Santo Padro, o Papa Bento XVI, pela sua benevolência erigiu a nova diocese de Salgueiro, recebi a nomeação como primeiro bispo. Estou deixando a minha província por um tempo, porque vou para prestar este serviço à Igreja, onde estarei até os meus 75 anos. Então, tudo estará nas mãos de Deus”, declarou o novo bispo.
No dia 31 de julho, o bispo eleito completa 45 anos, 21 dedicados à Igreja. O novo caminho é visto pelo religioso como uma nobre e desafiadora missão. “É novo, é desafiador, porém, pela graça de Deus, com certeza os ensinamentos e a presença do Espírito Santo conduzindo a nossa vida”, completa frei Magnus.
REGIStrando
As felicitações vinham até mesmo de Roma. A notícia veio de surpresa e foi dada durante um evento da igreja no Convento Santo Antônio, em Natal, hoje (16) pela manhã. “É uma grande surpresa pra gente. Realmente, ninguém estava esperando”, confessa a irmã, Salete Lopes Ferreira.
Natural de Assu, na região Oeste do Estado, o frei Magnus, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, já morou em Pernambuco, onde formou-se em Filosofia e Teologia, e em Maceió, onde cursou Psicologia. Há menos de um ano, retornou de Roma, onde fez um mestrado em Teologia Moral. Agora se prepara para um importante passo na vida religiosa: ser bispo de uma nova diocese.
O convite para ser bispo de Salgueiro, em Pernambuco, foi feito há um mês, depois de frei Magnus ser chamado à Brasília pelo Núncio Apostólico, o embaixador do Vaticano no país. Mas a resposta positiva só foi dada uma semana depois, após muita oração. Durante esse tempo, sigilo absoluto sobre a novidade, divulgada hoje para o mundo, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
“Fico feliz, porque neste dia o Santo Padro, o Papa Bento XVI, pela sua benevolência erigiu a nova diocese de Salgueiro, recebi a nomeação como primeiro bispo. Estou deixando a minha província por um tempo, porque vou para prestar este serviço à Igreja, onde estarei até os meus 75 anos. Então, tudo estará nas mãos de Deus”, declarou o novo bispo.
No dia 31 de julho, o bispo eleito completa 45 anos, 21 dedicados à Igreja. O novo caminho é visto pelo religioso como uma nobre e desafiadora missão. “É novo, é desafiador, porém, pela graça de Deus, com certeza os ensinamentos e a presença do Espírito Santo conduzindo a nossa vida”, completa frei Magnus.
REGIStrando
BNB REALIZA OFICINAS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS PARA EDITAL DE CULTURA
A participação é gratuita e as inscrições serão feitas nos locais de realização dos eventos 30 minutos antes do início das oficinas
Artistas, produtores, gestores culturais e demais interessados em inscrever propostas na edição 2011 do Programa BNB de Cultura - Parceria BNDES poderão participar de oficinas de elaboração de projetos em seis cidades norte-rio-grandenses. O primeiro evento ocorrerá em Natal, das 14h30 às 17h30 da próxima segunda-feira (21), no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP).
João Câmara, Apodi, Assú, Jardim do Seridó e Santo Antônio receberão as oficinas nos dias 22/06, 30/06, 01/07, 07/07 e 08/07, respectivamente. A participação é gratuita e as inscrições serão feitas nos locais de realização dos encontros 30 minutos antes do início das oficinas.
Ao todo, a iniciativa contemplará 54 cidades na área de atuação do BNB (Nordeste, mais norte de Minas Gerais e Espírito Santo). Com essa ação, o Banco visa oferecer maiores oportunidades de acesso aos recursos financeiros do Programa, que, desde a edição passada, conta com a parceria do BNDES.
De acordo com o gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste, Tibico Brasil, o objetivo é “facilitar e estimular a participação do maior número possível de proponentes, além de fornecer orientações pertinentes à elaboração dos projetos diretamente aos interessados”.
Inscrições começam 19 de julho
O período de inscrição dos projetos para o Programa BNB de Cultura será de 19 de julho a 13 de agosto deste ano, mediante entrega de seis vias impressas do formulário de inscrição. Ele deve estar devidamente preenchido com letra legível, digitado ou datilografado, assinado por responsável pelo projeto e acompanhado de seis cópias de cada anexo indicado no formulário. O formulário e todas as informações necessárias aos proponentes estão disponíveis no portal do Banco do Nordeste.
No Rio Grande do Norte, a entrega deverá ser feita na Superintendência Estadual do BNB (Av. Antônio Basílio, 3006 – Ed. Lagoa Center, loja 35C – Lagoa Nova, Natal-RN), de segunda a sexta-feira, no período de 10h às 16h, ou pelos Correios, com remessa para o mesmo endereço, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento – AR (considerada a data de postagem), em envelope devidamente identificado.
No período de 16 a 29 de agosto, todos os projetos inscritos passarão por uma análise técnica, para verificar quais estão habilitados para a fase de seleção. Serão considerados desabilitados os que apresentarem inconsistências e não atenderem às exigências previstas no edital. O resultado deverá ser divulgado no dia 30 de novembro.
Patrocínio cultural
O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, com a parceria do BNDES, para apoio à produção e difusão da cultura nordestina, mediante seleção pública de projetos. Existente desde 2005, o Programa já patrocinou mais de 130 iniciativas no Rio Grande do Norte, com recursos superiores a R$ 2,1 milhões.
Em 2011, BNB e BNDES destinarão o montante de R$ 6 milhões para pelo menos 225 propostas nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 1,25 milhão), literatura (R$ 800 mil), artes cênicas (R$ 1,1 milhão), artes visuais (R$ 800 mil), audiovisual (R$ 800 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 1,25 milhão).
Calendário de Oficinas no Rio Grande do Norte:
Natal
Data: Segunda-feira, 21/06/2010
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel – TCP (Rua Jundiaí, 641 – Tirol)
João Câmara
Data: Terça-feira, 22/06/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Casa de Cultura (Praça Monsenhor Freitas, Centro. Ao lado da Igreja Matriz)
Apodi
Data: Quarta-feira, 30/06/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Casa de Cultura - (Praça Francisco Pinto. Ao lado da Prefeitura)
Assú
Data: Quinta-feira, 01/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (Rua 24 de junho, S/N, em frente ao SESC)
Jardim do Seridó
Data: Quarta-feira, 07/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Agência do BNB (Rua Dr. Otávio Lamartine, 400, Ed. J. Medeiros, Centro)
Santo Antônio
Data: Quinta-feira, 08/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório do Centro de Convivência dos Idosos (Rua Cecílio Clemente Costa, S/N, São Domingos)
(Tribuna do norte. Caderno Viver).
Artistas, produtores, gestores culturais e demais interessados em inscrever propostas na edição 2011 do Programa BNB de Cultura - Parceria BNDES poderão participar de oficinas de elaboração de projetos em seis cidades norte-rio-grandenses. O primeiro evento ocorrerá em Natal, das 14h30 às 17h30 da próxima segunda-feira (21), no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP).
João Câmara, Apodi, Assú, Jardim do Seridó e Santo Antônio receberão as oficinas nos dias 22/06, 30/06, 01/07, 07/07 e 08/07, respectivamente. A participação é gratuita e as inscrições serão feitas nos locais de realização dos encontros 30 minutos antes do início das oficinas.
Ao todo, a iniciativa contemplará 54 cidades na área de atuação do BNB (Nordeste, mais norte de Minas Gerais e Espírito Santo). Com essa ação, o Banco visa oferecer maiores oportunidades de acesso aos recursos financeiros do Programa, que, desde a edição passada, conta com a parceria do BNDES.
De acordo com o gerente do Ambiente de Gestão da Cultura do Banco do Nordeste, Tibico Brasil, o objetivo é “facilitar e estimular a participação do maior número possível de proponentes, além de fornecer orientações pertinentes à elaboração dos projetos diretamente aos interessados”.
Inscrições começam 19 de julho
O período de inscrição dos projetos para o Programa BNB de Cultura será de 19 de julho a 13 de agosto deste ano, mediante entrega de seis vias impressas do formulário de inscrição. Ele deve estar devidamente preenchido com letra legível, digitado ou datilografado, assinado por responsável pelo projeto e acompanhado de seis cópias de cada anexo indicado no formulário. O formulário e todas as informações necessárias aos proponentes estão disponíveis no portal do Banco do Nordeste.
No Rio Grande do Norte, a entrega deverá ser feita na Superintendência Estadual do BNB (Av. Antônio Basílio, 3006 – Ed. Lagoa Center, loja 35C – Lagoa Nova, Natal-RN), de segunda a sexta-feira, no período de 10h às 16h, ou pelos Correios, com remessa para o mesmo endereço, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento – AR (considerada a data de postagem), em envelope devidamente identificado.
No período de 16 a 29 de agosto, todos os projetos inscritos passarão por uma análise técnica, para verificar quais estão habilitados para a fase de seleção. Serão considerados desabilitados os que apresentarem inconsistências e não atenderem às exigências previstas no edital. O resultado deverá ser divulgado no dia 30 de novembro.
Patrocínio cultural
O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, com a parceria do BNDES, para apoio à produção e difusão da cultura nordestina, mediante seleção pública de projetos. Existente desde 2005, o Programa já patrocinou mais de 130 iniciativas no Rio Grande do Norte, com recursos superiores a R$ 2,1 milhões.
Em 2011, BNB e BNDES destinarão o montante de R$ 6 milhões para pelo menos 225 propostas nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 1,25 milhão), literatura (R$ 800 mil), artes cênicas (R$ 1,1 milhão), artes visuais (R$ 800 mil), audiovisual (R$ 800 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 1,25 milhão).
Calendário de Oficinas no Rio Grande do Norte:
Natal
Data: Segunda-feira, 21/06/2010
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel – TCP (Rua Jundiaí, 641 – Tirol)
João Câmara
Data: Terça-feira, 22/06/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Casa de Cultura (Praça Monsenhor Freitas, Centro. Ao lado da Igreja Matriz)
Apodi
Data: Quarta-feira, 30/06/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Casa de Cultura - (Praça Francisco Pinto. Ao lado da Prefeitura)
Assú
Data: Quinta-feira, 01/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (Rua 24 de junho, S/N, em frente ao SESC)
Jardim do Seridó
Data: Quarta-feira, 07/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório da Agência do BNB (Rua Dr. Otávio Lamartine, 400, Ed. J. Medeiros, Centro)
Santo Antônio
Data: Quinta-feira, 08/07/2010
Horário: 08h30 às 11h30
Local: Auditório do Centro de Convivência dos Idosos (Rua Cecílio Clemente Costa, S/N, São Domingos)
(Tribuna do norte. Caderno Viver).
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A TIA Por João Lins Caldas A tia velhinha Se eu tenho essa tia Se viva ela mora Se canta baixinho Rendendo cantigas Serzindo lembranças A...



