sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

... LIVRO RECOMENDADO [RAÍZES DO BRASIL] ...

O livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, é uma das obras fundadoras da historiografia e das ciências sociais modernas no Brasil. A obra aborda aspectos centrais da história da cultura brasileira, como a do homem cordial, incapaz de agir de acordo com a letra da lei, o que explicaria a frouxidão das instituições e da organização social do país.

A obra foi lançada em 1997 (o original foi publicado em 1936) e conta com 220 páginas.

>> ATENÇÃO!!! O livro Raízes do Brasil está à venda na Livraria Saraiva (http://oferta.vc/xxg), por apenas R$ 35,50!

O ler, você vai conferir

* A importância do legado cultural da colonização portuguesa do Brasil e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana.
* Uma análise inspirada e profunda do que se poderia chamar a natureza do brasileiro e da sociedade brasileira a partir da herança portuguesa.
* O autor, com sua capacidade de se referir com espantosa grandeza de detalhes às relações que os habitantes de épocas diversas tinham entre si e com o meio, consegue nos mostrar as mudanças no país desde o período colonial.
* A obra traça paralelos entre as colonizações ibéricas na América. Traz luz sobre os modelos de construção e de planejamento das coroas, contrastando o português e o espanhol em seus atos e as influências por trás destes.
* O livro foi publicado originalmente pela Editora José Olympio, tendo sido posteriormente objeto de várias reedições ao longo do século XX. É considerado um dos mais importantes clássicos da historiografia e da sociologia brasileiras.
* A obra foi traduzida e editada também em italiano (1954), espanhol (1955) e japonês (1971, 1976), bem como em alemão e em francês.
* Junto com “Casa-Grande & Senzala”, de Gilberto Freire e “Formação do Brasil Contemporâneo”, de Caio Prado Jr., é considerado obra capital para o compreensão da verdade brasileira e de seus desarranjos, que até hoje nos atingem.


















Yara Darin

*O fantástico da vida é saber fazer de um pequeno instante, um grande momento. (foto s/créditos)

O VALE


O Vale era um jornal editado pelo DNOCS sobre a responsabilidade de Padre Zé Luiz que começou a circular em fins de junho de 1999. Tinha o objetivo conscientizar o povo daquela região, a construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves ou Barragem do Assu. Na fotografia, um movimento reivindicatório do religioso povo varzeano.

Fernando Caldas

UM LIVRO PARA LER E GUARDAR – CASA GRANDE E SENZALA

Publicado em 25/12/2013

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Este é um daqueles livros que são imprescindíveis para o conhecimento da história deste país. É daqueles para ler e guardar.
O livro Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, trata de abordagens inovadoras de vida familiar, dos costumes públicos e privados, das mentalidades e das inter-relações étnicas e revela mum painel envolvente e deliciosamente instigante da formação brasileira no período colonial.
O livro foi relançado em 2003 (o original foi publicado em 1933) e conta com 736 páginas.
Ao ler, você vai conferir
* Da arquitetura real e imaginária da casa-grande e dos fluxos e refluxos do cotidiano da família patriarcal, emergiram traços da convivência feita de intimidade e dominação entre senhores e escravos e entre brancos, pretos e índios que marcaram para sempre a sociedade brasileira.
* Valorizando o papel do negro na história brasileira, exaltando a miscigenação racial, desmistificando preconceitos e reconhecendo a originalidade de nossa cultura, tipicamente tropical, o livro caiu como um meteoro nos meios intelectuais.
* O autor tenta desmistificar a noção de determinação racial na formação de um povo e, com isso, refuta a ideia de que no Brasil se teria uma raça inferior, dada a miscigenação que aqui se estabeleceu.
* A linguagem do autor tinha uma irreverência desconhecida nas letras brasileiras, por vezes um tom de gozação, que chegou a provocar protestos de algumas correntes mais conservadoras.
* Para compor a obra, foram utilizados diários esquecidos, receitas de bolos e doces, análise de práticas cotidianas como o cafuné e a retirada de bichos-do-pé, nas quais se revelavam um exacerbado sensualismo.
* Setenta anos e muitas edições depois, o livro continua repercutindo. Menos por sua consagração como uma das obras fundamentais do pensamento brasileiro e mais porque o livro, como queira o autor, mantém-se vivo e contemporâneo.



















PSC Nacional

Na sua lista de metas para o próximo ano, você incluiu alguma atividade social? Estão com vontade de fazer a diferença no próximo ano e colaborar por um país mais justo? Filie-se ao PSC e traga suas ideias, elas podem sair do papel!
É nas palavras caladas
que te digo o quanto me fazes falta.
E calando minha solidão
grito toda a saudade de ti.
É no silêncio que me deixas
que te beijo suavemente.
Procurei-te na presença
das estrelas ocultas.
E perdi-te na indiferença
de uma lua vazia.
É na solidão do dia
que caminha lentamente
por entres as horas de silêncio
que procuro no tempo que passa
a resposta para a ausência.
Visto-me do silencio
que a alma calou.
Desisto desse amor
que um dia nasceu.
Não é de ti que me afasto
nem do tempo que passou
é deste sentir que em ti, não viveu.
Deste-me asas
nos sonhos inventados.
De emoções e carinhos
tantas vezes sonhados.
Destes-me asas
feitas de sentimentos.
Guarda de novo
as asas da minha emoção
num especial cantinho do teu coração.
Fizeste-me voar
por caminhos desconhecidos.
E a vida transformou-se em sentidos.
Prendi-te para sempre
neste abraço feito de penas
na certeza de querer amar-te apenas.
Envolvi-te no calor do meu bem-querer
abri meu coração
para nunca mais te perder.
E visto a alma de tua ausência
para nunca mais estar só
e grito o teu nome
na voz silenciosa da noite.
Já não vives em mim
sinto falta das emoções que me deste
ou que eu inventei.
A noite volta a ser oca de sonhos.
Já não vives em mim
e sinto tua falta!!
Cristina Costa


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

"Amar a si mesmo é o começo de um romance para toda a vida."

Oscar Wilde
















Da web

414 anos da "Cidade do Natal", o povoado que já nasceu Cidade. Em 25 de dezembro de 1597, uma nova esquadra comandada por Manuel Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque entrava na barra do Rio Potengi. A primeira providência adotada pelos expedicionários foi tomar precauções contra os ataques indígenas e dos corsários franceses. Doze dias depois da chegada, no dia 6 de janeiro de 1598, começaram a construção de um forte sobre os arrecifes situados nas redondezas da chamada Boca da Barra. A edificação foi chamada de Fortaleza da Barra do Rio Grande e foi concluída no dia 24 de junho do mesmo ano. Nas circunvizinhanças, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de "Cidade dos Reis". Tempos depois, o povoado mudou de nome, passando a se chamar "Cidade do Natal".


















Natal. A data símbolo do capitalismo. Símbolo do consumo e do capital. Uma data onde as pessoas são incentivadas pela mídia a pensar no próximo, e consequentemente afastadas disso e aproximadas da hipocrisia pelo incentivo ao consumismo exacerbado e o fato de que durante o ano que se aproxima o sentimento de solidariedade não vai perdurar. Um cenário que se repete todos os anos, entramos em lojinhas e somos atropelado por inúmeras figuras do papai Noel, pinheiros de todos os tipos, decorações, muitos anjos, enfim, todo panorama da época. Detalhes cuidadosamente planeados para criar o que ficou convencionado como o "espírito de Natal": A necessidade de comprar, comprar e comprar. Hoje, mais do que nunca, devido o amadurecimento das lutas conquistadas esse ano, é necessário repensar as imposições culturais. Que as caridades feitas nessa data sejam transformadas em políticas efetivas de mudança social ao longo do próximo ano. Que a gente não se esqueça pelo - o quê - e por quem - lutamos. Que a gente lembre da molecada que tomou as ruas com a gente, sem rumo, sem chão, sem saber o que fazer e como fazer. Se elas continuarem a serem esquecidos ao longo deste ano que se aproxima, nada do que lutamos fará sentido. Nada causará mudanças reais. Que neste ano o trabalho de base se fortaleça, essa molecada seja politizada e incentivada a lutar por um futuro melhor. Mais educação, Mais pão, Mais amor, Menos Opressão!

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.