quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Visão do passado presente



Surgiu nas névoas do tempo, um vulto do passado
A sua silhueta esbelta, dissipou-te a escuridão
Um sonho longínquo entorpecido, agora presente
Inacreditável visão que cega de amor quem te contempla

Teu rosto premeia com aquele sorriso rasgado
Teus cabelos ondulam ao vento, soltos de vida
Teus seios desenhados em teu corpo sedento
Tuas ancas torneadas, enlouquecedoras

O relógio do tempo regrediu ao passado
Agora presente na visão de ti, misteriosa!
A visão acalentou o desejo adormecido

Revives agora o passado no presente
O presente no passado, a paixão ausente
Consomes agora seu corpo ardente!

João Salvador – 22/01/2013

Tempo, questão de escolha

Eis-nos chegando já ao final do primeiro mês de janeiro de 2013. Mas, ainda nos restam pouco mais de onze meses no ano para que realizemos aquelas “promessas de ano novo” que alguns fizeram ou, pelo menos, intentaram programar.

Podemos até citar algumas das “mais mais”: fazer dieta, ler mais livros, programar academia, viajar e conhecer novas terras, estar mais tempo com a família, controlar o temperamento, adquirir a casa própria, comprar um automóvel (ou trocá-lo por um mais novo), e a lista não tem fim. Citamos somente alguns do que temos ouvido.
Há algumas, digamos, atividades que não estão entre as “mais pedidas”. Quer exemplos? Dar atenção a quem realmente deseja ser ouvido, realizar mais visitas a necessitados, enfermos, reclusos em penitenciárias, ouvir mais e falar menos, chorar com os que choram (porque rir é mais fácil), e, por que não?, buscar mais intensamente a presença de Deus em nossa vida. Garanto que essa última não figurou, para a maioria que lê estas linhas, em suas “prioridades”. Certo ou não? Pois bem, deveria ser a primeira. Veja só o que nos diz o evangelista Mateus no capítulo seis e versículo trinta e três do livro que escreveu: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6:33).
Muitas coisas que pedimos, esperamos, ansiamos, não nos são acrescentadas porque invertemos a ordem dessa palavra divina: queremos acrescentar determinas coisas e depois tratamos de buscar a Deus. Isso não funciona. Quer uma prova? Experimente buscar a Deus com mais intensidade neste ano (a partir de hoje, de agora) e depois note os resultados...
Sabe por que declaro com tanta naturalidade e convicção? Devido a que quando estamos em sintonia com o Pai Celestial e pedimos o que desejamos, se não obtivermos esses desejos, vamos entender a razão de não os obtermos uma vez que compreenderemos com mansidão qual a BAP... O que é BAP? A Boa, Agradável e Perfeita vontade de Deus em nossas vidas! (Romanos 12:2).
Assim, ao ler o recado que está anexo a este sucinto comentário (Tempo, questão de escolha), assimilará melhor o que nos esforçamos para explicar nestas linhas. O tempo está à nossa disposição. O tempo não nos comanda: nós podemos domar o tempo e devemos fazê-lo da melhor forma possível preenchendo os espaços de dias, semanas, meses com algo que nos encha de alegria e faça contente o coração de Deus.
Formulo os votos de um final de semana proveitoso, refletindo nas palavras que acabou de ler, com os seus de casa e na companhia de amigos.
É o que lhe deseja este seu amigo de hoje e de sempre

Clênio Lins Caldas

Tempo, questão de escolha

Quanto tempo você dispensa a seu filho, em um dia? Quanto tempo você dedica para uma leitura edificante, que lhe traga elevados objetivos e lhe retempere o ânimo? Quanto tempo você dedica à oração?
Será você um daqueles que afirma não ter tempo para nada e leva a vida de roldão? Uma verdadeira roda viva, um turbilhão? Tempo é uma questão de escolha. Equacionar as horas de forma a tudo resolver, sem desequilíbrio, esquecimentos e correrias é questão de administração.
Existem criaturas que surpreendem pelo tanto que realizam nas mesmas vinte e quatro horas em que nada fazemos além de reclamar da falta de tempo.
Um consagrado escritor, James Michener, que morreu em outubro de 1997, era uma dessas pessoas que sabia exatamente como lidar com o tempo. Foi professor, revisor de livros, alistou-se na marinha durante a segunda guerra mundial, teve histórias suas adaptadas para musicais na Broadway.
Certa vez, uma garotinha de oito anos, acompanhada de seu pai, o visitou em sua residência. Levou-lhe um livro que continha uma história que ela mesma escrevera. O homem ocupado com tantas coisas dispôs de tempo para se sentar no sofá junto à pequena, abrir a primeira página e ler em voz alta: focas, por Hana Grobel. Enquanto prosseguia a leitura, o telefone tocou. Ele atendeu e ao interlocutor explicou: "Estou lendo os originais de uma jovem escritora." Pediu licença e atendeu a ligação em outra sala. Depois tornou a sentar-se ao lado de Hana e prosseguiu a leitura.
Este homem inacreditável fora uma criança rejeitada. Jamais soube quem foram seus pais. Foi recolhido por uma viúva e por ela criado e amado. Jamais descobriu o local e a data do seu nascimento. Passou toda sua vida ajudando discretamente a quem desejasse estudar, reconhecendo que sua instrução foi o que de mais precioso sua mãe adotiva lhe dera. Dispunha de tempo para tudo e para todos. Até mesmo para uma criança que escrevera uma historia minúscula em um pequeno livro. "A história é muito boa", foi seu comentário, "porque no final todos ficam felizes."
Incentivar as gerações futuras era uma missão que considerava importante e a que se dedicava.
Atender uma criança de oito anos que buscava estímulo, um estudante de engenharia que lhe vinha agradecer a bolsa de estudos, atender ligações de instituições de ensino que lhe solicitavam recursos.
Dez dias antes de sua morte, com os rins falhando, teve tempo para oferecer a uma jovem a oportunidade de estudar na Universidade do Texas, oferecendo-se para lhe custear a primeira anuidade escolar. Mesmo lhe restando poucos dias o seu tempo era para fazer o bem.
Valorizemos o tempo, usando-o com propriedade. Não menosprezemos o tesouro dos minutos porque a eternidade é feita de segundos. Utilizemos os valores do tempo e conquistemos méritos, não nos permitindo a sua desvalorização em atitude morna e inútil. O tempo nos é dado por Deus para a realização da grande tarefa de transformação de nós mesmos, na jornada da perfeição.

(Seleções out/98, pág. 65 - Meu tipo Inesquecível)

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3:1)
Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. (Efésios 5:16)
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra. (Eclesiastes 3:17)




EM 2013 SERÁ PRODUZIDO UM FILME SOBRE LAMPIÃO E ELE JÁ TEM INTÉRPRETE

Paulo Goulart Filho vai viver Virgulino Ferreira da Silva


Virgulino Ferreira da Silva
O cinema nacional está a todo vapor com as produções sobre os grandes nomes da nossa história. Agora chegou a vez de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião. O ator Paulo Goulart Filho confirmou que será o protagonista, em entrevista ao Programa do Jô. A idéia é que as filmagens aconteçam no primeiro semestre de 2013, no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco e Sergipe.
O filme será dirigido por Bruno Azevedo e ele já disse que sua intenção é mostrar um lado mais humano de Lampião e não ser uma cinebiografia, porém em momento algum há interesse em glorificar a imagem do cangaceiro.
Queremos mostrar que talvez o outro lado deste personagem possa ser mais interessante do que o lado sanguinário, assassino e saqueador que conhecemos. Mostraremos um lado sobre Lampião que poucas pessoas conhecem. Trata-se de uma mega produção, não uma biografia, e, sim, um filme de ficção baseado em fatos reais, com muitos efeitos especiais, um super elenco e uma forma diferente de fazer cinema no Brasil, contribuindo, significativamente, para a construção de uma nova identidade cultural do cinema nacional”, destaca Azevedo em entrevista ao jornal Gazeta do Oeste.
Sobre a confirmação de Goulart, o diretor disse que ainda quer mais nomes populares:
Lampião será interpretado por Paulo Goulart Filho. São muitos os atores e convidados e também atrizes. Temos um universo quase que infindo para explorarmos novos personagens e compor um time fantástico de elenco. mas o carro chefe do filme é formado por três personagens, Lampião, Maria Bonita e Corisco, nesta ordem convidamos Paulo Goulart Filho, Alice Braga e Rodrigo Santoro, porém, a única confirmação certa que temos até agora é de Paulo Goulart. Alice e Rodrigo estão aguardando a definição de suas agendas para que saibamos se haverá ou não possibilidade de filmarmos com eles, já que pretendemos iniciar nossa produção logo após o carnaval de 2013. Porém, participações de um elenco de primeira eu posso garantir a todos, além, é claro, de alguns atores e atrizes que ainda não são famosos perante o conhecimento do público, e que estão sendo escolhidos em cada uma das cidades por onde iremos filmar. Assim, não só valorizamos o talento de artistas regionais, como também deixamos o filme com uma identidade mais realista e com a cara do nordeste brasileiro”.
Sobre o fato de produzir um filme sobre um “vilão” que ficou marcado como um personagem macabro da história do Nordeste, ele rebate:
Há relatos de que Lampião tirava dos ricos e dava aos pobres. Cometeu, sim, muitas atrocidades, porém, em pesquisa recente, foi perguntado para muitas pessoas no Nordeste: Lampião, herói ou bandido? 94% das respostas foram: herói! Portanto, é difícil classificar a característica exata de um personagem como este. O que queremos mostrar no filme é um perfil de anti-herói, mas que, ainda assim, tem seu carisma, seu respeito, seu senso de justiça. Lá fora, nas produções hollywoodianas, isso funciona muito bem, com heróis que fazem justiça com as próprias mãos e agem contra o sistema corrupto em prol dos mais necessitados. Claro que não queremos incentivar ninguém a fazer justiça com as próprias mãos, ainda mais da maneira como Lampião fazia. O que queremos é mostrar que existem lados desconhecidos deste personagem. Sua relação com seus amigos do bando, o código de ética e respeito, a paixão por Maria Bonita, a cumplicidade de todos, o código de fidelidade, sua vaidade com as roupas, perfumes, penteados, etc”.
O lançamento está previsto para o fim de 2013 ou começo de 2014.
Veja a entrevista com o futuro intérprete de Lampião no programa do JÔ: http://programadojo.globo.com/videos/t/videos/v/jo-recebe-paulo-goulart-filho/2275310/
Fonte: Cinema com Rapadura
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Fonte: Nação Nordestina

