domingo, 10 de abril de 2011


Pero Mendes de Gouveia não é um nome tão conhecido entre os natalenses. Mas o bravo lutador que resistiu à invasão holandesa no Rio Grande do Norte no século XVII foi homenageado em três ruas de intenso fluxo da capital potiguar, que têm o nome de Capitão-mor Gouveia. A mais conhecida está localizada entre a comunidade do Km 6, na Zona Oeste, e o bairro Lagoa Nova, na Zona Sul. As outras duas ficam na Praia do Meio, Zona Leste, e no conjunto Potilândia (via de acesso para a Universidade Federal do RN), na Zona Sul.



Assim como o capitão-mor citado nos livros de história do RN, outros personagens importantes dão nome a ruas tradicionais e movimentadas da capital potiguar. Bernardo Vieira de Melo, João Medeiros Filho, Prudente de Morais e Deodoro da Fonseca são outros exemplos de gente importante que é citada a cada minuto no cotidiano da cidade, mas ainda pouco conhecida quando a pergunta é "quem foi?".

A reportagem do Diário de Natal percorreu algumas dessas vias e abordou natalenses que costumam passar por elas. De 10 pessoas abordadas, apenas uma soube responder a quem o nome da rua fazia alusão: o analista de credenciamento Raphael Cortez, 27 anos, que, na Campos Sales (bairro Tirol, Zona Leste), disse à equipe que tratava-se de um ex-presidente brasileiro - o paulista foi o quarto a ocupar a cadeira, entre os anos de 1898 e 1902.

Na Avenida Bernardo Vieira, nas imediações das Quintas (Zona Oeste), a reportagem encontrou um grupo de três aposentados que moram em uma rua transversal à principal, mas costumam sentar à sombra feita por uma passarela quase todas as tardes. Nenhum deles soube dizer quem era o homem que recebera a homenagem. "Tenho curiosidade em conhecer a história, mas não sei de quem se trata", disse Francisco do Nascimento, 65 anos.

Maria de Lourdes Clementino, 68 anos, acredita que a maioria das pessoas desconhece a origem dos nomes das vias, mesmo a lei ou decreto sendo antigos. "Moro numa rua chamada Gentil Ferreira e confesso que também nãosei quem é", afirmou, rindo. Na João Medeiros Filho, Zona Norte, a reportagem abordou o auxiliar de serviços gerais Roberto dos Santos, 39 anos, que esperava a condução para ir ao trabalho. "Não sei quem foi ele".

Questionado se recordava de outros nomes de personagens históricos importantes em ruas da cidade, ele citou as avenidas Prudente de Morais e Bernardo Vieira, mas admitiu só saber dos nomes. "Sei que marcaram o país, mas não sei dizer exatamente quem foram". Roberto passou a saber que João Medeiros Filho foi um importante advogado, que, embora paraibano, chegou a ser Chefe de Polícia do RN e participou também da Intentona Comunista, movimento realizado nos anos 30.

Quem foram eles

Deodoro da Fonseca (acima)

Manuel Deodoro da Fonseca nasceu em Alagoas, em 5 de agosto de 1827, e morreu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1892. Foi um militar e político brasileiro, proclamador da República e primeiro presidente do Brasil. Sua gestão foi marcada pelo esforço da implantação de um regime republicano e por grande instabilidade política e econômica, que acabou fechando o Congresso Nacional e levando à sua renúncia.

Hermes da Fonseca

Sobrinho do marechal Deodoro da Fonseca, Hermes Rodrigues da Fonseca também ocupou o cargo de presidente do Brasil, entre 1910 e 1914. Nasceu no Rio Grande do Sul em 12 de maio de 1855 e morreu em 9 de setembro de 1923. À frente do país, enfrentou a Revolta da Chibata, e, durante seu governo, foi editado um decreto instituindo o uso da faixa presidencial, sendo ele mesmo o primeiro a usá-la e passá-la a seu sucessor.

Prudente de Morais

Prudente José de Morais e Barros nasceu em 4 de outubro de 1841 em São Paulo e morreu em 13 de dezembro de 1902. Foi advogado,primeiro governador do estado onde nasceu, senador, presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1891 e terceiro presidente do Brasil, tendo sido o primeiro político civil a assumir este cargo e o primeiro a fazê-lo por força de eleição direta.

Bernardo Vieira

Bernardo Vieira de Melo, nascido em Pernambuco, em 1658, foi um sertanista brasileiro. Foi militar desde 1675 e recebeu patente de capitão-mor de Iguaçu em 17 de novembro de 1691. Participou da guerra do Quilombo dos Palmares e foi nomeado capitão-mor do Rio Grande do Norte, em 25 de setembro de 1709. Foi morto na cadeia, em 1718.

Campos Sales

Paulista nascido em Campinas em 1844, Campos Sales era bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo e ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873. Em 1º de março de 1898, foi eleito Presidente da República. Campos Sales sucedeu, em 15 de novembro de 1898, o presidente Prudente de Morais, em uma época quea economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 7 de abril de 2011

POESIA

E essa carta esperada
que dizia somente,
simplesmente:
- "Consola-te. Afinal não há mais nada"
- Não há mais nada? E o coração da gente?

João Lins Caldas, poeta do Açu-RN

POESIA

Minha !!!!

Eu vi tua boca provocando a libido- quis beijar, eu quis você!

Querer em doses exageradas de desejo.
...O meu querer escorre- corre e lava quando atendido.

A minha vontade é a tua- você é minha estrada de espinhos e flores.
Eu te amo sem razão nem lei.

Não vamos esquecer esse momento que voa- um efémero instante.

Que seja tu- a minha vida!
Minha migalha de amor- de prazer.

Gosto quando me adivinhas- quando aos poucos vasculhas os meus cantos.
Gosto quando te reencontro- depois de um aceno da alma.

Quanto devaneio- delírios, e muito mais eu quero!

Eu quero descrever a felicidade- acordar os sentidos.
Eu quero me entender com a tua boca- com teu corpo, e que a mente não complique.

Ofereço o tempo para gastar na sua frente, é tudo o que tenho, dentro do que é seu.

Eu- sou teu!

.Vinicius.C

(Poema para Jaqueline.P.B)

Petrópolis- 05/04/2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CHICO TRAIRA, POETA POPULAR

"Chico Traira" era poeta popular, cordelista, repentista, cantador de viola dos melhores do Nordeste. Eu tive o prazer de ter convivido com ele na cidade de Açu-RN, na década de oitenta. Pois bem, certa vez, viajando na carroceria de um caminhão com destino a cidade de Macau, interior potiguar, em companhia do seu colega "Patativa", escutou aquele amigo reclamar da viagem em razão da trepidante estrada esburacada, dizer a frase adiante: "Chico: eu acho que a nossa viagem não está muito sublime!" Traira pegou na deixa, dizendo no melhor de sua criatividade poética:

Se o amigo não está
Achando a viagem boa
Você é pássaro, eu sou peixe
Eu mergulho e você voa
Você volta para o ninho
E eu volto à minha lagoa.

[Traira: Peixe de água doce muito comum nos rios, açudes e lagoas do Nordeste]
[Patativa: Pássaro de canto melódico e suave]

De outra feita, na cidade de Areia Branca (RN) cantando com outro afamado poeta violeiro chamado Manoel Calixto, cantoria realizada na casa de um amigo, Traira fora desafiado por Calixto com a seguinte estrofe:

Aviso ao dono da casa
Que não vá fazer asneira
Tenha cuidado em Traira
Que ele tem uma coceira
Se não quiser que ela pegue
De manhã queime a cadeira.

Chico retrucou:

Você é que tem coceira
Dessas que rebenta a calça
Está tomando por dia
Dezoito banhos de salsa
Quando a coceia se dana
Num dia acaba uma calça.

Certa vez, Câmara Cascudo recebendo homenagens na UFRN, Chico Traira, "o mestre do repente e da viola" presente, homenageou aquela figura [que se tornou por merecimento, o escritor potiguar mais conhecido no mundo] com os versos seguintes:

Eis o doutor Cascudinho.
Que valoroso tesouro!
Lá no sertão também tem,
Cascudo, aranha e besouro.
Os de lá não valem nada.
Mas este aqui vale ouro.

Fernando Caldas

Cicatriz - Mariano Tavares


" No Cordel "

Foi nesse fio encantado
o começo desse amor
Era um poema cantado
...só na voz do cantador
Nos cordões pendurados
balançados pelo vento
Ficavam ali desassuntados
à espera do momento
Que botão desabrochado
pudesse virar em flor
E que fossem recontados
por outras vozes...
do amor!!!Ver mais


(Reinalto Correia)
Imagem do Facebook de um amigo.

POEMA

Na boca de uma mãe anda uma prece
Que as horas da noite andam murmurando...
- Meu filho, ninguém te esquece...
Esquece, mãe, também se vai cantando.


...Mas para salvar teu coração criança,
Teu doce coração de ingenuidade...
Mãe, que saudade!...


Acalenta e vai dizendo essa esperança.


[Fca no mundo ainda maudade
Para matar essa esperança}.


Mas, é verda, isso tudo é verdade


(João Lins Caldas, poeta potiguar de Açu)
random image

Um crime contra a natureza

O vale do Açu, já foi detentor da maior área de carnaubeira nativa do mundo, atualmente por ação irresponsável do homem, priorizando a ganância e o irrequecimento, vem paulatinamente devastando a planta que é considerada a árvore da vida, da carnaúba tudo é aproveitavel, tem serventia na choupana do pobre e no sobrado do rico, sua matéria prima utilizado na indústria de transformação, acelera o desenvolvimento, o progresso industrial das grandes potências do mercado consumidor.

As nossas áreas devastadas, vem causando um tremendo impacto ambiental, provocando grandes erosões e diminuido o teor de oxigênio tão saudável a vida humana.

O vale tem hoje apenas 30% da sua área de carnaubeira viva, fixada ao solo, resistindo a fúria criminosa da ação do homem, tentando substituir do ecossistema natural a sua presença para produzir outras culturas comerciais em seu lugar...

Basta de agessão a natureza, arrancar uma carnaúba do solo, será igualmente atacar uma vida indefesa... Vamos preservar nossas reservas, antes que seja tarde demais!

Postado por AluízioLacerda



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