quarta-feira, 29 de julho de 2009

CANÇÃO DA TERRA DOS CARNAUBAIS

Minha terra tem poetas
de inspirações magistrais,
nascidos ao farfalhar
dos verdes carnaubais.
Minha terra floresceu
às margens do rio Assú,
e deu filhos que lutaram
nos campos de Curuzu.

A minha terra provém
de indígenas e portugueses,
e traz, no sangue, também,
o sangue dos holandeses.
Se os seus filhos, quando nascem,
talento não denunciam,
Morrem na infância primeira,
porque asnos lá não se criam.

Muitos deles, quando querem
dar asas à inspiração,
emigram para outras plagas,
como aves de arribação.
E, mesmo sentindo dalí,
vem cantar seus amores
às margens do Potengi.

E olhar de perto a praieira
da canção de Otoniel,
de olhos ternos, cismadores,
lábios doces como mel,
que ama escutar trovadores,
que tenham vindo de lá,
para dizer-lhe ao ouvido
estrofes de Itajubá.

Minha terra tem história,
poesia e tradição!
E em tempos idos, já foi
a Atenas do meu sertão.
Antigamente, a escola
lá era risonha e franca,
e o negro, banqueteado,
nos salões do amplo sobrado
do Barão de Serra Branca.

Teve seu berço no Assu,
Luiz Carlos Lins Wanderley,
que, médicin, malgré tout,
era poeta de lei.
E os Soares e Amorins,
Macêdos, Caldas e Lins,
e outras mais, que ainda há,
- os quais, logo que nasceram,
inspiração receberam
nas águas de poassá.

Na poesia popular,
houve Moisés Sesiom,
que, semelhante a Bocage,
glosava no melhor tom.
E não se deve esquecer
João Celso e Palmério Filho,
que, na tribuna e na imprensa,
pontificaram com brilho.

Deus te salve, terra amada,
berço dos meus ancestrais!
Eu morreria de mágoa
se não te revisse mais.
Se não pudesse beijar-te,
escutando o farfalhar
dos verdes carnaubais.
(Rômulo Wanderley - 1910 - 1972 - poeta potiguar do Assu).

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FREI DAMIÃO NO ASSU

Frei Damião quando da sua primeira visita a cidade de Assu, em 1974, trazido por Walter Leitão quando prefeito da terra assuense. Na fotografia, direita para esquerda vejamos (?), Zélia Tavares (?), Frei Damião, Evangelina Tavares de Sá Leitão (na época primeira dama daquele município) Vera Bezerra (Verinha), (?), Amaro Sena, (?). Aquele capuchinho foi hóspede da Casa Paroquial, bem como a sua permanência e a programação religiosa que ocorreu num palanque armado em frente a igreja de São João Batista, durou aproximadamente dez dias.

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ASSU ANTIGO

No fundo da fotografia a esquerda vejamos a Casa de Caridade totalmente reformada, onde hoje funciona o IPI - Instituto Padre Ibiana. Ibiapina foi o fundador daquela da dita Casa de Caridade. A outra casa no fundo da foto a sua direita foi demolida para dar lugar a agência do Banco do Brasil, de Assu. Clique na fotografia para melhor visualisar.

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sábado, 25 de julho de 2009

POESIA

Agrupadas, ou aqui e ali dispersas,
Ostentando riquezas vegetais,
Nas áreas varzeanas tem diversas
Pisagens lindas de carnaubais.

Erguidas para o alto, fortes, tersas,
Positivas, autênticas, reias.
Têm as carnaubeiras sempre imersas
Raízes puras e medicinais.

No fabrico do pó sustenta o pobre,
Depois de ressecada a palha cobre
As construções da rústica choupana.

E no árduo lidar Deus a acompamha,
Na sua convivência o homem ganha
Lições de apego à atividade humana.

Francisco Amorim

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

TIRADAS DE WALTER LEITÃO

1 - Certo amigo de Walter, já com seus cinco anos de casado, confessou a ele que sua mulher não tinha geito para engravidar. Meses depois aquele amigo apareceu com a surpresa, feliz da vida, dizendo assim: "Compadre Walter, num é que minha mulher engravidou, rapaz!" E Walter que tinha sempre a resposta na ponta da língua, soltou essa: "E você desconfia de quem?"
2 - Na hora do café da manhã, pediu a sua empregadar alguns ovos para comer. Aquela doméstica indagou ao patrão: "Seu" Walter, como é que o senhor quer os ovos?" Walter não deixou para depois, dizendo assim: "pendurados!"
3 - Certa senhora em dias de parir, dirigu-se ao gabinete de Walter na prefeitura (naquela época ele era o prefeito do Assu) para pedir a ele uma ajuda para o seu parto que seria sesariano. E o irreverente Walter saiu-se com essa: "Comadre, você para secar a barriga vem me pedir ajuda, agora, para encher você não me procurou!"
4 - Walter além de agropecuarista era contabilista de profissão. No seu escritório, escrevendo uma carta, um certo amigo (afamado curioso da cidade de Assu) observava o que ele escrevia na máquina de datilografia. Irritado com aquele comportamento do amigo, Walter começou a escrever, dizendo assim: "Esse que está atrás de mim é um corno, 'fresco' e filho da p...!"

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terça-feira, 21 de julho de 2009

LOGOMARCAS OFICIAIS - ADMINISTRAÇÕES DO ASSU

Administração Ronaldo Soares (2000 - 04)
Administração Ronaldo Soares (2005 - 08).
Administração Ivan Lopes Junior (2009 -).

domingo, 19 de julho de 2009

ASSU DE IRMÂ LINDALVA

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CASA DE CARIDADE

Onde hoje está assentado o IPI - Instituto Padre Ibiapiana, era uma antiga casa denominada Casa de Caridade. Instituição que segundo alguns historiadores potiguares, fazia inveja a Natal que não tinha uma igual. O seu fundador foi o padre Ibiapina que, segundo a professora e poeta assuense Sinhazinha Wanderley, diz que "no local do Instituto existiu uma casa já muito antiga e que foi mandada edificar pelo padre Ibiapina. Contava-se destre padre que estivera a morrer num naufrágio e ao passar por Macau fizera voto de fundar uma Casa de de Caridade no primeiro lugar a que chegasse. E foi o Assu justamente esse lugar. Dita casa de Caridade tinha como superiora Irmã Tereza e as Irmãs Leonarda, Dionízia, Felipa, etc. A Casa recebia mocinhas pobres, órfãs, que ali ficavam até a idade do casamento. Ao atingirem essa idade, o Procurador da Casa escolhia um rapaz honesto, bom cristão e trabalhador. Eram os dois levados à sala nas presenças do Procurador e da Superiora e, se os dois se agradavam, o casamento era feito às expensas da Casa... A Casa recebia doentes, cadáveres, que amortalhavam, deixando-os à noite na Capela, velados por duas recolhidas que o faziam com muito medo. A Casa dava ensinamentos de flores, labirintos e bordados... "
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

ASSU ANTIGO

Fotografia do arquivo de Renato Cabral.
Praça Getúlio Vargas nos anos sessenta. No fundo da fotografia (lado esquerdo), podemos ver o prédio onde funcionou o Armazém de compra e venda de algodão e cera de carnaúba, de Fernando Tavares - Vem-Vem, bem como nos idos de sessenta e começo de setenata o famoso bar e sorveteria denominado "Ponto Chique", de proprieda de Purueca e Tarcísio Tavares. Era um recinto popular e aristocrático, onde a juventude da cidade se reuniam para um amistoso bate-papo, puxado a sorvete e uma "geladinha". O prédio da esquina (lado direito), funcionou até o começo da década de setenta, a agência do Banco do Brasil. Atualmente é propriedade do Governo do Estado. Antes, naquele local, era assentado uma bonita casa de Mário Amorim, pai do jornalista Osvaldo Amorim.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

ASSU - CAMALEÃO DO VALE

Três figuras interessadas pelo futebol assuense: Dailson, Alberto Luiz (vice-prefeito do Assu) e Delziele.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO