segunda-feira, 29 de abril de 2013

Meu velho querido amigo e irmão Paulo Alberto - Pelé. Figura que eu não vejo há bastante tempo.Ele faz parte da história da Rádio Princesa da minha querida cidade de Asssu. Um forte abraço pra ele, Pelé.

Fernando Caldas - Fanfa

domingo, 28 de abril de 2013


O universo lírico do cordel é retratado em documentário

Publicação: 27 de Abril de 2013 - Tribuna do Norte

O documentário “Cordelíricas Nordestinas” será lançado hoje em Mossoró, durante a programação de abertura do projeto “Estação do Repente”, na Estação das Artes Elizeu Ventania, a partir das 20h.  Produzido pelo coletivo Caminhos Comunicação & Cultura, o documentário retrata a poesia popular, reunindo depoimentos de poetas e pesquisadores sobre os aspectos e a história do Cordel.
 DivulgaçãoO cordelista Antônio Francisco conduz momentos da narrativaO cordelista Antônio Francisco conduz momentos da narrativa

Com aproximadamente 50 minutos de duração, o documentário destaca a figura do poeta sertanejo e os diversos elementos que compõem a Literatura de Cordel, em uma espécie de passeio poético. Guiando essa jornada, estão o poeta mossoroense Antônio Francisco, um dos cordelistas de grande destaque no Nordeste, e o poeta Crispiniano Neto, que escreve versos há cerca de 20 anos.

 A tradição do cordel, as normas técnicas, a métrica, a poética, as xilogravuras, entre outros aspectos são evidenciados através de depoimentos de cordelistas e também de pesquisadores da cultura popular com foco no cordel nordestino.

 Para o projeto, foram entrevistados mais de 30 nomes representativos do cordel do Rio Grande do Norte e de outros estados nordestinos. Entre eles, os paraibanos Medeiros Braga, cordelista que publicou vários livros e mais de 80 títulos em cordel, e o escritor Bráulio Tavares, que além de compositor, também é cordelista e pesquisador dessa arte.

A equipe também ouviu repentistas, com destaque para o pernambucano José Edinaldo dos Santos, mais conhecido como o   Ceguinho Aboiador.

Além de Natal e Mossoró, a equipe realizou filmagens nos municípios de Parnamirim, Acari, Serra do Mel, Sítio Novo, Caraúbas, Santa Cruz e Venha-Ver.

O documentário Cordelíricas Nordestinas foi financiado com recursos do Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel do Ministério da Cultura, na edição 2010, que homenageia o poeta Patativa do Assaré.

"Especial Paulo Freire"

#ESPECIAL PAULO FREIRE 
Toda a obra disponível no Centro de Referência Paulo Freire grátis para baixar em http://acervo.paulofreire.org/xmlui.

Aproveite e confira vídeos, resenhas de livros, entrevistas e reportagens sobre o patrono da Educação brasileira em http://abr.io/Gkfw

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O POETA NORTE-RIOGRANDENSE JOÃO LINS CALDAS NO ALMANAQUE DE PERNAMBUCO

quinta-feira, 25 de abril de 2013


RUA DO ASSU

RUA MINERVINO WANDERLEY

      A Rua Minervino Wanderley foi uma das primeiras ruas do Assu de ontem. Era considerada a rua de grandes comércios (usinas de beneficiamento de ceras de carnaúba, depósitos de algodão, armazéns, entre outros). Inicialmente recebeu o nome de Rua São Paulo. Foi nesta artéria que foi implantada a primeira escola pública do Assu que depois veio a receber o nome de Grupo Escolar Tenente Coronel José Correia (atual Jardim Escola Recanto do Amor e da Educação - anexo do instituto Padre Ibiapina).

O Patrono

Minervino Wanderley nasceu no dia 06 de junho de 1883.Fundou jornal. Foi comerciante, Procurador de São João Batista. Foi Presidente da Intendência de 1917 a 1919. Comerciante exportador de cera, couros, peles, algodão. Foi presidente da Câmara Municipal e Vice-Prefeito no período de 1948 até o seu falecimento em 1950.
Quando veio a falecer também era presidente do Instituto Padre Ibiapina; da Confraria de São Vicente de Paula e conselheiro de turma do Banco Rural Cooperativo do Assu.

 O Major
Possuía o título de Major da extinta Guarda Nacional expedido em 23 de junho de 1910, assinado pelo Marechal Hermes da Fonseca, no posto de Major Fiscal do 24º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, prestou os mais assinalados serviços.
Do seu consórcio com Dona Carlota de Sá Leitão Wanderley deixou duas filhas: Marta Wanderley Salem, esposa do Sr. Emílio Salem e Dona Berta Wanderley Carvalho, esposa do Sr. Joaquim de Carvalho Costa, e ainda, sete netos. O nome atual desta rua deu-se após o falecimento do Major Minervino Wanderley ocorrido no dia 12 de fevereiro de 1950.

Rua Minervino do passado
Na Rua Minervino Wanderley, nos meus tempos de criança, entre diversas brincadeiras do dia-a-dia existia o “Parque de Dedeu de João Rebouças” onde o dinheiro que circulava eram notas de maços de cigarros. Tínhamos direito até a subir o “Pão de Açúcar” (uma corda esticada do topo de uma árvore a uma base em terra firme). Sentado em uma tábua descíamos em um carretel numa velocidade apavorante. Não tenho notícias de acidentes.

Alguns Moradores:
Lembro de alguns moradores da minha época de adolescente (espero complementação dos contemporâneos porque faz muito tempo... – rsrs): Seu Carvalho, José Maria (ex-prefeito), Chico de Laura, Antônio Felipe, Leôncio (esposo de Dona Noêmia professora), Maneiro, Pimentel, João de Higino, Chico Ribeiro, João Pio (calceteiro), Antônio Cosme, Chico Coelho, Miro Cobe, Pereira da CAERN, Vital de Higino, Cléia, Irene, João Rebouças, Chiquito Soares, entre outros. 

RUA MINERVINO WANDERLEY ATUALMENTE:



LIVRO TRAZ GENEALOGIA DE POTIGUARES

João Felipe lança mais um livro sobre árvore genealógicas das famílias do RN - Foto - Magnus Nascimento
João Felipe lança mais um livro sobre árvore genealógicas das famílias do RN – Foto – Magnus Nascimento
O contar da história através de pesquisas genealógicas não é um mero acaso na vida do professor universitário aposentado João Felipe da Trindade, 67 anos. A curiosidade aguçou a vontade de conhecer a sua ascendência e de resgatar a memória dos seus antepassados. Aliado a isso, o gosto pela leitura, ainda em tenra idade, despertou o desejo de transpôr esses estudos para o livro. “Quando era pequeno, antes de começar as aulas, já tinha lido todos os livros que meu pai comprava pra escola”.
Já adulto e como professor de Matemática, João Felipe da Trindade disse que “também gostava muito de ler os livros de história da Matemática”. Os anos passaram. Felipe da Trindade transformou-se num historiador e passou a elaborar árvores genealógicas das famílias potiguares, temas dos três livros escritos por ele. O último intitulado “Mais Notícias Genealógicas do RN” será lançado hoje, a partir das 11 horas de hoje, na galeria Núcleo de Arte e Cultura (NAC), no Centro de Convivência da Universidade Federal do Rio Grane do Norte (UFRN).
Segundo Trindade, o livro é uma sequência do segundo – “Notícias Genealógicas do Rio Grande do Norte” – lançado em 2011, que também é uma coletânea dos artigos publicados, semanalmente, em “O Jornal de Hoje”.
Trindade mantém na internet, ainda, o blog putegi.blogspot.com.br sobre  a genealogia, como gosta de dizer, “das bravas famílias que ajudaram a construir o Estado”, que como a sua obra, “retrata um pouco mais sobre alguns lugares, algumas famílias, alguns indivíduos e alguns hábitos do Estado”.
O livro não obedece a uma ordem cronológica sobre o surgimento das famílias norteriograndenses. “Quando faço um artigo sobre uma determinada família, uma coisa vai puxando outra”, disse ele, que conta coisas sobre a vida de políticos como o capitão José da Penha e Pedro Avelino, nome de município na região do Sertão/Central do Estado que foi o pai do senador Georgino Avelino.
Nele também cita-se o presidente provincial Caetano Sanchez,  “o doador do galo da Igreja de Santo Antonio, na Cidade Alta” ou ainda de Matias Vidal de Negreiros, que lutou contra a presença holandesa na região Nordeste e Maria Páscoa Bezerra, que foi condenada pela inquisição da Igreja Católica. “Não é uma listagem de nomes, sempre conto alguma coisa sobre as pessoas”.
Pesquisas são ancoradas em inventários e acervos
Dedicar tempo a recompor a Genealogia e a história de famílias potiguares para que não fiquem  adormecidas ou submersas nos registros do passado, seja para esclarecer, atualizar ou corrigir a história exige anos de pesquisa e dedicação. O registro de  nascimento ou a certidão de casamentos são pontos de partida para a elaboração de uma árvore genealógica, mas o pesquisador depende, na maioria das vezes, de acervos históricos e inventários para finalizar o trabalho.
O desenvolvimento de pesquisas genealógicas passa pelo conhecimento paleográfico para conhecer o conteúdo de documentos antigos
O desenvolvimento de pesquisas genealógicas passa pelo conhecimento paleográfico para conhecer o conteúdo de documentos antigos
“Às vezes, a pessoa tem os dados em casa e não sabe usar”, alerta João Felipe da Trindade, que escreveu o primeiro livro em 2008: “Servatis ExMore Servandis”. Em latim, quer dizer – “Conservar o que tem de ser conservado”, segundo Trindade, que encontrou esse registro na certidão de casamento do seu bisavô, de quem herdou o nome.
Afora os documentos da família, pelos quais traçou a sua Genealogia no primeiro livro, Trindade diz que foi atrás de outras fontes, num trabalho que não foi tão fácil em seu início, como a busca de informações nos arquivos da Cúria Metropolitana, em Natal, onde estão assentos de famílias de Santana do Matos a partir de 1823.
Naquele tempo, explicou Trindade, os registros de nascimento, óbitos e casamentos eram feitos exclusivamente nas Igrejas Católicas. Em Assu, para onde teve de se deslocar algumas vezes, a pesquisa na Igreja de São João Batista que só podia ser feita de manhã. Ela aproveitava o horário para fotografar tudo.
Quando as informações estão incompletas, Trindade busca dados nos inventários, principalmente nos casos de pessoas solteiras, que não deixam linhagem. Por essas duas razões, ele disse que teve de saber Paleografia – “aprendi na marra”.
Em outras, foi preciso se deslocar à Olinda (PE), onde estão documentos da Igreja Católica sobre o Rio Grande do Norte relativos aos séculos XVII e XVIII ou mesmo no Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco, em Recife, quando não foi possível obter cópias de documentos através de amigos. Isso aconteceu na elaboração da árvore genealógica de Afonso Bezerra, cuja documentação tinha sido enviada em 1944 a Pedro Antas.
Outra fonte importante, informou Trindade, é o acervo de microfilmes da Igreja Mórmon,  porque além de batizar um convertido, “também são batizados os ascendentes, as pessoas que ficaram pra trás da família”, daí a necessidade de eles terem acessos aos documentos familiares.
Email de João Trindade para adquirir o livro -João Felipe da Trindade – jfhipotenusa@gmail.com

quarta-feira, 24 de abril de 2013


HISTÓRIA

Capitão Manoel Varella Barca, lá de Assú (III)


João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)

Professor da UFRN, membro do IHGRN e do INRG
Manoel Varella Barca fez seu testamento em 10 de abril de 1844, na Fazenda Sacramento, tendo sido escrito por João Martins de Sá Junior. Nas suas disposições destacou uma sorte de terras, chamada Sítio Caeira ou Mutamba, herdada dos seus pais, para Maria Beatriz e Manoel de Mello Montenegro Pessoa, em atenção a fiel amizade que ambos dedicaram a ele. Fez, também, um destaque especial para a neta e afilhada Lusia Leopoldina, casada com Felis Francisco da Silva, em atenção à pobreza em que se achavam.

O segundo casamento do capitão Manoel Varella Barca foi com Dona Francisca Ferreira Souto, como vimos no primeiro artigo desta série. Vamos, pois, escrever um pouco sobre os filhos desse casal.

Domingos Varella Barca, com a idade de 20 anos, casou, em 9 de abril de 1823, na Fazenda Estreito, com Dona Gertrudes Lins Pimentel, 22 anos, filha de João de Souza Pimentel e Dona Josefa de Mendonça Lins. Houve dispensa pelo parentesco em que estavam ligados. Estavam presentes João Maurício Pimentel e Francisco Varella Barca, ambos casados.

Rosa Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca, com 29 anos de idade, casou, também, na Fazenda Estreito, em 11 de maio de 1833, com José da Fonseca Silva, de 28 anos, filho legítimo de João da Fonseca Silva, falecido, e dona Anna Maria de Jesus. Estavam presentes João Pegado de Sirqueira Cortez, casado, e Gaspar Freire de Carvalho, solteiro.

De Dona Maria Beatriz Paz Barreto não encontrei o registro de casamento. Era casada com Manoel de Mello Montenegro Pessoa, natural de Goianinha. Ovídio, filho desse casal, nasceu aos 16 de novembro de mil oitocentos e trinta e cinco, e foi batizado, pelo Vigário Colado do Seridó, na época visitador, Francisco de Brito Guerra, em 6 de janeiro de 1836, na Matriz de São João Batista do Assú. Teve como padrinhos José Varella Barca, solteiro, e Angela Garcia de Araújo Freire, viúva; Manoel, outro filho de Maria Beatriz e Manoel de Mello, nasceu aos vinte e quatro de outubro de 1836, e foi batizado pelo vigário de Santana do Matos, Padre João Theotonio de Sousa e Silva, na Matriz de Assú, aos trinta do mesmo mês e ano. Foram padrinhos o capitão Manoel Varella Barca, casado, e Maria Hermelinda de Albuquerque Montenegro.

Maria Francisca Silvina Souto tinha 26 anos quando casou, em 22 de Agosto de 1833, no oratório de José Varella Barca, com o português João Rodrigues de Mesquita, 30 anos, filho legítimo de Antonio Rodrigues de Mesquita e Maria Joaquina, ambos falecidos. Estiveram presentes João Pio Lins Pimentel e Francisco Varella Barca, casados.

João Pio Lins Pimentel, citado acima, filho de João de Sousa Pimentel e Josefa de Mendonça Lins, casou, em 30 de janeiro de 1826, na Matriz de Assú, com Francisca Ferreira Souto, outra filha de Manoel e Francisca Ferreira Souto. Foram dispensados por impedimento no terceiro grau de consanguinidade, atingente ao segundo. Estavam presentes José Varella Barca, ainda solteiro, e Francisco de Sousa Caldas, casado. João Pio era irmão de Gertrudes, esposa de Domingos Varella.

Na época do inventário Dona Francisca Ferreira Souto, a esposa de João Pio, já falecida, foi representada pelos filhos João Pio Lins Pimentel Junior, maior de 21 anos, Francisca Victorina casada com Tertuliano de Alustau Lins Caldas, Irene, Maria, Josefa, Manoel, Júlia e Luis, com 11 anos de idade..

Manoel Varella Barca Junior, outro filho do segundo casamento, tinha o mesmo nome do primogênito de Manoel Varella Barca. Era, também, falecido, na época do inventário do pai. Com vinte e dois anos de idade, casou, em 23 de fevereiro de mil oitocentos e trinta, no sítio (ou fazenda) Estreito, com Ignácia Theodósia de Mendonça, de 22 anos de idade, filha de João de Sousa Pimentel e Dona Josefa Lins de Mendonça, dispensados, também, dos impedimentos que estavam ligados. Estavam presentes, o capitão Manoel Varella Barca e João Maurício Pimentel, casados. Ignácia, como se pode ver dos registros anteriores, era irmã de João Pio Lins Pimentel e Gertrudes.
No inventário, Manoel Varella Barca Junior foi representado por sua filha Francisca Theodósia de Mendonça Caldas, viúva. Não encontrei mais informações sobre essa neta do capitão. Foi seu procurador no inventário, Luiz Gonzaga de Brito Guerra.
José Varella de Sousa Barca, foto enviada por descendente Francisco Varela Barca

Fonte: Hipotenusa
"Não diga tudo o que sabes
Não faças tudo o que podes
Não acredite em tudo que ouves
Não gaste tudo o que tens

Porque:

Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem;

Muitas vezes diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode".

(Provérbio árabe)

Reflita sobre essas palavras no dia de hoje. Que Deus lhe abençoe. Um forte abraço!
"Não diga tudo o que sabes
Não faças tudo o que podes
Não acredite em tudo que ouves
Não gaste tudo o que tens

Porque:

Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem;

Muitas vezes diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode".

(Provérbio árabe)

Foto de Alexandre Oliveira

Preciso do vento!!
Preciso que o
Vento viesse
Levasse tudo
Ruim....

Preciso ter você
Tua força
Para que me
Fortaleça...

Preciso de forças
Maiores que me
Mantenham no rumo...

Preciso quero e
Consigo!!

Lilian Palmieri
Recanto das letras:
T4252426

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO