
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Literatura feminina na Casa de Maria Caffé em Petrópolis
Foto: Aldair Dantas
“Cascudo, em 1940, falava da ausência de
um livro sobre as escritoras norte-riograndenses e afirmava que ele se
faria ‘mais dia, menos dia’. As palavras de Cascudo não encontraram, no
entanto eco entre seus contemporâneos, pois passaram-se mais de 60 anos
para que tal desafio fosse cumprido por Diva Cunha e Constância Lima
Duarte”, lembra a professora Conceição Flores no prefácio do livro
“Antologia – Escritoras do Rio Grande do Norte”, que Diva e Constância
lançam no sábado, a partir das 10h, na Casa de Maria Caffé em
Petrópolis.
A obra é uma reedição revista e ampliada do título publicado em 2001, que na época trazia o subtítulo “de Nísia Floresta a Zila Mamede”. Nessa nova versão, que sai com o aval do selo Bons Costumes/Jovens Escribas, o livro traz dez nomes a mais (que os 25 originais) e alcança autoras contemporâneas como Marize Castro e Iracema Macedo. A própria Diva Cunha e Clotilde Tavares também são novidades na lista, que chega até 1999.
“Na primeira edição, há tempos esgotada,
as autoras citadas eram todas falecidas”, informou a poeta Diva Cunha,
ocupante da cadeira número 30 da Academia Norte-riograndense de Letras.
“Chegamos até 1999, Iracema é a mais nova da lista e a última a publicar
no século passado, depois disso vemos o surgimento de várias
escritoras, principalmente pela facilidade de se publicar. Vejo
trabalhos bem interessantes de 2000 para cá, mas é prudente
acompanharmos a evolução dessas autoras pois muita gente fica em um
livro só. Então preferimos deixar esse material para um outro volume”,
adiantou Diva.
Ela reconhece a finalidade do título
como obra de referência e pesquisa, e ressalta a inclusão das escritoras
Hilda Araujo, 90, e Zenaide Almeida Costa, também com 90 anos. “São as
duas da geração anterior que ficaram de fora da primeira lista”,
acrescenta. Além do histórico de cada uma das 35 escritoras elencadas, e
da bibliografia, as pesquisadoras destacam poemas e trechos de romances
para mostrar o melhor da obra consultada.
A pesquisa para formatar a antologia
começou na década de 1990, quando Constância ainda morava em Natal (hoje
a professora reside em Minas Gerais) e mantinha uma base de pesquisa na
UFRN. “Buscamos familiares, entrevistamos parentes, pesquisamos em
arquivos de Pernambuco e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro para
remontar alguns perfis”, recorda.
Diva não garantiu a presença da colega
Constância no lançamento: “A passagem está comprada, mas talvez ela não
venha devido problema sério de saúde na família”, lamentou. Como a
primeira edição saiu com 300 exemplares pelo Sebo Vermelho e está
esgotada há anos, esta nova edição deverá ser bem disputada.
Serviço: Lançamento do livro “Antologia –
Escritoras do Rio Grande do Norte” (Jovens Escribas, 393 páginas, R$
40), organizado por Diva Cunha e Constância Lima Duarte. Sábado (10), às
10h, na Casa de Maria Caffé em Petrópolis.
Fonte: TNONLINE
De: Natalpress - Mural/face de Minervino Wanderley
O português e a letra "F"
Um homem chega ao restaurante, senta-se e, acenando com o braço, diz:
- Faz favor: frango frito, favas, farinheira.. .
- Acompanhado com quê?
- Feijão.
- Deseja beber alguma coisa?
- Fanta fresca.
- Um pãozinho antes da refeição?
- Fatias fininhas.
O empregado anota o pedido, já meio intrigado: "o tipo fala tudo com F's!"
Depois do homem terminar a refeição, o empregado pergunta-lhe:
- Vai querer sobremesa?
- Fruta.
- Tem alguma preferência?
- Figos.
Depois da sobremesa, o empregado:
- Deseja um café?
- Forte. Fervendo.
Quando o cliente termina o café:
- Então, como estava o cafézinho?
- Frio, fraco. Faltou filtrar formiguinha flutuando.
Aí o empregado pensa: "Vamos ver até aonde é que ele vai".
- Como é que o senhor se chama?
- Fernando Fagundes Faria Filho.
- De onde vem?
- Faro.
- Trabalha?
- Fui ferreiro.
- Deixou o emprego?
- Fui forçado.
- Por quê?
- Faltou ferro.
- E o que é que fazia?
- Ferrolhos, ferraduras, facas... ferragens.
- Tem um clube favorito?
- Fui Famalicense.
- E deixou de ser porquê?
- Futebol feio, farta.
- Qual é o seu clube, agora?
- Farense.
- O senhor é casado?
- Fui.
- E sua esposa?
- Faleceu.
- De quê?
- Foram furúnculos, frieiras... ficou fraquinha... finou-se.
O empregado de mesa perde a calma:
- Olhe! Se você disser mais 10 palavras começadas com a letra F... não paga a conta. Pronto!!!
- Formidável, fantástico. Foi fácil ficar freguês falando frases fixes.
O homem levanta-se e dirige-se para a saída, enquanto o empregado ainda lança:
- Espere aí! Ainda falta uma!
O homem responde, sem se virar:
- Faltava!!!
Do Mural/face de Minervino Wanderley
O português e a letra "F"
Um homem chega ao restaurante, senta-se e, acenando com o braço, diz:
- Faz favor: frango frito, favas, farinheira.. .
- Acompanhado com quê?
- Feijão.
- Deseja beber alguma coisa?
- Fanta fresca.
- Um pãozinho antes da refeição?
- Fatias fininhas.
O empregado anota o pedido, já meio intrigado: "o tipo fala tudo com F's!"
Depois do homem terminar a refeição, o empregado pergunta-lhe:
- Vai querer sobremesa?
- Fruta.
- Tem alguma preferência?
- Figos.
Depois da sobremesa, o empregado:
- Deseja um café?
- Forte. Fervendo.
Quando o cliente termina o café:
- Então, como estava o cafézinho?
- Frio, fraco. Faltou filtrar formiguinha flutuando.
Aí o empregado pensa: "Vamos ver até aonde é que ele vai".
- Como é que o senhor se chama?
- Fernando Fagundes Faria Filho.
- De onde vem?
- Faro.
- Trabalha?
- Fui ferreiro.
- Deixou o emprego?
- Fui forçado.
- Por quê?
- Faltou ferro.
- E o que é que fazia?
- Ferrolhos, ferraduras, facas... ferragens.
- Tem um clube favorito?
- Fui Famalicense.
- E deixou de ser porquê?
- Futebol feio, farta.
- Qual é o seu clube, agora?
- Farense.
- O senhor é casado?
- Fui.
- E sua esposa?
- Faleceu.
- De quê?
- Foram furúnculos, frieiras... ficou fraquinha... finou-se.
O empregado de mesa perde a calma:
- Olhe! Se você disser mais 10 palavras começadas com a letra F... não paga a conta. Pronto!!!
- Formidável, fantástico. Foi fácil ficar freguês falando frases fixes.
O homem levanta-se e dirige-se para a saída, enquanto o empregado ainda lança:
- Espere aí! Ainda falta uma!
O homem responde, sem se virar:
- Faltava!!!
Um homem chega ao restaurante, senta-se e, acenando com o braço, diz:
- Faz favor: frango frito, favas, farinheira.. .
- Acompanhado com quê?
- Feijão.
- Deseja beber alguma coisa?
- Fanta fresca.
- Um pãozinho antes da refeição?
- Fatias fininhas.
O empregado anota o pedido, já meio intrigado: "o tipo fala tudo com F's!"
Depois do homem terminar a refeição, o empregado pergunta-lhe:
- Vai querer sobremesa?
- Fruta.
- Tem alguma preferência?
- Figos.
Depois da sobremesa, o empregado:
- Deseja um café?
- Forte. Fervendo.
Quando o cliente termina o café:
- Então, como estava o cafézinho?
- Frio, fraco. Faltou filtrar formiguinha flutuando.
Aí o empregado pensa: "Vamos ver até aonde é que ele vai".
- Como é que o senhor se chama?
- Fernando Fagundes Faria Filho.
- De onde vem?
- Faro.
- Trabalha?
- Fui ferreiro.
- Deixou o emprego?
- Fui forçado.
- Por quê?
- Faltou ferro.
- E o que é que fazia?
- Ferrolhos, ferraduras, facas... ferragens.
- Tem um clube favorito?
- Fui Famalicense.
- E deixou de ser porquê?
- Futebol feio, farta.
- Qual é o seu clube, agora?
- Farense.
- O senhor é casado?
- Fui.
- E sua esposa?
- Faleceu.
- De quê?
- Foram furúnculos, frieiras... ficou fraquinha... finou-se.
O empregado de mesa perde a calma:
- Olhe! Se você disser mais 10 palavras começadas com a letra F... não paga a conta. Pronto!!!
- Formidável, fantástico. Foi fácil ficar freguês falando frases fixes.
O homem levanta-se e dirige-se para a saída, enquanto o empregado ainda lança:
- Espere aí! Ainda falta uma!
O homem responde, sem se virar:
- Faltava!!!
Do Mural/face de Minervino Wanderley
UERN
CURSO DE DIREITO APROVADO PELO CONSAD
O Conselho Administrativo do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá
Leitão - CONSAD, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte - UERN,
esteve reunido na última quarta-feira (07/08), no aludido campus,
momento em que ficou definido, conforme aprovação dos membros, a
inclusão do curso de Direito no plano de expansão do Campus do Assu.
O deputado George Soares está eufórico com a decisão porque virá atender
a um pleito de sua autoria apresentado e aprovado pela assembleia
Legislativa, em junho de 2011 (conforme cópia abaixo), onde reivindicou
além do curso de Direito os de Enfermagem e Medicina para contemplar as
regiões Central, Salineira e Vale do Açu.
A concretização deste sonho da população da região poderá ser vista como
ponto chave para justificar a implantação de outros cursos, estudados e
avaliados pela Comissão de Expansão, tais como: Gestão Pública,
Engenharia Ambiental, Matemática e
Engenharia de Petróleo e Gás além de Enfermagem e Medicina pleiteados
pelo Parlamentar assuense.
O Padre revolucionário e os Montenegros de Assú (I)
O Padre revolucionário e os Montenegros de Assú (I)
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor da UFRN, sócio do INRG e do IHGRN
Pe.
Francisco Sadoc de Araújo escreveu na Revista do Instituto do Ceará, em
1983, que Pe. João Ribeiro Pessoa de Mello Montenegro, o líder e
principal mentor da Revolução Pernambucana de 1817, deve ter nascido em
Sobral, contrariando outros autores que dizem ter ele nascido em
Tracunhaém, aos 28 de fevereiro de 1766.
Diz
mais Pe. Sadoc: sabemos hoje, com absoluta certeza, a naturalidade de
seus ascendentes mais próximos. Manuel de Mello Montenegro, seu pai, é
natural de Itamaracá e sua mãe, Genebra Francisca Pessoa, de Igarassu. O
avô paterno, capitão Domingos de Melo Montenegro, nasceu em Tracunhaém e
a avó, Maria Teresa de Melo, em Itamaracá. O avô materno, capitão-mor
João Ribeiro Pessoa, é natural de Igarassú, e a avó, Genebra de
Vasconcelos Castro, de Goiana.
Nos
apontamentos do Major Salvador Drumond encontrei que: Em 21 de novembro
de 1731, pelas quatro horas da tarde na Capela de S. Luzia, desta
Freguesia de Igarassu, em cuja Matriz donde os contraentes são
moradores, e na Capela de Inhaman, donde o contraente é aplicado e na
dita Capela de Santa Luzia, onde a contraente é aplicada, e na Matriz da
Igreja de Tracunhaém, onde o contraente foi morador, e na Matriz da
Vila de Goiana donde a contraente é natural, feitas as denunciações em
todas as sobreditas partes sem se descobrir impedimento, como me constou
por certidão dos banhos que ficam em meu poder, com licença minha em
presença do Rev. Pe. Bernardo de Miranda e Vasconcelos e das testemunhas
Pe. Manoel Pessoa, o capitão Luiz da Veiga Pessoa, o capitão-mor João
Carneiro da Cunha, o Rev. João Damasceno Soares, e outras, todos desta
freguesia, se casaram solenemente por palavras de presente João Ribeiro
Pessoa, natural desta Freguesia de Igarassu, filho do capitão João
Ribeiro Pessoa, já defunto, e de sua mulher Ignez da Veiga de Brito, com
D. Genebra de Vasconcellos e Castro, filha do tenente Francisco de
Brito Lira, já defunto, e de sua mulher D. Juliana de Drumond e
receberam logo as bênçãos com os ritos da Santa Madre Igreja. Em fé do
que se fez este termo que assinei com as testemunhas. Paulo Teixeira,
Vigário, Bernardo de Miranda e Vasconcellos, Luiz da Veiga Pessoa,
Manoel Pessoa.
Pe.
Sadoc pesquisou nos livros originais de batismo e casamentos da
Freguesia de Sobral, e, por isso, afirma: as ligações do Pe. João
Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro com Sobral se devem ao fato de ser
sobrinho materno de seu homônimo Padre João Ribeiro Pessoa que foi
vigário da freguesia sobralense durante 25 anos, ou mais precisamente,
de 20 de dezembro de 1762 a 16 de maio de 1787, dia em que faleceu com
58 anos de idade, sendo sepultado na Matriz. Por essa idade deve ser
sido o primeiro filho de João Ribeiro e Genebra de Vasconcelos. Diz
ainda Pe. Sadoc, a partir das suas pesquisas, que: para viver em
companhia do Paróco, vieram residir em Sobral os seus irmãos José
Tavares Pessoa, Gonçalo Novo de Lira e Genebra Francisca Pessoa, esta
mãe do Pe. João Ribeiro de Mello Montenegro.
Quanto
aos filhos de Genebra Francisca descobriu os termos de batismo de
quatro deles, não encontrando o do líder revolucionário. Batizados em
Sobral foram: Manuel, em 26/02/1780; José, em 9/09/1784; Brás, em
22/01/1786; e Teresa, em 9/04/1787. Exemplifica através de um deles:
Manuel, filho legítimo de Manuel de Mello Montenegro, natural da
Freguesia de Itamaracá, e de sua mulher, D. Genebra Francisca Pessoa,
natural de Igarassu, e moradores nesta de Nossa Senhora da Conceição da
Vila de Sobral, neto paterno do capitão Domingos de Mello Montenegro,
natural da Freguesia de Tracunhaém, e de sua mulher Dona Tereza Maria de
Melo, natural de Itamaracá, e materno do capitão João Ribeiro Pessoa,
natural de Igarassu, e sua mulher dona Genebra de Vasconcelos e Castro,
natural de Goiana, nasceu a doze de junho de mil setecentos e oitenta e
foi batizado, com os santos óleos a vinte e cinco do mesmo mês e ano,
nesta Matriz, por mim cura João Ribeiro Pessoa. Foram padrinhos José
Tavares Pessoa, casado, e D. Felicia Teodora d'Ornelas Pessoa, mulher do
Gonçalo Novo de Lira, moradores nesta Freguesia. Do que fiz este termo
que para constar assinei, João Ribeiro Pessoa. Cura e Vigário da Vila de
Sobral.
Nos
registros de Assú encontrei: Aos oito dias do mês de janeiro de mil
oitocentos e vinte e quatro pelas oito horas da tarde nesta Matriz de
São João Batista do Assu, em minha presença e das testemunhas abaixo
nomeadas, se receberam por esposos presentes Domingos de Mello
Montenegro e Dona Antonia Francisca Correa de Araújo, meus fregueses: o
esposo de idade de quarenta e seis anos, filho legítimo do capitão
Manuel de Mello Montenegro e Dona Genebra Francisca de Vasconcellos
Pessoa, já falecidos, natural de Tejucupapo de donde apresentou seus
papéis desimpedidos; e de Goianinha, onde morou: a esposa de idade de
quarenta e dois anos, filha legitima do capitão-mor Antonio Correa de
Araújo Furtado, já falecido, e Dona Maria Francisca da Trindade, natural
deste Assú, e moradores onde se fizeram as denunciações, duas em dois
dias feriais, e uma em um domingo por despacho do Ilustríssimo e
Reverendíssimo Senhor Cabido, sem impedimento, e logo lhes dei as
bênçãos matrimoniais, sendo primeiramente confessados e examinados na
Doutrina Cristã, presentes por testemunhas João da Fonseca Silva, e
Mathias Antonio de Oliveira Cabral, solteiros, todos deste Assú. E para
constar fiz este assento em que me assinei. Joaquim José de Santa Anna,
Paróco do Assú.
No próximo artigo faremos considerações sobre as implicações desse último casamento.
Amor pela terra
Corre nas minhas veias
O coração do norte
Corre nas minhas veias
O berço do meu nascimento
Corre nas minhas veias
O aroma do campo
Cultivo em mim o amor pela terra
O amor pelas minhas gentes
A cultura da humildade
Os laços inquebráveis
Dos rostos daqueles
Que me fizeram o que sou hoje
Corre nas minhas veias
o orgulho
do meu berço!
Sinto em mim as tradições
Que resgato nas memórias vividas
Ó terra minha
Que te amem suas gentes
Como eu te amo incondicionalmente
Com o sangue que me habita nas veias!
João Salvador – 24/07/2013
Posted by JOÃO SALVADOR
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
COLONIZAÇÃO DO ASSU
Registra a História do Rio Grande do Norte que por volta de 1650 habitavam a região do Assu, os indígenas que deram a denominação daquele lugar de Taba-açu, que na linguagem Tupi-Guarani quer dizer Aldeia Grande. Aqueles nativos eram guerreiros, selvagens, ferozes, supersticiosos e viviam quase nus. Usavam apenas uma pequena saia feita de palha de carnaubeira (árvore nativa então abundante naquela região). Mantinham-se da caça, da pesca, de frutas, mel e raízes. Na caça matavam os veados e comiam apenas as suas tripas cruas. Na pesca tinham preferência pelas traíras (peixe carnívoro de água doce muito comum nos rios, açudes e lagoas). Eram notabilizados de Janduí (nome do chefe), que até a década de 1686-1696, punham em pânico as hostes portuguesas, atacando-a até as proximidades da Capitania do Rio Grande. Na chegada dos homens brancos, foram eles dominados e eliminados quase por completo numa guerra sanguinária que a história denominou de Guerra dos Bárbaros ou Guerra do Açu.
O capitão-mor da Capitania Agostinho César de
Andrade sem poder cumprir a Ordem Régia, deu lugar a Bernardo Vieira de Melo
capitão de ordenança do Rio Grande, que veio a Ribeira do Assu comandando “uma
expedição que lutou contra os índios e estabeleceu os colonos.”
Fundou-se então o Arraial de Santa Margarida, de 20 de julho
de 1687, Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres, fundado a 24 de abril de 1696
por Bernardo Vieira de Melo (sendo o dia 24 de abril consagrado a Nossa
Senhora dos Prazeres, é natural que fosse o da fundação do Arraial. Porque
costumam os portugueses assinalar os seus feitos com o nome do santo do dia). Capitães
Mores.
Depõe Nestor Lima que “a colonização da Ribeira do Assu
teve, porém, enormes dificuldades opostas pelos naturais da terra, numerosa
tribo Tapuia, que declarou guerra de morte aos colonizadores, a quem causava
toda sorte de danos em medonhas investidas”, não aceitando juntamente com a
tribo Janduí, a serem subordinados e subjugados pelos portugueses e colonos,
em defesa de suas terras.
Fernando Caldas
LANÇAMENTO DE LIVRO
Convite
Nesta
sexta feira a Azymuth convida você para o lançamento do livro VERBENAS
da autora assuense Anna Lima (1882-1918). Publicado originalmente em
1901 com prefácio de Pedro Avelino. Trata-se de uma edição fac-similar;
com introdução de Santa Guerra.Um sucesso editorial com mais de 300 exemplares vendidos.
Local e data do Lançamento
Dia 09/08/2013 das 17hs às 20hs. Cooperativa Cultural UFRN – Centro de Convivência.
Av. Sen. Salgado Filho, 3000, Lagoa Nova - Natal - RN, 59078-900.
Telefone: (84) 3211-9230
Valor e formas de Pagamento
R$ 30,00 – Pagamento em dinheiro ou Cartões de Crédito e Débito.
Parte das vendas ajudará o Hospital Infantil Varela Santiago.
Contato
editoraazymuth@yahoo.com.br
CAUSO
Por que eu?

N
|
UMA ÉPOCA áurea do Porto Piató (Assu), funcionava um grande
bar pertencente a Zé de Nicolau. Maria de Lino, logo cedo, iniciava
vendendo aos pescadores: chá, café, pão, bolo, bolacha e outras guloseimas.
Certo
dia estava ela quebrando a lenha para fazer o fogo, enquanto isso, seu pai Lucílio Oliveira tinha acabado de sair
de um jogo e participava de uma prosa muito animada, fumando aquele brejeiro e,
vez por outra dando aquela cuspida. De imediato, Maria chamou:
- Papai, venha
cá!
- Vou já! – respondeu Lucílio. No entanto, Maria
muito apressada para começar suas atividades, voltou a chamar:
- Papai, venha
cá!
E Lucílio:
- Vou já!
Depois de Maria
chamar umas quatro ou cinco vezes apelou:
- Papai! Home
diga logo se vem ou não vem...
Lucílio pediu
aos companheiros para aguardarem um pouco que voltaria logo.
- Qui diabo de
vexame é esse, Maria? O que é que tu queis comigo?
Maria já
cansada, passando a mão na testa respondeu:
- Home, pelo
amor de Deus, quebre aqui esse pau qui num tem quem quebre.
Lucílio
dando meia volta respondeu sem pestanejar:
- Se num tem quem quebre pra que você me chama?
Fonte: Dez Contos & Cem Causos - Ivan Pinheiro
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
O poeta assuense João Celso Neto na TV Justiça
João Celso Neto é funcionário aposentado (EMBRATEL), bem como advogado, poeta, escritor. Ele está antologiado por Rômulo Wanderley no Livro intitulado Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense, 1965. "Um beijo teu apenas bastaria para me fazer feliz", é uma estrofe de autoria daquele bardo que engrandese as letras potiguares. Vejamos a sua entrevista no segundo bloco do programa Iluminura - Prosa e Poesia, da TV Justiça, Brasília-DF, data de 3 de agosto de 2013, para orgulho da terra assuense.
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO


