quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Decoração de Interiores

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posted by Mahshar Ghasemiyeh


Corisco e Dadá - História do Cangaço

#Nordeste #Cangaço #História


OUTUBRO NA HISTÓRIA

No dia 18 de outubro de 1879 – Aconteceu em Assu a Libertação de 04 escravos – No livro de Notas nº 19, do Fórum do Assú, esta registrada a quatro cartas de liberdade dos escravos: Felicidade, Thomaz, José e Maria, de propriedade de Trajano Lopes de Souza e de sua mulher Aldonça Maria da Conceição. No presente caso, eles poderão gozar de sua liberdade, como se de ventre livre tivessem nascido, segundo expressaram seus proprietários ao professor Elias Antonio Ferreira Souto, a quem pediram para passar as cartas.

“Nós abaixo assignados declaramos que de nossa livre vontade e sem constrangimento algum, concedemos a liberdade, sem ônus de qualquer natureza, a nossa escrava Felicidade, parda, de quarenta e oito anos de idade, matriculada no município de Santana do Mattos, sob os número 401 d’ordem da matrícula geral, 5 de ordem da relação e 136 da relação, podendo a dita escrava gozar de sua liberdade de hoje em diante como se de ventre livre tivesse nascido. Em firmeza do que pedimos ao Professor Elias Antônio Ferreira Souto esta por nós passasse, em que ambos assignamos, perante as testemunhas João Antonio de Faria e Alexandre Rodrigues de Mello. Cidade do Assú 18 de outubro de 1879. Trajano Lopes de Souza Aldonça Maria da Conceição residentes no município do Assú/RN”.

O teor das quatro cartas é o mesmo, mudando apenas a especificação do escravo:

“... O nosso escravo Thomaz, pardo, de dezoito annos de idade, filho de nossa escrava Felicidade, cujo escravo foi matriculado no município de Santana do Mattos, sob os números 400 da matricula geral, 4 de ordem da Relação e 136 da Relação apresentada”.

“... O nosso escravo José, pardo, de dezenove annos de idade, filho da nossa escrava Felicidade, matriculado no município de Santana do Mattos, sob os números 399 da matrícula geral, 3 de ordem da Relação e 136 da Relação apresentada”.

“... A nossa escrava Maria, parda, de quinze annos de idade, filha de nossa escrava Felicidade, cuja escrava Maria foi matriculada no município de Santana do Mattos, sob os números 402 da matricula geral, 6 de ordem da Relação e 136 da Relação apresentada”. (Fonte: Livro de Notas do Fórum do Assú).

ROBERTO ADOLPHO X ROBSON CALHEIROS

Essa estória contada abaixo não tem absolutamente o sentido de denegrir a imagem de ninguém. Tem apenas o sentido humorístico. Pois bem, Robson Calheiros é irmão do senador Renan Calheiros que, com a volta de Renan a presidência do senado da república, escreveu os seguintes versos:

Hoje saiu dos meus ombros essa cruz Para tirar do meu peito esse catarro Nessa imprensa fétida escarro Jornalistas, hipócritas, urubus Se espremer essa corja só sai pus O senador deu o troco alvissareiro Tá de volta mostrando que é guerreiro Competente, leal, tem brilho e luz Deu a volta por cima enfim conduz Os destinos do congresso brasileiro

Roberto Adolpho, salvo engano, é natural de Salvador, desses baianos de boa qualidade, cuja figura cheguei a conhecer quando numa breve visita a capital potiguar. Ele é amante da Glosa e se dá o prazer aqui e acolá, poetar. Numa réplica a décima de Robson Calheiros, indignado, Roberto produziu esses versos datado de fevereiro de 2013, que veremos adiante para o nosso deleite:

Réplica: Se dos teus ombros, poeta catarrento, Tiraste o peso da torturante cruz Eu te afirmo, em nome de Jesus, Agora é o povo, tal e qual manso jumento, Que carrega o teu irmão mau elemento Nas costas esfoladas e cansadas De tanto carregar gente safada. E não haverá remédio nem unguento Que cure a dor e o imenso sofrimento De carregar essa gente descarada.
Postado por Fernando Caldas

RECORDANDO

Juventude, juventude! Há quarenta anos atrás, numa festa baile no Clube Municipal da minha querida e festeira cidade de Assu-RN. Ah! Que velho tempo bom! Eu tinha 18 anos de idade. Recordações e nada mais!

Fernando Caldas

terça-feira, 22 de outubro de 2013















ANTÓNIO GEDEÃO (1906 / 1997) Pedra Filosofal Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul. Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento. Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel, arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é Cabo da Boa Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície lunar. Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança. António Gedeão, in "Movimento Perpétuo" © Fidel Garcia (óleo s/tela) http://www.youtube.com/watch?v=At2J563hOvw

ASSUENSES DAS ANTIGAS


Da esquerda: Dedé Caldas, Nazareno Tavares [Barão], Andiere Abreu [Majó], Detônio Fonseca e Chico Germano. Início da década de sessenta.   Fotografia tirada Praça Getúlio Vargas.

O poema abaixo, intitulado Minha Terra, Minha Gente, é parte integrante de um dos livros, com aquele mesmo título, do poeta potiguar do Assu chamado Andière Abreu, Majó, como é chamado carinhosamente.   atualmente com sus bons 84 anos de idade bem vividos, na sua própria expressão. É de autoria dele, Majó, o poema que ele lembra com saudade, seus bons amigos e conterrâneos do Assu, do seu seu tempo de juventude, além de decantar as paisagens, a economia da sua terra natal querida. Vejamos adiante para o nosso deleite.

Minha terra é boa, nobre,
Uma grande área cobre
Para o verso da morada.
E a alta tecnologia
Mostra a parte da euforia
Na agricultura irrigada.

Dos conterrâneos antigos
Onde tinha bons amigos
Aos que se foram lamento,
Deles sinto muita falta,
Com as memórias em alta,
Este é o meu julgamento.

E tudo em mim se ebaralha,
O raciocínio falha
Ao lembrar Anderson Abreu,
Sempre ao chegar no Assu
Penso no grande Guru
Que vida e tudo me deu.

E respiro tristes ares
Por não ver um João Soares
E o nosso Chico Germano,
Melé, Purueca, Barão,
Dói fundo no corção
Traz tristeza e desengano.

E não me impeçam que fale
Do grande líder do Vale
Primo e amigo Arnóbio Abreu,
Ele ainda está presente
Pois do Vale toda gente
Aina não o esqueceu.

Aí a memória estira
Pois vem Alves e Traíra
Todos dois Sebastião,
Manoel Rodrigues de fé
Um irmão que bebia em pé
Só que, no pé do balcão.

Também saíram de cena
O amigo Batista Sena
E o outro Batista o Nogueira,
Homens simples e corretos,
Bons companheiros, completos
Desses para a vida inteira.

Quero lembrar o "Baixinho"
O meu mestre Francisquinho
E o amigo violão,
Que mostra ter sete vidas
Vencendo todas bebidas
tornando-se um campeão.

Só não fico mais tristonho
Por ter ainda o Detonho
Pra eu rezar nos seus altares,
E também me dá prazer
Um bom mel borges beber
Com Mariano Tavares.

Com Dedé Caldasjantar
Na Acauã conversar
Sentindo aquele véntinho
É algo maravilhoso,
Mas também é bem gostoso
Dialogar Com Zé Pretinho.

Tem gente que é um achado:
Nibinha, Carlos Machado
Ao chegar vou procura-los,
Têm o cheiro da boêmia,
Só dão prazer e alegria,
É bom poder encontra-los.

Praças, Rios, Piató.
Muitos amigos, Chicó,
Ver o Cônsul da cidade,
O Vale, a carnaubeira,
Risos, o culto à besteira,
A velhice, a mocidade.

Assu é a que nós conhecemos,
A ela tods nós demos
Valor, Orgulho, Riqueza,
Terra plena de valores
Cultuando versos, amores
Á dádiva da natureza.

Postado por Fernando Caldas
Cantai lindo pássaro. Cantai amorosamente a vossa alegria. Assim que se é pássaro.

Caldas, poeta potiguar de Assu

"PRESSÁGIOS E TRAVESSIAS", O NOVO LIVRO DE VALÉRIO MESQUITA




UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO