sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Ex-goleiro Félix, tricampeão do mundo, morre aos 74 anos
Publicação: 24 de Agosto de 2012 às 12:45
O ex-goleiro da Seleção Brasileira de futebol, Féliz, morreu hoje (25), aos 74 anos, vítima de problemas respiratórios. Em comunicado oficial, o presidente da confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marín, lamentou a morte do goleiro, conhecido pelo diversos títulos com o Fluminense e Selelção Brasileira.
Em um tempo que estava começando de maneira incipiente a preparação específica, Félix foi considerado um goleiro espetacular. Apesar da estatura abaixo dos padrões atuais para a posição - tinha 1,79m -, o goleiro brilhou com a camisa da Seleção Brasileira, da Portuguesa de Desportos e do Fluminense.
Para o presidente José Maria Marín, Félix será lembrado para sempre pelas grandes defesas que fez na Copa do Mundo de 1970. A principal delas, contra a Inglaterra, num lance comparável ao de Gordon Banks e Pelé, que ficou conhecido como a defesa do século.
"O torcedor brasileiro deve ser eternamente grato pela contribuição que Félix deu à Seleção Brasileira. É um ídolo do nosso futebol e deixará saudades", disse o presidente.
Neste fim de semana, será observado um minuto de silêncio antes de todas as partidas do Campeonato Brasileiro em homenagem a este goleiro tantas vezes campeão.
FÉLIX
Nome: Félix Mielli Venerando
Nascimento: 24/12/1937, São Paulo (SP)
Falecimento: 24/08/2012, São Paulo (SP)
Posição: Goleiro
Pela Seleção Principal: 47 jogos, 33 vitórias, 9 empates, 5 derrotas.
Gols sofridos: 46
Copa do Mundo: 1970.
Jogos em Copa do Mundo: 6 jogos , 6 vitórias.
Gols sofridos em Copa do Mundo: 7
Títulos: Copa Rio Branco (1967, 1968), Copa do Mundo (1970), Copa Roca (1971).
Com informações da CBF.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
"A Casa" de João Lins Caldas

Fechaia a casa toda vós todos que estais dentro de casa.
A casa vai nos dar o seu segredo, a casa nos vai dizer o que é ela a nossa casa.
Aqui cresceram choros de crianças
Os nascidos choram
Embalaram-se da rede adolescentes
Velhos saíram nos seus caixões, esticados os pés, hirtos e mudos como tijolos levados.
Escrevi dos meus versos
Pensei dos meus pensamentos amargurados.
O cabelo comprido
A barba ponteaguda, mal alinhada,
E das mesas sobre as toalhas velhas os pratos fumegantes a incidência da luz sobre os armários.
Vamos, irmãos, tudo é entre sombras.
O medo
O cuidado
As mãos mortas
O pavio do candeeiro
Tudo é recordado.
...E ao comprido da rede que se balouça esticada,
Uma cabeça, uma cabeleira preta,
Pés que se estiram, mãos alongadas...
Vamos, irmãos, eu que estou reparando, de retrato, esse quadro que se alonga ao longo da parede.
(Há informações que este poema fora escrito em 1917, muito antes da Semana de Arte Moderna no Brasil, 1922. Por isso, Caldas é considerado por alguns críticos de arte e conhecedores da poesia moderna no páis, como "o pai do modernismo" brasileiro, o primeiro a cantar no verso branco, emancipado de métrica. João Lins Caldas era natural de Goianinha, litoral sul do Rio Grande do Norte, onde nasceu em 1. de agosto de 1888, faleceu em 18 de maio de 1967, na cidade de Assu, interior potiguar - terra dos seus ancestrais -, onde está enterrado).
Fernando Caldas
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Dida Bola tem seu niver hoje
DIDA BOLA TEM SEU NIVER HOJE
Quem for amigo do empresário, ativista musical, radialista titular do Radiola de Cabaré, envie parabéns, o irreverente DIDA BOLA patrocinador do BREGASSU, luta com unhas e dentes pra fazer parte da terceira idade.
NOSSOS cumprimentos por mais um JANEIRO alcançado.
Postado por Aluízio Lacerda
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.







