quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O GRANDE CELSO DA SILVEIRA

O poeta, escritor, jornalista, teatrólogo, ator, correspondente de importantes jornais do país como o Jornal do Commercio, do Recife, chamado Celso da Silveira, já falecido, merece ser mais lembrado pelos seus conterrâneos, principalmente pelo poder público da sua terra natal que ele tanto amou e divulgou por aí afora. Celso era desses colecionadores de peças antigas, bem como conservava guardados em caixas, malas e pastas tudo sobre a terra potiguar, principalmente sobre o Assu e sua gente a literatura e etc. Na cidade de Assu, sua terra natal ele fundou o primeiro Museu de Arte Popular, do Brasil. Afinal, Celso era muito mais do que isso, era "uma academia" literária. Aquele que fosse visitá-lo em sua casa da Alexandrino de Alencar, em Natal, logo deparava-se com um verdadeiro museu. Certa vez, estando em sua casa, me externou que se o Assu tivesse um museu ou uma instituição cultural de credibilidade doaria com prazer todo aquele seu acervo. Pena que não veio a acontecer. Uma grande perda para a terra assuense.

O antologista Ezequiel Fonseca Filho, no seu livro intitulado "Poetas e Boêmios do Assu, 1984, depõe sobre Celso dizendo que "não sei onde catalogá-lo como poeta ou como boêmio. Se é verdade que nem todo poeta é boêmio, mas todo boêmio é poeta, Celso da Silveira é um misto de poeta e boêmio."

O seu livro de estréia intitula-se "26 Poemas de Um Menino Grande", 1952, onde vamos encontrar os versos que ele escreveu com indignação, conforme transcrito adiante:

Se vejo a minha cidade
vejo placas nas ruas
com nome de gente
e não me ufano...
Rua Siqueira Campos,
Rua Deodoro
Rua Floriano!...

Por que puseram estes nomes nas ruas de minha cidade?
Antigamente não havia placas mas as ruas tinham
os seus nomes e eram conhecidas...

Beco do Padre,
Beco do Cemitério,
Beco de Nila
Beco de Abdias,
(Onde era proibido transitar com animais por aqui)

Se eu fosse julgar os responsáveis pela mudança
dos nomes das ruas de minha cidade,
Minha setençã seria inapelável:
- Culpados!
Ou, então: Se eu fosse menino
- Dono das ruas e da cidade também
quebrava tudo o quanto é de placa
de baladeira,
Com as pedras das ruas
que estão solidárias comigo, eu sei!

Só porque não me consultaram, as ruas
perderam os seus nomes bonitos e o prestígio,
e a cidade a sua tradição!...

Desconjuro quem mudou o nome da rua
onde morava minha ama!...



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ENTARDECER NA LAGOA DO PIATÓ (ASSU-RN)


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UM VERSO DE DIVA CUNHA


Diva Cunha é uma revelação na poesia do Rio Grande do Norte. Posteriormente vou postar mais um pouco sobre essa artifice que engrandense as letras potiguares. Vejamos uma produção desta grande poeta natalense, que diz assim:

Um verso me sacode por inteiro
sua agulha me ferroa
na letra escura

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

REVISTA CARETA


"Careta", importante revista humoristica brasileira que circulou entre 1908 a 1960. Entre as distantes décadas de dez., vinte e até o começo da de trinta, o poeta assuense João Lins Caldas no tempo em que ele morava entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, colaborou com seus escritos literários.

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VAQUEJADA - PARQUE SANTA MARIA


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CESA


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IPANGUAÇU NAS LETRAS POTIGUARES

Ipanguaçu está nas letras potiguares através do seu poeta maior chamado José Coriolano Ribeiro. Ele está antologiado por Rômulo Wanderley, na sua antologia intitulada "Panorama da Poesia Norte-Rio-grandense", 1965. Breve vou postar neste blog um pouco da sua obra, das produções daquele bardo boêmio, já falecido. Mas em Ipanguaçu existe outros poetas como, por exemplo, Wiliame Lins Caldas que um dia, numa feliz inspiração, escreveu o soneto intitulado Assim eu te vejo:

Te vejo como um pássaro que voa
Tão alto que não posso alcançar.
E fico te olhando, assim a toa
E como é lindo o teu voar.

Te acompanho com o pensamento
Meu coração, se tivesse asas, poderia voar.
Você passa tão depressa. levada pelo vento
Levando também o meu olhar...

Como uma planta que nasce
E precisa ser regada, cuidada...
Assim eu te vejo.

E como uma flor que abre
E o beija-flor, cedinho vem beijá-la
Pra matar o seu desejo...

sábado, 7 de novembro de 2009

ELEIÇÃO PELA DIREÇÃO DO COLÉGIO JK DE ASSU



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NOTA


Em 2010 quero ser deputado federal! Ora, não tem um Maia, um Alves na Câmara Federal representando o Rio Grande do Norte? Por que não pode ter um da Silva, um Caldas naquele parlamento? O importante é ter sobretudo espírito público. Afinal, conheço os problemas do meu estado e do meu país. O Vale do Assu é uma região importante, não pode ficar somente sob a sombra das antigas glórias, não! É preciso se fortalecer, ter prestígio político e retomar o desenvolvimento do Vale do Assu. Para isso, basta ter representantes filhos daquela própria região na Assembleia Estadual e na baixa Câmara do País. Afinal "Vale ou não vale, o Vale"?

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 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.