Palmério Filho [1874-1958] descendia das famílias Caldas e Soares de Amorim, do Assu. Vocacionado para o jornalismo fundou em 1897, o.jornal A Semana. Pouco tempos depois o periódico A Cidade, em 1901, que circulou durante pouco mais de vinte anos noticiando a literatura e o cotidiano. Cujos jornais eram impressos na tipografia de sua propriedade. Palmério dava-se também o gosto de versejar que começou ainda na sua adolescência. Brilhante orador. Como poeta escreveu sonetos de boa qualidade. Já foi nome de parque infantil e biblioteca. Lembramos mais de Palmério Filho. faleceu aos 84 anos sem nunca ter saído do Assu, sua terra Natal. Vejamos um dos sonetos de sua autoria:
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
RELEMBRANDO PALMÉRIO FILHO
Título de eleitor de Palmério Filho
Quando sozinho contemplei ardente
Estes teus lábios virginais, risonhos,
Minha alma, às juras de amor, descrente
Viu-se enlevada num pomar de sonhos
Uma esperança, uma ilusão fagueira
Que al homem incute natural ardor
Veio hostilmente pela vez primeira
Dentro em meu peito - semear amor.
E desde então um sentimento sério
Uma paixão descomedida e ardente
Veio alterar o meu viver sidéreo
E hoje ausente de teu seio amado
Meu ser tristonho, pesaroso sente
Quando padece um coração magoado.
Postado por Fernando Caldas
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Entre um e outro dia Há uma noite no meio Depois de um “aperreio” Sempre surge uma alegria Viva sempre essa magia Buscando ir mais além Proc...
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