quarta-feira, 27 de junho de 2012
4.5.09
Natal no Século XIX - parte I
Atheneu Norte Riograndense na Rua da Cruz (depois denominada
Av.Junqueira Ayres e atualmente Av. Câmara Cascudo).
Av.Junqueira Ayres e atualmente Av. Câmara Cascudo).
Em 1868 era publicado o ATLAS DO IMPÉRIO DO BRASIL, de autoria de Cândido Mendes de Almeida, no qual consta um mapa relativo à então província do Rio Grande do Norte. Encartadas no mesmo mapa, figuram uma planta de Natal e uma topografia do porto1. Pesquisas procedidas nos levaram a determinar o ano de elaboração do mapa: 1864, quando a província era presidida pelo Dr. Olinto José Meira.
De relance constata-se a existência, em Natal, de dois núcleos urbanos: os bairros da Cidade Alta e da Ribeira. Separando os dois bairros havia um alagado, conseqüência de um baldo, com cerca de 200 metros de extensão, construído na margem direita do Potengi, vizinho à atual Praça Augusto Severo. O alagado achava-se cortado por uma ponte, edificada no ano de 1732. Medindo cerca de 130 metros de extensão, a ponte, de madeira, fora construída sobre duas paredes paralelas, de pedra e cal, medindo cada uma quatro palmos de altura e outros tantos de largo. A ponte foi obra do mestre-pedreiro Antônio Correia, mediante contrato firmado com o Senado da Câmara do Natal (Auto de Vereação de 18 de março de 1732)
1. No tocante aos Largos e Praças existentes em Natal, o mapa estudado nos dá conta dos seguintes: a Praça da Matriz, mais conhecida como Praça da Alegria, hoje Praça Padre João Maria; a Praça de Santo Antônio, defronte à igreja do mesmo nome; a Praça do Palácio, hoje denominada de Praça André de Albuquerque; o Largo do Quartel, por detrás do atual Colégio Winston Churchill, estendendo-se até a Avenida Junqueira Ayres, hoje Avenida Câmara Cascudo; o Largo do Rosário, ao lado direito da Igreja do mesmo nome.
As igrejas apresentadas no mapa correspondem às de Nossa Senhora da Apresentação, de Nossa Senhora do Rosário, de Santo Antônio, e do Bom Jesus, todas elas ainda existentes e em pleno funcionamento.
O mapa de 1864 também focaliza os prédios públicos, em número de onze: o Palácio do Governo, na Rua da Conceição, demolido em 1914 para ceder espaço à atual Praça Sete de Setembro;
2 – A Assembléia Provincial, que ocupava o 1º andar de um edifício (demolido em 1865), também na Rua da Conceição, no ponto hoje ocupado pelo Palácio Potengi;
3 – A Câmara Municipal, cujo prédio foi derrubado em 1911, localizada no terreno hoje correspondente à casa nº 604 da Praça André de Albuquerque;
4 – A Tesouraria da Fazenda, cujo edifício foi demolido em 1875. Ficava no local onde hoje existe o Memorial Câmara Cascudo;
4 – A Tesouraria da Fazenda, cujo edifício foi demolido em 1875. Ficava no local onde hoje existe o Memorial Câmara Cascudo;
5 – A Tesouraria Provincial, ocupando o andar térreo do edifício da então Assembléia Legislativa;
6 – A Alfândega, na atual Rua Chile, no local onde se encontra a Capitania dos Portos;
7 – O Atheneu, no mesmo ponto onde hoje existe a Secretaria Municipal de Finanças, na Avenida Junqueira Ayres, hoje Avenida Câmara Cascudo;
8 – O Quartel de Linha, demolido para construção do Colégio Winston Churchill, na atual Avenida Rio Branco;
9 – O Quartel do Corpo Policial, no mesmo terreno onde funcionou o Banco Nacional, na esquina da Rio Branco com a Rua João Pessoa;
10 – O Hospital Militar, onde hoje fica a Casa do Estudante, na antiga Rua Presidente Passos, atualmente Praça Cel. Lins Caldas;
11 – A Cadeia, que ocupava o andar térreo da então Câmara Municipal.
No bairro da Cidade Alta constatamos a presença de diversas ruas e travessas. Estas, que eram orientadas perpendicularmente em relação ao Rio Potengi, atingiam o número de cinco.
A primeira dessas travessas, cujo nome não pudemos encontrar, correspondia à atual Rua Apodi (trecho estreito), ligando as atuais Avenida Rio Branco e Rua Padre Pinto. Tal travessa correspondia ao limite Sul de Natal. Ficava-lhe paralela a atual Rua Dr. Heitor Carrilho, que se estendia da atual Rio Branco à Rua Santo Antônio. O prolongamento dessa última travessa correspondia à atual Rua Expedicionário Rodoval Cabral, existente no oitão esquerdo da Igreja de Santo Antônio. Em seguida aparece a Rua João Pessoa de hoje, que tinha um curto percurso: da atual Rio Branco à Praça da Alegria. Seguia-se-lhe uma outra travessa, hoje denominada Rua Cel. Cascudo, que também ligava a Rio Branco à Rua da Conceição. Ficava-lhe paralela, prolongando-se até as proximidades da Igreja do Rosário, uma outra travessa, hoje correspondente às ruas Ulisses Caldas e Dom Pedro I.
Por Olavo Medeiros Filho
No bairro da Cidade Alta constatamos a presença de diversas ruas e travessas. Estas, que eram orientadas perpendicularmente em relação ao Rio Potengi, atingiam o número de cinco.
A primeira dessas travessas, cujo nome não pudemos encontrar, correspondia à atual Rua Apodi (trecho estreito), ligando as atuais Avenida Rio Branco e Rua Padre Pinto. Tal travessa correspondia ao limite Sul de Natal. Ficava-lhe paralela a atual Rua Dr. Heitor Carrilho, que se estendia da atual Rio Branco à Rua Santo Antônio. O prolongamento dessa última travessa correspondia à atual Rua Expedicionário Rodoval Cabral, existente no oitão esquerdo da Igreja de Santo Antônio. Em seguida aparece a Rua João Pessoa de hoje, que tinha um curto percurso: da atual Rio Branco à Praça da Alegria. Seguia-se-lhe uma outra travessa, hoje denominada Rua Cel. Cascudo, que também ligava a Rio Branco à Rua da Conceição. Ficava-lhe paralela, prolongando-se até as proximidades da Igreja do Rosário, uma outra travessa, hoje correspondente às ruas Ulisses Caldas e Dom Pedro I.
Por Olavo Medeiros Filho
Postado porManoel de Oliveira Cavalcanti Neto. NataldeOntem
terça-feira, 26 de junho de 2012
PMDB confirma vice de Hermano e anuncia novos apoios em Natal
O
deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Natal, Hermano Morais, e o
deputado federal e líder do PMDB na Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves,
receberam na tarde desta segunda-feira (25), o apoio de mais dois partidos para
o projeto do PMDB nas eleições deste ano. Trata-se do Partido da Mobilização
Nacional (PMN), presidido no Estado pelo deputado estadual Antônio Jácome, e do
Partido Social Cristão (PSC), que indicou o vereador Osório Jácome como vice na
chapa encabeçada pelo peemedebista.
O
anúncio oficial aconteceu na sede do PMN durante reunião que contou com a
presença do presidente estadual do PSDC, Joanilson de Paula Rêgo, presidente do
PMN municipal, Jacob Jácome, dirigente do PSC, Raimundo Júnior, além de
vereadores, deputados estaduais e lideranças partidárias.
Além do
PMN e PSC, o PMDB já conta com o apoio do Partido da República (PR), Partido
Social Democrata Cristão (PSDC), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o
Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
Entusiasmo
De
acordo com o presidente do PMN no Rio Grande do Norte, Antônio Jácome, a decisão
foi recebida com entusiasmo pelos pré-candidatos a vereador da sigla e se deu em
função da credibilidade e trajetória política apresentada pelo pré-candidato do
PMDB. “Nós tomamos essa decisão no âmbito do diretório municipal, mas a decisão
está respaldada pelo diretório estadual. E essa é a escolha mais acertada, pois
estamos ao lado de um homem sério, conhecedor dos problemas de Natal e de uma
trajetória ilibada”, afirmou o deputado.
O
deputado federal e presidente estadual do PMDB, Henrique Eduardo Alves,
reconheceu a força do bloco político formado para defender o nome de Hermano
Morais, que segundo ele, já forma a maior coligação criada na capital. “Já são
sete partidos unidos e o maior tempo de Televisão. E isso é importante, pois
teremos tempo para mostrar a História de um homem íntegro, que nunca esteve
envolvido em nada que lhe desabonasse. Portanto, nós podemos bater no peito e
dizer que Hermano é um candidato ficha limpa, ou melhor, limpíssima”,
discursou.
O líder
do PMDB ainda pediu que, quando eleito, Hermano governe a capital ouvindo as
contribuições do vice Osório Jácome, que agrega não só sua experiência enquanto
legislador, mas reforça a participação do segmento evangélico. “Para outros vice
é vice, mas eu te peço Hermano, que governe essa cidade a quatro mãos e escute
as contribuições que Osório (Jácome) tem para lhe dar. Ele representa um
segmento que possui um voto qualificado, consciente e que cresce a cada dia”,
pediu.
Agradecendo
o apoio e reconhecendo as qualidades de todos os partidos que se uniram em torno
do projeto do PMDB, Hermano Morais garantiu imprimir uma gestão moderna e
participativa, ouvindo os aliados e aplicando projetos sustentáveis. “Com essa
grande coligação podemos governar bem nossa cidade. Estamos irmanados num
projeto maior, sem vaidades, que busca o melhor para Natal, que merece, de uma
vez por todas, ser melhor cuidada”, afirmou.
ECOAR AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
Leonardo
Sodré João Maria Medeiros
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Postado po Fernandp Caldas
segunda-feira, 25 de junho de 2012
PMN de
Natal anuncia apoio à pré-candidatura de Hermano Morais
Na
ocasião será anunciado também o apoio do PSC que indicou o vereador Osório
Jácome como companheiro de chapa, de Hermano
Partido
da Mobilização Nacional (PMN) de Natal, presidido pelo jovem Jacob Jácome,
anuncia nesta segunda-feira, 25, às 14h30, na sede do partido, na Rua São José,
1997, Lagoa Nova, o apoio a pré-candidatura a prefeito de Natal do deputado
estadual Hermano Morais (PMDB).
Na
ocasião será anunciado também o apoio do PSC, que indicou o vereador Osório
Jácome como companheiro de chapa, de Hermano. Osório Jácome é também pastor
auxiliar da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Hermano
Morais, que considerou de grande importância o apoio do PMN e PSC, conta ainda
com apoio do PR, PSDC, PRTB.
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Assu: ministro Garibaldi de volta à casa de dona Anita
24 de junho de 2012 às 13:09 — De: Thaisa Galvão
Como faz todas as vezes que bota o pé em Assu, o ministro Garibaldi Filho foi visitar, ontem à noite, a amiga-eleitora-fã, dona Anita Caldas.
Dona Anita acompanha Garibaldi como fazia com Aluízio Alves, desde a década de 60.
Quando sabe que ele vai a Assu, dona Anita, de 87 anos, não abre mão de receber Gari, o ministro.
Que não abre mão da visita.
PSC DE NATAL SE COLIGA COM O PMDB - HERMANO MORAIS
| PSC, de Natal (por decisão do Diretório Nacional, com o objetivo de fortalecer o partido, com a indicação de Osório Jácome na chapa de vice-prefeito) se coliga com o PMDB, PRTB, PSDC e PMN. Convenção dia 30, sábado próximo, no Palácio dos Esportes, Homologação das candidaturas de Hermano Morais e Osório Jácome, prefeito e Vice-prefeito da capital potiguar. Um dos pré-candidatos a vereador pelo PSC, é o ex-vereador que já foi presidente da Câmara Municpal do Assu, Fernando Caldas - Fanfa, radicado em Natal, onde já foi candidato a vereador nas eleições de 1992 e 2008. |
domingo, 24 de junho de 2012
Redes sociais aproximam candidatos dos eleitores
Maria da Guia Dantas - repórter
A partir de 6 de julho os candidatos da eleição municipal deste ano estão liberados para utilizarem, com fins de campanha, as chamadas redes sociais, como twitter, facebook, sites personalizados, entre outros. Mais que um plus no pleito, essas ferramentas servirão para aproximar sem ressalvas os protagonistas da disputa e a população - a dona do voto e responsável pela escolha dos eleitos. Mas também para impingir um termômetro que expõe em tempo real indignações e satisfações e põe em xeque posturas e discursos que a população considera indesejáveis. Em Natal - como em todo o mundo, e isso não é bem uma novidade - não há candidato a prefeito ou vereador que dispense uma conta nas principais ferramentas de socialização da internet. E é o twitter o principal carro-chefe dessa mobilização midiática porque é o meio que mais aproxima interlocutores, tudo em tempo real.
Os quatro candidatos a prefeito de Natal com maior viabilidade eleitoral, segundo as últimas pesquisas de intenção de votos têm, cada um, suas respectivas contas no microblog mais acessado do mundo. A capacidade de interação de cada um pode ser medida, entre outras coisas, pelo número de seguidores, que são os internautas com perfis entrelaçados e que acompanham as movimentações um do outro. O interessante neste caso é que a viabilidade eleitoral apresentada pelas pesquisas de intenção de votos tem sido inversamente proporcional à popularidade de cada um no twitter.
Carlos Eduardo (PDT), o líder nas análises de preferência do eleitorado, tem o menor número de seguires - 3.489 - entre os candidatos com melhor desempenho nas pesquisas. Fernando Mineiro (PT), o quarto colocado, tem o maior número de perfis ligados ao seu - 7.330. Já Rogério Marinho (PSDB) e Hermano Morais (PMDB) apontam, respectivamente, 5.946 e 5.186 seguidores. Esse cenário é justificado pela interação cotidiana desses personagens. Fernando Mineiro é talvez o político potiguar que mais se relaciona nas redes sociais, principalmente no twitter. Enquanto isso, Carlos Eduardo tem uma atuação mais tímida no microblog.
A propaganda eleitoral, via internet, na campanha, é regida pela lei 9.504/97, a lei das eleições. Os parâmetros são os mesmos utilizados para a veiculação em programas de televisão e de rádio. Quase tudo é permitido, mas há exceções e uma delas - a propaganda eleitoral paga - pode gerar multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil, em caso de infração. A fiscalização é facilitada porque os domínios dos candidatos em sites, twitter e facebook, por exemplo, devem ser registrados na Justiça Eleitoral.
Os candidatos também não podem se agredir mutuamente sob pena de punição. E é exatamente esse o aspecto que mais preocupa advogados e redobra a atenção de marqueteiros e organizadores de campanha. É que no fervor do pleito, concorrentes e aliados trocam farpas e muitas vezes a querela acaba nos tribunais.
Em visita a Natal, no primeiro semestre deste ano, o ex-presidente e ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, se manifestou sobre o uso das redes sociais no sentido de que "a internet é um espaço livre, deve ser livre, inclusive em função da liberdade de expressão que é garantida na Constituição a todos os cidadãos". As declarações do ministro dão o tom de uma atuação ponderada dos órgãos fiscalizadores e, no caso dos julgamento, dos magistrados, quando o assunto for liberdade de expressão e internet. Lewandowski destacou que a vedação consiste basicamente à utilização da web para acirrar ódios raciais, étnicos e culturais. Além disso, de acordo com o ministro, as legislações civil e penal proíbem o ataque à honra e a invasão da privacidade das pessoas.
Marqueteiros alertam para necessidade de uso adequado
Alguns dos marqueteiros dos pré-candidatos com maior viabilidade eleitoral na campanha de Natal enaltecem a contribuição das redes sociais para a divulgação das propostas e programas de Governo, enfatizam a necessidade de uma utilização adequada das ferramentas mas opinam que o principal condutor do processo de apresentação das candidaturas continua sendo a televisão. Para Alexandre Macedo, Arturo Arruda Câmara e João Maria Medeiros, o emprego da televisão nas campanhas continua sendo a maneira mais eficiente de comunicação, mas observam que as redes sociais desempenham hoje um papel fundamental. "A internet tem um peso e importância, mas não conseguem se sobrepor enquanto ferramenta de divulgação porque ainda há uma limitação a certos setores", assinalou João Maia, marqueteiro do pré-candidato Hermano Morais.
As mídias sociais são consideradas por eles elementos complementares e aliados nas ações estratégicas de campanha. Macedo destaca que elas dão um "toque especial" ao planejamento das estratégias de divulgação. "Com elas a campanha tem uma outra dimensão". Mas alerta para o perigo da utilização inadequada desses suportes midiáticos. "Essas redes devem comunicar e não incomodar as pessoas, então precisam ser utilizadas na medida certa", assinala o marqueteiro de Carlos Eduardo Alves.
Um candidato se eximir de adentrar no mundo virtual e de tratá-la como uma aliada do processo de divulgação de propostas é considerado um peixe fora d'água. "Não se admite fazer campanha hoje sem as redes sociais", asseverou Arturo Arruda, marqueteiro de Rogério Marinho.
Eles registram ainda a necessidade de um cuidado especial com o emprego das ferramentas oriundas da internet, sobretudo por causa do imediatismo que as mesmas impõem que geram muitas vezes reações indesejáveis. É aí onde entram os assessores jurídicos, os responsáveis por sanar problemas no âmbito da Justiça Eleitoral e orientar procedimentos a serem adotados durante o pleito. O advogado Felipe Cortez afirmou que após 6 de julho, os candidatos estão liberados para encaminhar a campanha de maneira livre pela internet. Ele alertou, porém, que tudo deve ser feito com ponderação. "Dependendo do tipo de abuso pode haver punições, desde as mais brandas até a cassação de registro", ressaltou.
Bate-papo
Taciana Burgos, professora de Comunicação Social
Qual o papel das mídias sociais na campanha eleitoral deste ano?
As mídias sociais representam o perfil do consumidor atual, denominado "prosumer" - produtor/consumidor, pois as mídias digitais oportunizaram a mudança do mercado de massa para o mercado de nicho. Neste contexto os partidos políticos têm condições de direcionar (personalizar) suas ações, mas devem antes de tudo conhecer como usar as mídias de forma estratégica e não a partir de suas experiências individuais. Contrate uma empresa especializada e não um parente ou amigo "nerd".
O candidato que optar por excluir a campanha do mundo virtual sai em desvantagem?
Sim, pois deixa de estar sintonizado com uma grande parcela de eleitores.
Ferramentas como twitter, facebook e o próprio site particular do candidato, em plena campanha, acaba sendo uma faca de dois gumes (devido a uma exposição online tanto de críticas, questionamentos, entre outros)?
O candidato deve perceber que o uso das mídias sociais e da internet não é uma "aventura", mas sim uma parte da estratégia de marketing. Uma estratégia bem conduzida sabe gerenciar as críticas e o eleitor considera como ponto positivo essa oportunidade de perguntar, criticar e participar por meio das mídias sociais. Se o candidato tem ficha suja nenhuma estratégia de marketing vai mudar isso.
Quais as principais vantagens?
Aproximação com diferentes nichos de consumidores, instantaneidade, oportunidade de discussão em tempo real e humanização da campanha.
E as desvantagens?
Os erros são vistos instantaneamente.
Entre as ferramentas mais utilizadas, qual a aposta para o carro-chefe da campanha eleitoral, na sua opinião? Por quê?
Hoje não tratamos uma mídia específica, mas um conjunto que envolve canais tradicionais e digitais. Falamos em comunicação transmidiática e, destaco, não existe marketing digital. A internet integra a campanha de marketing tradicional, gerando mais capilaridade para a campanha política.
As mídias sociais e a campanha eleitoral 2012
O que pode
- Sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país;
- Sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país;
- Mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação;
- Blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural;
O que não pode
- Na internet, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga;
- É vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na internet, em sítios:
I - de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos;
II - oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
O que acontece com quem infringir a lei
A violação da lei sujeita o responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado seu prévio conhecimento, o beneficiário à multa no valor de R$ 5 mil a R$ 30 mil.
*Com informações da lei 9.504/97 - lei das eleições
Ana Silva
Usuários de redes, como o twitter, poderão mostrar aos candidatos como avaliam cada iniciativa de campanha e proposta apresentada
Os quatro candidatos a prefeito de Natal com maior viabilidade eleitoral, segundo as últimas pesquisas de intenção de votos têm, cada um, suas respectivas contas no microblog mais acessado do mundo. A capacidade de interação de cada um pode ser medida, entre outras coisas, pelo número de seguidores, que são os internautas com perfis entrelaçados e que acompanham as movimentações um do outro. O interessante neste caso é que a viabilidade eleitoral apresentada pelas pesquisas de intenção de votos tem sido inversamente proporcional à popularidade de cada um no twitter.
Carlos Eduardo (PDT), o líder nas análises de preferência do eleitorado, tem o menor número de seguires - 3.489 - entre os candidatos com melhor desempenho nas pesquisas. Fernando Mineiro (PT), o quarto colocado, tem o maior número de perfis ligados ao seu - 7.330. Já Rogério Marinho (PSDB) e Hermano Morais (PMDB) apontam, respectivamente, 5.946 e 5.186 seguidores. Esse cenário é justificado pela interação cotidiana desses personagens. Fernando Mineiro é talvez o político potiguar que mais se relaciona nas redes sociais, principalmente no twitter. Enquanto isso, Carlos Eduardo tem uma atuação mais tímida no microblog.
A propaganda eleitoral, via internet, na campanha, é regida pela lei 9.504/97, a lei das eleições. Os parâmetros são os mesmos utilizados para a veiculação em programas de televisão e de rádio. Quase tudo é permitido, mas há exceções e uma delas - a propaganda eleitoral paga - pode gerar multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil, em caso de infração. A fiscalização é facilitada porque os domínios dos candidatos em sites, twitter e facebook, por exemplo, devem ser registrados na Justiça Eleitoral.
Os candidatos também não podem se agredir mutuamente sob pena de punição. E é exatamente esse o aspecto que mais preocupa advogados e redobra a atenção de marqueteiros e organizadores de campanha. É que no fervor do pleito, concorrentes e aliados trocam farpas e muitas vezes a querela acaba nos tribunais.
Em visita a Natal, no primeiro semestre deste ano, o ex-presidente e ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, se manifestou sobre o uso das redes sociais no sentido de que "a internet é um espaço livre, deve ser livre, inclusive em função da liberdade de expressão que é garantida na Constituição a todos os cidadãos". As declarações do ministro dão o tom de uma atuação ponderada dos órgãos fiscalizadores e, no caso dos julgamento, dos magistrados, quando o assunto for liberdade de expressão e internet. Lewandowski destacou que a vedação consiste basicamente à utilização da web para acirrar ódios raciais, étnicos e culturais. Além disso, de acordo com o ministro, as legislações civil e penal proíbem o ataque à honra e a invasão da privacidade das pessoas.
Marqueteiros alertam para necessidade de uso adequado
Alguns dos marqueteiros dos pré-candidatos com maior viabilidade eleitoral na campanha de Natal enaltecem a contribuição das redes sociais para a divulgação das propostas e programas de Governo, enfatizam a necessidade de uma utilização adequada das ferramentas mas opinam que o principal condutor do processo de apresentação das candidaturas continua sendo a televisão. Para Alexandre Macedo, Arturo Arruda Câmara e João Maria Medeiros, o emprego da televisão nas campanhas continua sendo a maneira mais eficiente de comunicação, mas observam que as redes sociais desempenham hoje um papel fundamental. "A internet tem um peso e importância, mas não conseguem se sobrepor enquanto ferramenta de divulgação porque ainda há uma limitação a certos setores", assinalou João Maia, marqueteiro do pré-candidato Hermano Morais.
As mídias sociais são consideradas por eles elementos complementares e aliados nas ações estratégicas de campanha. Macedo destaca que elas dão um "toque especial" ao planejamento das estratégias de divulgação. "Com elas a campanha tem uma outra dimensão". Mas alerta para o perigo da utilização inadequada desses suportes midiáticos. "Essas redes devem comunicar e não incomodar as pessoas, então precisam ser utilizadas na medida certa", assinala o marqueteiro de Carlos Eduardo Alves.
Um candidato se eximir de adentrar no mundo virtual e de tratá-la como uma aliada do processo de divulgação de propostas é considerado um peixe fora d'água. "Não se admite fazer campanha hoje sem as redes sociais", asseverou Arturo Arruda, marqueteiro de Rogério Marinho.
Eles registram ainda a necessidade de um cuidado especial com o emprego das ferramentas oriundas da internet, sobretudo por causa do imediatismo que as mesmas impõem que geram muitas vezes reações indesejáveis. É aí onde entram os assessores jurídicos, os responsáveis por sanar problemas no âmbito da Justiça Eleitoral e orientar procedimentos a serem adotados durante o pleito. O advogado Felipe Cortez afirmou que após 6 de julho, os candidatos estão liberados para encaminhar a campanha de maneira livre pela internet. Ele alertou, porém, que tudo deve ser feito com ponderação. "Dependendo do tipo de abuso pode haver punições, desde as mais brandas até a cassação de registro", ressaltou.
Bate-papo
Taciana Burgos, professora de Comunicação Social
Qual o papel das mídias sociais na campanha eleitoral deste ano?
As mídias sociais representam o perfil do consumidor atual, denominado "prosumer" - produtor/consumidor, pois as mídias digitais oportunizaram a mudança do mercado de massa para o mercado de nicho. Neste contexto os partidos políticos têm condições de direcionar (personalizar) suas ações, mas devem antes de tudo conhecer como usar as mídias de forma estratégica e não a partir de suas experiências individuais. Contrate uma empresa especializada e não um parente ou amigo "nerd".
O candidato que optar por excluir a campanha do mundo virtual sai em desvantagem?
Sim, pois deixa de estar sintonizado com uma grande parcela de eleitores.
Ferramentas como twitter, facebook e o próprio site particular do candidato, em plena campanha, acaba sendo uma faca de dois gumes (devido a uma exposição online tanto de críticas, questionamentos, entre outros)?
O candidato deve perceber que o uso das mídias sociais e da internet não é uma "aventura", mas sim uma parte da estratégia de marketing. Uma estratégia bem conduzida sabe gerenciar as críticas e o eleitor considera como ponto positivo essa oportunidade de perguntar, criticar e participar por meio das mídias sociais. Se o candidato tem ficha suja nenhuma estratégia de marketing vai mudar isso.
Quais as principais vantagens?
Aproximação com diferentes nichos de consumidores, instantaneidade, oportunidade de discussão em tempo real e humanização da campanha.
E as desvantagens?
Os erros são vistos instantaneamente.
Entre as ferramentas mais utilizadas, qual a aposta para o carro-chefe da campanha eleitoral, na sua opinião? Por quê?
Hoje não tratamos uma mídia específica, mas um conjunto que envolve canais tradicionais e digitais. Falamos em comunicação transmidiática e, destaco, não existe marketing digital. A internet integra a campanha de marketing tradicional, gerando mais capilaridade para a campanha política.
As mídias sociais e a campanha eleitoral 2012
O que pode
- Sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país;
- Sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no país;
- Mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação;
- Blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural;
O que não pode
- Na internet, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga;
- É vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na internet, em sítios:
I - de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos;
II - oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
O que acontece com quem infringir a lei
A violação da lei sujeita o responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado seu prévio conhecimento, o beneficiário à multa no valor de R$ 5 mil a R$ 30 mil.
*Com informações da lei 9.504/97 - lei das eleições
Fonte: Tribuna do Norte
Postado por Fernando Caldas
sábado, 23 de junho de 2012
GILVAN LOPES

Fotografia do Facebook de Cássio Murilo. Estive lá, no Palácio da Cultura. A exposição ainda continua. Vale a pena conferir e comprar o seu trabalho, a sua arte. Parabéns Gilvan. Muito bela a sua exposição.
Fernando Caldas
Carta do Zé agricultor para Luis da cidade.
"A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbasa Melo - foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia."
Prezado Luís, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros . Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não vai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, aí quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios aí da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do
Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luis.
Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)
Pâmela Gallas Buche
Tecnóloga Ambiental.
Postado por Fernando Caldas
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.



