quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Para além da Terra,
para além do Céu,
do Sol e da Lua,
muito além das Nuvens,
para lá de todos os Astros,
para além do Céu,
do Sol e da Lua,
muito além das Nuvens,
para lá de todos os Astros,
no Universo das Estrelas.
Para além da imaginação,
onde alcansa o pensamento,
vamos descobrir a felicidade,
vamos conjugar o verbo da Vida...
Para além do medo,
para além do silêncio,
muito além das palavras,
para além do sentimento,
acima de todas as coisas,
vamos descobrir nosso Amor,
conjugando o verbo Amar
razão de ser e de Viver.
Para além da imaginação,
onde alcansa o pensamento,
vamos descobrir a felicidade,
vamos conjugar o verbo da Vida...
Para além do medo,
para além do silêncio,
muito além das palavras,
para além do sentimento,
acima de todas as coisas,
vamos descobrir nosso Amor,
conjugando o verbo Amar
razão de ser e de Viver.
By Crys Abrantes
De; Jardim de Poesias
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Um pouco de Renato Caldas
Renato Caldas, poeta potiguar do Assu, tornou-se consagrado em todo o Brasil, pelos seus versos em linguagem matuta, rude do sertanejo, suas tiradas de espíritos, bem como pelas quadras, trovas, glosas, décimas irreverentes, jocosas que ele sabia tão bem produzir a seu modo. Eu tive o privilégio de com ele [em razão do parentresco e da amizade que nos unia], ter convivido durante quase quarenta anos. Pois bem, logo que foi pulicado, salvo engano, no início da década de setenta, a revista masculina de mulher pelada intitulada Pleyboy, ofereci um exemplar ao poeta que, ao folhear suas páginas, saiu-se com essa: "Já fui bom nisso, primo". Dia seguinte, ao passar pela sua casa como era de costume, da praça Pedro Velho, 74, entregou-me uma glosa, que diz assim, no melhor da sua irreverência:
Lendo Freud eu descobri
A fábrica de fazer gente.
Fiquei meio desconfiado,
Curioso e até contente.
Essa fábrica de fazer gente
É guardada em segredo.
Do umbigo pra baixo,
Um palmo, do c..
Pra cima três dedo.
Quem nunca foi lá, quer ir.
Qem já foi perdeu o medo.
Fernando Caldas
Lendo Freud eu descobri
A fábrica de fazer gente.
Fiquei meio desconfiado,
Curioso e até contente.
Essa fábrica de fazer gente
É guardada em segredo.
Do umbigo pra baixo,
Um palmo, do c..
Pra cima três dedo.
Quem nunca foi lá, quer ir.
Qem já foi perdeu o medo.
Fernando Caldas
EGOÍSMO,
O ISMO DO EU
Públio José – jornalista
Todos nós já estamos acostumados com os ismos da vida. Nacionalismo,
esquerdismo, anarquismo, direitismo, numa sucessão sem fim, entronizada para
rotular tendências religiosas, políticas, econômicas, esportivas, culturais de
quem quer que seja. Por mais esforços que se faça, ninguém escapa de ser
encaixado em um ismo qualquer. É latente, intestina a necessidade no ser humano
de rotular, de entalar o outro num ismo. “Fulano é de um esquerdismo
revoltante”. Com certeza você já ouviu esse tipo de comentário de alguém
a respeito de outra pessoa. Ou por outra: “Sicrano não passa de um reles
defensor do capitalismo selvagem”. Os artistas, os intelectuais, os
políticos, sofrem muito com esse, digamos, rotulismo. Independente de serem ou
não o que os outros pensam a respeito deles, são logo encalacrados, mal surgem,
como sementes do modernismo, conservadorismo, populismo, expressionismo...
O ismo é um sufixo que encerra em si mesmo um projeto de doutrinação, um
conjunto de ações voltadas à implementação de uma tendência, de uma escola, de
um movimento ou princípio artístico, filosófico, político ou religioso. Tem
sempre atrás de si mil interesses. Nunca surge de graça, como também ninguém
inventa um deles por acaso. Ao longo da história da humanidade os ismos se
sucederam como panacéia para inúmeros males, ditando moda, hábitos, costumes,
além de pautarem a rotina das atividades artísticas, políticas, econômicas,
culturais e sociais. Alguns ismos se caracterizam pelo seu conteúdo exterior. É
o caso do militarismo, do expansionismo, do ativismo voltado a fazer uma
comunidade tentar um crescimento para fora de suas fronteiras. Outros são mais
intrínsecos aos sentimentos e posicionamentos interiores, como idealismo,
comodismo, egoísmo, altruísmo, individualismo – e por aí vai.
Há os de conotação política, como comunismo, nacionalismo, esquerdismo,
direitismo, como também os mais sintonizados com a administração pública:
monetarismo, liberalismo, capitalismo, socialismo, trabalhismo, todos,
logicamente, direcionando a visão, as políticas, ações e projetos nos governos
onde se enraizaram. A prática de um ismo qualquer diz bem a pessoa ou o
conjunto de pessoas adeptas de sua essência. O ateísmo, por exemplo, enquadra
em torno de si os que são contrários à existência de Deus. O altruísmo, por seu
lado, já inclui o sentimento de quem põe o interesse dos outros à frente dos
seus. E o egoísmo... Ah, esse é bronca! Bronca pura! Significa a eleição do
próprio ego, do próprio eu, como início, meio e fim de todas as coisas. Ou
seja, uma vida calcada na celebração de tudo que diz respeito a si. Só e
somente só. Em suma, a doutrina da valorização excessiva do eu.
Se o sufixo ismo caracteriza a junção de atividades em torno de uma tendência,
de um movimento, o egoísmo, por sua vez, encarna todo um posicionamento
interior no sentido de erguer um trono à própria personalidade, um culto
fanatizado à defesa dos próprios interesses. Entretanto, se o egoísmo ficasse
por aí tudo bem. O problema com seus detentores é que, na medida em que
supervalorizam os próprios interesses, agem no sentido contrário na escala de
importância em que catalogam as pessoas. Para o egoísta o próximo vale muito
pouco – quando não coisa nenhuma. E, muitas vezes, percebendo ou não, o
egoísta vai deixando pelo caminho um rastro de destruição e ódio, oriundo de
ações carregadas de um profundo menosprezo pelo outro. E agora? Agora? É
constatar-se, vida a fora, o altruísmo de uns poucos em contraponto ao egoísmo
de muitos. De muitos. Ah, o egoísmo... Que bronca!
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Cadastramento para o Carnatal reúne centenas de ambulantes na Semsur
Publicação: 27 de Novembro de 2012 às 13:37
Alex Costa - Repórter
Desde às 8h da manhã desta terça-feira (27) que centenas de vendedores ambulantes da capital potiguar formavam uma fila de quase três quarteirões de distância e se amontoavam à frente da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). O objetivo é realizar o cadastramento para ter a autorização expedida para venda e comercialização de produtos pelas avenidas onde ocorrerá a festa considerada a maior micareta do Estado: o Carnatal.
Segundo informações do diretor de fiscalização, concessões e autorizações da Semsur, Antoniel Carneiro, apenas 200 vagas estão predestinadas para os comerciantes ambulantes, 123 a menos do que no ano passado. "Aumentamos o tamanho das vagas. Por isso a menor quantidade de vagas nos passeios públicos", avaliou Carneiro. Para ele, o que deve ser valorizado no espaço público é o tráfego de pessoas e não a venda informal.
João Maria Alves
Neste ano são ofertadas 200 vagas para ambulantes que desejam trabalhar no evento
Outro ponto colocado pelo diretor de fiscalização da Semsur é a necessidade da participação de um treinamento com fiscais da Coordenadoria de Vigilância Sanitária, que ocorre amanhã a partir das 9h da manhã, no Cemure da Cidade da Esperança. "É essencial a participação de todos os ambulantes cadastrados, para que seja validado e autorizado, definitivamente, o uso da vaga para a comercialização durante os quatro dias da micareta", disse. Para participar, os interessados devem levar cópias da carteira de identidade, do CPF, de um comprovante de residência, comprovante de quitação eleitoral, carteira de vacinação e duas fotos 3X4. O cadastramento será feito por ordem de chegada.
De acordo com Carneiro, caso o ambulante pré-cadastrado não participe do treinamento de manipulação de alimentos, este será automaticamente desligado, sendo reaberta novas vagas para eventuais ambulantes que não tenham conseguido se cadastrar na primeira fase. Ao todo, 30% das 200 vagas estão reservadas para a comercialização de produtos semiprontos ou que necessitem do uso de óleo quente, carvão e gás. Estes ambulantes devem ficar um pouco afastados dos corredores.
Os outros 70% estão reservados para produtos industrializados e pronto, como garrafas de água, refrigerantes e cervejas em lata, que ficarão dispostos ao longo das avenidas Prudente de Morais e Romualdo Galvão. Cerca de 35 fiscais da Semsur estão escalados para efetuarem os trabalhos ao longo dos quatro dias da festa. "Se forem identificados comerciantes ilegais, os mesmos serão removidos do local e as mercadorias serão apreendidas, sendo devolvidas apenas após o encerramento do Carnatal", finalizou.
Fonte: Tribuna do Norte
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO






