segunda-feira, 25 de julho de 2011













FLOR ALADA


A lua irrompe a convite da noite
Resta ainda uma rosa acordada
O vento sopra e a estremece inteira
Transfigurando-a em uma flor alada

Ao som de sussurros bailam ao luar
Não há testemunhas, dorme o jardim
Aurora anuncia a necessária despedida
Beijam-se no fim ao som de um bandolim

O sol inflige o podar das asas
A flor silente respira o ar da solidão
Na lembrança o aroma da cumplicidade
Nenhuma dança de amor é em vão...

Luciana Dimarzio








sábado, 23 de julho de 2011

Curso de Artesanato: Como trabalhar a fibra da Banana



Está sendo realizado na comunidade de Picada, o curso de Artesanato sobre como trabalhar a fibra da banana. 25 mulheres, agricultoras familiares estão participando do curso que tem como objetivo, qualificação profissional, gera emprego e renda, inclusão e fixação das pessoas no campo.

O curso tem duração de 15 dias com a carga horaria de 60 horas e é ministrado pela VALER (Assú), a realização é da secretaria de assistência social e o apoio da Prefeitura Municipal de Ipanguaçu.

Veja os belos trabalhos feitos por estas artesãs:

[Do Blog de Juscelino França]




Texto de Pedro Simões [transcrito do seu Facebook]

POR QUE SE FORAM DE REPENTE?
Já estertores do dia comemorativo do amigo, ofereço para deguste sensível da comunidade fraterna do FB, a "Pavana para um amigo ausente", composta por Augusto Severo Neto em louvor de outro destacado acadêmico da Confraria Boêmia e Literária Natalense, Berilo Wanderley, o grande cronista, que dividiu com Wanflan de Queiroz e Sanderson Negreiros o laurel de os inexcedíveis cronistas dessas plagas do Potenvi. Os dois - poeta e cronista homenageado - estão encantados nos mais altos planos astrais. Que o bom Deus os tenha sob seus cuidados como menestréis celestes.  

PAVANA PARA UM AMIGO AUSENTE

Poeta, meu bom poeta,
de outras plagas agora
bebendo vinho de nuvem
comendo queijo de aurora
tira-gosto de ambrosia
numa bodega celeste
bandeja de estrela d'alva
som de sino, rosa alpestre
largo balcão de arco-íris
lareira de sarça ardente
Poeta, meu bom poeta
por que foste de repente?

Ainda havia tanta coisa
a fazer, meu bom poeta,
tanta taça ainda cheia
tanta poesia incompleta
tanta noite moça ainda
querendo ser conquistada
tanta rota de navio
sem ter sido navegada
tantas esquinas da vida
tanta estrada, tanta trilha
tanto samba a ser cantado
só uma Maria Emilia
mulher, companheira, amante
namorada, colombina
parceira multiplicante
fêmea madura, menina
sabendo ser madrugada
gargalhada, riso quente
que teve o riso partido
quando te sentiu ausente
Poeta, meu bom poeta,
por que foste de repente?

Poeta, meu bom poeta,
amigo de muita vida
te recordo, luminoso
voz macia, taça erguida
pierrot chapliniano
mestre-sala, companheiro
bigode parnasiano
coração de mundo inteiro
cantor de terra de Espanha
andaluz e Iorqueano
navegador de serestas
navegando a todo pano
ergo a taça dolorida
à tua presença ausente
Poeta, meu bom poeta,
por que foste de repente?





sexta-feira, 22 de julho de 2011

POESIA



Quantas injustiças
podem ser esquecidas
num abraço de um amigo.

Abraça-me.
Toma-me para perto do teu corpo
com um abraço eterno.
Daqueles que fazem parar o tempo.
Dos puros.

Dos abraços que amam.
Que choram.
Que confidenciam.
Que transmitem força e segurança.

Dos abraços que nos mimam
e nos fazem sentir melhor.
Dos abraços que só nós conhecemos.
Dos secretos.
E dos mágicos.

Dos perfeitos.
Dos que nos fazem sorrir a alma.
Dos que nos aconchegam.
Dos abraços suaves e doces.
Dos abraços que riem.

Dos nossos abraços.
Só nossos.



Por Cristina Costa

O MAIS NOVO LIVRO DE AGNELO ALVES



Clique na imagem.

quinta-feira, 21 de julho de 2011



HORAS

Por Virgínia Vitorino, poeta portuguesa [1895-1967]

Tem cada hora uma decifração.
As horas falam e têm gestos, côres,
Na hora da manhã - vê que esplendores! -
É diferente a sua vibração.


Repara bem na hora dos amores,
É um coração com outro coração,
Tem a hora maior palpitação.
Tem vida, movimentos e langores.


É cada hora um livro, e cada qual
da sua forma o lê: Ou bem ou mal.
- Horas que vão e que não voltam mais!


Para mim há só duas. Males... bens,,,
É a hora dourada em que tu vens,
e a hora dolorosa em que te vais.


Postado por Fernando Caldas

CITAÇÃO

"A única vantagem da solidão é poder entrar no banheiro e deixar a porta aberta".

Por Antônio Maria, cronista [n. Recife, 1921- m. Rio de Janeiro 1964]

Postado por Fernando Caldas

Natal - Encruzilhada do mundo - Parte 2

Imagem do Mural/Facebook de Pedro Simões

HUMORISTA CEARENSE SE APRESENTA EM ASSU NO PRÓXIMO DIA 28

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO