Por João Lins Caldas, poeta potiguar.
Quando a inocência não cheira
Pelos vergais da existência
São flores de laranjeira
Todos requebros de infância...
A gente vê-se criança
Na vida de brincadeira...
Por tudo respira essência,
Por toda parte fragrância...
Ah! Quando a gente é criança
Na vida de brincadeira!...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
ILUSTRES FIGURAS DO ASSU DE ANTIGAMENTE
Foto de Genilda.
Esquerda para direita: Astrogildo Soares (advogado), João Marcolino de Vasconcelos Lou (advogado), Cabo Manuel, João Germano (tabelião e escrivão), Adroaldo Soares de Macedo (advogado), Armando (advogado), Migas Fonseca (juiz de paz), Expedito Silveira (promotor), d. Túlio Fernandes (juiz de direito), Kaká (oficial de justiça), Sabóia de Sá Leitão (juiz de paz), Santos Oliveira (tabelião e escrivão), Francisco Amorim - Chisquito (prefeito municipal do Assu) e Cozinho Germano (tabelião e escrivão. A fotografia deve ser entre 1954-55.
Esquerda para direita: Astrogildo Soares (advogado), João Marcolino de Vasconcelos Lou (advogado), Cabo Manuel, João Germano (tabelião e escrivão), Adroaldo Soares de Macedo (advogado), Armando (advogado), Migas Fonseca (juiz de paz), Expedito Silveira (promotor), d. Túlio Fernandes (juiz de direito), Kaká (oficial de justiça), Sabóia de Sá Leitão (juiz de paz), Santos Oliveira (tabelião e escrivão), Francisco Amorim - Chisquito (prefeito municipal do Assu) e Cozinho Germano (tabelião e escrivão. A fotografia deve ser entre 1954-55.
ASSU ANTIGO
A fotografia fora tirada no Colégio as Freiras (Educandáio Nossa Senhora as Vitórias, de Assu) provavelmente no final da década de qurenta. Na foto, senhoras assuenses participando de um retiro espiritual com o Padre José Gusmão. Foto cedida por Genilda Soares de Macedo Varela para colaborar com este blog sobre o Assu de antigamente. Clique na imagem para melhor visualizar.
Fernando Fanfa Caldas
Fernando Fanfa Caldas
ASSU EM REVISTA
"Assu em Revista", editado em 1980, salvo engano, po Francisco Amorim ou por Marcos Henrique. Aquela edição traz artigos e ilustrações além do município do Assu, carnaubais e região, bem como suas figuras ilustres, sua gente evidente. Na fotografia abaixo o fazendeiro Alfredo Soares de Macedo (imagem da revista foi cedida pela sua neta Genilda Soares de Macedo Varela, filha de Adroaldo Soares de Macedo que foi tabelião e advogado no Assu) e seu neto Gustavo Alberto de Macedo Varela. Ainda me lembro do velho Alfredo. Ele viveu mais de 1O0 anos e morava na rua Ulisses Caldas, 433, Macapá, antigo bairro do Assu, também denominaa de Lagoinha. A sua casa era onde hoje reside, se não me falha a memória, Walfredo Freire de Carvalho hoje remodelada.
quarta-feira, 31 de março de 2010
CARNAVAL DO ASSU, 1965
Na fotografia acima, esquerda para direita: Expedidito Silveira (que foi promotorm público de Assu no início na década de sessenta), Geraldo Dantas (na época funcioário do Banco do Brasil), Maria Auxiliadora Montenegro (esposa de dr. Edgar Montenegro, Francisca e Ximenes. Na fotografia abaixo esquerda para direita: Zé de Ana (comerciante em Assu), Edmar Montenegro, Maria Auxiliadora e seu marido Edgard Montenegro que naquela época, 1965, era deputado estadual, e Francisca Ximenes.
CASARÃO DO BANGUÊ - ASSU
Casarão do Banguê, distrito de Assu. Segundo depõe o historiador Ivan Pinheiro era de proprieade do Sr.Zuza Marreiro que construiu em 1911. Tempos depois d. Senhorinha Pessoa casado que era com Alexandre de Carvalho (Xanduzinho) adquiriu por herança.
terça-feira, 30 de março de 2010
UM BELO POEMA DE WALFLAN DE QUEIROZ
Ah, minha alma triste implora perdão
Nunca desejei de ti preces, ternura
Teus olhos que se encontravam com os meus
Eram como um farol me guiando no mar cheio de tormentas da minha vida.
(Walflan de Queiroz é poeta potiguar de São Miguel, conisderado um dos melhores poetas potiguares).
Nunca desejei de ti preces, ternura
Teus olhos que se encontravam com os meus
Eram como um farol me guiando no mar cheio de tormentas da minha vida.
(Walflan de Queiroz é poeta potiguar de São Miguel, conisderado um dos melhores poetas potiguares).
CORAÇÃO MALSINADO
Por João Lins Caldas
Coração malsinado das torturas,
Coração de mulher sem amor ter,
Goza um pouco a ventura de querer
Que este gozo é maior que outras venturas.
Tens, como as dores que hoje tens seguras,
Do amor a porta sem poder se erguer.
Ah! Que ventura se ilusões, das puras.
Hoje pudesses, coração, conter!
Mas não! Que o gelo que dá vida à morte
É o mesmo gelo que campeia forte
Nesse teu seio onde batalha a dor...
És para o tédio e para o mal nascido...
Muda essa sorte, coração ferido,
Abre essa porta para o meu amor!...
Coração malsinado das torturas,
Coração de mulher sem amor ter,
Goza um pouco a ventura de querer
Que este gozo é maior que outras venturas.
Tens, como as dores que hoje tens seguras,
Do amor a porta sem poder se erguer.
Ah! Que ventura se ilusões, das puras.
Hoje pudesses, coração, conter!
Mas não! Que o gelo que dá vida à morte
É o mesmo gelo que campeia forte
Nesse teu seio onde batalha a dor...
És para o tédio e para o mal nascido...
Muda essa sorte, coração ferido,
Abre essa porta para o meu amor!...
segunda-feira, 29 de março de 2010
LOURENÇO, O SERTANEJO (II)
"Cero dia, na estrada do Vale, Lourenço enconntrou-se com o Coronel Moisés.
- Bom dia, Lourenço. Observo que o vento norte continua soprando para você. Tudo verde no sítio... progredindo...
- Certo, Coronel. Nem todo mal é mal. O mundo dá mais volta que roleta. Hoje, sou dono da Pedras Branca. Ontem, era o senhor. Eu sei que o Coronel foi à casa de meu pai naquele dia, com seus filhos armados até os dentes. Mas, Coronel, não guardo rancor. Já se vão os anos, já sou pai de famíilia. Querendo aparecer com d. Josefa nós ficaremos contentes. Lunarda é mulher de verdade, Coronel. É a mão que pega o leme da nossa casa. Eu sou o casco do navio velho que balança o mar. Aguento o rojão... O Coronel precisa conhecer Lunarda. Como é bonita! E Juraci, um bichinho que nasceu por lá. Dá gosto de ver, Coronel. É a menina mais bonita do Vale.
O Cornel Moisés ficou engasgado. Bateu no ombro de Lourenço e disse:
- A vida também é madastra. Às vezes, vem como as ondas do mar e leva tudo na maré. O meu gado...
Ah, Coronel! Não me fale em gado! È o meu fraco. Quando vejo um bezerro escaramuçar, tenho uma vontade danada de pegar no rabo dois bichinhos e de alisar, como aliso os cabelos de minha menina... O meu negócio é comprar e vender bois. O negácio melhor do mundo, Coronel. Conhece aquela história dos franceses quando quiseram tomar o nosso Brasil? Já ouviu falar num tal de Vileganhão?
- Sim - soriu o Coronel - Eu conheço a história da Invasão Francesa, Villegagnon, o bravo aventureiro.
- Pois se reuniram na assembléia e discutiram como haveriam de governar o nosso Brasil. Apresentaram os problemas e perguntaram ao Comandante: "Qual o primeiro negócio para o norte do Brasil?" Respondeu: "Gado bem administrado". "Qual o segundo negócio para o mesmo liugar?" e o comandante ainda respondeu: "Gado sem administração". Pois bem , Coronel, é o que faço. Compro, vendo, solto os rebanhos no mato e deixo engordar. E ainda tem mais, Coronel. É um negócio alegre. Todo mundo corre para ver uma boiada, parece festa. Os meninos gritam, os vaqueiros abóiam...
É isso mesmo, Lourenço. Dou-lhe os parabéns. Agora vou me apartar. Vou à casa do Compadre Chico Inácio que está adoentado. Até à vista, Lourenço.
- Até outro dia, Coronel.
Coitado do Coronel Moisés! Está ficando velho e cansado. Os filhos no mundo... essa vida! - E Lourenço, ficando a espera no seu alazão, esquipou rumo ao lar."
Maria Eugênia
(O texto acima é o segundo capítulo do livro intitulado "Lourenço, O Sertanejo", da escritora assuense Maria Eugênia. è um romance, prosa sertaneja, cujo protagonista é o fazendeiro (falecido no início da décadade de setenta) Epifânio Barbosa, figura abastada e esperitiosa da região do Assu).
- Bom dia, Lourenço. Observo que o vento norte continua soprando para você. Tudo verde no sítio... progredindo...
- Certo, Coronel. Nem todo mal é mal. O mundo dá mais volta que roleta. Hoje, sou dono da Pedras Branca. Ontem, era o senhor. Eu sei que o Coronel foi à casa de meu pai naquele dia, com seus filhos armados até os dentes. Mas, Coronel, não guardo rancor. Já se vão os anos, já sou pai de famíilia. Querendo aparecer com d. Josefa nós ficaremos contentes. Lunarda é mulher de verdade, Coronel. É a mão que pega o leme da nossa casa. Eu sou o casco do navio velho que balança o mar. Aguento o rojão... O Coronel precisa conhecer Lunarda. Como é bonita! E Juraci, um bichinho que nasceu por lá. Dá gosto de ver, Coronel. É a menina mais bonita do Vale.
O Cornel Moisés ficou engasgado. Bateu no ombro de Lourenço e disse:
- A vida também é madastra. Às vezes, vem como as ondas do mar e leva tudo na maré. O meu gado...
Ah, Coronel! Não me fale em gado! È o meu fraco. Quando vejo um bezerro escaramuçar, tenho uma vontade danada de pegar no rabo dois bichinhos e de alisar, como aliso os cabelos de minha menina... O meu negócio é comprar e vender bois. O negácio melhor do mundo, Coronel. Conhece aquela história dos franceses quando quiseram tomar o nosso Brasil? Já ouviu falar num tal de Vileganhão?
- Sim - soriu o Coronel - Eu conheço a história da Invasão Francesa, Villegagnon, o bravo aventureiro.
- Pois se reuniram na assembléia e discutiram como haveriam de governar o nosso Brasil. Apresentaram os problemas e perguntaram ao Comandante: "Qual o primeiro negócio para o norte do Brasil?" Respondeu: "Gado bem administrado". "Qual o segundo negócio para o mesmo liugar?" e o comandante ainda respondeu: "Gado sem administração". Pois bem , Coronel, é o que faço. Compro, vendo, solto os rebanhos no mato e deixo engordar. E ainda tem mais, Coronel. É um negócio alegre. Todo mundo corre para ver uma boiada, parece festa. Os meninos gritam, os vaqueiros abóiam...
É isso mesmo, Lourenço. Dou-lhe os parabéns. Agora vou me apartar. Vou à casa do Compadre Chico Inácio que está adoentado. Até à vista, Lourenço.
- Até outro dia, Coronel.
Coitado do Coronel Moisés! Está ficando velho e cansado. Os filhos no mundo... essa vida! - E Lourenço, ficando a espera no seu alazão, esquipou rumo ao lar."
Maria Eugênia
(O texto acima é o segundo capítulo do livro intitulado "Lourenço, O Sertanejo", da escritora assuense Maria Eugênia. è um romance, prosa sertaneja, cujo protagonista é o fazendeiro (falecido no início da décadade de setenta) Epifânio Barbosa, figura abastada e esperitiosa da região do Assu).
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