quarta-feira, 7 de abril de 2010

OS DESTINOS DA FRUTICULTURA

Por Carlos Eduardo Alves, advogado e ex-prefeito de Natal

Preocupa muito a situação dos produtores de frutas do Rio Grande do Norte, uma atividade que gera milhares de empregos e que fixa o homem ao campo, diminuindo o êxodo rural e o consequente inchaço das cidades, com a inevitável marginalização de centenas e centenas de cidadãos pela perda de sua dignidade.
É bem verdade que algumas dessas dificuldades não estão ao alcance do governo resolver. É o caso da queda do dólar frente ao real. Como 80% da nossa produção é vendida para o exterior, os produtores estão perdendo competitividade no mercado externo.
O Brasil hoje tem uma economia forte, o que é muito bom para o país como um todo, que tão bem resistiu à recente crise econômica mundial. No entanto, este fortalecimento da nossa moeda afeta alguns setores voltados para a exportação. É o que se chama de injunções do mercado.
Porém, um dos maiores problemas que vem afetando os produtores de frutas são as cheias que ocorreram nos últimos dois anos e que trouxeram uma enxurrada de prejuízos, especialmente para os produtores de banana do Vale do Assu. A solução técnica concentra-se na construção da Barragem de Oiticica, que por sinal está contemplada nas emendas coletivas da bancada federal. Outra grave questão diz respeito às condições de escoamento das safras. O diagnóstico dos Mercados Atacadistas e hotigranjeiros aponta que se perde  no país 30% da produção de frutas, legumes e verduras no caminho do campo às cidades pelas péssimas conndições das estradas brasileiras, como também pelo tempo perdido na viagem. Nosso Estado não está fora desta estatística.
Uma das soluções plausíveis é voltar nossa produção para o mercado interno. Há vários estudos mostrando a melhoria de renda da produção brasileira e do Nordeste em especial. É um novo público consumidor que está se agregando ao mercado e que não pode ser desprezado.
Mas voltando ao mercado externo, segundo alguns estudiosos do assunto, é importante que a atividade seja planejada de forma unificada, ou seja, uma boa alternativa é a formação de cooperativas. Isso daria mais força à negociação e também na hora da compra de insumos.
Aí é que o poder público pode atuar. Além de cuidar melhor das estradas, incentivar e dar apopio para a consolidação dessas cooperativas, garantindo assistência técnica para aqueles produtores que precisem melhorar sua produtividade e sua logística de distribuição dos produtos.

WWW.CARLOSEDUARDOALVES.COM.BR

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A CARNAUBEIRA É DO VALE DO AÇU

O RIO

O rio Piranhas/Açu se encontrando com o atlântico em Macau.

Por João Lins Caldas

Alvo e largo, profundo entre os cabeços brancos
É o rio a se estirar vendo os bambus copados
E lhe vão a correr pelo seios nevados
As torrentes de encher os lagos e os barrancos

Das águas que carrega, os largos veios francos,
Descidos de alta serra e na várzea alongados,
Caminho do oceano, olhando os descampados,
Lá se vão a tremer pelos rasgados flancos.

Onde vai leva a andar os balseiros folhudos
Os escombros de palha, os canaçus caídos
Os restos de fogueira e os ramos velhos mudos

E carrega, a rolar, aos pedaços e aos galhos,
Os altos mulungus, os gravatás fendidos,
As lavouas de abril e a lama dos atalhos...

domingo, 4 de abril de 2010

JOÃO MOACIR DE MEDEIROS QUE EU CONHECI

*Por João Celso Neto
(Artigo transcrito do seu blog "Falando o Que Penso", em 22.2.2008

A vida me reservou muitos momentos mágicos e felizes, oportunidades raras. Dentre tantas, me fez conhecer e conviver com Moacir Medeiros, entre janeiro de 1960 (quando cheguei ao Rio de Janeiro) até sua morte ocorrido recentemente.

É verdade que já não nos víamos há mais de 20 anos, 25 talvez. Porém, muitas vezes nos falamos ao telefone, em papos prolongados, nesses últimos anos. Trocávamos informações sobre a genealogia comum. Todas  as (poucas) ocasiões em que me acontecia de ir ao Rio, prometia ir visitá-lo na Almirante Guillem, 332 - Leblon. E, por algum motivo, no máximo, lhe telefonava, mas não tinha a ventura de vê-lo.

Eu o via, pela primeira vez, ainda de calças curtas, anos 50, numa manhã de domingo em Natal. Tio Celso me disse que ele era um publicitário famoso e que era nosso primo. Eu conhecia apenas Zaíra e Félix. Tia Maroca e D. Maria Francisca.

Quando nos mudamos para a terra carioca, comecei a conviver amiúde e quase que diariamente com ele, inclusive fazendo refeições em sua casa, naquele tempo de transição. O convívio se ampliou quando papai foi trabalha na JMM, na Almirante Barroso. Então, eram, sim, diários nossos encontros. Posso dizer que vi um gênio trabalhar e criar.

