quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DO AMOR QUE PASSA

Por Bartolomeu Correia de Melo
(Transcrito do blog de Gibson Machado)

Receba, nesta flor, minha proposta
que, parecendo tímida, é insistente.
Daquelas fantasias que mais gosta,
pretendo partilhar, discretamente...
Mais que sorriso, espero por resposta,
aquele suspirar que, então, pressente
cada arrepio, quando alguém lhe encosta,
na morna flor do corpo, um beijo ardente.
Mas, além da paixão, não queira laços
de saudade ou remorso e, sem dilema,
esqueça a flor, os versos, os abraços...
E aceite, assim sem juras, este amor
que apenas dura, intenso qual poema,
enquanto passa, frágil como flor.

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Todos os sentimentos, todas as ideias, o irrequieto de todos os nossos pensamentos partem sem dúvida de uma desintegração. João Lins Caldas