quarta-feira, 7 de outubro de 2009
BANCO DO BRASIL DE ASSU-RN
Vejamos o primeiro prédio onde funcionou primeiramente na década de quarenta, a agência do Banco do Brasil de Assu. Na foto vejamos também alguns clientes e funcionários daquela primeira casa bancária do Assu.Aquele prédio ainda hoje existente com algumas modificações, funcionou também durante muito tempo, o armazém de Dezinho (já falecido) pessoa abastarda e muito conhecida naquela cidade. O referido imóvel fica esquina com o antigo prédio onde funcionaou o Cine Theatro Pedro Amorim, na praça Getúlio Vargas.
(Clique na imagem para melhor visualisar).
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AINDA SOBRE ABRAÃO DO ASSU
Já falei aqui neste blog sobre o folclórico cabo eleitoral Abraão Ambrósio de Andrade. Ele era funcionário da prefeitura e trabalhava nas obras de calçamento que a prefeitura do Assu realizava. Nas eleições de 1968 foi candidato a vereador quando Costa Leitão disputou contra João Batista Montenegro a prefeitura do Assu. Pois bem, na década de sessenta a Fundação SESP, tinha um programa em convênio com aquela prefeitura para fabricar privadas (vaso sanitário pré-moldados de cimento) para distribuir as pessoas carentes daquele município. Uma certa senhora sabendo da candidatura de Abraão para vereador, procurou aquele candidato dizendo assim: "Seu Abraão, se o senhor me arranjar uma privada ainda hoje e mandar sentar no banheiro da minha casa, além de lhe dar o voto eu lhe dou uma coisa que você vai gostar muito". Abraão abriu um sorriso e ligeirinho mandou entregar e colocar a privada (vaso sanitário pré-moldado) na casa daquela senhora que, dias depois apareceu na prefeitura para cumprir o prometido. Ao se encontrar com Abraão abriu a bolsa tira-colo, puxando uma gorda galinha, dizendo assim para frustração daquele funcionário e candidato: "pronto seu Abraão! Está taqui o prometido. Sou mulher de palavra!" Abraão deu o troco: "Minha senhora, não sei qual das duas galinhas a mais sem futuro".
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
POESIA MATUTA
VAQUEIRO - Arte de Lúcia Caldas. Lúcia é da família Caldas do Assu, residente no Rio de Janeiro, sua terra natal.
VAQUEIROS
Por Renato Caldas
Vaqueiros da minha terra!!
Subindo e descendo serra,
Muntado em seu alazão...
Num intrincheirado de espinho,
sem verêda e sem caminho,
Cum os óios presos no chão!
Precura a rez tresviada...
Pra onde foi? In que aguáda
Terá ela ido bebê?...
- Grande mistério da vida!
Eu tenho uma rez perdida...
Qui nunca mais hei de vê...
Seu nome, era mocidade!
Deixô uma cria: - a Sodade,
No currá do coração...
Eu, muitas vezes campeio,
Num cavalo, magro e feio
Que eu chamo Rescordação.
- Nas noites inluaradas
Oiço rolá nas quebradas,
"O luar do meu sertão"...
É CATULO - véio de guerra!
Subindo e descendo serra
No seu cavalo alazão...
- Vaqueiros da minha terra!
Bandeiras do meu sertão.
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VAQUEIROS
Por Renato Caldas
Vaqueiros da minha terra!!
Subindo e descendo serra,
Muntado em seu alazão...
Num intrincheirado de espinho,
sem verêda e sem caminho,
Cum os óios presos no chão!
Precura a rez tresviada...
Pra onde foi? In que aguáda
Terá ela ido bebê?...
- Grande mistério da vida!
Eu tenho uma rez perdida...
Qui nunca mais hei de vê...
Seu nome, era mocidade!
Deixô uma cria: - a Sodade,
No currá do coração...
Eu, muitas vezes campeio,
Num cavalo, magro e feio
Que eu chamo Rescordação.
- Nas noites inluaradas
Oiço rolá nas quebradas,
"O luar do meu sertão"...
É CATULO - véio de guerra!
Subindo e descendo serra
No seu cavalo alazão...
- Vaqueiros da minha terra!
Bandeiras do meu sertão.
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APARECIDA
Arte do artista plástico assuense Renato de Melo Medeiros.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
ESTÓRIA DA HISTÓRIA - SUCESSÃO GOVERNAMENTAIS TRAUMÁTICA A COMEÇAR DA PRIMEIRA: JOSÉ VARELA
Por Agnelo Alves
Acompanho, desde 1950, todas as sucessões governamentais do Rio Grande do Norte, mas não me habilito a fazer comparações entre elas, exceto, quanto a uma afirmação que faço com absoluta convicção: Todas elas foram traumáticas, a partir da primeira, a do governador José Valrela, do PSD.