Poeta maravilhoso, porém modesto, preferia exaltar Caldas, e vários outros. Com ele aprendi tovas e sonetos alheios. E jamais deixei de louvar-lhe a veia poética, sendo um dos meus prediletos sua "Aspiração", sua ânsia de ser montanha, e de ser pedra, em vez de ser homem.
Poderia pedir como herança sua os retratos de Vovô que ele prometeu, tantas vezes, me mandar (pelo menos uma cópia).

Porque nada iguala ou suplanta a memória da convivência e da admiração que nutri por Moacir.
Devo-lhe um genial prefácio para o livro "Glosas de Hélio Neves de Oliveira", praticamente rabiscado ou improvisado em momento de, nele, habitual inspiração. Vivemos episódios que somente a lembrança pode e deve guardar.

Uma noite, em Copacabana, em 1967, assisti ao encontro de duas inteligências privilegiadíssimas, ele e Tio Expedito, a se somarem, sem disputas ou tentativas de vitória, deixar mudos quem teve a felicidade de estar presente.

Este mundo fica, certamente, mais pobre quando morre um homem como Moacir. Em compensação, o "outro", a verdadeira pátria de nós todos, se enriquece na mesma medida.

Imagino que farra podem estar fazendo, ou vão fazer quando se encontrarem, Moacir Medeiros, Expedito Silveira, João Lins Caldas, Orígenes Lessa (imortal da ABL, a cuja posse compareci, a seu convite, graças ao tempo em que OL trabalhou na JMM e foi colega de papai lá), além de Nathércia, Hélio e Dolores.

*João Celso Neto, poeta, engenheiro, advogado, natural do Assu, reside em Brasília. .

Em tempo: Moacir Medeiros era assuense, um dos maiores publicitários brasileiros. Foi ele, Moacyr, o primeira publicitário a fazer campanha eleitoral marketizada no Brasil (campanha de Celso Azevedo para prefeito de Belo Horizonte - MG, em 1954). Por sinal Moacir faleceu no dia das eleições de outubro de 2008. Fica o registro.

CARNAVAL DE ASSU, 1964

Carnaval no Clube Municipal, altos da prefeitura. Esquerda para direita:imenes/Francisca, João Batista/Louridnha, Edgard Montenegro, Edagarzinho Montenegro.

ASSU ANTIGO

O sobrado a esquerda da praça etúlio Vagas entã denominada de praça da Proclamação (fotografia acima) era onde funcionava o Bar Astronauta. Fora demolido para dar lugar a uma casa (vizinho a Senhora Anita Caldas pelo lado esquerdo e pelo lado direito Eloi Fonse/Marina) do Senhor Tião Diogenes.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

QUANDO A GENTE É CRIANÇA

Por João Lins Caldas, poeta potiguar.

Quando a inocência não cheira
Pelos vergais da existência
São flores de laranjeira
Todos requebros de infância...
A gente vê-se criança
Na vida de brincadeira...
Por tudo respira essência,
Por toda parte fragrância...
Ah! Quando a gente é criança
Na vida de brincadeira!...

LOGOMARCA - NOVO GOVERNO DO RN

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ILUSTRES FIGURAS DO ASSU DE ANTIGAMENTE

Foto de Genilda.

Esquerda para direita: Astrogildo Soares (advogado), João Marcolino de Vasconcelos Lou (advogado), Cabo Manuel, João Germano (tabelião e escrivão), Adroaldo Soares de Macedo (advogado), Armando (advogado), Migas Fonseca (juiz de paz), Expedito Silveira (promotor), d. Túlio Fernandes (juiz de direito), Kaká (oficial de justiça), Sabóia de Sá Leitão (juiz de paz), Santos Oliveira (tabelião e escrivão), Francisco Amorim - Chisquito (prefeito municipal do Assu) e Cozinho Germano (tabelião e escrivão. A fotografia deve ser entre 1954-55.

ASSU ANTIGO

A fotografia fora tirada no Colégio as Freiras (Educandáio Nossa Senhora as Vitórias, de Assu) provavelmente no final da década de qurenta. Na foto, senhoras assuenses participando de um retiro espiritual com o Padre José Gusmão. Foto cedida por Genilda Soares de Macedo Varela para colaborar com este blog sobre o Assu de antigamente. Clique na imagem para melhor visualizar.

Fernando Fanfa Caldas

ASSU EM REVISTA


"Assu em Revista", editado em 1980, salvo engano, po Francisco Amorim ou por Marcos Henrique. Aquela edição traz artigos e ilustrações além do município do Assu, carnaubais e região, bem como suas figuras ilustres, sua gente evidente. Na fotografia abaixo o fazendeiro Alfredo Soares de Macedo (imagem da revista foi cedida pela sua neta Genilda Soares de Macedo Varela, filha de Adroaldo Soares de Macedo que foi tabelião e advogado no Assu) e seu neto Gustavo Alberto de Macedo Varela. Ainda me lembro do velho Alfredo. Ele viveu mais de 1O0 anos e morava na rua Ulisses Caldas, 433, Macapá, antigo bairro do Assu, também denominaa de Lagoinha. A sua casa era onde hoje reside, se não me falha a memória, Walfredo Freire de Carvalho hoje remodelada.

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