quinta-feira, 4 de agosto de 2011
FLOR DO AMOR
Quero te ofertar a flor
Dos beijos que plantei em tua boca.
Tem o perfume suave do amor
E a ternura de almas se encontrando.
Quando vires a flor entreaberta,
Lembra-te, querido amor,
Das lágrimas que a regaram.
E sentirás, quando beijá-la,
Um amargo sabor de sal
Que as pétalas trêmulas captaram.
Maria Eugênia Montenegro, poetisa potiguar do Assu.
Quero te ofertar a flor
Dos beijos que plantei em tua boca.
Tem o perfume suave do amor
E a ternura de almas se encontrando.
Quando vires a flor entreaberta,
Lembra-te, querido amor,
Das lágrimas que a regaram.
E sentirás, quando beijá-la,
Um amargo sabor de sal
Que as pétalas trêmulas captaram.
Maria Eugênia Montenegro, poetisa potiguar do Assu.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Pendências Uma Cidade Cenográfica
A cidade de Pendências/RN participa do filme social “MENINAS DO ARARIPE” que vai ser utilizado em campanha nacional contra exploração sexual de crianças, jovens e adolescentes.
MENINAS DO ARARIPE é o primeiro filme social Brasileiro de longa-metragem rodado em locações Itinerante em seis cidades do Estado do Rio Grande do Norte.
A equipe de produção está na cidade qualificando e selecionando atores e atrizes, jovens e adolescentes para participarem do elenco do filme.
MENINAS DO ARARIPE é o primeiro filme social Brasileiro de longa-metragem rodado em locações Itinerante em seis cidades do Estado do Rio Grande do Norte.
Através do prefeito do município, senhor Ivan Padilha foi possível fazer a parceria para produção do filme em Pendências. Para o nosso projeto social o apoio da prefeitura local vai mudar a vida de muitos jovens e adolescentes do município que vão ter mais uma opção de trabalho e renda como ator, atriz ou produtor de filmes. A ação de responsabilidade social da prefeitura também esta contribuindo para acabar com a exploração sexual de jovens e adolescentes no nosso país. Isto é um belo exemplo para que outros prefeitos da região entrem para o projeto.
A equipe de produção está na cidade qualificando e selecionando atores e atrizes, jovens e adolescentes para participarem do elenco do filme.
O cineasta EdyRocha autor e diretor do filme, sua equipe de produção do Rio de Janeiro em conjunto com o secretário de educação o senhor Cleber Luiz, o coordenador de cultura o senhor Kassio Wagner e profissionais do município realizaram as oficinas de audiovisual, arte e cidadania para os jovens e adolescentes. Foi feita a seleção e agora os jovens atores e atrizes do município vão participar das gravações que começam em agosto deste ano.
ADL - comunicações firmou parceria com o blog de Teté, postando tudo que for do interesse da administração do município governado por Ivan Padilha. A prefeitura vem dando apoio logístico a equipe do projeto, ensejando a cidade a oportunidade de galgar uma posição destacada nacionalmente com a exibição do filme produzido.
Escrito por Aluiziolacerda
Escrito por Aluiziolacerda
terça-feira, 2 de agosto de 2011
O teu corpo é o meu templo
O teu corpo é o meu templo
Deleito-me quando te vejo
Encarno o papel do pecado
Perco-me no teu olhar!
Num momento,
Em que penso em abraçar-te
Petrifico com a tua beleza
Não sou digno de ter-te
Mas no entanto,
avanço …
Hesito!
Vejo um corpo escultural
Toco-te …
que fantasia!
Mas no momento,
Dissipa-se … o pensamento!
O teu corpo é um templo - Poemas - Poemas e Frases - Luso-PoemasO teu corpo é o meu templo
Deleito-me quando te vejo
Encarno o papel do pecado
Perco-me no teu olhar!
Num momento,
Em que penso em abraçar-te
Petrifico com a tua beleza
Não sou digno de ter-te
Mas no entanto,
avanço …
Hesito!
Vejo um corpo escultural
Toco-te …
que fantasia!
Mas no momento,
Dissipa-se … o pensamento!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Senado atende a proposição de Paulo Davim e vai prestar homenagem ao historiador Câmara Cascudo
O Senado comemora, no horário do expediente que antecede a sessão plenária deliberativa de quarta-feira (3), às 14h, a passagem do 25º aniversário da morte do educador Luís da Câmara Cascudo. O requerimento solicitando o evento é de autoria do senador Paulo Davim (PV-RN).
Historiador, antropólogo, advogado e jornalista, Câmara Cascudo nasceu no dia 30 de dezembro de 1898 em Natal (RN) e morreu no dia 30 de julho de 1986 na mesma cidade. Dedicou-se ao estudo da cultura brasileira e foi professor universitário, deixando uma extensa obra, composta de mais de 150 volumes, entre os quais o Dicionário do Folclore Brasileiro(1952).
Para o senador Paulo Davim, Cascudo "é um dos mais importantes pesquisadores das raízes étnicas do Brasil, sendo considerado o papa do folclore brasileiro". Recebeu, inclusive, a alcunha de "o homem que sabe de tudo".
Entre seus livros, destacam-se ainda Alma patrícia (1921), Contos tradicionais do Brasil(1946) e Geografia do Brasil holandês (1956), que trata do período das invasões holandesas. A obra intitulada O tempo e eu(1971) - editada após sua morte - diz respeito as suas memórias.
Na política, Cascudo foi monarquista nas primeiras décadas do século 20 e, na década de 30, combateu o comunismo e as ideias marxistas, aderindo posteriormente ao integralismo brasileiro - movimento político ultraconservador encabeçado por Plínio Salgado, que fundou a chamada Ação Integralista Brasileira (AIB), partido de extrema-direita inspirado nos princípios do movimento fascista italiano.
O intelectual destacou-se como chefe regional da AIB, mas desencantou-se com o movimento integralista, demonstrando, posteriormente, durante a Segunda Guerra Mundial, antipatia ao fascismo e ao nazismo. Manteve-se, no entanto, anticomunista, e não fez qualquer oposição ao golpe militar de 64.
Apesar desse posicionamento, protegeu e ajudou diversos conterrâneos perseguidos pelos militares.
Fonte: Agência Senado
[Do Blog de Juscelino França]
Por Cristina Costa
Espalho ao vento
versos, lamentos e ais
Que vão caindo
como pétalas na corrente
Uma luz entra através da janela
É o brilho da lua
Arrepiante, sedutora, extasiante
Transportando-me ao infinito sonhador
De repente sinto
O teu doce sabor no meu ser
Teu toque na minha pela
Teu carinho e amor na minha alma
Procuro-te com as mãos
Tacteando o travesseiro
O silêncio, o vazio
Ali apenas o teu cheiro
Profundo silêncio
Eu continuo sonhando
Enquanto a lua brilha
através das nuvens
O vento
abre e fecha as janelas
ilumina o teu rosto
e o meu mundo de sonhos
enche-se de novas cores.
Que vão caindo
como pétalas na corrente
Uma luz entra através da janela
É o brilho da lua
Arrepiante, sedutora, extasiante
Transportando-me ao infinito sonhador
De repente sinto
O teu doce sabor no meu ser
Teu toque na minha pela
Teu carinho e amor na minha alma
Procuro-te com as mãos
Tacteando o travesseiro
O silêncio, o vazio
Ali apenas o teu cheiro
Profundo silêncio
Eu continuo sonhando
Enquanto a lua brilha
através das nuvens
O vento
abre e fecha as janelas
ilumina o teu rosto
e o meu mundo de sonhos
enche-se de novas cores.
40 anos sem Djalma Maranhão
Ilustração do blog.
Alexandre de Albuquerque Maranhão, Historiador
alexandremaranhao2@yahoo.com. br
Eterno exemplo de homem público. De estilo inovador, foi o único prefeito da cidade de Natal a governar sabendo ouvir e atender às reivindicações da população. Djalma Maranhão já deveria ter sido agraciado e lembrado pelos livros didáticos de história. Político honesto e íntegro cumpriu com zelo, lisura e ética suas funções enquanto esteve à frente da Prefeitura de Natal por dois mandatos, de 1956-1959 e 1960-1964, e também como legislador, quando foi eleito deputado estadual em 1954 e deputado federal, de maio de 1959 a outubro de 1960.
Jamais buscou tirar proveito do exercício dos respectivos mandatos a seu favor ou de quem quer que seja: amigos, aliados políticos ou parentes de qualquer grau. Detestava a corrupção, a falsidade e a traição. Para ele, honestidade e transparência com os recursos públicos tinha que ser regra e não exceção nem um favor do gestor e sim uma obrigação.
Portanto, não é exagero nenhum afirmar que Djalma Maranhão foi e ainda é o político mais importante da história do Rio Grande do Norte, pela sua ousadia, dignidade, caráter, coerência e capacidade administrativa com visão voltada para o futuro. Além do mais, tinha uma comunicação direta e uma estreita relação com as camadas mais pobres e carentes da cidade.
Com recursos públicos escassos, enfrentou as dificuldades administrativas com coragem, firmeza e criatividade. Sua grande parceria foi com a população. Aliás, a formulação das propostas de seu programa de governo durante a campanha eleitoral de 1960 e a execução das diversas políticas públicas, após ser eleito pelo voto direto o primeiro prefeito de Natal, tiveram a participação decisiva de diversos setores da sociedade natalense.
De personalidade forte, mas humanista por princípio, possuía uma grande sensibilidade: sabia ouvir as pessoas, suas reivindicações. Coerente e sincero, 'não levava desaforo para casa'. Vivia com intensa alegria, participava de forma efetiva das diversas manifestações populares, como o carnaval, as festas juninas, os ciclos natalinos, ou autos e folguedos folclóricos.
Sua grande capacidade administrativa de gerir os poucos recursos públicos que dispunha na época, transformou Natal num verdadeiro canteiro de obras. A cidade, antes de areia e argila vai ganhar ruas asfaltadas; galerias pluviais; iluminação a vapor de mercúrio e fluorescentes; estação rodoviária; quadras esportivas e parques infantis; pavimentação a paralelepípedos de mais de cento e vinte ruas, entre outras tantas obras importantes.
No entanto, sua extensa rotina de trabalho à frente do Executivo Municipal trazia-lhe ansiedade e insônia. Geralmente dormia pouco menos de quatro horas por noite. Resolvia então, inspecionar obras e serviços da prefeitura em plena madrugada ao volante de seu veículo, um Jipe, que batizara de "Fura Mundo".
Além da honestidade, do compromisso e respeito com o contribuinte, Djalma Maranhão notabilizou-se por implementar uma revolucionária obra de educação popular: a "Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler". Esta tornou-se símbolo da alfabetização e democratização da cultura, conhecida nacionalmente e recomendada pela UNESCO e a OEA, para a erradicação do analfabetismo nas áreas do mundo subdesenvolvido.
O golpe militar de 1964 eclode no auge da Campanha pela educação democraticamente aberta a todos, fiel à problemática brasileira e comprometida com a emancipação do Brasil e do seu povo. No dia 2 de abril daquele ano, Djalma Maranhão é deposto do cargo de prefeito de Natal e levado à prisão no 16º Regimento de Infantaria do Exército (16 RI), no bairro do Tirol.
Quais os crimes teria cometido Djalma Maranhão para sofrer tamanha arbitrariedade? Seria o "crime" de ter alfabetizado e dado ao povo pobre de Natal acesso às fontes do saber? Talvez tenha sido por causa da sua marcante administração, onde não havia negociatas nem superfaturamento de obras.
Em 15 de julho do mesmo ano, é transferido do 16 RI, para o quartel da Polícia Militar de Natal. Um mês depois, em 15 de agosto, é levado e confinado à Ilha de Fernando de Noronha. Será que existe uma explicação, no mínimo razoável para esse confinamento e essas prisões deste homem que honrou de verdade os votos da grande maioria dos natalenses e que jamais e em tempo algum desviou verbas do erário público? Talvez, quem sabe, a devida explicação esteja no fato de Djalma Maranhão ter sido um democrata e patriota e ter tido um amor indescritível pelo Brasil e pela cidade de Natal.
Em novembro de 1964, consegue asilo político na Embaixada do Uruguai, no Rio de Janeiro. Em julho de 1965, viaja para Montevidéu, onde permaneceu por seis anos, com imensa saudade de seu povo e de seu país. Esse grande líder político brasileiro sobrevivia vendendo jornais e revistas de turismo. Não aguentou a solidão e a angústia de viver longe de sua cidade Natal. Faleceu há quarenta anos, na capital uruguaia no dia 30 de julho de 1971.
Jamais buscou tirar proveito do exercício dos respectivos mandatos a seu favor ou de quem quer que seja: amigos, aliados políticos ou parentes de qualquer grau. Detestava a corrupção, a falsidade e a traição. Para ele, honestidade e transparência com os recursos públicos tinha que ser regra e não exceção nem um favor do gestor e sim uma obrigação.
Portanto, não é exagero nenhum afirmar que Djalma Maranhão foi e ainda é o político mais importante da história do Rio Grande do Norte, pela sua ousadia, dignidade, caráter, coerência e capacidade administrativa com visão voltada para o futuro. Além do mais, tinha uma comunicação direta e uma estreita relação com as camadas mais pobres e carentes da cidade.
Com recursos públicos escassos, enfrentou as dificuldades administrativas com coragem, firmeza e criatividade. Sua grande parceria foi com a população. Aliás, a formulação das propostas de seu programa de governo durante a campanha eleitoral de 1960 e a execução das diversas políticas públicas, após ser eleito pelo voto direto o primeiro prefeito de Natal, tiveram a participação decisiva de diversos setores da sociedade natalense.
De personalidade forte, mas humanista por princípio, possuía uma grande sensibilidade: sabia ouvir as pessoas, suas reivindicações. Coerente e sincero, 'não levava desaforo para casa'. Vivia com intensa alegria, participava de forma efetiva das diversas manifestações populares, como o carnaval, as festas juninas, os ciclos natalinos, ou autos e folguedos folclóricos.
Sua grande capacidade administrativa de gerir os poucos recursos públicos que dispunha na época, transformou Natal num verdadeiro canteiro de obras. A cidade, antes de areia e argila vai ganhar ruas asfaltadas; galerias pluviais; iluminação a vapor de mercúrio e fluorescentes; estação rodoviária; quadras esportivas e parques infantis; pavimentação a paralelepípedos de mais de cento e vinte ruas, entre outras tantas obras importantes.
No entanto, sua extensa rotina de trabalho à frente do Executivo Municipal trazia-lhe ansiedade e insônia. Geralmente dormia pouco menos de quatro horas por noite. Resolvia então, inspecionar obras e serviços da prefeitura em plena madrugada ao volante de seu veículo, um Jipe, que batizara de "Fura Mundo".
Além da honestidade, do compromisso e respeito com o contribuinte, Djalma Maranhão notabilizou-se por implementar uma revolucionária obra de educação popular: a "Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler". Esta tornou-se símbolo da alfabetização e democratização da cultura, conhecida nacionalmente e recomendada pela UNESCO e a OEA, para a erradicação do analfabetismo nas áreas do mundo subdesenvolvido.
O golpe militar de 1964 eclode no auge da Campanha pela educação democraticamente aberta a todos, fiel à problemática brasileira e comprometida com a emancipação do Brasil e do seu povo. No dia 2 de abril daquele ano, Djalma Maranhão é deposto do cargo de prefeito de Natal e levado à prisão no 16º Regimento de Infantaria do Exército (16 RI), no bairro do Tirol.
Quais os crimes teria cometido Djalma Maranhão para sofrer tamanha arbitrariedade? Seria o "crime" de ter alfabetizado e dado ao povo pobre de Natal acesso às fontes do saber? Talvez tenha sido por causa da sua marcante administração, onde não havia negociatas nem superfaturamento de obras.
Em 15 de julho do mesmo ano, é transferido do 16 RI, para o quartel da Polícia Militar de Natal. Um mês depois, em 15 de agosto, é levado e confinado à Ilha de Fernando de Noronha. Será que existe uma explicação, no mínimo razoável para esse confinamento e essas prisões deste homem que honrou de verdade os votos da grande maioria dos natalenses e que jamais e em tempo algum desviou verbas do erário público? Talvez, quem sabe, a devida explicação esteja no fato de Djalma Maranhão ter sido um democrata e patriota e ter tido um amor indescritível pelo Brasil e pela cidade de Natal.
Em novembro de 1964, consegue asilo político na Embaixada do Uruguai, no Rio de Janeiro. Em julho de 1965, viaja para Montevidéu, onde permaneceu por seis anos, com imensa saudade de seu povo e de seu país. Esse grande líder político brasileiro sobrevivia vendendo jornais e revistas de turismo. Não aguentou a solidão e a angústia de viver longe de sua cidade Natal. Faleceu há quarenta anos, na capital uruguaia no dia 30 de julho de 1971.
domingo, 31 de julho de 2011
FRASE DO DIA
"O homem que nunca errou é aquele que não fez coisa alguma".
Theodorico Bezerra, político potiguar [1903-1994]
Theodorico Bezerra, político potiguar [1903-1994]
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO
