sábado, 16 de fevereiro de 2013

BARRAGEM ARMANDO RIBEIRO GONÇALVES




"Volume - 15/2/13
Do blog Página R

Escola do Governo é inaugurada


Governadora Rosalba Ciarlini inaugura Escola de GoveRNo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales

A governadora Rosalba Ciarlini inaugurou, na noite desta quinta-feira (14), a sede própria da Escola de GoveRNo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, que tem como objetivo promover a valorização e capacitação do servidor público estadual. A solenidade de inauguração foi realizada no novo prédio, localizado no Centro Administrativo. O evento coincidiu com o lançamento da 50ª Campanha da Fraternidade, criada pelo cardeal potiguar falecido em julho do ano passado, no Rio de Janeiro.
Durante a inauguração, a governadora ressaltou a importância de capacitar o servidor estadual para que este possa atender melhor à população potiguar. “São homens e mulheres que têm a missão de servir à população do Rio Grande do Norte. O mundo está evoluindo muito rápido e nós precisamos acompanhar esses avanços. Para isso, nada melhor que uma Escola de Governo”, enfatizou Rosalba Ciarlini.
A chefe do Executivo Estadual falou, ainda, sobre a homenagem ao Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, que dá nome prédio. “Dom Eugênio é um dos potiguares que mais nos orgulha pela sua história de vida e por ter sido um símbolo de fraternidade e justiça, que são valores que queremos que esta escola, através dos nossos servidores, sejam levados ao povo potiguar”, acrescentou a governadora.
Irmão do homenageado, o arcebispo emérito de Natal, Dom Heitor de Araújo Sales, agradeceu a homenagem. “Desejo que ele, lá do céu, possa mandar muita alegria, luz e força para essa iniciativa tão importante para o nosso Estado”, pontuou Dom Heitor.
Ao final dos discursos, antecedidos por uma apresentação da Camerata de Vozes, os convidados visitaram as dependências do prédio.
A inauguração da sede própria da Escola de GoveRNo contou também com a participação do Secretário geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner; do Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha; dos Arcebispos eméritos de Natal, Dom Heitor de Araújo Sales e Dom Matias Patrício de Macêdo; do Padre Ivanoff Pereira, administrador diocesano de Caicó; do procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto; do deputado estadual, Ricardo Motta; da reitora da UFRN, Ângela Paiva; do reitor da UERN, Milton Marques; do secretário-chefe do Gabinete Civil da Prefeitura do Natal, Sávio Hackradt; do presidente da Fiern, Amaro Sales; do presidente do Sistema Fecomércio, Marcelo Queiroz; do presidente da Femurn e prefeito de Lajes, Benes Leocádio; do vice-presidente da OAB/RN, Marcos Guerra; da representante do Tribunal de Contas do Estado e diretora da Escola de Contas, conselheira Maria Adélia Sales, além de secretários de Estado, deputados estaduais, vereadores e de padres de diversas paróquias.
Entre os benefícios que a sede própria trará para os servidores do Governo do Estado, a diretora-geral da Escola de GoveRNo, Tânia Leiros, enfatiza a otimização do tempo, visto que o espaço possui salas de aulas, espaços para eventos e biblioteca, além de estar localizado próximo a maioria dos órgãos da administração direta e indireta. “Agora será tudo em um só lugar e isso otimizará o tempo de quem precisava se deslocar pela cidade”, pontua Tânia Leiros.
Para atender a demanda dos vários órgãos que compõem o Governo foram estabelecidas parcerias e convênios com universidades, principalmente a UERN, faculdades e instituições educacionais. O início das aulas está marcado para o próximo dia 27, com turmas de Governo Eletrônico, Controle Interno, Planejamento Estratégico e Línguas (Inglês e espanhol).
Sobre a Escola de GoveRNo
Atuando na realização de cursos e eventos que objetivam a maior capacitação e valorização do servidor público do Estado do Rio Grande do Norte, na administração direta e indireta, a Escola de GoveRNo (EGRN) funcionava, desde 2007, nas dependências da Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (Searh).
Com a inauguração da nova sede, que ocupa uma área de 12 mil metros quadrados dentro do Centro Administrativo, estes cursos e eventos que antes ocorriam utilizando espaços locados pelo Governo do Estado, agora poderão ser feitos dentro da própria EGRN. O espaço contará com auditório com capacidade para mil lugares, um mini-auditório para 100 pessoas, quatro salas de aula com capacidade para 45 alunos cada e duas salas de informática que juntas possuem 40 computadores. Ao todo, foram investidos R$ 19 milhões entre a construção do prédio e equipamentos.
A estrutura ainda comporta a Biblioteca de Administração Pública e seus 3.400 títulos e mais de 7 mil exemplares, amplo espaço aberto e toda a estrutura administrativa, o que possibilita a realização de cursos e eventos de grande porte.

INFORMAÇÃO ALIMENTAR IMPORTANTE


Vejam que interessante... A partir de certa idade, temos quase todos os sintomas abaixo, provocados pelas faltas aqui mencionados:


1. DIFICULDADE DE PERDER PESO
O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina.
ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.


2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.
ONDE OBTER: água de coco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro , semente de linhaça e os suplementos.


3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.
ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre, cenoura + suplementos...


4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio
ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.


5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos
ONDE OBTER: coalhada, iogurte, missô, Yakult e similares.


6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.
ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.


7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.
ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.


8.. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.
ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos.


9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro.
ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.


10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.
ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite


11. DESÂNIMO, APATIA, TRISTEZA, RAIVA, INSATISFAÇÃODEPRESSÃO, VONTADE DE MORRER
O QUE ESTÁ FALTANDO:Dinheiro,meu filho, dinheiro!!!
ONDE OBTER: Quando eu descobrir, informarei. Mas se você descobrir primeiro, não se esqueça de mim, ok?







sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


CODEVA

Osvaldinho recebendo, em sua casa (1969) o Bispo da Diocese de Santa Luzia de Mossoró. Em primeiro plano da esquerda para a direita: Adonias Bezerra, Osvaldo Amorim, Dom Eliseu e Tarcísio Amorim. 
Foto: blog de Fernando Caldas.


Vamos conhecer, um pouquinho da história do Plano de Desenvolvimento do Vale do Assu? Tudo começou em Campina Grande em maio de 1956 no Encontro dos Bispos do Nordeste com a presença do Presidente Juscelino Kubitschek. Lá nasceu a SUDENE, com Celso Furtado.
O Bispo da Diocese de Mossoró Dom Eliseu e Osvaldo Amorim – aqui do Assu, participaram do Encontro. Resultado: no mês seguinte era aprovado pelo Governo Federal o “Plano Integrado de Desenvolvimento dos Vales do Assu e do Apodi”.
Em janeiro de 1957, os prefeitos do Vale do Assu e Apodi, bem como, representantes de todo Oeste se reuniram para um programa global de desenvolvimento rural.
Dezenas de projetos. Nenhum setor escapou à visão do trabalho, soprado pelo espirito desenvolvimentista do Governo JK. Núcleos de irrigação; Missão rural; Semanas rurais; Plano de eletrificação; Portos de Macau e Areia Branca; Cooperativas; Casas populares; Hospitais e Maternidades; Estradas; Centro de treinamento de líderes; Escolas normais.
Tudo isto possuía um novo dimensionamento cristão, através dos núcleos de Ação Católica. Na arquidiocese de Natal, liderava padre José Luiz. Na Diocese de Santa Luzia, de Mossoró, padre Américo Simonetti. Itajá foi o polo iniciador deste trabalho, sob a responsabilidade da educadora Libânia Pessoa.
Nesse período, o Vale do Assu tinha 05 deputados estaduais: Edgard Borges Montenegro, Olavo Lacerda Montenegro, Gerôncio Queiroz, Ângelo Varela e Floriano Bezerra.
Mais tarde, sob a liderança de Osvaldo Amorim – o popular Osvaldinho, foi organizada a CODEVA – Comissão de Desenvolvimento do Vale do Assu. Veio o ano de 1964. Com ele, o sonho foi se acabando. Os líderes foram sufocados. Dom Eliseu transferido. Osvaldo Amorim, tempos depois veio a falecer... Tudo começou a ser desmoronado e o Vale nunca mais encontrou união política nem parcerias dos agropecuaristas, empresários e governos para retomada do desenvolvimento vislumbrado por aqueles que montaram, com responsabilidade e esperança, o Plano Integrado de Desenvolvimento dos Vales do Assu e Apodi. Lamentavelmente.
Hoje, apesar da inegável potencialidade, o Vale do Assu enfrenta diversos problemas: Inserção dos produtos no mercado para comercialização; degradação ambiental; falta de incentivos; capacitação específica; irregularidade climática; posse das terras; entre outras dificuldades que tem deixado a região a mercê do desenvolvimento sustentável. Infelizmente.

‎"O partido-rede".


  • Fonte: blog do Noblat - O Globo
    "O partido-rede". Por Merval Pereira

O partido que a ex-senadora Marina Silva começa a revelar amanhã na reunião plenária que marcará seu lançamento oficial pretende ser um instrumento para desmontar as velhas estruturas partidárias e estabelecer uma rede de relacionamento entre diversos políticos, pertencentes ou não à nova sigla, unidos em torno de princípios éticos e programáticos.                                    

Seus fundadores veem essa “rede” como um instrumento estratégico para “dessacralizar” a imagem do partido tradicional, promovendo a ajuda a quadros em uma pluralidade de partidos e na sociedade civil que queiram trabalhar na mesma direção. A ideia de que o “partido” concentra o jogo político, enquanto a “rede” o dispersa acompanha a formação da nova agremiação, que nasce com a intenção de “virar pelo avesso, o avesso em que vivemos”, na definição do deputado federal Alfredo Sirkis, que será um dos fundadores da rede, que ele sugere estar ligada à questão central do meio ambiente, algo como “Rede Eco” ou “Eco Brasil”.

Junto com ele devem ser fundadores os deputados Walter Feldman (PSDB-SP), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Domingos Dutra (PT-MA) e Reguffe (PDT-DF). Marina está conversando com o deputado federal petista Molon, que vai ajudar, mas ainda não decidiu se oficialmente participa da fundação ou se vai esperar para inaugurar o tipo de aliança informal que está prevista na própria formação do novo partido-rede.

Seus organizadores têm a esperança que outros deputados que estão conversando se definam até amanhã, para que a “rede” comece com entre cinco e dez deputados federais. Os “sonháticos", como se definem, esperam aproveitar a votação de quase 20% que a ex-senadora Marina Silva obteve em 2010 para, com quase três anos de atraso, tentar interferir na correlação de forças políticas existentes.

O entendimento é que, embora Marina não tenha aproveitado seu cacife eleitoral para obter acordos políticos relevantes com os dois finalistas daquela campanha, os eleitores que a viram como uma alternativa àquela época continuam sem perspectiva política e podem ser atraídos outra vez pela nova tentativa de mobilização de jovens e outras gentes ainda esperançosas de mudar o Brasil na direção da sustentabilidade. Em vez de “pretensiosa e inútil ingenuidade”, os “sonháticos” acham que a melhor opção é ainda sonhar com novas correlações de força, já que a alternativa seria deixar tudo como está e entrar no jogo da maneira que ele está estabelecido, não abrindo “um canal de participação política novo para esses integrantes de nossa sociedade que anseiam por algo diferente”, como diz Sirkis.

É dentro desse conceito novo de fazer política que o partido-rede pretende aprovar na plenária de amanhã estatuto com diversas novidades: o limite de 16 anos no mesmo cargo eletivo, o que equivale a dois mandatos de senador (justamente o tempo que Marina permaneceu como senadora em Brasília) ou quatro mandatos de deputado federal, deputado estadual ou vereador. Para contrastar, por exemplo, com os 11 mandatos de deputado federal do novo presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves. A ideia é evitar a criação de “parlamentares profissionais”.

Outro ponto destoante será a proibição de doações de campanha oriundas dos setores de bebida alcoólica, cigarro, arma e agrotóxicos. Estranhamente não há restrições ao financiamento de empreiteiras e bancos, setores muito mais envolvidos em polêmicas de financiamento do que as escolhidas. Essas limitações têm a vantagem de diferenciar o novo partido-rede dos demais em atuação, mesmo com suas inconsistências internas.

O que não está claro é como esse partido-rede atuará, por exemplo, na formação de coligações partidárias para a disputa presidencial de 2014, quando a ex-senadora concorrerá novamente à Presidência da República. Esses acordos “virtuais” podem até mesmo funcionar em votações suprapartidárias no Congresso, mas não funcionam quando objetivamente se tem que conseguir o maior tempo de propaganda no rádio e televisão numa campanha eleitoral.


    "O partido-rede". Por Merval Pereira

    O partido que a ex-senadora Marina Silva começa a revelar amanhã na reunião plenária que marcará seu lançamento oficial pretende ser um instrumento para desmontar as velhas estruturas partidárias e estabelecer uma rede de relacionamento entre diversos políticos, pertencentes ou não à nova sigla, unidos em torno de princípios éticos e programáticos. 

    Seus fundadores veem essa “rede” como um instrumento estratégico para “dessacralizar” a imagem do partido tradicional, promovendo a ajuda a quadros em uma pluralidade de partidos e na sociedade civil que queiram trabalhar na mesma direção. A ideia de que o “partido” concentra o jogo político, enquanto a “rede” o dispersa acompanha a formação da nova agremiação, que nasce com a intenção de “virar pelo avesso, o avesso em que vivemos”, na definição do deputado federal Alfredo Sirkis, que será um dos fundadores da rede, que ele sugere estar ligada à questão central do meio ambiente, algo como “Rede Eco” ou “Eco Brasil”.

    Junto com ele devem ser fundadores os deputados Walter Feldman (PSDB-SP), Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Domingos Dutra (PT-MA) e Reguffe (PDT-DF). Marina está conversando com o deputado federal petista Molon, que vai ajudar, mas ainda não decidiu se oficialmente participa da fundação ou se vai esperar para inaugurar o tipo de aliança informal que está prevista na própria formação do novo partido-rede.

    Seus organizadores têm a esperança que outros deputados que estão conversando se definam até amanhã, para que a “rede” comece com entre cinco e dez deputados federais. Os “sonháticos", como se definem, esperam aproveitar a votação de quase 20% que a ex-senadora Marina Silva obteve em 2010 para, com quase três anos de atraso, tentar interferir na correlação de forças políticas existentes.

    O entendimento é que, embora Marina não tenha aproveitado seu cacife eleitoral para obter acordos políticos relevantes com os dois finalistas daquela campanha, os eleitores que a viram como uma alternativa àquela época continuam sem perspectiva política e podem ser atraídos outra vez pela nova tentativa de mobilização de jovens e outras gentes ainda esperançosas de mudar o Brasil na direção da sustentabilidade. Em vez de “pretensiosa e inútil ingenuidade”, os “sonháticos” acham que a melhor opção é ainda sonhar com novas correlações de força, já que a alternativa seria deixar tudo como está e entrar no jogo da maneira que ele está estabelecido, não abrindo “um canal de participação política novo para esses integrantes de nossa sociedade que anseiam por algo diferente”, como diz Sirkis.

    É dentro desse conceito novo de fazer política que o partido-rede pretende aprovar na plenária de amanhã estatuto com diversas novidades: o limite de 16 anos no mesmo cargo eletivo, o que equivale a dois mandatos de senador (justamente o tempo que Marina permaneceu como senadora em Brasília) ou quatro mandatos de deputado federal, deputado estadual ou vereador. Para contrastar, por exemplo, com os 11 mandatos de deputado federal do novo presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves. A ideia é evitar a criação de “parlamentares profissionais”.

    Outro ponto destoante será a proibição de doações de campanha oriundas dos setores de bebida alcoólica, cigarro, arma e agrotóxicos. Estranhamente não há restrições ao financiamento de empreiteiras e bancos, setores muito mais envolvidos em polêmicas de financiamento do que as escolhidas. Essas limitações têm a vantagem de diferenciar o novo partido-rede dos demais em atuação, mesmo com suas inconsistências internas.

    O que não está claro é como esse partido-rede atuará, por exemplo, na formação de coligações partidárias para a disputa presidencial de 2014, quando a ex-senadora concorrerá novamente à Presidência da República. Esses acordos “virtuais” podem até mesmo funcionar em votações suprapartidárias no Congresso, mas não funcionam quando objetivamente se tem que conseguir o maior tempo de propaganda no rádio e televisão numa campanha eleitoral.


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"O xadrez de 2014".



Fonte: Blog do Noblat - O Globo

Por Murilo Aragão


A sucessão está em pleno curso, tendo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o PMDB como vetores centrais no momento. E as atenções estão voltadas para os seus movimentos.

Tudo com vistas à composição da chapa de Dilma na disputa pela Presidência em 2014; ou de uma chapa “terceira via” liderada por Campos.

Para Lula, que é o guardião-mor de sua fórmula, o melhor dos mundos seria a repetição da chapa Dilma e Michel Temer concorrendo juntos em 2014 e Eduardo no governo, como ministro, sendo preparado para 2018. No entanto, existem obstáculos sérios a seus desejos.

O primeiro deles é o estrago que a campanha municipal de Recife – que rachou PT e PSB – fez nas relações entre ambos.

O segundo obstáculo é que Eduardo Campos deve achar que, para ser competitivo em 2018, já tem de sair em 2014 para construir uma imagem nacional.

O terceiro aspecto é que o PT, que sempre ficou a reboque dos desejos de Lula, quer fazer a sua chapa em 2018. Com alguém do partido, não importa quem, que seja expressão de suas forças.

O quarto aspecto é que o PMDB está solidamente plantado no governo e comanda o Congresso, de onde há de criar, ou não, problemas para o Executivo.

Assim, fica evidente que há duas dinâmicas. A primeira ocorre dentro do “lulismo” e envolve suas forças e seus aliados. A outra fica dentro do “petismo”, que anda enfraquecido com as punições resultantes do julgamento do mensalão.

A questão Campos termina refletindo sobre o PMDB. Para evitar que o PSB concorra com candidato próprio e atrapalhe a reeleição de Dilma, no PT existem aqueles que defendem a remoção de Michel Temer do lugar de vice e a inclusão de Eduardo na chapa de 2014.

De acordo com o que tem sido veiculado pela imprensa, Lula estaria trabalhando nesta direção. O PMDB já emitiu sinais de insatisfação quanto a este movimento.

A solução sugere que Temer concorreria, com o apoio de Lula, Dilma e Campos, ao governo de São Paulo contra um forte Geraldo Alckmin.

Em que pese não ser uma oferta desprezível, os riscos para Temer são grandes e somente justificaria corrê-los com uma ampla margem de segurança e compensações claras, caso a investida não dê certo.

De pronto, fica evidente que ao PMDB não interessa perder a vice-Presidência, mesmo que as compensações sejam amplas e generosas. O partido deve se utilizar de suas posições atuais para consolidar a aliança com o PT em 2014 e esperar 2018 com tranquilidade.

O fato é que a aparição de Eduardo Campos na mídia como virtual candidato em 2014 está incomodando a base governista e determinando reflexões sobre como lidar com ele. Será ele o fato novo para 2014?

Sim e não. Vai depender, pelo menos, do tamanho da coalizão que ele consiga construir para apoiar a sua candidatura e também do andamento do governo Dilma.

E, ainda, do estrago que a campanha da mídia contra Lula possa causar em Dilma. Aparentemente, o impacto é limitado. A presidente consolidou uma boa imagem junto ao eleitorado.

Entre os oposicionistas não partidários, Campos é visto como alguém que pode ganhar de Dilma. Em especial, pelo fato de poder dividir o uso do legado de Lula com Dilma. Afinal, Campos e o PSB estão mais do que intimamente ligados aos sucessos de Lula.

Com a economia em compasso de espera, a política adquire peso e complexidade para 2014. As movimentações de PSB, PMDB e PT devem ser acompanhadas com lupa e prometem muitas emoções.

Ainda que o favoritismo de Dilma para 2014 continue sendo a tendência vigente, tanto pelo que ela representa como gestora do “lulismo” quanto pelo que pessoalmente conquistou junto à opinião pública.

Murillo de Aragão é cientista político.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO