segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


O amor não é desta vida, vem sempre de um outro lugar, de um outro tempo,
Morta e renascida a alma que se reconhece, como se num espelho se olhasse…

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

" Assista ao documentário "Ao seu tempo" sobre ansiedade e suas complicações"


A espera por um evento ou situações cotidianas consomem a energia dos mais ansiosos. A pressa, nesse caso, chega a paralisar. O ritmo acelerado é insuficiente para dar conta de tudo e perde-se o sono, o apetite. Os pensamentos são tomados por uma preocupação excessiva com algo que ainda não ocorreu – mas que tenta antecipar - ou por medo sem explicação. A sensação é de aperto no peito, nó na garganta, gelo na barriga, mãos e pés suando, sentindo o coração bater mais rápido. Se você se identificou com estes sinais, calma! É hora de desacelerar e buscar ajuda médica. Pode ser que a ansiedade comum a todos passou ao patamar crônico e tornou-se um transtorno de ansiedade generalizada, mais conhecido como TAG. A diferença, segundo especialistas, está na intensidade dos sintomas e o limite que impõe à vida do indivíduo.


Tribuna do Norte

SOBRE PEDRO AVELINO DE ANTIGAMENTO


Título do blog.

ANTIGAMENTE

DEPOIS DAS DEZ DA NOITE

Por Marcos calaça, jornalista da UFRN

Naquela época, depois das 22 horas, a luz movida a diesel pelo velho motor da Força e Luz se apagava, por isso, maioria da população da nossa querida Pedro Avelino já estava no primeiro sono, no entanto, os boêmios nem estavam aí para as noitadas. Uns faziam da balaustrada e da praça do Country Club o ponto do bate papo, o encosto dos bêbados, o fuxico da vida alheia, as histórias de lobisomem e tudo mais que vinha na imaginação.

Se fosse em um final de semana, da sexta-feira para o sábado, aí o movimento dos que não tinham mais o que fazer virava os ponteiros do relógio lá para as duas horas da madrugada ou mais. Outros chegavam a ouvir o cantar dos galos dos quintais. Na verdade todo mundo criava galinhas e galos em quintais, para um bom ensopado à cabidela, prato muito apreciado pelos nossos patrícios.

Outro ponto era iniciar os primeiros acordes da serenata improvisada, através de grandes seresteiros que tivemos. Bons momentos, velhos tempos, belas noites sob a luz prateada do luar sertanejo.

domingo, 27 de janeiro de 2013

A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS


Andrea Cristina e outros 3 amigos compartilharam a foto de Fabrício Carpinejar.
A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. 

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. 

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. 

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. 

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. 

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. 

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. 

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. 

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. 

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.  

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo? 

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.  

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. 

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. 

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.











Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.


Fundação Rampa comemora os 70 anos da ‘Conferência de Potengi’



Por Guilherme Poggio – www.forte.jor.br

A Fundação Rampa (Frampa), com apoio da Secretaria de Estado do Turismo – SETUR, realizou neste sábado, 26, a quinta edição do comboio histórico “Conferência do Potengi”, no sítio histórico da Rampa, em Santos Reis. O evento encena o encontro dos presidentes americano e brasileiro, Franklin Delano Roosevelt e Getúlio Vargas, ocorrido em Natal no dia 28 de janeiro de 1943. O resultado foi a criação e o envio da Força Expedicionária Brasileira para os campos de batalha na Itália.

do resgate histórico, os idealizadores pretendem arrecadar alimentos não perecíveis para serem doados a uma instituição de caridade, ainda no mesmo ia. Para isso, os organizadores estão convocando a sociedade para participar da carreata, levando os alimentos no dia da encenação.

Este ano o evento ganhou um apelo especial por completar 70 anos. Em 2012, o escritor e jornalista Roberto Muylaert lançou o livro 1943, o qual detalhou o encontro dos presidentes e suas particularidades, com auxílio da Fundação Rampa que recebeu o escritor em Natal e compartilhou alguns documentos, principalmente fotografias. O livro ganhou repercussão nacional despertando interesse da grande mídia no evento local deste ano.

Para relembrar o fato – provavelmente o mais relevante na política externa nacional do século XX – a Fundação Rampa promove o comboio partindo do sítio histórico da RAMPA, em Santos Reis, percorrendo as principais ruas e avenidas do centro de Natal e bairros adjacentes retornando para o local da partida.
O que foi a “Conferência do Potengi”?

A princípio o encontro dos dois presidentes não teria este nome, contudo, diante da Segunda Guerra Mundial, a importância estratégica do Brasil – em especial Natal – e a existência de bases americanas no País – desde dezembro de 1941 -, ambos os países decidiram dar mais importância ao que foi debatido em 1943.

Getúlio desembarcou em Natal, no dia 28 de janeiro de 1943, à 1h da madrugada e Roosevelt, no início da manhã, às 7h30, em aviões no rio Potengi, e ficaram hospedados em navios, também, atracados no rio. Roosevelt voltava de Casablanca (África), onde tinha se encontrado com o primeiro ministro britânico Wiston Churchil, enquanto o brasileiro vinha do Rio de Janeiro, orientado pelo ministro de relações exteriores, Oswaldo Aranha, a oferecer o envio de tropas para o conflito armado, como prova de maior envolvimento do País, alem de já possuir base americanas.

No fim da manhã do dia 28, Vargas e Roosevelt almoçaram juntos, acompanhados das mais diversas autoridades, entre elas o brigadeiro Eduardo Gomes, almirante Ary Parreira e o comandante da esquadra norte-americana do Atlântico Sul, almirante Jonas H. Ingram, além de diplomatas americanos e do interventor Federal no Rio Grande do Norte, Rafael Fernandes. Logo em seguida, eles seguiram de barco pelo rio até as instalações da Rampa, cenário da fotografia imortalizada, com os dois sobre o “Jeep 7″ e os arcos da Rampa ao fundo, dando início a inspeção de todas as instalações militares americanas existentes na cidade, como a base de hidroaviões da Marinha dos Estados Unidos, hoje 17º Grupamento de Artilharia e Campanha (17º GAC) e Parnamirim Field, atualmente Base Aérea de Natal (BANT).

FONTE: Fundação Rampa

NOTA DO EDITOR: agradecemos o contato do Diretor de Comunicação Social da Fundação, Leonardo Dantas.

De: Canindé Soares

    O mistério do planeta

No mistério do Sem-Fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta"...

Cecília Meirelles (1901–1964) 

Imagem: Cecília no sobrado onde morou no Cosme Velho, Rio de Janeiro, fotografada em 1953, ano em que publicou “Romanceiro da Inconfidência”.

Veja também:
http://semioticas1.blogspot.com.br/2011/12/aninha-da-ponte.html
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    O mistério do planeta

    No mistério do Sem-Fim
    equilibra-se um planeta.
    E, no planeta, um jardim,
    e, no jardim, um canteiro;
    no canteiro, uma violeta,
    e, sobre ela, o dia inteiro,
    entre o planeta e o Sem-Fim,
    a asa de uma borboleta"...

    Cecília Meirelles (1901–1964)

    Imagem: Cecília no sobrado onde morou no Cosme Velho, Rio de Janeiro, fotografada em 1953, ano em que publicou “Romanceiro da Inconfidência”.

    Veja também:
    http://semioticas1.blogspot.com.br/2011/12/aninha-da-ponte.html

    De: Semióticas
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    Ao menos 180 morrem em incêndio em casa noturna de Santa Maria (RS), segundo Bombeiros

    Do UOL, em Porto Alegre e São Paulo

    • Germano Roratto/Agência RBS
      Incêndio de grande proporção atinge a boate Kiss, no centro de Santa Maria (RS)
      Incêndio de grande proporção atinge a boate Kiss, no centro de Santa Maria (RS)
    O incêndio em uma boate deixou mais de 200 feridos e ao menos 180 mortos em Santa Maria (a 286 km de Porto Alegre), na região central do Rio Grande do Sul, segundo o Corpo de Bombeiros, o que o caracteriza como a pior tragédia do Estado. O fogo começou por volta das 2h deste domingo.  O número de mortes pode passar de 200, de acordo com os Bombeiros, ainda há muitos corpos dentro do local esperando para serem recolhidos e identificados.
    Em entrevista à rádio Gaúcha, o delegado Sandro Luís Meinerz, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, disse que, a princípio, as pessoas não morreram queimadas, e sim asfixiadas pela fumaça por não terem conseguido sair do local.
    "Estamos retirando os corpos do local e tomando as providências necessárias para o início das investigações. Não se sabe ainda o número exato de corpos. Mas, em princípio, não há nenhum corpo em situação precária que possa prejudicar a identificação. As pessoas não conseguiram sair. A saída parece pequena para o número de pessoas que estava lá dentro, e o pânico acabou gerando essa situação", contou.
    A boate possui apenas uma saída, o que gerou tumulto na hora da fuga das chamas. Os bombeiros tiveram que abrir um buraco na parede externa para auxiliar no salvamento.

    Incêndio em boate deixa vários mortos e feridos em Santa Maria (RS)



    Foto 9 de 11 - Um incêndio de grande proporção atingiu na madrugada deste domingo a boate Kiss, no centro de Santa Maria (RS). Segundo a polícia, ao menos 90 pessoas morreram e mais de 200 pessoas ficaram feridas. O fogo começou por volta das 2h deste domingo e teria começado com um sinalizador utilizado no show de uma banda Germano Roratto/Agência RBS
    "Terminamos o rescaldo no local e estamos fazendo a remoção dos corpos. É impossível avaliar quantos corpos ainda devem ser retirados do local", disse o comandante dos Bombeiros de Santa Maria, Moisés da Silva Fux à rádio Gaúcha.
    "Os bombeiros estão fazendo o rescaldo e procurando outras vítimas. Não podemos precisar o número exato de vítimas. A maior parte dessas pessoas morreu asfixiada. Elas entraram em pânico e acabaram pisoteando umas às outras. O principal fator [para as mortes] foi a asfixia. O isopor gera uma fumaça muito tóxica", afirmou o comandante-geral do Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido de Melo.
    Conforme um segurança que trabalhava na boate no momento do incêndio, entre mil e 2.000 pessoas deveriam estar no local durante o incidente, a maioria era adolescente.

    Causas

    Informações preliminares dão conta de que o fogo teve início com um sinalizador utilizado no show de uma banda, faíscas teriam atingido o teto da boate Kiss, na rua dos Andradas, e incendiaram a espuma de isolamento acústico.
    A quadra do Centro Desportivo Municipal está isolada, pois o local está recebendo corpos para serem identificados pela perícia. Ao menos cinco pessoas que receberam atendimento não resistiram e morreram.
    Os bombeiros estão sendo auxiliados por militares da Base Aérea de Santa Maria, por agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Rodoviária Estadual, pela Brigada Militar, além do auxílio de ambulâncias de urgência de hospitais e clínicas.
    Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul, lamentou a tragédia e, via Twitter, disse que se encaminha para a cidade. 


    Folhas caídas

    Lá fora o frio enregela as folhas do Outono,
    que vão caindo, no chão molhado!
    Nessas folhas estavam as minhas recordações,
    escritas, certo dia, com o calor da paixão,
    agora, caídas em absoluto desamparo,
    no charco das palavras mortas,
    onde serão afogadas as minhas saudades
    na água que as submergirá
    no esquecimento do passado!

    Espero que um milagre de repente aconteça,
    neste cosmos de incertezas,
    e que das linhas traçadas pela minha mão,
    gravadas nas folhas secas e encharcadas,
    renasçam as minhas recordações,
    paridas das águas que o chão molhado faz leito!

    Mas sinto frio,
    embora agasalhado, tenho frio,
    fecham-se-me as pálpebras,
    estremece-me o corpo,
    soluça-me o coração sem fôlego,
    chora-me a alma!

    O frio penetra-me o âmago do meu sentir,
    tento aconchegar-me à lembrança,
    daquele amor, que ficou em mim,
    que não deixei escrito nas folhas caídas!

    É somente o que me resta!

    José Carlos Moutinho
    .
    Folhas caídas

Lá fora o frio enregela as folhas do Outono,
que vão caindo, no chão molhado!
Nessas folhas estavam as minhas recordações,
escritas, certo dia, com o calor da paixão,
agora, caídas em absoluto desamparo, 
no charco das palavras mortas,
onde serão afogadas as minhas saudades
na água que as submergirá
no esquecimento do passado!

Espero que um milagre de repente aconteça,
neste cosmos de incertezas, 
e que das linhas traçadas pela minha mão,
gravadas nas folhas secas e encharcadas,
renasçam as minhas recordações, 
paridas das águas que o chão molhado faz leito!

Mas sinto frio, 
embora agasalhado, tenho frio,
fecham-se-me as pálpebras,
estremece-me o corpo,
soluça-me o coração sem fôlego,
chora-me a alma!

O frio penetra-me o âmago do meu sentir,
tento aconchegar-me à lembrança,
daquele amor, que ficou em mim,
que não deixei escrito nas folhas caídas!

É somente o que me resta!

José Carlos Moutinho
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    Reciclagem , Jardinagem e Decoração.
    Quadro com botões... de fácil execução, irá decorar um cantinho lindamente.
Tudo que será preciso: Tela, tinta, botões e cola. :)

Fonte:
http://bustedbutton.com/2012/02/22/over-the-button-rainbow/


















    Quadro com botões... de fácil execução, irá decorar um cantinho lindamente.
    Tudo que será preciso: Tela, tinta, botões e cola. :)

    Fonte:
    http://bustedbutton.com/2012/02/22/over-the-button-rainbow/

     REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO