quinta-feira, 7 de julho de 2011

Por Cristina Costa

de quem está ausente.
É chorar sem querer, vagar e sofrer.
dos momentos felizes que serão eternos.

É querer que o tempo retroceda
rebuscando no emaranhado das memórias,
os momentos inesqueciveis.Ver mais

quarta-feira, 6 de julho de 2011








Vida!!

Muitas vezes, vemos nossas vidas,se esvaírem,
Por nossas mãos,
Muitas vezes, permitimos nos distanciar dela...
Como um filme que não nos pertence,
Vida!! valor incalculável,incomparável,
Desprezado por muitos...
Valorizada por poucos,
Vê as flores, o sol, a beleza da lua...
E não a enxerga verdadeiramente,
Tem em suas mãos a verdade mais profunda,
que é a vida e a despreza...
Cuide, enxergue enquanto pode,
O caminho que ela lhe leva é ...
O mais belo e prazeroso caminho,
Pra ti, pode ser curto,
mas espere ela só está te mostrando,
o começo...

Por Lilian Palmieri

segunda-feira, 4 de julho de 2011

POESIA


MULHER

Perguntas-me quem sou? Sou a Beleza.
Sou a forma ideal da Natureza.
Da razão sou a luz.
Sou o porto onde o náufrago descansa.
Sou Pandora guardando a esperança
Sou a Virgem chorando ao é da cruz.

Sou a Ciência – o livro que ensina.
Sou a lâmpada que os lares ilumina
E a flor dos gineceus.
Mas acima do que sou enaltecida.
Sou o seio nutriz gerando a vida
E a mais pura criação das mãos de Deus.

Sou acalanto-a mão que embala o berço.
Sou a mais lírica expressão de um verso...
Sou Aspásia e Ester...
Sou mistério nas coisas mais secretas.
Sou a Musa de todos os poetas.
Sou deusa. Sou encanto. Sou MULHER!

Por Zilma Ferreira Pinto

domingo, 3 de julho de 2011



Por João Lins Caldas

O lar que eu moro. O lar

Asas de colibri
Cheiro de rosas...
Mas se acordo não moro.
Consentirás que eu more:
Se contigo morar.



sábado, 2 de julho de 2011

LÍDERES? PROCURÊMO-LOS! ACHARÊMO-LOS?


Públio José  – jornalista
(publiojose@gmail.com)

Os líderes estão deixando a cena. Tornando, lamentavelmente, a cada dia, o campo da liderança mais pobre. E nós, que estávamos acostumados com a presença de lideranças fortes no contexto político, nos sentimos, na medida da passagem do tempo, cada vez mais carentes de pessoas com capacidade de liderar, de exercer influência, de apontar novos caminhos, novos rumos. A árida realidade atual está difícil de aceitar, principalmente para os que chegaram a alcançar o exercício de lideranças marcantes como Getúlio, Prestes, Juscelino, Lacerda – e, no plano local, com nomes como José Augusto, Dinarte e Aluísio. Com todo respeito àqueles que estão despontando no cenário político, buscando, logicamente, ocupar espaços antes desbravados por lideranças que se foram, o nosso sentimento é de orfandade. Afinal, onde estão as lideranças? Qual o motivo de tamanho sumiço?

Na verdade, o que se presume, é que a marca da liderança esteja sendo modificada em sua essência. Pois é interessante se notar que hoje em dia, com as facilidades advindas da enorme diversidade de fontes de informação, está realmente difícil catalogar alguém como líder. Antigamente, pouco se conhecia do dia a dia, da rotina, das deficiências das lideranças. Tudo era envolto em um desconhecimento quase absoluto a respeito da individualidade e dos aspectos negativos que constituíam a personalidade dos líderes. Chegava a haver até um certo mistério cercando essas pessoas, uma aura que atingia as raias da santidade e da devoção, principalmente da parte dos segmentos mais carentes. Em relação a Getúlio Vargas, por exemplo, havia, nascido no seio do grande público, um relacionamento praticamente de pai para filho. Não é à toa que Getúlio era tido com o “pai dos pobres”.

