sexta-feira, 7 de junho de 2013
SÃO JOÃO DO ASSU - PATRIMÔNIO DOS POTIGUARES
Proposta do deputado estadual George Soares (PR), aprovada à unanimidade de votos na Assembleia Legislativa, declarando integrante do Patrimônio Cultural, Imaterial e Histórico do Rio Grande do Norte a FESTA DE SÃO JOÃO BATISTA recebe sanção da Governadora e agora é Lei.
Por intermédio da edição desta sexta-feira (07) do Diário Oficial do Estado, ocorre a veiculação da Lei nº 9.723, do dia 06 de junho de 2013, que declara integrante do patrimônio cultural, imaterial e histórico do RN a Festa de São João Batista, no município de Assu.
Por intermédio da edição desta sexta-feira (07) do Diário Oficial do Estado, ocorre a veiculação da Lei nº 9.723, do dia 06 de junho de 2013, que declara integrante do patrimônio cultural, imaterial e histórico do RN a Festa de São João Batista, no município de Assu.
Além da Governadora o ato recebeu o aval do secretário de Justiça e Cidadania, senhor Júlio César de Queiroz Costa. O gesto garante de forma oficial a expressão do São João assuense como bem inestimável para todo o Estado. Parabéns George.
Mais uma conquista do povo do Assu. Parabéns ASSUenses!
Anavantur!
Anavantur!
Postado por
Ivan Pinheiro Bezerra
Zelito Calaça
06/06/1927 nascimento de
ZELITO CALAÇA
TESTEMUNHO PARA A HISTÓRIA: O 'MÉDICO' DO POVO
Em 06 de junho de 1927, na cidade de Angicos, nasceu Zelito Calaça, filho do dentista Francisco Emílio Gomes Calaça, natural de Alagoas, e de dona Maria de Araújo Calaça, de Angicos. Seu pai era dentista formado pela faculdade de Alagoas. Este, trabalhou em vários municípios das regiões Central, Mato Grande e Salineira do nosso Estado. Isso fez com que seu filho, Zelito, o acompanhasse ainda menino e abandonasse os seus estudos para se dedicar à sua futura profissão como protético e, depois, 'médico', 'dentista'e farmacêutico. Desde a mocidade, após a morte de doutor Calaça, Zelito passou a fazer extração e prótese dentária em vários municípios. Em 1957, fixa residência em Pedro Avelino e se casa no ano seguinte com dona Maria da Conceição Carneiro, filha do agropecuarista e liderança política da época, o ex-prefeito José Carneiro Filho. A partir desse momento, Calaça se dedica à saúde do povo dessa cidade. Do seu lado sempre existiu a prática fervorosa da sua profissão: bondade , dedicação, paciência, além do lado humano. Nas décadas de 1950, 1960 e 1970 trabalhar na área da saúde era um verdadeiro sacerdócio, uma missão para a qual Zelito se doava no seu exercício de curar os doentes, servir à sociedade e fazer o bem ao próximo. Era o tempo do 'médico' humanitário, a casa aberta para servir a qualquer hora do dia, como se fosse um posto de saúde.
Esse homem foi um obreiro na saúde do município. Era chamado de doutor Zelito, numa época em que não existia médico na cidade, depois, alguns médicos apareceram nos fins de semana. Calaça era exímio na prática. Consultava e passava remédios jamais desaprovados por médicos especialistas. De acordo com os sintomas acertava na maioria das vezes: quando a pessoa estava com pedras nos rins; doenças do fígado, como cirrose, hepatite, problemas de vesícula etc. Ele fazia quase de tudo: pequenas cirurgias; engessava braço, clavícula, perna; fazia extração dentária, chapa, obturação; era perito no parto, inclusive, alguns complicados e, também, em curar crianças com doenças comuns através de remédios populares daquela época. Injeção, aplicação, curativos etc, não custavam nada. A sua farmácia 'Socorro Farmacêutico Zelito Calaça' foi à falência várias vezes. Dava remédio ao povo e não cobrava nada. Dizia: 'vim para servir aos pobres'. Era defensor fervoroso da saúde pública, de tentar combater as doenças comuns da região. Mesmo o doente quando estava numa situação difícil, existia o esforço e a força de vontade pelo seu lado humano. Isso sem recompensas financeiras, pois ele sempre dizia: 'vim para servir, não para ser servido'.
Aos sábados, dia de feira na cidade, atendia a muitas pessoas das zonas urbana e rural. Na sua farmácia, o atendimento começava às sete da manhã até cinco da tarde ou enquanto tivesse gente na fila para a consulta, pois naquela época a feira terminava tarde. Além da consulta, dava o remédio aos pobres ou vendia fiado e, na maioria das vezes, não cobrava e nem recebia nenhum tostão. Na 'caixinha', nada de dinheiro dos mais humildes. Mas, em compensação, recebia do homem do campo galinha, ovos, feijão verde, jerimum, melancia e outras coisas mais. E ficava satisfeito.
Hoje, que tanto se fala em médico de família, é bom lembrar que naquela época Calaça já fazia isso em Pedro Avelino, de verdade, conhecendo o corpo e a alma do paciente e sabia o que estava acontecendo porque fazia acompanhamento quase que diariamente. Muitos choravam num ato de eterna gratidão. Hoje em dia o que existe é a frieza do atendimento de alguns médicos, sem ir na casa do paciente, principalmente, na zona rural, com rara exceção. Calaça era desse jeito, falava, escutava e fazia visita 'médica' aos seus pacientes. Era um ser humano que se interessava pela cura, que tirava as dúvidas e dava esperança e uma palavra de conforto. Também julgava ser adepto de remédios homeopáticos, que dizia curar a saúde de alguns enfermos.
Devido aos serviços prestados conquistou muitas amizades e foi cooptado para a política e para o ambiente elitizado, pois tinha um serviço na área da saúde invejável. Se candidatou para prefeito em 1962 e para vice-prefeito em 1968 e 1988. Perdeu em ambas as campanhas. Antes, em 1982, foi eleito o vereador mais votado do município com mais de 10% do eleitorado total. A sua casa estava sempre cheia de amigos, colegas, ricos, pobres, cristãos, ateus, políticos e intelectuais. Era um ponto de convergência para uma boa conversa que a cidade tinha na sua paisagem humana. Chegou a hospedar em sua residência médicos, juízes, promotores, fiscais de banco, viajantes e outros. No bate-papo tinha gente como os juízes Luís Carlos Guimarães, Manoel dos Santos, doutor Levi; os médicos Juan Rivas Zambrana, Mauro Carmelo dos Santos, Pablo Pachá Quintela, José Martins dos Santos; o poeta Gilberto Avelino e outras pessoas ilustres que nos fogem a lembrança. E entre eles viam-se também pessoas simples. Alguns nem entravam , ficavam na calçada trocando conversas. Isso pela década de 1960 e início de 1970. Outros dormiam na sua residência.
Com a chegada de médicos na cidade, muitas famílias ainda o procuravam para consultar seus entes queridos doentes, embora, em menor escala. Mas, com o fim da farmácia, a idade, o declínio político e financeiro, ocorreu a exclusão dos espaços sociais em sua residência. Tudo pela falsa elite hipócrita, deformada, de conveniências e aproveitamento que afagara, deu-lhe gelo sem fim, impingindo-lhe o ostracismo amargo em que teve, permanecendo sua vida pelo lado bom e humano servindo aos pobres, com desilusões e decepções, quase todas elitistas.
Registra-se uma reparação necessária à brutal injustiça que marcou em fel anos de vida em Zelito Calaça, pela falsa burguesia local. Jovem, humano, conversador, gentil homem, prestador de serviços gratuitos, com isso, dominou o meio jovem e adulto da década de 1960 na área política e social da cidade do algodão.
É de entristecer que na sua velhice caminhou inevitavelmente para o esquecimento, por melhor que tenha sido ou que tenha dado de si aos seus semelhantes, o ser humano é capaz de injustiças, ingratidões, incompreensões. Calaça esqueceu tudo isso através das virtudes espirituais e de um bom coração, já que uma das propriedades do ser humano é de esquecer com facilidade tudo que um dia lhe foi útil ou que teve sua importância.
Queira Deus que o nome do 'médico e dentista' Zelito Calaça seja lembrado para sempre, que ele durante alguns anos não se encontre no sepulcro dos esquecidos. Entretanto bem que poderíamos retardar esse ostracismo a que foi relegado, com palestras mostrando o lado histórico do seu trabalho repassando quem foi ele e o que ele fez, principalmente, para essa juventude local, pois se Zelito Calaça não fez para os adolescentes atuais, mas certamente prestou serviços e favores para seus familiares.
ALGUMAS DAS MIL FRASES EM RELAÇÃO A ZELITO CALAÇA:
- 'Foi o homem que mais prestou serviços ao povo da nossa terra. Estava pronto para atender a crianças pobres e idosos a qualquer hora do dia. Foi o maior médico de todos os tempos'; Tica Flor, professora.
-'Salve meus amigos e minhas amigas essa figura que é o doutor Zelito Calaça'; Padre Antas.
-'Zelito Calaça, o Januário Cicco de Pedro Avelino', professor João Bosco da Silva.
-'O maior médico do mundo é Zelito', Luís Costa, conhecido como Luís Peninha, telegrafista.
-'Daqui a mil anos não teremos um Zelito Calaça. Foi o homem que mais prestou serviços na saúde da nossa terra', Rômulo Figueredo, vereador.
-'Se foi o herói de Pedro Avelino', Zé Galego, filho de Manoel Inês Filho.
-'Do início da década de noventa para trás, toda família de Pedro Avelino deve favor a
Zelito', Jairo Ernesto, comerciante e agropecuarista.
Do Facebook de Marcos Calaça
quinta-feira, 6 de junho de 2013
INÁCIO DE JOÃO PIO
O DONO DA RUA
INÁCIO NILO DOS SANTOS
nasceu em Assu no dia 03 de outubro de 1954, filho de João Pio do
Calçamento. Alto, magro e muito espirituoso, era o que queria e o que
não queria ser. Pois, além das belas poesias absurdas, dominava com
muita habilidade a imitação do comportamento gestos e falas das pessoas
que conhecia. Entre elas: Dr. Edgard Montenegro, Dr. Lou e Chico Galego.Na música, mesmo gostando muito de Raul Seixas e Vicente Celestino, sentia-se muito a vontade para imitar com extrema semelhança o cantor Jerry Adriani.
Inácio encontrou em Assu, na Rua do Córrego, sob os pés de fícus de João da Rocha e as oiticicas da beira do córrego, todos os elementos para torná-lo em uma das maiores expressões da arte de transformar e interpretar a cultura popular.
"La vem a lua saindo
Por trás das carnaubeiras.
Não é lua,
Não é nada,
Adivinha o que era?
Nada!"
Estudou no Instituto Padre Ibiapina - IPI, fez exame de admissão na Escola Juscelino Kubitschek - JK, depois de ingressar na faculdade de economia, abandonou o curso faltando apenas 03 meses para concluí-lo. Motivo alegado: timidez. Acreditando nisso, entregou-se a bebida, através da qual, tinha absoluta convicção, atraia todas as possibilidades de criação e afugentava a inibição.
Subi num pé de coco
Para ver meu amor passar...
Ela não passou,
Eu desci.
E assim Inácio
seguia a sua sina, bebia para ser poeta e fingir que vivia. Inácio
falava cantando e quando cantando, falava e ria. Detestava drogas
ilícitas e compreendia como poucos conterrâneos a importância do
envolvimento com as artes e o esporte.
"A lua vinha nascendo
Redonda quinem um tijolo,
O tijolo caiu n'água e fez:
Tibungo!"
Era um
percursionista de "mão-cheia'. Foi um dos criadores da Escola de Samba
Originais do Córrego que durante anos animou o carnaval de rua da cidade
do Assu. Na foto acima, em uma mesa de bar, provavelmente imitava o Dr.
Lou. Na fotografia ao lado com uma baqueta, provavelmente, da banda
marcial do JK. Inácio era uma espécie de maestro daquela orquestra
estudantil.
No dia 03 de
outubro de 1986, aos 32 anos, o poeta toma uma dose de aguardente, tira
gosto com um caroço de milho, canta uma canção, faz um belo absurdo
poema, pede licença a timidez e se despede da Rua do Córrego.
Fonte: Jornal Rebuliço nº 18. Ano: 2008.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
BOA NOTÍCIA!
SUZANA VOLTA FONOAUDIÓLOGA
Mais uma
assuense que não fugiu da luta, encarou as dificuldades com heroísmo,
venceu a etapa de estudos e retornou a seu berço pátrio.
Refiro-me a fonoaudióloga SUZANE CRISTNA DANTAS PEREIRA que voltou, não só para rever seus pais (Sidney Pereira e Cristina), familiares e amigos...
Voltou de “mala e cuia” e está atuando como profissional na Clinica
Oitava Rosado nas terças e quartas feiras nos horários da manhã e
tarde.
O pontapé
inicial foi ontem (04/06). Portanto, se você estiver com algum
distúrbio de saúde ligado à comunicação oral e escrita, ou seja,
deficiências de fala, audição, voz, escrita ou leitura, precisa de
tratamento urgente. Não perca tempo e consulte a fonoaudióloga SUZANE CRISTINA na Clinica Oitava Rosado - Assu. O atendimento pode ter certeza, será de excelência, regado a competência e ética profissional.
Parabéns Suzane... SUCESSO!!!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
"Ariano Suassuna nas mãos de um escritor potiguar"
"Após publicar seu primeiro livro em Natal, em 2012, "No ventre do mundo", por ocasião da Premiação no Concurso Escritor Eulício Farias de Lacerda, promovido pela UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DO RN, o escritor, professor e sócio-efetivo da presente Associação, Paulo Caldas Neto, nos brinda com mais um lançamento na cidade, desta vez, homenageando o escritor paraibano Ariano Suassuna. Dia 27/06, às 18h00min, na Livraria Nobel-Av. Senador Salgado Filho, Tirol (em frente ao Hospital Walfredo Gurgel), Paulo lançará o segundo livro: "Do picadeiro ao céu: o riso no teatro de Ariano Suassuna". O livro trata-se de sua dissertação de mestrado, apresentada ao Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem da UFRN em 2008. Transformada em ensaio literário, nela o escritor estuda a existência do riso na dramaturgia suassuniana. Em meio a reflexões filosóficas, teóricas, antropológicas, psicológicas e estéticas, o estudioso vai nos explicar como vai se construindo o referido tema com abordagens pouco exploradas pela crítica brasileira."

segunda-feira, 3 de junho de 2013
A MUTUCA
O título citado acima é de um jornalzinho que circulou, salvo engano, entre 1967-74, durante a festa do padroeiro do Assu, São João Batista, divulgando durante aquele período (13 a 24 de junho), as acontecências da cidade, satirizando as pessoas, fofocando os relacionamentos amorosos. Através daquele jornalzinho, amores foram concretizados, desfeitos, fracassados. Os poetas da cidade como Maria Eugênia, Renato Caldas, Francisco Amorim, João Fonseca, Boanerges Wanderley, entre outros, colaboravam com suas glosas, poemas, quadrinhas, além de crônicas escritas por diversas pessoas da cidade. Os jornalistas como Osvaldo Amorim, e os estudantes inteligentes daquela terra assuense, escreviam seus artigos e publicavam naquele periódico assuntos sobre a sua festa maior, entre outros comentários da política local, do cotidiano do município do Assu.
O título citado acima é de um jornalzinho que circulou, salvo engano, entre 1967-74, durante a festa do padroeiro do Assu, São João Batista, divulgando durante aquele período (13 a 24 de junho), as acontecências da cidade, satirizando as pessoas, fofocando os relacionamentos amorosos. Através daquele jornalzinho, amores foram concretizados, desfeitos, fracassados. Os poetas da cidade como Maria Eugênia, Renato Caldas, Francisco Amorim, João Fonseca, Boanerges Wanderley, entre outros, colaboravam com suas glosas, poemas, quadrinhas, além de crônicas escritas por diversas pessoas da cidade. Os jornalistas como Osvaldo Amorim, e os estudantes inteligentes daquela terra assuense, escreviam seus artigos e publicavam naquele periódico assuntos sobre a sua festa maior, entre outros comentários da política local, do cotidiano do município do Assu.
domingo, 2 de junho de 2013
NENHUMA OUTRA VIAJARÁ PELA SOMBRA COMIGO
Já és minha. Repousa com teu sono no meu sono.
Amor, dor, trabalhos, devem dormir agora.
Gira a noite em suas rodas invisíveis
e ao meu lado és pura como o âmbar adormecido.
Nenhuma outra, amor, dormirá com meus sonhos.
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma outra viajará pela sombra comigo,
apenas tu, sempre-viva, sempre sol, sempre lua.
Já tuas mãos abriram os punhos delicados
e deixaram cair suaves signos sem rumo,
teus olhos fecharam-se como duas asas cinzentas,
enquanto eu sigo a água que levas e me leva:
a noite, o mundo, o vento fiam o seu destino,
e sem ti já não sou senão apenas o teu sonho.
PABLO NERUDA
Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda
De Rosas e, Poesias
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO












