terça-feira, 12 de abril de 2011

PRAIA DE AREIA PRETA ANTIGA - NATAL

Antiga fotografia da Praia de Areia Preta, Natal-RN

Por *Renato Caldas

Na Areia Preta,
Quando a gente se agazaia,
Pelas peneiras das páia,
Vê-se a lua passiá.
N'arma da gente, a sódade
Se arvoróça,
Debaixo dessa paióça,
Nossa dô, pôe-se a chorá.

Na Areia Preta,
Quando a noite, a lua é cheia,
No lençó branco da areia,
Ela vai se agazaiá...
E no rochêdo,
Onde a onda se debruça,
Parece que o má soluça
Com ciúme do luá.

Essa tormenta,
Omenta minha tristeza
Contemprando a Fortaleza,
Chóro em vão a minha dô.
Enquanto a lua,
Se penéra pelas páia,
Daquela casa de práia
Onde móra meu amô.

*Renato Caldas (1902-1991) era poeta potiguar do Açu, um dos responsáveis [junto com Catulo da Paixão Cearense, autor da famosa canção Luar do Sertão] pela introdução da poesia matuta na Literatura Popular Brasileira.

Postado por Fernando Caldas

INFORMAÇÕES DO AÇUDE DE PATAXÓ

http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/small/23336713.jpg
O Açude público de Pataxó já começou a sangrar por volta de 10 horas da manhã de hoje. E ainda não temos informações da cota.

Com infomações Radio Princesa do Vale 

Fonte: Blog do Juscelino França, às 14h16

Postado por Fernando Caldas

Flores tropicais na páscoa; Para ir além do chocolate



As flores tropicais têm como principal característica sua beleza e durabilidade. Muitas espécies não são nativas do Brasil, mas nossa condição climática contribuiu para o desenvolvimento de novas espécies e produção em larga escala de flores de excelente qualidade. A diversidade de formas, cores e a durabilidade que elas apresentam são características importantes para a arte floral, o que tem proporcionado um significativo aumento no consumo destas espécies no Brasil e fora dele.
A região Nordeste do Brasil é a maior produtora de flores tropicais do país, sendo que no Rio Grande do Norte são encontrados importantes produtores de flores tropicais, que se destacam pela variedade e abundância de produção. Tanto, que sentiram a necessidade de se reorganizar no sistema de cooperativismo e criaram a Potyflores (Cooperativa dos produtores de plantas e flores tropicais do Rio Grande do Norte) que funciona na Ceasa de Natal. Ao todo, somando todos os proprietários, são de 15 hectares de plantações, que geram mais de 100 empregos diretos nos 13 municípios em que a cooperativa atua.
Estas plantas são muito apreciadas em arranjos florais e nos jardins devido à rusticidade e ao valor ornamental que apresentam. Além disso, têm a vantagem de serem mais duradouras do que as flores mais tradicionais. “Ao contrário das temperadas, que duram de cinco a sete dias, as flores tropicais podem durar até 20 dias”, informou João Maria Medeiros, produtor e um dos diretores da Potyflores.
Páscoa
Com a aproximação da páscoa a cooperativa oferece ótimas propostas de presentes, para ir além do chocolate. “Estamos oferecendo arranjos em vários tamanhos, buquês, cestas com arranjos e flores e folhagens tropicais em hastes. Os arranjos poderão ser confeccionados na hora com a adequação que o cliente desejar” explica Adriana Duarte, gerente da loja. O pagamento, por ocasião da páscoa, pode ser feito com cartões Visa ou Master dividindo em até três vezes. À vista, há um desconto de até 5% para compras acima de R$ 100,00.
Com reportagem de Larissa Moura
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Postado por Fernando Caldas

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PRA RECORDAR - VELHOS CARNAVAIS DO AÇU-RN

Foto de Jaci Dantas. Da direita: Carminha Magalhães, Fátima Dantas, Ana Maria Caldas, Rita Lacerda, Lúcia Dantas, Mayre, Ana Lúcia galizza e Angela Santos. (Começo da década de setenta). 

DO FUNDO DO BAÚ - ANTIGOS FUNCIONÁRIOS DO BB DE AÇU-RN


Foto de Jaci Dantas

OBOTEQUEIRO

Após uma breve parada, o jornal Obotequeiro volta às ruas com uma edição em homenagem ao roqueiro Reinaldo Azevedo. O lançamento será feito neste sábado (16) a partir das 16h na AABB. Este será o sexto número do jornal, que tem por finalidade resgatar figuras importantes da boemia natalense e fortalecer a cultura de boteco no nosso Estado.


Além da nova edição o jornal inaugura o Obotequeiro Clube, que será um bar sazonal que rec...eberá uma vez por mês os leitores, colaboradores e parceiros do nosso periódico. O boteco abrirá suas portas nesse sábado (16) e terá como atrações o rock'roll do For Sale e da Banda dos Anos 60 e o som do Dj Berto.

O evento terá 200 LITROS DE CHOPP FREE. Degustação de Jagermaister, Mexicana Ice, Syn Lemon Ice e energético BadBoy.

Ingressos promocionais até o dia 15/04 – R$ 15,00 para mulheres; R$ 20,00 para homens.

Vendas:

Gringos Bar – Av. Praia de Ponta Negra, 9012 loja 2 - Ponta Negra
88236289

Emy Som – Av. Princesa Isabel com a Rua General Osório – Centro
3211.2419

Hiper Banca – Av. Nascimento de Castro com a Av. Jaguarari – Lagoa Nova
3213.1697

Fonte: Obotequeiro



Imagem do Facebook de uma amiga

JORGE FERNANDES, UM DOS PIONEIROS DA POESIA MODERNA NO BRASIL

O poeta natalense Jorge Fernandes [1887-1953] é considerado um dos precursores da poesia moderna brasileira. O seu livro de estréia intitulado Livro de Poemas fora editado em 1927, constituido de quarenta poemas [versos  brancos, emancipados de métricas]. Do referenciado livro, vamos encontrar o poema sob o título Manhença, que diz assim para o nosso deleite:

O dia nasce grunindo pelos bicos
Dos urumarais...
Dos azulões... da asa branca...
Mama o leite quente que chia nas cuias espumando...
Os chocalhos repicam na alegria do chouto das vacas...
As janels das serras estão todas enfeitadas
De cipó florado...
E o coên! coên! do dia novo —
Vai subindo nas asas peneirantes dos caracarás...
Correndo os campos no mugido do gado...
No — mên — fanhoso dos bezerros...
Nas carreiras da cutias... no zunzum de asas dos besouros,
das abelhas... nos pinotes dos cabritos...
Nos trotes fortes e luzidos dos poltros...
E todo ensangüentado do vermelhão das barras
Leva o primeiro banho nos açudes
E é embrulhado na toalha quente do sol
E vai mudando a primeira passada pelos
Campos todo forrado de capim panasco..

Postado por Fernando Caldas





CELESTE (a uma criança)


Por Auta de Souza, poeta sonetista potiguar de Macaíba

Eu fiz do Céu azul minha esperança
E dos astros dourados meu tesouro...
Imagina por que, doce criança,
Nas noites de luar meus sonhos douro!

Adivinha, se podes, quanto é mansa
A luz que bóia sob um cílio de ouro.
E como é lindo um laço azul na trança
Embalsamada de um cabelo louro!

Imagina por que peço, na morte,
— Um esquife todo azul que me transporte,
Longe da terra, longe dos escolhos...

Imagina por que... mas, lírio santo!
Não digas a ninguém que eu amo tanto
A cor de teu cabelo e dos teus olhos!

Postado por Fernando Caldas



Omissão não é crime, é pecado

O ser humano como semelhança divina não é exemplo, deve servir de modelo, algo que possamos nos espelhar, copiar virtudes, imitar bondades sem omitir defeitos, fazer isso não é crime algum, preservar erros, repeti-los será um grande pecado.

Com este perfil me sinto um ser capaz de agir sem medo de errar, busco nas minhas atitudes o acerto que desejo praticar, sou as vezes extremamente excessivo, principalmente nos fatos da verdade e da razão, gosto de escrever o que penso, publiicar o que vejo, sem que isso venha me dar lucros ou prejuizos. Sou um amante da sinceridade, do respeito mútuo, da gratidão, do reconhecimento solidário, sem troca de benesses, tudo por um gesto afetivo de honestidade, valor intrínseco do meu habitual comportamento doméstico, nascido na convivência familiar, legado que se traduz em orgulho e que será sempre por mim cultuado.

Sou um ser áspero quando o momento exige, dócil quando preciso, valente e mofino em ocasiões, sem usar o perverso e a abominável praticidade da covardia.

Quem me conhece, sabe dos meus valores, nem por isso, quero dizer a ninguém que sou superior, mais forte ou mais decente, sou simples, amigo, fraterno, sem que abusem da minha tolerância.

A nossa vida é movida por inquietudes, indignação, repúdio, revoltas e insatisfações que devcemos associar aos nossos sonhos, a nossa forma de ver as coisas, de escrever e dá transparência aos fatos que devemos priorizar.

Portanto, vamos juntos escrever, propor, argumentar e sonhar!

Escrito por aluiziolacerda

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.