Hoje em dia, as coisas se passam de maneira diferente. Quando alguém mal ascende ao patamar da fama, com chances reais de ser encarado como uma nova liderança, os veículos de comunicação se encarregam, escarafunchando a sua vida, de mostrá-lo por inteiro perante a opinião pública, exibindo com mais ênfase os aspectos negativos de sua personalidade, desconstruindo, com isso, o doce encanto que as pessoas passaram a lhe cultivar. Além disso, outros fatos se encarregam de demonstrar que não somente a cobertura da mídia em torno das personalidades faz a diferença nos dias atuais. E um desses fatos, se não o principal, diz respeito à tomada de atitudes e à defesa de bandeiras. Pois, hoje em dia, raramente, se vê alguém numa posição de destaque defendendo alguma causa. As personalidades de hoje são mais famosas pelas frivolidades que consomem do que propriamente pelas idéias que professam.

Na rotina dos famosos, o culto ao corpo, os passatempos estéreis, as mudanças constantes nos relacionamentos amorosos, e outras atividades igualmente não edificantes – mas, lamentavelmente, em permanente holofote na mídia – se encarregam de fazer a fama ser vivida sem compromisso social e em permanente estado de alheamento com a realidade. No campo político pior ainda. A esperteza, a corrupção, a roubalheira, a falta de conteúdo ideológico fazem das pretensas lideranças políticas modelos negativos para se seguir e para se espelhar. E o que mais incomoda nelas é a falta de tomada de posições. Ficam, na maior parte do tempo, em cima do muro, esperando o melhor momento para se posicionar e recolher, com isso, um bom dote de vantagens. É tempo, portanto, de saudades (pelos que se foram) e de espera no futuro. Por sinal, será um bom negócio cultivar a esperança?

Postado por Fernando Caldas












































Por Lilian Palmieri

Sol e Mar!!
Enquanto o sol brilhar,
Não deixarei a esperança esmorecer...
Enquanto houver água no mar,
Não deixarei de acreditar...
No amor sem dor,
Na alegria de um sorriso,
Na doçura das crianças...
Sim, há esperança,
Enquanto o sol brilhar,
Não deixarei de acreditar na bondade do ser humano,
Enquanto houver água no mar,
Há esperança...
no mundo, na vida, na alegria,
na pessoas, no amor sem dor,
na cura absoluta...
Cura da dor, da tristeza, da desonestidade,
Da indiferença...
Enquanto o sol brilhar,
enquanto houver água no mar...
Eu vou acreditar!!!

Postado por Fernando Caldas

 
 
 
 
 
 
 
 
Por Cristina Costa
 
Amigo
é um Anjo que está sempre
ao nosso lado
mesmo que na distância.

É aquele
que compartilha
as nossas alegrias
e minimiza nossas tristezas.

Amigo
é aquele que se cala
nas horas certas,
e em silêncio nos diz tudo.

É aquele
que, nos aceita,
não pelo que temos,
mas pelo que somos!
Amigo verdadeiro é Anjo, é Paz, é Tudo.

CAUBY PEIXOTO NO TEATRO RIACHUELO

Cauby Peixoto - 60 Anos de Música - se apresenta no próximo dia 15 de julho às 21h no Teatro Riachuelo. O Show tem abertura de Camila Masiso.

Postado por Fernando Caldas


Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu no dia 28/5/30, a bordo de um navio que fazia rota de Salvador ao Rio de Janeiro. O ex-presidente da república morreu neste sábado, aos 81 anos de idade. Itamar Franco foi diagnosticado com leucêmica em 21 de maio de 2011, mas seu estado de saúde se complicou no dia 27 de junho, quando contraiu uma pneumonia grave.

Lula Marques/Folha Imagem/ março de 1998

Segunda Feira Carnaubais será o Municipio do Projeto Minha Cidade


Segundo informações prestadas por Ludmilla Lacerda da equipe de produção de Inter TV Cabugi ao blog, segunda feira Carnaubais será a cidade veiculada no projeto Minha Cidade.

A agenda do municipio sofreu uma antecipação, estava previsto para o dia oito de julho uma sexta feira, mas uma revaliação de pauta dos produtores, colocaram nossa cidade para este dia 4 de Julho, segunda feira a partir do meio dia.

[Do Blog de Aluiziolacerda]

sexta-feira, 1 de julho de 2011


VERGONHA QUE NÃO TENHO DE SER NORDESTINA
Sheila Raposo - Jornalista
Cultivado entre os cascalhos do chão seco e as cercas de aveloz que se perdem no horizonte, cresceu, forte e robusto, o meu orgulho de pertencer a esse pedaço de terra chamado Nordeste.
Sou nordestina. Nasci e me criei no coração do Cariri paraibano, correndo de boi brabo, brincando com boneca de pano, comendo goiaba do pé e despertando com o primeiro canto do galo para, ainda com os olhos tapados de remela, desabar pro curral e esperar pacientemente, o vaqueiro encher o meu copo de leite, morninho e espumante, direto das tetas da vaca para o meu bucho.
Sou nordestina. Falo oxente, vôte e danou-se. Vige, credo, Jesus-Maria e José! Proseio com minha língua ligeira, que engole silabas e atropela a ortoépia das palavras. O meu falar é o mais fiel retrato. Os amigos acham até engraçado e dizem sempre que eu “saí do mato, mas o mato não saiu de mim”. Não saiu mesmo! E olhe: acho que não vai sair é nunca!
Sou nordestina. Lambo os beiços quando me deparo com uma mesa farta, atarracada de comida. Pirão, arroz-de-festa, galinha de capoeira, feijão de arranca com toucinho, buchada, carne de sol... E mais uma ruma de comida boa, daquela que, quando a gente termina de engolir, o suor já está pingando pelos quatro cantos. E depois ainda me sirvo de um bom pedaço de rapadura ou uma cumbuca de doce de mamão, que é pra adoçar a língua. E no outro dia, de manhãzinha, me esbaldo na coalhada, no cuscuz, na tapioca, no queijo de coalho, no bolo de mandioca, na tigela de umbuzada, na orêa de pau com café torrado em casa!
Sou nordestina. Choro quando escuto a voz de Luiz Gonzaga ecoar no teatro de minhas memórias. De suas músicas guardo as mais belas recordações. As paisagens, os bichos, os personagens, a fé e a indignação com que ele costurava as suas cantigas e que também são minhas. Também estavam (e estão) presentes em todos os meus momentos, pois foi em sua obra que se firmou a minha identidade cultural.
Sou nordestina. Me emociono quando assisto a uma procissão e observo aqueles rostos sofridos, curtidos de sol do meu povo. Tudo é belo neste ritual. A ladainha, o cheiro de incenso. Os pés descalços, o véu sobre a cabeça, o terço entre os dedos. O som dos sinos repicando na torre da igreja. A grandeza de uma fé que não se abala.
Sou nordestina. Gosto de me lascar numa farra boa, ao som do xote ou do baião. Sacolejo e me pergunto: pra quê mais instrumento nesse grupo além da sanfona, do triangulo e da zabumba? No máximo, um pandeiro ou uma rabeca. Mas dançar ao som desse trio é bom demais. E fico nesse rela-bucho até o dia amanhecer, sem ver o tempo passar e tampouco sentir os quartos se arriando, as canelas se tremelicando, o espinhaço se quebrando e os pés se queimando em brasa. Ô negócio bom!
Sou nordestina. Admiro e me emociono com a minha arte, com o improviso do poeta popular, com a beleza da banda de pífanos, com o colorido do pastoril, com a pegada forte do côco-de-roda, com a alegria da quadrilha junina. O artista nordestino é um herói, e nos cordéis do tempo se registra a sua história.
Sou nordestina. E não existe música mais bonita para meus ouvidos do que a tocada por São Pedro, quando ele se invoca e mete a mãozona nas zabumbas lá do céu, fazendo uma trovoada bonita que se alastra pelo Sertão, clareando o mundo e inundando de esperança o coração do matuto. A chuva é bendita.
Sou nordestina. Sou apaixonada pela minha terra, pela minha cultura, pelos meus costumes, pela minha arte, pela minha gente. Só não sou apaixonada por uma pequena parcela dessa mesma gente que se enche de poderes e promete resolver os problemas de seu povo, mentindo, enganando, ludibriando, apostando no analfabetismo de quem lhe pôs no poder, tirando proveito da seca e da miséria para continuar enchendo os próprios bolsos de dinheiro.
Mas, apesar de tudo, eu ainda sou nordestina, e tenho orgulho disso. Não me envergonho da minha história, não disfarço o meu sotaque, não escondo as minhas origens. Eu sou tudo o que escrevi, sou a dor e a alegria dessa terra. E tenho pena, muita pena, dos tantos nordestinos que vejo por aí, imitando chiados e fechando vogais, envergonhados de sua nordestinidade. Para eles, ofereço estas linhas.
Postado por Fernando Caldas

[Texto enviado por Mário Amorim]

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO