quarta-feira, 14 de outubro de 2009

BREGASSU


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UM POUCO DO GENERAL JOSÉ CORREIA TELES


O assuense Correia Teles foi recruta na Guerra do Paraguay (1864-1870) considerado o maior conflito armado da América do Sul. Ele nasceu em 1838 no tempo em que o Assu era Vila Nova da Princesa. Pouco se sabe da trajetória deste veterano potiguar que engrandese a História do Assu. O escritor Ezequiel Fonseca Filho que muitos escritos deixou sobre os filhos e a História da terra assuense depôe que "as notícias a seu respeito são lacônicas, imprecisas, dúbias, deixando antever a falta de documentação comprobatória".
Correia Teles foi reformado por invalidez como General de Brigada do Exército, em 1897. O jornalista Palmério Filho contou a Ezequiel que Teles teria saído do Assu algemado, no fundo de uma canoa rumo ao Porto de Macau (RN) para de lá partir com mais dezenas de assuenses para campos paraguaios. Teles faleceu no Rio de Janeiro em 1897.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

PRIMEIRA DEPUTADA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO NORTE


Currais Novos é um importante município da terra potiguar. Naquela terra seridoense nasceu Maria do Céu Pereira Fernandes (1910), a primeira mulher a se eleger através do voto popular, pelo Partido Popular, deputada estadual constituinte, em 1935, obtendo 12.058 votos. Foi a primeira eleição realizada no Rio Grande do Norte "sob a égide da Justiça Eleitoral".Aquela parlamentar fundou jornais, foi professora de francês, morou em Natal e no Rio de Janeiro quando capital federal. Maria do Céu era esposa do deputado federal Arsitofenes Fernandes um dos importantes nomes da política norte-riograndense.

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domingo, 11 de outubro de 2009

POESIA


Ilustração de Lúcia Caldas

AQUELE

O filho de Deus tinha tudo de todas as plenitudes
Fazia suavemente os milagres todo de Sua graça.
Viam os cegos, os mortos ressuscitavam, curavam-se todos os enfermos.
E os passos sobre as águas, à Sua vóz o domínio de todas as ondas e de todas as tempestades.
Dobravam-se todos os ventos, sossegadas e mansas todas as águas.
Mas, o filho de Deus não tinha onde repousar a cabeça.

João Lins Caldas

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ASSU PARA CRISTO 2009


RENATO CALDAS


O poeta matuto Renato Caldas na sua modesta casa da praça Pedro Velho, 74, da cidade de Assu-RN.

Cuma o tempo tá mudado!
Quem fui eu, quem hoje sô?!
Cuma tô dispilorado...
Tô qui nem carro quebrado,
Sem boiáda e tangedô.

Renato Caldas

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ASSUFOLIA


ASSUFOLIA é o mair evento (carnaval fora de época) do interior do Estado potiguar. Nasceu da coragem e do espírito festeiro de dois assuenses chamados Astênio e Elizabhet Tinôco (meus amigos). Aquela festa popular se inicia no dia do aniversário de emancipação daquele município polo de muita importância na economia e nas letras e na vida social do Rio Grande do Norte. São três dias de festa mesmo, 16, 17 e dezoito de outubro. Este ano o Assufolia apresenta três famosas bandas baianas como JAMMIL, BABADO NOVO E ARAKETU. Que cidade festeira. É como já disse o ex-governador Geraldo Melo: "Quer festa? Vá pro Assu que lá tem todo dia!"

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sábado, 10 de outubro de 2009

IGREJA DA VELHA CIDADE DE SÃO RAFAEL-RN


FOTOGRAFIA: ARQUIVO DO BLOG PÁGINA R

Esta igreja está submersa pelas águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, de Assu-RN.


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AMÉRICO MACEDO

Américo Macedo (1887-1948) era funcionário público municipal da prefeitura do Assu, por onde se aposentou. Poeta sonetista, de tradicional família Soares de Macedo. Colaboru literariamente em jornais e revistas da sua terra natal como A Semana. Conta-se que ele ainda no início da sua juventude vendeu quase todo o seu patrimônio, com a vida boêmia que levava. O antologista Ezequiel Fonseca Filho depõe que os versos daquele bardo que engrandece as letras potiguares, "tem o travo de uma revolta íntima." 

E um dia, melancólico, descrente dos amores que já teve outrora, escreveu os versos (que eu não sei a epígrafe), adiante transcritos:

Parto descrente, pela estrada afora
Desta existência, desfolhando as flores
Da ilusão, da eperança e dos amores,
Sim! dos amores que eu já tive outrora!

Essa tristeza que me invade agora
Tem da saudade as luantes cores,
E tu, Mulher, por quem padeço dores
Não dás a esmola que minh"alma implora!

Ingrata, ao menos, vem ouvir as queixas
De um coração que sem amor tu deixas
A flutuar nos mares da aflição...

Parto descrente, e se te amar for crime
Esta minh"alma que a saudade oprime
Volta a pedir-te o sírio do perdão!...




 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.