sábado, 28 de setembro de 2013

Carnaubais. Terra dos Verdes Carnaubais

Tremulando forte, impulsionado pelo farfalhar das Nossas CARNAUBEIRAS.... E para seres mais forte.....
 
De Aluízio Lcerda.  Um telúrico confesso assim como o editor deste blog.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Paróquia revitalizará igreja matriz e prédio do antigo Seminário



Por toda esta sexta-feira (27), o padre Flávio Augusto Forte Melo, vigário-geral da Diocese de Mossoró e administrador da paróquia de São João Batista, em Assú, espera ter em seu poder toda a previsão orçamentária com vistas ao trabalho de revitalização de duas estruturas paroquiais: a igreja matriz de São João Batista e o prédio que abrigou o antigo Seminário.

De posse de tais informações econômico-financeiras, o pároco pretende expô-las ao bispo diocesano, Dom Mariano Manzana, que cumpre agenda nesta sexta-feira em Assú, presidindo a celebração eucarística que se verificará, às 19h30, na continuidade da programação socioreligiosa da festa de Santa Terezinha, na comunidade rural de Poré, povoado situado no limite territorial entre Assú e Carnaubais.

Entretanto, de antemão o sacerdote adiantou que o trabalho de revitalização começará com a pintura de toda a área externa da igreja matriz.

Com referência ao antigo Seminário, a ação estrutural será mais complexa visto que, conforme declaração de padre Flávio Melo, todo o pavimento superior do prédio terá que ser totalmente refeito.

O espaço físico já acolhe as instalações da Secretaria Geral da paróquia.
Postado por Pauta Aberta

CORDEL

ME ENGANEI COM MINHA NOIVA

Quando solteiro eu vivia
Era o maior aperreio,
Devido ser muito feio
As moça não me queria.
Quando pr’um forró eu ia
Com qualquer colega meu,
Eles confiava neu
Ia beber e brincar
No fim da festa ia arengar
Quem ia preso era eu.

E pra arranjar namoro
Eu toda via fui mole.
Eu cantei samba, eu puxei fole,
Usei um cabelo louro,
A boca cheia de ouro,
Chega brilhava de dia.
Quando pr’um forró eu ia
Cheirava que nem uma rosa,
Mas, se eu caçava umas prosa,
As moça não me queria.

Aí eu dizia: “É catimbó
Que alguém botou, mas não sai,
Que mamãe casou com papai,
Vovô casou com vovó,
Inté meu irmão Chicó,
Que é muito mais feio que eu,
Namorou, casou, viveu
Com duas mulher, inté,
Só eu não acho muié
Que queira se esfregar neu.

Um dia Deus descuidou-se,
O satanás se esqueceu,
Que Vicença olhou pra eu
Com uns oião de bico dôce,
Nossos ói se amisturou-se
Como feijão com arroz,
Se abufelemo nós dois
Num amor tão violento
Que marquemo o casamento
Pra quatro dias depois.

No dia de se amarrar,
Se arrumou, eu e ela.
Dei de garra na mão dela
E fui pra igreja casar.
Cheguei no pés do altar,
Recebi a santa bença,
Jurei não ter desavença
Entre eu e minha esposa,
O padre disse umas côsa
E fui viver com Vicença.

Cheguei em casa mais ela,
Fui logo me agasalhando
Que mermo que eu ia pensando
Que ia dormir na costela.
Vicença fez a novela
Por dentro da camarinha,
Quebrou uns troçim que eu tinha,
Me ameaçou na bala.
Ela foi dormir na sala
Eu fui dormir nca cozinha.

Da vida perdi o gosto
Porque Vicença fez isso.
De manhã fui pro serviço,
Mas pra morrer de desgosto.
Cheguei em casa, o sol posto,
Vicença me arrecebeu,
Inté um café freveu,
Botou pra nós dois cear,
Mas, quando foi se deitar,
Nem sequer olhou pra eu.

De Deus perdi a crença,
De nome chamei uns trinta,
Botei uma faca na cinta,
E fui conversar com Vicença.
Vicença deu uma doença
Quando falei em amor,
Aí ela me perguntou:
“Cê pensa que eu sou o que?
Eu me casei com você
Pra lhe fazer um favor”.

Bati com ela no chão,
Puxei a lapa de faca,
Cortei o cóis da casaca
E o elástico do calção.
Vicença tinha razão
De não querer bem a eu.
Não era com nojo deu,
Ou porque não fosse séria,
Sabe Vicença quem era,
Era macho que nem eu.

Eu muito me arrependi
Porque me casei com ela.
Falei logo com o pai dela
E de manhã devolvi.
Muito desgosto eu senti,
Que quase morri inté,
Homem em trajo de muié
Tem muito de mundo afora,
Só caso com outra agora
Logo sabendo quem é.

Cordel de Luiz Campos - Mossoró/RN.

Do blog Assu na Ponta da Língua, de Ivan Pinheiro.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

História

Monumento (centro) da Praça da Matriz 
(Por volta dos anos 40 ou 50)

01 de janeiro de 1901 – MONUMENTO – O Assú, euforicamente, homenageia a entrada do último século do milênio. No centro da Praça, ao lado da Matriz, foi edificada uma coluna de nove metros de altura. O Projeto Gráfico do Munumento foi do artista decorador José Severo, dono do Atelier J. Severo. “À uma hora da manhã do dia primeiro de janeiro de mil novecentos e hum, anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo e treze da república, no antigo ‘Alto do Império’, reunido grande número de povo de todas as classes, entre o qual sobresahiam duas alas de excellentíssimas senhoras, para assistir ao acto inaugural do Monumento commemorativo erigido por uma distincta pleiade de assuenses, em homenagem à Jesus Christo Redemptor, no fim do século que se ultima e no princípio do que vae começar, e sendo acclamado Presidente o reverendíssimo Vigário da Freguesia, illustre Conego Estevam José Dantas, este chamou para servir de secretário dos respectivos trabalhos o cidadão Afonso Soares de Macedo. Constituida assim a meza, o alludido Presidente declarou achar-se aberta a sessão, depois do que discorreu lucida e satisfatoriamente sobre os fins da presente reunião, enaltecendo os sentimentos religiosos do povo assuense, que acabava de provar seu sincero apoio às públicas e fervorosas demonstrações de reconhecimento e de amor filial, de gratidão e respeito, em homenagem ao Chefe invisível da nossa regeneração – Jesus Christo, - feitas em todo o orbe catholico; e terminou por acrescentar que a comissão encarregada da erecção do Monumento, que se acabava de inaugurar, pelo pouco tempo de que dispoz para empregar os meios necessários, aguardava-se com a pretenção de, em opportuna quadra, promover a consecução da Imagem de Christo Redemptor, afim de ser collocada no alto do mesmo Monumento para maior realce do seu objectivo; manifestando que, para a realização da referida idéa, elle mesmo prestaria a sua mais franca e sincera adhesão, o seu mais vivo interesse.

Foi unanimimente applaudido em sua allecução, finda a qual ouviu-se os sons da música na execução do hymno nacional. Tomou, em seguida, a palavra o orador oficial, representando na pessoa do digno Juiz de Direito da Comarca, Doutor Luiz de Oliveira, que proferiu um agradável discurso, no qual teve de levantar merecidos elogios aos factores e realisadores da grandiosa idéa. Eneas Caldas, João de Macedo e Palmério Filho, que, a custa de penosos sacrifícios, conseguiram que fosse legado à posteridade um testemunho solemne dos sentimentos religiosos e do genio progressista dos assuenses. Fallou mais sobre o desenvolvimento patente de diversos ramos de progressos no decurso do século dezenove, fazendo, por ultimo, apresentação do ancião de nome Fellipe Barbosa da Fonsêca, que tendo visto o raiar do século que findou, ainda esperto e no gozo de todas as suas faculdades, achava-se entre nós presenciando também o surgir do que vae começar, pelo que a commissão, acima já alludida lembrara-se de, em nome do mesmo ancião, offerecer o presente Monummento ao religioso e patrioco povo assuense. As suas últimas palavras seguiram-se os applausos do auditório. Foi neste interim distribuída à mesa o hebdomadário “A Semana” que se publica nesta cidade, sob a hábil e criteriosa redação do nosso sympathico conterrâneo Palmério Filho. Pelo cidadão Antonio Soares de Macêdo foram carolosamente erguidos diversos vivas, nos quases o auditorio com enthusiasmo o acompanhou. Occuparam ainda a tribuna o illustre cidadão Doutor Angelo Caetano de Souza Cousseiro, que, em breves, mas significativas phrases, satisfez os assistentes sobre o assumpto em questão, e os moços Américo de Macedo, Palmério Filho, Abdon Soares de Macedo, João Gomes de Amorim e Affonso Soares de Macedo, sendo todos applaudidos em suas exibições, findas as quaes secundaram sempre os sons do hymno nacional.

Não havendo então quem mais pedisse, a palavra, foi incerrada a sessão. E para que tudo isso contasse, lavrei eu, Affonso Soares de Macedo, servindo de secretário, a presente acta, que fica pelo Presidente, por mim e por diversos assistentes assignada. 
Conego Estevam José Dantas.
Affonso Soares de Macedo.
POETA DE OUTRORA

Dos poetas da velha Assú” não poderíamos deixar de citar Marcolino Wanderley que pertencia a uma das famílias mais ilustres e mais antigas da Região.

Dizem que seus bisavôs vieram da Holanda com o Príncipe de Nassau e que depois de restaurado o domínio português fixaram residência no Rio Grande do Norte, em terras do Assú. 

A tradição informa mais que pelos serviços prestados na guerra, foram-lhes conferidos os títulos de nobreza. Uma das irmãs de Marcolino chamava-se Maria Gorgônia de Holanda Wanderley. Sabe-se que o sobrenome Wanderley é de origem holandesa, e que faz crer que, de fato, Marcolino tinha as suas raízes genealógicas fincadas nos países baixos. 

Era o homem mais esquisito daqueles tempos. Casou-se a meia noite com uma sobrinha, por mera caturrice, e quando ela veio a falecer, muitos anos depois, fez questão que fosse sepultada ao pé de uma tamarineira no quintal de sua residência. E como a família não consentiu, indispôs-se com a família.

Colecionava em uma sala de sua casa aves e animais empalhados, inclusive a tíbia de uma das pernas de Jesuíno Brilhante - afamado cangaceiro que fez época nos sertões nordestinos. Dizem que esta peça anatômica ele ofertou a um amigo de Recife, Pernambuco.

Era poeta, porém Bocageano. Suas produções são impublicáveis. Era anticlerical e não perdoava os inimigos.

Certa vez alguém censurou os seus procedimentos ele respondeu com estes versos: 

Da raça barbalhada e dissoluta.
Dela surge vil jumento corcovado
É tão descomunal este aleijado
Como é ele um cabrão filho da puta.

Descendente desta corja assás poluta.
É ele alcoviteiro e tão danado
Que do Cuó onde foi gerado
Vai às praias descobrir mulher inculta.

Só assim ela acharia casamento
Disse-me seu irmão que assistiu
A tão torpe e imundo ajuntamento.

E como nenhum segredo me pediu
Em resposta ao que de mim disse o jumento
Eu lhe digo: vá à puta que o pariu.

Atribuem a Marcolino Wanderley diversos versos regrados a putaria que não são recomendáveis serem divulgados nesta blog. Na verdade, Marcolino passou pelo Assú, marcou uma época e foi esquecido. Nada na cidade leva o seu nome. 
Coisas do Assú.

“Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar.”

*Chico Xavier


Meu amigo, deixa a cada ave o seu voo!
Deixa a cada planta a sua forma!
Deixa a cada flor o seu colorido!
Deixa a cada essência o seu perfume!
Deixa a cada homem o seu gênio!
Deixa a cada alma o seu caminho às alturas!
Não penses que só o teu trilho seja bom!
Muitos são os caminhos que levam a Deus...
Onde quer que exista uma reta vontade
existe uma ponte para o Infinito...
Deixa a cada um o caráter que Deus lhe deu e
o caminho que Deus lhe traçou!
Beleza só existe onde reina harmonia na diversidade...

Huberto Rohden
De Alma Para Alma


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Ame sempre

Diz um conto chinês que um jovem foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por uma bela moça.

O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa:

— Ame-a.

E logo se calou.

Disse o rapaz:

— Mas, ainda tenho dúvidas...

— Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.

E, diante do desconcerto do jovem, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

— Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare O terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja, aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e Compreenda.

Simplesmente: Ame!

A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avarento.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A vida sem AMOR... não tem sentido.



Por muito que te faça sonhar o toque de uma brisa quente, sabes que nunca a poderás tocar, e a próxima será sempre diferente e invisível...

Jc Patrão )
Do face de CC.


BETINHO ROSADO DIVULGA NOTA SOBRE SUA DESFILIAÇÃO DO DEM‏.


Hoje, apresentei ao Juiz da 33ª Zona Eleitoral do RN meu pedido de Desfiliação Partidária do Democratas. Encerro assim uma participação de 27 anos nessa agremiação partidária.
No Democratas, votei desde que ele foi criado em 1986 como PFL – Partido da Frente Liberal. E pelos Democratas, fui votado em 5 eleições para Deputado Federal.
Esse relacionamento foi importante para mim, espero que tenha sido também para o Democratas/PFL.
No meu novo partido, tenho duas certezas: irei comandá-lo a nível estadual e estarei apoiando a reeleição da Governadora Rosalba Ciarlini.

Betinho Rosado

Do blog: Deolhonoassu

Citação

Se a tranquilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranquilidade do espírito?

Chuang Tzu

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO