domingo, 17 de janeiro de 2016


Cristina Costa 
Carrego o anseio na leveza das mão se o incenso na cor dos meus olhos.
Na esfera ambígua dos sentires 
o desassossego me consome.
Parece que há um paradoxo
para o qual me é ainda impossível
encontrar uma explicação plausível.
Tudo se transforma num segundo,
num momento de imaginação,
em que os dedos escrevem sozinhos
e as mãos, geladas, se deixam conduzir.
Rego versos semeando letras,
palavras, poesias que evidenciam memórias.
A poesia também é uma forma
de abraçamos a vida e tudo o que nos rodeia.

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