Segundo Wanderley (1860-1909), poeta, dramaturgo natalense.
(Do arquivo de Renato de Melo Medeiros).
sábado, 8 de janeiro de 2011
Alfenim em Natal via Assu
Ilustração do blog: Esquerda para direita: Escritor açuense Ivan Pinheiro e o pesquisador Fernando Caldas no ato de inauguração da loja "Delícias do Assu e do Vale, em finais de 2010.
Ausente das principais feiras da cidade, o alfenim só pode ser visto recentemente em Natal através da loja Delícias do Assu e do Vale, aberta ano passado no Potengi Flat. O proprietário Francisco das Chagas trouxe itens que até então precisava viajar ao interior para comprar. Além do doce de açúcar, a casa também oferece o biscoito ‘flor do Assu’ (com erva doce e pimenta), bolachas casquinha, queijo coalho, castanhas de caju, filés de curimatã e traíra, mel, pão Recife, entre outras iguarias do interior. Tel.: 3086-2726.
Texto: Tribuna do Norte, 7.1.011
Postado por Fernando Caldas
Ausente das principais feiras da cidade, o alfenim só pode ser visto recentemente em Natal através da loja Delícias do Assu e do Vale, aberta ano passado no Potengi Flat. O proprietário Francisco das Chagas trouxe itens que até então precisava viajar ao interior para comprar. Além do doce de açúcar, a casa também oferece o biscoito ‘flor do Assu’ (com erva doce e pimenta), bolachas casquinha, queijo coalho, castanhas de caju, filés de curimatã e traíra, mel, pão Recife, entre outras iguarias do interior. Tel.: 3086-2726.
Texto: Tribuna do Norte, 7.1.011
Postado por Fernando Caldas
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
CANTIGAS DE ESCÁRNIO E MALDIZER
Laélio Ferreira
Enviado pelo autor
"As cantigas de escárnio e maldizer são um gênero de poesia da Idade Média. Fazem parte do período literário chamado Trovadorismo, que em Portugal encontrou expressão entre os anos de 1189 (ou 1198?) e 1350. Foram escritas, assim como todos os textos populares da época, em galego-português. A principal característica dessas cantigas é a crítica ou sátira dirigida a uma pessoa real, que era alguém próximo ou do mesmo círculo social do trovador. Apresentam grande interesse histórico, pois são verdadeiros relatos dos costumes e vícios, principalmente da corte, mas também dos próprios jograis e menestréis. " ( Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cantigas_de_esc%C3%A1rnio_e_maldizer)
MOTES E GLOSAS:
Bob Motta (*) dando o mote
garanto a glosa ser boa
garanto a glosa ser boa
Pra me livrar do chicote
dos pruridos das “donzelas”,
só farei estrofes belas,
Bob Mota dando o mote !
Espero ninguém mais bote
patrulha na minha loa…
Muito mais longe ela ecoa
chula, clara, fescenina,
alegre, justa, supina
- garanto a glosa ser boa !
dos pruridos das “donzelas”,
só farei estrofes belas,
Bob Mota dando o mote !
Espero ninguém mais bote
patrulha na minha loa…
Muito mais longe ela ecoa
chula, clara, fescenina,
alegre, justa, supina
- garanto a glosa ser boa !
* *
Vou lamber sabão em pó
para limpar minha língua
para limpar minha língua
Vão me metendo o cipó
por conta da putaria…
Mas, não ligo, qualquer dia
vou lamber sabão em pó !
Nas censuras dou um nó,
nessa estória de má-língua:
maneiro na cunilíngua,
vou ser fresco em João Pessoa
- lá consigo coisa boa
para limpar minha língua !
por conta da putaria…
Mas, não ligo, qualquer dia
vou lamber sabão em pó !
Nas censuras dou um nó,
nessa estória de má-língua:
maneiro na cunilíngua,
vou ser fresco em João Pessoa
- lá consigo coisa boa
para limpar minha língua !
* *
Renato Caldas, Limeira,
vão censurar nossas glosas !
vão censurar nossas glosas !
Meu gordo Celso Silveira
por aí faça um conclave
- cá por baixo a coisa é grave,
Renato Caldas, Limeira!
Sesiom, é brincadeira ?!
As novas são horrorosas,
por aqui quedam nervosas
as queixas, o preconceito
- já vi tudo, não tem jeito,
vão censurar nossas glosas !
por aí faça um conclave
- cá por baixo a coisa é grave,
Renato Caldas, Limeira!
Sesiom, é brincadeira ?!
As novas são horrorosas,
por aqui quedam nervosas
as queixas, o preconceito
- já vi tudo, não tem jeito,
vão censurar nossas glosas !
(*) A exceção de Bob Mota, poeta potiguar, vivinho da silva, todos os outros nominados - noves fora o finado bardo do Teixeira-PB, Zé Limeira - são menestréis potiguares, do Assu, falecidos.
Postado por Fernando Caldas
Governo Rosalba vai opinar pela suspensão da inspeção veicular
O Procurador Geral do Estado, Miguel Josino, vai sugerir em seu parecer que a licitação e o contrato para a inspeção veicular sejam suspensos, revistos e que a nova situação receba total e absoluta transparência para a sociedade.
A fonte que me passou essa informação pediu off, mas garantiu que essa é a tendência e percebeu um fortíssimo indício de que a Procuradoria Geral do Estado agirá assim.
Caso ocorra, será uma percepção correta que o Governo Rosalba Ciarlini e o Procurador Miguel Josino tem do clamor popular, uma grande vitória da sociedade potiguar e um exemplo para as atuais e futuras relações entre empresas, governos, contribuintes e sociedade.
Uma vitória da mídia, das redes sociais e da opinião pública.
O povo vencerá!
A fonte que me passou essa informação pediu off, mas garantiu que essa é a tendência e percebeu um fortíssimo indício de que a Procuradoria Geral do Estado agirá assim.
Caso ocorra, será uma percepção correta que o Governo Rosalba Ciarlini e o Procurador Miguel Josino tem do clamor popular, uma grande vitória da sociedade potiguar e um exemplo para as atuais e futuras relações entre empresas, governos, contribuintes e sociedade.
Uma vitória da mídia, das redes sociais e da opinião pública.
O povo vencerá!
Postado por RRH
Adendo: A inteligência é um suporte da sabedoria, a governadora com essa atitude vai marcar um gol de placa, o povão, a sociedade, precisa ser aliviada, num cenário de apertos e dificuldades, até que enfim se anuncia uma boa proposta pra coletividade, a carga tributária é insuportável e essa inspeção veicular, não passa de um abuso sem precedentes para o contribuinte.
Escrito por aluiziolacerda às 16h20
Memória prodígio, Bibia ainda lembra deste poema mais de 60 anos depois. Foi distribuindo esse bilhete-poema, que a professora Sinhazinha Wanderley [Maria Carolina Caldas Wanderley - Nasceu em 30 de janeiro de 1876, em Assu (RN), e faleceu em 20 de setembro de 1954 nesta mesma cidade.] pedia um empréstimo aos amigos;
I
Pelo Cristo, pela Virgem,
Senhora da Conceição,
Me acuda nesta agonia,
Me valha nesta aflição,
Em que na bolsa não tenho
O valor de um só tostão.
II
Falta-me em casa farinha,
açúcar, pão e café,
Nesta cruenta agonia
Me valho de São José,
Santo por todos bendito
No qual tenho muita fé.
III
Você é pobre e bondosa
lhe peço de coração,
pelas mercês que recebes
na mesa da comunhão,
que clemente e compassiva
para mim estenda a mão.
IV
Tenho pena de quem sofre
Medonhas crises cruéis,
É minha alma sofredora
Que vem cair aos teus pés,
Maria por caridade
Me empreste 10mil réis.
V
São poucos dias que marco
Para vir aqui pagar
Porque os meus vencimentos
Estão prestes à chegar,
E eu irei com presteza
À você reembolsar.
VI
Rogo à Santa Terezinha,
Santa das mais milagrosas,
Que sobre você desfolhe
A minha chuva de rosas,
E lhe dê por toda a vida
Sorte das mais venturosas.
A tapuia
(anônimo popular)
- Formosa tapuia
que fazes perdida
nas matas sombrias
de agreste sertão?
As matas são frias,
tão frias e tristes,
não temes tão moça
morrer de sezão?
- Não quero carinhos,
nas matas nasci,
se delas não gostas
não fiques aqui.
- Bem sabes que as matas
são próprias pra feras
te digo deveras
que saias daqui.
Eu tenho riquezas,
escravos, engenhos,
dinheiro eu tenho,
tudo para ti.
- Não quero carinhos,
não tenho ambição,
de nada preciso
aqui no sertão.
- Se fosses comigo
pra minha cidade
de certo tapuia
tu serias minha.
Vestidos de seda,
botinas de couro,
adereços de ouro
para dar-te tinha.
- Não quero carinhos
teus ouros são falsos,
meus pés não se estragam
andando descalços.
- Se queres tapuia
vestir uma saia
de fina cambraia
de um lindo balão.
Teu corpo tapuia
é lindo e bem feito
mas fica mal feito
vestindo algodão.
- Não quero carinhos,
sou pobre roceira,
só faço trabalhos
com roupa grosseira.
- Deveras tapuia,
não fiques zangada
tens cama de seda,
bordados de linho.
Vamos para o porto
tomar um conforto
um copo de doce,
um copo de vinho.
- Não quero carinhos,
sou pobre tapuia,
não bebo no copo,
só bebo de cuia.
- Deveras tapuia,
não fiques zangada,
passando trabalho
e necessidades.
Na roça, na mata,
podendo tão moça
seguindo comigo
morar na cidade.
- Não quero carinhos,
aonde se nasce
Deus manda que a vida
com gosto se passe.
Fonte: blog "As Meninas", org.: Renato Medeiros - Açu-RN
OVA DE CURIMATÃ , O CAVIAR DO NORDESTE
A ova de curimatã (peixe de água doce muito comum nos rios, açudes e barragens) é conhecida como o caviar do Nordeste ou do Sertão é facil encontrar nos bares de Natal. Vai bem tomando "umas e outras". Vejamos adiante, a receita de Adriana Lucena:
Obs: 1. você também pode colocar um galho de hortelã na metade do cozimento. 2) se quiser utilizar como recheio (tapiocas, torradinhas, tortinhas), deixe secar um pouquinho e use morna. 3) Ah! já ia esquecendo! uma pimentinha faz toda diferença - um bom molho ou umas rodelinhas de dedo-de-moça.
Bem, usei no total 1,5 litro de leite. O prato rendeu 1,8 kg, que vou usar para fazer farofas, frigideiras e o que me vier à cabeça, afinal é ova pra chuchu. Cozinhei até secar a água que realmente se formou. Cozinhei em fogo baixo durante 45 minutos. Usei hortelã picada só no final.
Postado por Fernando Caldas
Liquidificar 3 dentes de alho, uma cebola grande, um punhado de coentro, pimenta do reino moída na hora com 1 litro de leite de vaca e sal a gosto. Há quem coloque colorau e tomate, mas prefiro desse jeito aqui, mais simples. Levar ao fogo e, quando começar a ferver, colocar as ovas e ir mexendo para desmanchar os gruminhos que vão se formando. Você irá observar que a mistura vai secando e ao mesmo tempo aparecendo água. Acrescente mais leite sempre que necessário e não esqueça de mexer porque gruda na panela. Estará pronta quando não observar mais "água" e ficar um creme (uns 45 minutos). Desligue e acrescente duas a três colheres generosas de nata batida, corrija o sal e finalize com hortelã miudamente picada.
Obs: 1. você também pode colocar um galho de hortelã na metade do cozimento. 2) se quiser utilizar como recheio (tapiocas, torradinhas, tortinhas), deixe secar um pouquinho e use morna. 3) Ah! já ia esquecendo! uma pimentinha faz toda diferença - um bom molho ou umas rodelinhas de dedo-de-moça.
Bem, usei no total 1,5 litro de leite. O prato rendeu 1,8 kg, que vou usar para fazer farofas, frigideiras e o que me vier à cabeça, afinal é ova pra chuchu. Cozinhei até secar a água que realmente se formou. Cozinhei em fogo baixo durante 45 minutos. Usei hortelã picada só no final.
Postado por Fernando Caldas
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
MOISÉS SESIOM, POETA DO ASSU NO FILME", O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO"
"Poeta querido, de vida atribulada, de existência dura, de morte cruel. Vezes, horas e horas ouvi recitar versos de Sesiom, recordando a boemia, vivendo o anedotário, rico de episódios chistosos", escreveu o folclorista, escritor Câmara Cascudo.
Francisco Amorim biografo de Sesiom, escreveu o livro póstumo best-seller em segunda edição intitulado 'Eu conheci Sesiom'.
Sesiom imortalizou-se no filme intitulado "O Homem Que Desafiou o Diabo", 2007, baseado no romance intitulado de "As pelejas de Ojuara", do escritor potiguar Ney Leandro de Castro. O referenciado romance conta a história de Zé Araujo (Marcos Palmeira), um cacheiro viajante que foi obrigado a casar com um proprietário de uma mercearia/venda e trabalhar com o sogro, por quem foi muito humilhado. Zé, ao chegar num certo bar da cidade conheceu no balcão de um botequim do lugar, um senhor cujo nome é Sesiom. Aí, Zé fica sabendo que Sesiom é Moisés ao contrário. Logo teve a ideia de inverter o seu nome para Ojuara (Araujo ao contrário).
No vídeo acima podemos conferir o personagem Sesiom (o poeta), declamar para Zé Araújo (Ojuara), os versos conforme transcrito adiante:
Vida longa não alcanço
Na orgia ou no prazer,
Mas, enquanto eu não morrer,
Bebo, fumo, jogo e danço!
Brinco, farreio, não canso,
Me censure quem quizer!
Enquanto eu vida tiver,
Cumprindo essa sina venho,
E, além dos vícios que tenho,
Sou perdido por mulher!
Postado por Fernando Caldas
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO



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