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SÃO JOÃO É EM AÇU

CARNAVAL DO ASSU, 1965

Na fotografia acima, esquerda para direita: Expedidito Silveira (que foi promotorm público de Assu no início na década de sessenta), Geraldo Dantas (na época funcioário do Banco do Brasil), Maria Auxiliadora Montenegro (esposa de dr. Edgar Montenegro, Francisca e Ximenes. Na fotografia abaixo esquerda para direita: Zé de Ana (comerciante em Assu), Edmar Montenegro, Maria Auxiliadora e seu marido Edgard Montenegro que naquela época, 1965, era deputado estadual, e Francisca Ximenes.

CASARÃO DO BANGUÊ - ASSU

Casarão do Banguê, distrito de Assu. Segundo depõe o historiador Ivan Pinheiro era de proprieade do Sr.Zuza Marreiro que construiu em 1911. Tempos depois d. Senhorinha Pessoa casado que era com Alexandre de Carvalho (Xanduzinho) adquiriu por herança.

UM BELO POEMA DE WALFLAN DE QUEIROZ

Ah, minha alma triste implora perdão Nunca desejei de ti preces, ternura Teus olhos que se encontravam com os meus Eram como um farol me guiando no mar cheio de tormentas da minha vida. (Walflan de Queiroz é poeta potiguar de São Miguel, conisderado um dos melhores poetas potiguares).

CORAÇÃO MALSINADO

Por João Lins Caldas Coração malsinado das torturas, Coração de mulher sem amor ter, Goza um pouco a ventura de querer Que este gozo é maior que outras venturas. Tens, como as dores que hoje tens seguras, Do amor a porta sem poder se erguer. Ah! Que ventura se ilusões, das puras. Hoje pudesses, coração, conter! Mas não! Que o gelo que dá vida à morte É o mesmo gelo que campeia forte Nesse teu seio onde batalha a dor... És para o tédio e para o mal nascido... Muda essa sorte, coração ferido, Abre essa porta para o meu amor!...

LOURENÇO, O SERTANEJO (II)

"Cero dia, na estrada do Vale, Lourenço enconntrou-se com o Coronel Moisés. - Bom dia, Lourenço. Observo que o vento norte continua soprando para você. Tudo verde no sítio... progredindo... - Certo, Coronel. Nem todo mal é mal. O mundo dá mais volta que roleta. Hoje, sou dono da Pedras Branca. Ontem, era o senhor. Eu sei que o Coronel foi à casa de meu pai naquele dia, com seus filhos armados até os dentes. Mas, Coronel, não guardo rancor. Já se vão os anos, já sou pai de famíilia. Querendo aparecer com d. Josefa nós ficaremos contentes. Lunarda é mulher de verdade, Coronel. É a mão que pega o leme da nossa casa. Eu sou o casco do navio velho que balança o mar. Aguento o rojão... O Coronel precisa conhecer Lunarda. Como é bonita! E Juraci, um bichinho que nasceu por lá. Dá gosto de ver, Coronel. É a menina mais bonita do Vale. O Cornel Moisés ficou engasgado. Bateu no ombro de Lourenço e disse: - A vida também é madastra. Às vezes, vem como as ondas do mar e leva tudo na m...

MACAPÁ OU LAGOINHA

Macapá ou Lagoinha eram assim denominados a localidade que fica entre a rua Ulisses Calçdas até o bairro Bela Vista também denominado de Boi Chôco. Não sei porque razão aquelas denominações deixaram de serem conservadas até pelos mais antigos assuenses. Pois bem, a poetisa assuense Sinhazinha Wanderley retrata o Macapá, dizendo assim neste sonete que veremos adiante para o nosso deleite: Macapá, Bairro outrora desprezado, Hoje feliz, alegre, florescente... Tendo vista boa e nobre povoado. Em frente à "Lagoinha"; e aí ao lado Um roçado em cultivo vividente, Ali, o palmeiral verde, luzente, E junto um matagal estrelaçado. A enchente extravasou-te, "Lagoinha" Pra descrever-te, a poesia minha Não tem beleza, as expressões são baldas... Mas sonhas um porvir aureolado O pobre bairro outrora abandonado Tem o nome febril de Ulisses Caldas! Sinhazinha Wanderley Fernando Fanfa Caldas