UDN e Varela se namoravam. O PSD morria de ciúme. A UDN vinha de duas mal sucedidas campanhas eleitorias. A do brigadeiro Eduardo Gomes, em 1945 e a primeira governamental, quando perdera para o próprio José Varela, do PSD, ocasião em que os udenistas fizeram acordo com Café Filho e apoiaram, em 1947, a candidatura do "cafeísta" Floriano Cavalvalcante, contra Varela.
Como ir para a terceira campanha sem perspectivas? No plano nacional, a campanha do brigadeiro Eduardo Gomes, visando à candidatura presidencial, não atraía. E em Natal, sofria uma regeição injusta. Era preciso uma aprossimação com o PSD, pois "ninguém é de ferro". Mas o PSD não queria. Por que repartir o bolo que não dava para todos? Não, em termos, porque o governador topava o acordo. E de conversa em conversa, chegou-se ao nome de Manoel Varela de Albuquerque, líder do primo e do governador José Varela, na Assembléia Legislativa. O PSD reagia sob o comando do senador Georgino Avelino, apoiado pela maioria do partido. João Câmara, industrial, que uniria sem questionamento, morrera. O nome teria que ser, com todos os traumas, o de Manoel Varela de Albuquerque, primo-irmão do governador.
Mas, na UDN, uma voz ponderável, surgia entre silêncios que apoiavam a voz autorizada do ex-prefeito de Mossoró, Dix-sep Rosado. Aceitava qualquer nome do PSD. Menos o de Manoel Varela de Albuquerque. Aceitava, inclusive, o nome do outro primo do governador José Varela, também Manoel Varela, mas, em vez de ser de Albuquerque, era Santiago.
Nesse sentido, Dix-sept Rosado foi na nossa casa, na Deodora da Fonseca, conversar com Aluízio Alves. Antes a perpectiva de chegar outra pessoa. os dois, saíram para conversar na rua. A Deoadora não era pavimentada no trecho de nossa casa. Acompanhei as idas e vindas, entre buracos, dos dois. Dix-sept, de calça de mescla e camisa cáqui. Aluízio de calça branca e camisa de mangas cumpridas, também branca.
Na volta da conversa, Dix-sept Rosado entrou no seu carro, acenou para mim e Aluízio e dali mesmo seguiu para Mossoró, segundo anunciou. Aluízio estava vesivelmente feliz. Gostava e admirava Dix-sept. Botou a gravata e o paletó e foi conversar com José Varela que aceitou, de imediato, a troca entre os dois primos, de Albuquerque pelo Santiago.
O deputado mossoroense, Walter Fonseca, "pemedebista", entretanto, era contra a troca. Foi para o rádio da polícia no Palácio Potengi, mandou chamar Gabriel Varela em Mossoró, irmão do governador, dizendo que "a solução proposta por Dix-sept através de Aluíxio, era o fim do PSD". A vitória seria da UDN mossoroense. Gabriel mandou chamar o irmão governador e disse que os udenistas mossoroenses estavam fazendo a festa. José Varela, então, reagiu. O nome seria Manoel Varela de Albuquerque mesmo e não Santiago.
Gergino mandou a reação no PSD. O senador, hospedava-se na própria Vila Potiguar, residência oficial do governador, na praça Pesdro Velho, retirou-se da sala junto com a maioria do PSD. Apanhei a sua mala no quarto e atravessou a praça. Na casa de Gentil Ferreira de Souza, no terraço que os udenistas chamavam de "placa", todos acompanhavam o movimento na Vila Potiguar, em frente. Vibraram e comemoraram, quando viram Georgino fazendo a travessia da praça a pé.
Os candidatos foram Manoel Varela de Albuquerque e Dix-sept Rosado. Ganhou Dix-sept Rosado que catalisou, ainda, o apoio de Getúlio Vargas e de Café Filho. Mas, Dix-sept morreu meses depois, em desastre aéreo. Assumiu Sílvio Pedrosa, do PSD, cuja sucessão teve lances traumáticos, com rompimentos lado a lado.
(Transcrito do jornal Tribuna do Norte, de Natal, edição de 4.10.2009)
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Acompanho, desde 1950, todas as sucessões governamentais do Rio Grande do Norte, mas não me habilito a fazer comparações entre elas, exceto, quanto a uma afirmação que faço com absoluta convicção: Todas elas foram traumáticas, a partir da primeira, a do governador José Valrela, do PSD.
UDN e Varela se namoravam. O PSD morria de ciúme. A UDN vinha de duas mal sucedidas campanhas eleitorias. A do brigadeiro Eduardo Gomes, em 1945 e a primeira governamental, quando perdera para o próprio José Varela, do PSD, ocasião em que os udenistas fizeram acordo com Café Filho e apoiaram, em 1947, a candidatura do "cafeísta" Floriano Cavalvalcante, contra Varela.
Como ir para a terceira campanha sem perspectivas? No plano nacional, a campanha do brigadeiro Eduardo Gomes, visando à candidatura presidencial, não atraía. E em Natal, sofria uma regeição injusta. Era preciso uma aprossimação com o PSD, pois "ninguém é de ferro". Mas o PSD não queria. Por que repartir o bolo que não dava para todos? Não, em termos, porque o governador topava o acordo. E de conversa em conversa, chegou-se ao nome de Manoel Varela de Albuquerque, líder do primo e do governador José Varela, na Assembléia Legislativa. O PSD reagia sob o comando do senador Georgino Avelino, apoiado pela maioria do partido. João Câmara, industrial, que uniria sem questionamento, morrera. O nome teria que ser, com todos os traumas, o de Manoel Varela de Albuquerque, primo-irmão do governador.
Mas, na UDN, uma voz ponderável, surgia entre silêncios que apoiavam a voz autorizada do ex-prefeito de Mossoró, Dix-sep Rosado. Aceitava qualquer nome do PSD. Menos o de Manoel Varela de Albuquerque. Aceitava, inclusive, o nome do outro primo do governador José Varela, também Manoel Varela, mas, em vez de ser de Albuquerque, era Santiago.
Nesse sentido, Dix-sept Rosado foi na nossa casa, na Deodora da Fonseca, conversar com Aluízio Alves. Antes a perpectiva de chegar outra pessoa. os dois, saíram para conversar na rua. A Deoadora não era pavimentada no trecho de nossa casa. Acompanhei as idas e vindas, entre buracos, dos dois. Dix-sept, de calça de mescla e camisa cáqui. Aluízio de calça branca e camisa de mangas cumpridas, também branca.
Na volta da conversa, Dix-sept Rosado entrou no seu carro, acenou para mim e Aluízio e dali mesmo seguiu para Mossoró, segundo anunciou. Aluízio estava vesivelmente feliz. Gostava e admirava Dix-sept. Botou a gravata e o paletó e foi conversar com José Varela que aceitou, de imediato, a troca entre os dois primos, de Albuquerque pelo Santiago.
O deputado mossoroense, Walter Fonseca, "pemedebista", entretanto, era contra a troca. Foi para o rádio da polícia no Palácio Potengi, mandou chamar Gabriel Varela em Mossoró, irmão do governador, dizendo que "a solução proposta por Dix-sept através de Aluíxio, era o fim do PSD". A vitória seria da UDN mossoroense. Gabriel mandou chamar o irmão governador e disse que os udenistas mossoroenses estavam fazendo a festa. José Varela, então, reagiu. O nome seria Manoel Varela de Albuquerque mesmo e não Santiago.
Gergino mandou a reação no PSD. O senador, hospedava-se na própria Vila Potiguar, residência oficial do governador, na praça Pesdro Velho, retirou-se da sala junto com a maioria do PSD. Apanhei a sua mala no quarto e atravessou a praça. Na casa de Gentil Ferreira de Souza, no terraço que os udenistas chamavam de "placa", todos acompanhavam o movimento na Vila Potiguar, em frente. Vibraram e comemoraram, quando viram Georgino fazendo a travessia da praça a pé.
Os candidatos foram Manoel Varela de Albuquerque e Dix-sept Rosado. Ganhou Dix-sept Rosado que catalisou, ainda, o apoio de Getúlio Vargas e de Café Filho. Mas, Dix-sept morreu meses depois, em desastre aéreo. Assumiu Sílvio Pedrosa, do PSD, cuja sucessão teve lances traumáticos, com rompimentos lado a lado.
(Transcrito do jornal Tribuna do Norte, de Natal, edição de 4.10.2009)
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
BANCO DO BRASIL DE ASSU-RN
A inauguração da agência do Banco do Brasil de Assu, salvo engano, é data de 1948. Aquela casa bancária antes tinha apenas um representante (agente recebedor) chamado Francisco Martins Fernandes (Chico Martins). Eis, portanto, duas fotografias da antiga (segundo prédio do BB) agência que funcionou até o começo da década de setenta no prédio (foto acima), esquina da rua Frei Miguelinho com a praça Getúlio Vargas, onde foi instalado a Coletoria Estadual o escritório da Secretária de Tributação. Na foto, podemos conferir os senhores funcionários, algus deles ainda estão vivos e conhecidos do povo assuense. Aquelas fotografias foram tiradas no começo da década de sessenta. Na fotografia acima podemos conferir as figuras de Leleto, Mazinho, Abelardo Maia. Na linha de frente vejamos Aderbal Wanderley, Geraldo Dantas, dentre outros.
Fernando Caldas
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.




