quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

RESGATE DE UM IMORTAL



O RN tem nomes consagrados na cultura brasileira, desde o provincial periodo de Luiz da Câmara Cascudo, intelectual que dimensionou a terra de Poti em todo os rincões da arte e do saber universal, foi o maior folclorista da América Latina, elevando o nome do estado em fronteiras do além-mar.
Se vivo fosse estaria completando hoje 112 anos.

Conhecido por suas marcas como folclorista e historiador, Luiz da Câmara Cascudo foi também autor de vários livros, trabalhou como professor, advogado, jornalista e um importante símbolo das raízes culturais do Rio Grande do Norte.

Cascudo foi um dos historiadores mais importantes para o Brasil na época em que a cultura não tinha o valor de marco como tem hoje.
 Nascido e criado em Natal, a família mantem sua casa como um museu de cultura, na Ribeira.

De acordo com dados da história do RN, Cascudo era um apaixonado pela sua terra onde foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e lutou por incentivos a cultura potiguar.
Como bom folclorista Câmara Cascudo era um apaixonado pelas manifestações artísticas de música, dança e apresentações da "cultura de raiz". 
 
Câmara Cascudo é o autor dos livros Dicionário do Folclore Brasileiro (1952), História da Alimentação no Brasil, Alma Patrícia (1921), Contos tradicionais do Brasil (1946) e muitos outros, como Nomes da Terra, enriquecendo a toponímia potiguar.

Cascudo foi também um pesquisador do período das invasões holandesas e como resultado publicou Geografia do Brasil holandês (1956).

Suas memórias, O tempo e eu (1971) foram editadas postumamente, sendo o legado deixado por Cascudo um dos maiores acervos da Cultura do Estado.


 Escrito por aluiziolacerda às 17h25

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

MARCO VIRADA DO SÉCULO - ASSU, 1900

Aos amigos e leitores deste blog, desejo um Feliz Ano Novo!

O VERÃO DE MARINA ELALI

Maira Bethânia Monteiro - repórter


O ano de 2010 foi um ano generoso para a cantora potiguar Marina Elali. Ela fez turnê pelo Brasil com o cantor e compositor cubano Jon Secada e emplacou mais uma música em novelas da Rede Globo. A música “Happy”, tema de Estela, personagem vivido por Cleo Pires ganhou vida em sua voz. “Em meia década de carreira, tive seis músicas tocando em novelas da Rede Globo, isso é muito bom”, disse Marina do Rio de Janeiro, cidade onde mora atualmente. Alguns desses sucessos serão revividos pela cantora, durante a temporada de shows no Hotel Pirâmide (Via Costeira), todas as terças feiras do mês de janeiro — dias 4, 11, 18 e 25. A primeira apresentação começa no dia quatro, a partir das 22h.

Enquanto cuida do próximo disco, com algumas composições suas, ela resolveu se dar férias: “Quero ficar em casa com a família e provar das comidinhas gostosas do Mangai”, brincou.

No show de Natal, além dos sucessos “Você”, “One Last Cry”, “Eu Vou Seguir”, “All She Wants - O Xote das Meninas”, Marina apresentará em seu espetáculo releituras de músicas de artistas consagrados e a nova música “Happy”. O fato de ter conquistado espaço em novelas globais, feito parcerias com nomes como Agnaldo Rayol, Fábio Jr., Belo, Pery Ribeiro e Jon Secada é o resultado de sua paixão pela música e um forte investimento em cursos, turnês, gravação de CDs dentre outras ações. Marina é formada em música e canto no Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos. Do seu avô materno, o compositor Zé Dantas (parceiro de Luiz Gonzaga), Marina herdou a veia de compositora.

Em seis anos de carreira Marina Elali lançou dois CDs e um DVD. Nesse período de tempo, já ganhou dois discos de ouro, emplacou seis músicas em novelas da Rede Globo, seis músicas em trilhas sonoras de filmes, uma música numa minissérie da Rede Globo e participou de mais de 25 coletâneas. Em 2005, a música “Você” (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos) foi tema da novela “América” na voz de Marina, que inclusive fez uma participação no último capítulo da novela. Em 2006, lançou o seu primeiro CD, que leva seu nome e começou a trilhar sua história musical. O álbum foi disco de ouro e teve sete músicas incluídas em trilhas sonoras. O destaque foi a música “One Last Cry”, que ganhou versão remix e foi uma das músicas mais executadas nas rádios pop.

Em 2007, lançou o seu segundo CD “Marina Elali, De Corpo e Alma Outra Vez”, também foi disco de ouro. O álbum traz um Repertório romântico, incluindo um dueto com Fábio Jr.

Em 2009, depois de emplacar vários sucessos em novelas, filmes e minisséries, Marina Elali lançou seu primeiro DVD. Nele estão reunidos os grandes hits que conquistaram o Brasil, gravados durante dois shows, no Rio de Janeiro e em Natal. Nessas apresentações, Marina mostra que é uma artista completa, através de sua performance e composições. Foram incluídos também videoclipes, um dueto especial com Jon Secada – na faixa “Lost Inside Your Heart”, que fez parte da trilha sonora de “Viver a Vida”.

Em 2010, foi lançado no Brasil, o novo CD/DVD do cantor Jon Secada, do qual Marina participa cantando ao vivo as músicas “Lost Inside Your Heart” e a inédita “Só te ver sorrindo...”, de autoria de Jon Secada, Jose Gaviria e de Marina. O show foi gravado no Rio de Janeiro e também teve a participação do Grupo Monobloco.

(Fonte: Tribuna do Norte)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

NO CAMINHO DO PIATÓ

Bela fotografia do fotógrafo (vigilante  permanentedas principalmente das coisas e dos fatos do Açu-RN) Jean Lopes. Jean é ganhador de muitos prêmios país afora pelo seu brilhante trabalho através da fotografia. Afinal de contas Jean é natural de onde? Não é do Açu! Terra de tantas figuras, de tantos poetas, artistas plásticos e de bons fotógrafos como ele própio. Feliz Ano Novo Jean, que 2011 você venha com mais belíssimos trabalhos.

Fernando caldas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"ARTE DA TERRA"

20/07/2006
Celso da Silveira, poeta
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"Celso da Silveira merece também um lugar na imortalidade. Tem todos os méritos. Tem uma obra. Um trabalho digno de respeito. É um escritor, é um poeta, será o que quiser."

Dorian Jorge Freire


Nasceu em Assu, RN às 9 horas do dia 25 de outubro de 1929, sendo filho de João Celso da Silveira e Mariazinha Dantas da Silveira. Foi menino "levado", inquieto, peralta, traquinas, desassossegado. Típico menino de rua sem o sentido pejorativo de criança abandonada. Mas, criança carente de aventuras: jogo de bola de meia, queda de corpo, enpinar papagaio com linha cerol, encher balão Junino, na Matriz do padroeiro da cidade nos meses de junho, e de furar um buraquinho no papel de seda para que ele queimasse antes de ultrapassar a torre do "carneirinho" da igreja de São João Batista. E mais: sua grande farra era brigar com a meninada e em casa, ter estória para contar.

Uma vez, com seu amigo Bezerrinha (Antônio Bezerra de Gouveia - vizinho) sugeriu plantarem juntos um pé de farinha com açúcar preto, para terem o que lanchar sem tirar dinheiro escondido dos pais.

Cresceu, estudou no colégio das freiras, migrou para Fortaleza e foi fazer Admissão ao Ginásio no Colégio Castelo Branco da Arquidiocese. Fez-se ajudante de missa e bençãos de maio, a fim de usufruir de licença para comprar hóstias no Seminário de Prainha. No caminho vinha, aqui e ali, degustando as bolachinhas que iam ser o corpo e vida de Cristo depois de benzidas pelo celebrante.

Voltou ao Rio Grande do Norte, formou-se em Jornalismo, exerceu a função e por ela chegou ao ponto em que se encontra - professor de Comunicação aposentado, autor de 38 livretos, amigo e estimado por todos que o conheceram na convivência do bar ou do trabalho.

Este é o retrato como gosta de ser conhecido na cidade do Natal.

(in Celso da Silveira - Seleta de Causos - coleção Mossoroense, 2002)



Também daquela faixa algo heterogênea, do ponto de vista estético, embora todos praticantes do verso livre, com alguma incursão na temática regional, Celso da Silveira faz a sua estréia poética já na década de 1950, com 26 poemas do Menino Grande (1952). Daí em diante, colaborando nos jornais de Natal e com militância jornalística (primeiro assessor de Imprensa do governo Aluízio Alves), só voltaria a publicar livro de poesia em 1961, com imagem virtual, de parceria com Myriam Coeli.

Mais de 20 anos e passam até Celso da Silveira retomar a publicação de seus livros de poesia, Memorial do Grande Ponto (1983), Poesia Agora (1984), No reino da aresia (1987). Na metade da década de 90 publica mais três livros, Eu, pecador (1992), Versicanto (1992) e Trovas (19993). O poeta também incursiona por outros gêneros, do ensaio literário às narrativas, sendo que na prosa de ficção é elogiado como "excelente contador de estórias" e "insuperável contador de causos".

Presente em várias antologias poéticas, as mais recentes, Um dia a poesia (1996) e Poesia circular (1996), tendo passado pela direção da Tribuna do Norte, Jornal de Natal e rádio Cabugi, Celso da Silveira pertence à Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, e se orgulha, segundo ele próprio, de dois títulos: o de Melhor Ator do Segundo Festival Nortista de Teatro Amador (Recife, 1956), e o de Asinus Minor, do Clube Mundial dos Jumentos - Primeira Cocheira Iguatutiva, concedido pelo padre cearense Antônio Vieira, autor do livro O jumento, nosso irmão.

(Assis Brasil - in A Poesia Norte-rio-grandense no Século XX)



Epitáfio



Aqui jaz o poeta

e não o canto

que dele foi deflagrado

como a flecha de um arco.

Em cada intercessão

do trajeto alcançado

inércia e movimento

ganham o mesmo compasso.

Paro e passo, paripassu

o canto e o silêncio

para sempre viajado.

(Poesia Agora - 1994)



Égua no pátio



A égua cardã flutuava

no plano plano do pátio.

As patas de luz tocavam

os extremos de outras patas

invertidas no chão molhado,

assim como refletisse

o animal no espelho.

- Como se fosse o animal

um objeto levitado.

(Poesia Agora - 1994)
Antipassadas



Agora que já é noite

no sobrado do meu avô

ouço passos de fantasmas

no assoalho do corredor.

Vêm lá da camarinha

subindo degraus da escada

ou são canções de ninar

ouvidas por entre fraldas?

Sussurros de quem se ama

sob lençóis no escuro,

vêm por quarto da cama

ou seguem ao fundo do muro?

Não há equívoco, por certo ...

vou surpreende-los no coito.

- Na cama tudo deserto.

ao muro não me afoito.

São fantasmas de ancestrais,

só fazem o bem, nada mais!

(Eu, pecador - 1992)
(Do site GeraldoRN)

Postado por Fernando Caldas

sábado, 25 de dezembro de 2010

CRISTO, ESTE ESQUECIDO

Quadro 1

Diálogo 1

- Alô? Mamãe? É Paulo, tudo bem?

- Olá, meu filho, tudo em paz. E você, como está de novo emprego e nova cidade?

- Muito bem, mãe. Estou ligando para que a senhora e o velho venham passar o feriadão da Semana Santa aqui. Vai ser animado, churrasco, música, bebidas, uma beleza!

- Que bom, filho, nós não tínhamos ainda pensado o que fazer nesses feriados. Nós vamos.

- Vê se o velho traz aqueles whiskies 12 anos que ele guarda, tá? Um beijo.

Quadro 1

Diálogo 2

- Olá Suzana, como vai? Faz tanto tempo que não lhe vejo.

- Tudo bem, Alice. É a correria do dia-a-dia, agora pior com a chegada do Natal. Um saco! As crianças eufóricas com o Papai Noel e seus presentes, ajeitar a arvore, você sabe como é que é.

- Estou na mesma situação. Fora a tristeza que dá na gente, não é? Coisa chata, o Natal.

- Eu detesto.

- Eu também. Feliz Natal.

- Pra você também.

Quadro 2

Monólogo 1 (A mãe de Paulo, do diálogo 1)

Meu Jesus, ajudai-me nesse momento que meu filho está na mesa de operação. Foi um acidente tão feio, Senhor, que só Sua bondade pode salvá-lo. Por favor, não deixe que ele morra, ele é ainda tão moço, tem tanta vida pela frente. E o Senhor sabe que nunca Lhe esqueço. Oh, meu Jesus, intervenha. Atenda esse apelo de uma mãe aflita.

Quadro 2

Monólogo 2 (Suzana ou Alice)

Senhor, Vós que morrestes na cruz socorrei meu filho no julgamento de amanhã. Eu sei que ele tinha bebido e bateu no outro carro de forma irresponsável, mas tanta gente comete erros e é perdoado, não é, Jesus? Sempre confiei no Senhor e creio no Seu poder para ajudar meu filho. E o rapaz do outro carro, de nome Paulo, que ainda está no hospital entre a vida e a morte, não deixe que ele morra, Senhor. Ajude a mim e à mãe dele, que deve estar desesperada.

Pode parecer duro e cruel, mas é assim que Cristo é tratado. Na sua morte, a euforia é geral. Afinal, é um feriadão, dá pra ir para a praia, uma fazenda, ou ficar em casa, recebendo amigos para festas e muita diversão. Poucos param para reverenciar Cristo. Poucos sequer sabem da sua agonia. E olhe que ele pagou com a própria vida sua missão.

Já no seu nascimento, as pessoas só se lembram de presentes, festas, Papai Noel, árvores de Natal, etc. Muito raramente, ouvimos ou vemos alguém se reportar a 25 de dezembro como o dia em que Ele nasceu. Poucos fazem dessa data um momento de alegria por Jesus haver nascido e nos dar tantas e tantas lições. Lições que pouco aprendemos. Ou, se aprendemos, raramente as colocamos em prática. É triste, mas é a verdade.

Colunistas Minervino Wanderley
(NatalPress}

PONTE NEWTON NAVARRO TERÁ QUEIMA DE FOGOS

Quando o relógio marcar meia-noite, entre o dia 31 de dezembro e o primeiro dia de 2011, o grande personagem da queima de fogos em Natal será a Ponte Newton Navarro. Recebendo pela primeira vez a queima de fogos tradicionalmente realizada na Ponta do Morcego, a Ponte Newton Navarro terá seguramente o show de fogos mais visto da noite em Natal. Ponta Negra, como é tradição todos os anos, terá também fogos de artifício, mas, pela localização geográfica, e pela altura, o espetáculo na Ponte poderá ser visto por boa parte da Zona Norte e Zona Sul da cidade.

A modificação implementada pela Prefeitura de Natal no réveillon deste ano foi motivada por dificuldades técnicas na Ponta do Morcego. Como hoje a área normalmente utilizada ganhou a vizinhança de um restaurante, ficaria inviável, até por recomendação do Corpo de Bombeiros, realizar um show pirotécnico naquela localidade. A proximidade do estacionamento e do próprio salão do restaurante representa um perigo. Ainda existe a possibilidade, não confirmada, de colocar fogos de artifício ao longo da orla, culminando com o espetáculo na Ponte Newton Navarro.

A exemplo de Ponta Negra, o show pirotécnico terá a duração de 12 minutos. A Secretaria Municipal de Turismo, responsável pela organização do final de ano, disse não saber exatamente a quantidade de fogos necessária, mas que a queima pode inclusive ultrapassar o tempo estimado inicialmente e chegar a 15 minutos. A promessa é utilizar formas bem coloridas e efeitos sonoros também, mas a definição final dos detalhes só será finalizada quando estiver mais próximo das festividades.

A grande vantagem de utilizar a Ponta Newton Navarro é a visibilidade. Com mais de 50 metros de altura, a Ponte possibilitará o colorido da queima de fogos alcançar uma altura de 200 metros, segundo estimativa dos organizadores. Dessa forma, tanto quem estiver na Redinha como na festa da Praia do Meio poderá assistir ao espetáculo, sem contar com várias localidades da Zona Norte. O Bairro Nordeste é um exemplo.

Postado por Dirk Wolter
(Natalguia)

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NOITE DE NATAL




*Por Bosco Lopes

As muitas outras cidades que me perdoem, mas Natal é fundamental. Não fosse pelo seu pôr do sol do Potengi, seria pelas pessoas que o contemplam, embriagas de poesia e que passeiam a beleza pelas suas ruas seculares.

Nasceste, Natal, entre o rio e o mar, com os teus alicerces ancorados nos arrecifes da Praia do Forte, estrela maior que guia a nau catarineta tripulada de poetas, que saem por tuas noites em busca de bares nunca dantes navegados. Caminhas ecologicamente banhada pelo rio e protegida pelas dunas. Foste a bem amada dos aventureiros gauleses, holandeses e lusitanos, para tempos depois servires de pilar de uma ponte de guerra que ia desta parte ao outro mundo.

Natal, admiro a ternura fotogênica dos teus becos: becos que não cantei num dístico. Mas que canto cotidianamente com a minha presença, pois num deles aconteceu, num acaso feliz, meu batismo de cachaça e poesia, apadrinhado por Berilo Wanderley e Celso da Silveira. Para citar apenas um, fico com o bar do beco de Nazi, que com suas alquimias prepara a melhor “ meladinha” deste mundo.

Nas tuas noites, vejo teu nome inscrito em gás neon: Maria Boa, educadora de várias gerações. Noites que varei violentando teu silêncio com violões, modinhas, amigos e tragos de aguardente. Noites inolvidáveis do Brizza Del Maré, do Cisne, do Granada Bar, do Acácia, tão distantes das tardes de minha infância, onde no patamar da Igraja do Galo meu velocípede azul pedalava esperanças. Mas é nas tuas manhãs ensolaradas que vejo tuas mulheres bonitas na passarela pública das praças, parques, praias e se perderem de vista.

Mas se é inverno, evito tuas praias e me agasalho no abrigo dos copos dos teus bares e no calor dos corpos de tuas mulheres. Tenho tudo para te agradecer, Natal, pois tudo me deste: poetas como Itajubá, Jorge Fernandes e Jaime Wanderley, cujos versos guardo de memória.

Eu, também etilírico poeta, de pé no chão aprendi o ofício da poesia para te dizer: muito obrigado, Natal, pelas dádivas que de ti recebo há 33 anos.

*Bosco Lopes, poeta boêmio natalense, já falecido.

Postado por Fernando Caldas

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 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.