Por Chico Traira, poeta cordelista, cantador de viola. Tenho orgulho em chamá-los De Assuenses geniais, Esses ricos imortais Não tinham prata nem ouro. Foram uns heróis sem medalhas Foram monarcas sem tronos Porém verdadeiros donos De um prestimoso tesouro. O dom, a inteligência, Também pertence aos plebeus É um presente de Deus Entrega a quem é eleito, Mas, a inveja, a maldade, Da força de Deus se esquece, Negar a quem tem direito. Eles foram, enquanto vivos, Admirados, queridos, Depois ficaram esquecidos Da mesma sociedade. Quero nestes pobres versos Tirá-los do esquecimento, Filósofos de nascimento Sem ambição, sem maldade. Foram verdadeiros mestres De um gigantesco saber Pois ninguém pode apreender Aquilo que eles souberam, Pois só eles possuiam Essa original cultura O que do berço trouxeram. Não convém possuir ouro, Ter título, ser potentado, Com o espírito atribulado Não há riquesa, há miséria. É muito infeliz quem é Ganacioso, avarento, ...