quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

GARIBALDI FOI CONFIRMADO MINISTRO DA PREVIDÊNCIA

O senador pelo Rio Grande do Norte Garibaldi Alves Filho vai ser Ministro da Previdência Social. O convite da presidente eleita Dilma foi aceito pelo senador potiguar hoje â tarde na Granja do Torto. No seu microblog Garibaldi diz: "Estive há pouco na Granja do Torto. Onde tive um encontro com a presidente eleita Dilma e o futuro ministro, Antonio Palocci. E nesse encontro, a presidente oficializou o convite que eu assuma o Ministério da Previdència, desafio que eu aceitei com muita honra".

Postado por Fernando Caldas

HISTÓRIAS ORIGINAIS

Maria Betânia Monteiro - repórter

Não é uma biografia, adverte o escritor, jornalista e advogado Pedro Simões. Em seu livro “A Intriga do Bem”, o perfil de 21 personalidades potiguares é traçado de forma inédita. Utilizando a linguagem literária, Pedro fez dos perfilados personagens de suas próprias histórias. “Não é um livro extraordinário, porque eu não sou extraordinário, sou feijão com arroz, mas é no mínimo inédito”, disse o autor. A Intriga do Bem será lançado hoje, às 18h30, no Sesc da Cidade Alta. No momento do lançamento, a artista plástica potiguar, radicada em São Paulo, Alice Brandão, fará duas exposições. Uma dos retratos dos perfilados, pintados à óleo, e outra, uma releitura muito peculiar das obras do pintor Pablo Picasso.

Sobre o título do livro, o autor justifica: “Luís da Câmara Cascudo, disse certa vez que são muitos os que se ocupam em falar mal e poucos os que cuidam da intriga do bem”. Pois bem. Estes perfis servem a este tipo de intriga. No livro, Pedro trata de alguns amigos que teve a fortuna de “(re)colher” ao longo do tempo e também de admirá-los, pela preciosa e rara essência espiritual.

Alguns desses dispensam apresentação como a escritora Ana Maria Cascudo, o artista Dorian Gray Caldas, o jornalista Paulo Macedo. Outros precisam de prefácio, como Zé Félix, amigo da família. Sobre ele, Pedro escreveu: “Era de baixa estatura, talvez metro e meio. E andava com as pernas muito abertas, (era um tanto tortas, como os caubóis dos filmes de faroeste) e os pés na posição de quinze para as três”. O trecho retirado do livro é uma mostra da boa utilização dos recursos literários e da sensibilidade em descrever o perfilado.

Algo que só foi possível, graças à proximidade do autor com cada um de seus personagens. Aliás, foi da intensa amizade entre Pedro e o professor de direito Jales Costa que nasceu o livro. Depois da morte do professor, Pedro elaborou o seu perfil, lamentando a sua ausência e contando alguns causos. “Mostrei aos amigos e eles gostaram tanto, que me pediram para fazer outros perfis”, Explicou Pedro.

O critério para escolher 21 nomes já foi dito. Deveriam ser personalidades potiguares e fazerem parte de seu ciclo de amizade. No final das contas o livro é uma ode à amizade e à vida destes personagens públicos. Algo que fica bem claro quando se refere a Harmando Holanda: “dizem que os produtores de bons clichês que o verdadeiro amigo é como se fora um irmão com a vantagem de ter sido escolhido por nós, para o oposto. Pois é assim mesmo”.

Neste mesmo capítulo em que o autor se dedica ao irmão (de coração) Harmando Holanda, ele também dá uma pista sobre como trata as personagens biografadas. “Penso como seria Harmando sem os seus defeitos... algo insosso, insalure, fosco”.  Ou seja, a imagem que pinta de cada um deles é tridimensional. Tem superfície, lateralidade, mas graceja da profundidade.

A contradição de seus personagens é retocada com o pincel da amizade. O exemplo disso pode ser visto no texto do jornalista Franklin Jorge. “Franklin aluga um castelo para colocar seus desafetos e um quarto para os amigos”, disse Pedro. Os defeitos de cada personagem estão contextualizados na razão de ser de cada um. A intenção foi compreendê-los, abrindo mão do julgamento. “Eles não se tornam bons por serem meus amigos, são meus amigos por serem bons e originais nas suas individualidades”, pontuou o autor. As figuras retratadas em “A Intriga do Bem” são seres humanos. Neles não reside o mítico, nem o lendário. São construções imperfeitas. São multifacetados, com certos ângulos simétricos, de incompreensível assimilação, de tal modo que só uma câmera que alcance grandes angulares e sensibilidade na perfeita captação da imagem sutil pode revelá-los num contexto de claridade e nitidez.

 Ilustrando cada um dos biografados, a artista Alice Brandão, fez um trabalho minucioso. Conhecida nacionalmente por saber fazer a realidade virar imagens pinceladas, Alice recebeu as fotos, algumas deterioradas e em preto e branco, e deu bastante vida a cada uma delas. As telas foram impressas no livro, em preto e branco e em tamanho muito pequeno, mas estarão bem vivas na exposição, que acontecerá excepcionalmente durante o lançamento do livro.

Serviço

Lançamento do livro “A Intriga do Bem”, de Pedro Simões, hoje às 18h30, no Sesc Cidade Alta. Com telas de Alice Brandão.

Fonte: Tribuna do Norte

BELA NATAL

As outras cidades que me perdoe. Natal é fundamental".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

LIVRO EM HOMENAGEM A NATAL É PRODUZIDO PELA EDITORA DA UFRN

Foto: Vladimir Alexandre

Lançamento será no dia 12 de dezembro, às 17h, na Livraria Siciliano do shopping Midway Mall.

Por César Augusto, com dados da Agecom.A

Dorian Gray Caldas, membro da Academia Norte-riograndense de Letras.Carta aberta para a muito amada cidade de Natal. Esse é o tema do livro em homenagem a Natal, produzido pela Editora Universitária da UFRN e pelo artista Dorian Gray na comemoração dos 411 anos da cidade.

O lançamento será no dia 12 de dezembro, às 17h, na Livraria Siciliano do shopping Midway Mall. Na ocasião, o livro estará sendo vendido pelo valor de R$ 20 reais. A publicação contém reproduções de obras do artista e um poema de sua autoria, em um design diferenciado com folhas duplas.

O livro foi lançado inicialmente no Festival Literário da Pipa (Flipipa), em novembro passado, como parte de um projeto junto à ONG Educapipa. Os 100 exemplares produzidos para a ocasião possuíam capa única, produzidas por crianças moradoras de Pipa. A nova edição traz uma pintura de Dorian Gray impressa na capa.

O autor, Dorian Gray Caldas, nasceu em Natal no ano de 1930. Ele também é desenhista, escultor, gravador, ceramista, tapeceiro e escritor. Atualmente, é membro da Academia Norte-riograndense de Letras.

Do Portal Nominuto

domingo, 5 de dezembro de 2010

CARNATAL CHEGANDO AO FINAL



CARNAVAIS DAS ANTIGAS DO AÇU

Postado por Fernando Caldas

ANTIGA BANDA DE MÚSICA DO CREA - AÇU

Banda de Música do CREA - Centro Regional de Escoteiros do Açu. Década de sessenta, salvo engano.

ORQUESTRA DE FREVO DOS ANTIGOS CARNAVAIS DO AÇU

Esquerda para direita: (?), Seu Cristóvão, (?), (?).

Postado por Fernando Caldas

ESCRITOR POTIGUAR: O PRESENTE DE NATAL

Públio José – jornalista
publiojose@gmail.com

Saber das dificuldades de se praticar cultura por aqui – não é novidade; saber que governos preferem extrair da cultura seu lado festeiro – é púbico e notório; saber da penúria orçamentária vivida pelos órgãos estatais, que têm na cultura sua razão de existir – é coisa do arco da velha; saber do pouco lastro cultural que possuem nossos políticos – é notícia antiga; saber que, agindo para com a cultura com desprezo cavalar, os políticos são, por consequência, responsáveis pelo surgimento de levas sucessivas de gerações incultas, de pouquíssimo contato com elementos culturais, e hábitos de leitura semelhantes aos de nações de quinto mundo – tal fato até os postes reconhecem. Nomear as agruras que têm vitimado por aqui a cultura em geral, e a literatura em particular, tem sido inócuo, repetitivo e antiprodutivo. Pois todo mundo sabe, de cor e salteado, o enumerado no texto deste parágrafo – e muito mais.

Entretanto, chegando por aqui um marciano, e tomando conhecimento dos relatórios dos dirigentes públicos, vai ter inveja. E se encantará com o desempenho dos tais para com a cultura. Gastos estonteantes. Eventos numerosos... A glória! Por quê? Ora, por que! Eles descobriram que cultura rende voto. Como? Promovendo e patrocinando eventos de caviloso e distorcido conteúdo cultural. Geralmente, festas em datas comemorativas, realizadas em praça pública, com dinheiro estatal, e notórias pela vantagem de reunir grande número de pessoas. Para tanto, basta contratar uma banda de forró – de preferência a mais brega, de visual mais chamativo e de letras que há muito ultrapassaram o terreno do duplo sentido. Essas atraem. São grupos musicais que agradam pelo descarado apelo aos maus hábitos, à quebra de valores, à incitação ao alcoolismo, à vagabundagem e à sensualidade irresponsável.

Com eles a festa vai bombar! Sucesso garantido! E, para todos os efeitos, de “profundo cunho cultural”. Tudo pago pelos Ministérios da Cultura, do Turismo, como se fossem de natureza folclórica, turística, cultural. Para o governante só vantagem: faz política sem botar um tostão do bolso; se exibe para um grande público presente; posa para uma comunidade inculta como um grande promotor da alegria e do entretenimento aos mais humildes; além de registrar, nas prestações de contas aos órgãos de praxe, tais eventos como “voltados ao desenvolvimento cultural da comunidade”. Essa é uma postura tão enraizada, principalmente no interior, que seus dirigentes não conseguem mais enxergar o que é cultura – e o que não é. Certa vez, sugeri a um prefeito criar em seu município um coral. Ele ficou olhando pra mim “abestado” (como diria Tiririca), “como se fosse um boi olhando prum prédio”.

O quê fazer diante de tal quadro? Propor o quê? Seria extraordinário se fosse possível arrancar do coração estatal essa postura torta, enviesada. Porém, como – se bem aceita pelo povo? Pensando em contribuir de alguma forma, propusemos uma campanha, aproveitando o período natalino, que induza as pessoas a presentear com livros, já que presentear é da tradição natalina. Contatos feitos com entidades públicas, privadas, imprensa – e a receptividade tem sido muito boa. A campanha, em sua essência, pretende valorizar o livro para efeito de presente. Lembrando: livro de escritor potiguar. É pouco? É muito? Pela repercussão que a campanha vem obtendo, comprova-se que avançamos. Instituições e pessoas comuns já externam a ela seu comprometimento. Comentários se generalizam. Algo novo surge. E tudo tão simples. É só ir à livraria e adquirir um livro. De escritor local! Dará certo? Giremos a roda.

Postado por Fernando Caldas

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

UMA GLOSA DE LAÉLIO FERREIRA

M O T E :


Cangagay no Rio Grande
vai ser sucesso em Natal

G L O S A :

Cu de boi grosso se expande,
nos blogues, becos, jornais...
Faniquitos, uis e ais
- Cangagay no Rio Grande!
Debates, mesas, estande:
muito fresco – um festival!
De muita coceira anal
essa estética do cangaço
de Lampião tem um traço
- vai ser sucesso em Natal!

Laélio Ferreira

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.