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O sertão pede socorro



Por Canindé Soares
Voltando de Parelhas para Natal nesta segunda-feira (21), resolvi fazer o registro de três grandes reservatórios de águas do RN. Boqueirão em Parelhas, Gargalheira em Acarí e Dourado em Currais Novos. São açudes que estão na sua capacidade crítica e que demonstra a situação e consequências da seca no interior do nosso RN. A situação está caótica e não existe a possibilidade de nem pensar que não vai chover este ano.

Enquanto isso vejam o vídeo onde o Fantástico faz uma reportagem sobre as obras transposição do rio  São Francisco e o sofrimento do sertanejo:

TCU vê R$ 734 mi em irregularidades na obra do Rio São Francisco

Projeto já se arrasta há cinco anos e deveria levar água para a região que enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos.

CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Jane e Herondy - "Não Se Vá" - Trash 80's


"Vá, não olhe o que deixou.
Concentre-se no seu caminho e não desista.
Deixe que seus sonhos te levem, no motor movido com o combustível do amor.
Com certeza tudo lhe chegará com a rapidez de um olhar,
E com o sabor de um beijo.
Esta é a melhor declaração !!!"

G.Fernandes
"Vá, não olhe o que deixou.
Concentre-se no seu caminho e não desista.
Deixe que seus sonhos te levem, no motor movido com o combustível do amor.
Com certeza tudo lhe chegará com a rapidez de um olhar,
E com o sabor de um beijo.
Esta é a melhor declaração !!!"

G.Fernandes


TUDO ISSO LEMBRA

COISAS DO MEU TORRÃO

Canjica e pamonha

Angu e mungunzá

Xiquexique e mandacaru

Mocó e preá

Cacimba e cacimbão

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



Burro e carroça

Chiqueiro de vara

Cabra e bode

Queimação de coivara

Café e milho batidos em pilão

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



Tem catingueira e juazeiro

Brincava com galinha de pereiro

Na caatinga também tem

Umbuzeiro e marmeleiro

Árvores do velho sertão

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



Capinadeira corta a terra

Conhecida como arado

Parece que vai chover

O terreno está preparado

Chuva, relâmpago e trovão

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



Espingarda de soca

Pólvora, chumbo e espoleta

Tem cavalo e vaqueiro

Também tamborete e maleta

Chapéu, cangalha e gibão

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



Tem a casinha simples de taipa

Faca, foice e facão

O vento norte e a lagarta de fogo

O violeiro toca uma canção

O matuto pede bis no refrão

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



Enxada e picareta

Galinha na panela de barro

Água fria na quartinha

Palha para fazer o cigarro

No almoço tem melancia ou melão

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



O forró é o pé de serra

Com lamparina e candeeiro

O xote levanta a poeira

Tem sanfoneiro e zabumbeiro

Também a dança do baião

Tudo isso lembra

Coisas do meu torrão.



Poeta matuto

Declame a cultura nossa

Pode ser em verso ou em prosa

Sou sertanejo da roça

Defensor do meu sofrido sertão

Por favor, me ajude a defender

As coisas do meu torrão.



Marcos Calaça, jornalista (UFRN)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Soneto de amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio
 
De - permita-se
Soneto de amor 

Não me peças palavras, nem baladas, 
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio, 
Deixa cair as pálpebras pesadas, 
E entre os seios me apertes sem receio. 

Na tua boca sob a minha, ao meio, 
Nossas línguas se busquem, desvairadas... 
E que os meus flancos nus vibrem no enleio 
Das tuas pernas ágeis e delgadas. 

E em duas bocas uma língua..., - unidos, 
Nós trocaremos beijos e gemidos, 
Sentindo o nosso sangue misturar-se. 

Depois... - abre os teus olhos, minha amada! 
Enterra-os bem nos meus; não digas nada... 
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio
Cu

 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO