quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O TOQUE DA SEGUNDA GUERRA


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85 ANOS, A PIANISTA NALVA NÓBREGA CONTA COMO SE INSPIROU NO CLIMA QUE NATAL VIVEU COM A PRESENÇA DOS AMERICANOS PARA PRODUZIR SEU TRABALHO MUSICAL

Autor – Henrique Arruda – NOVO JORNAL

O ano era 1942 e o mundo estava em guerra pela segunda vez. Enquanto lá fora a batalha entre países aliados e os do eixo seguia firme, Nalva Nóbrega, 85, adorava conhecer os soldados estrangeiros que chegavam em Natal. Por causa da sua timidez, que só desaparecia quando ela estava acompanhada de sua grande paixão, o piano, a caicoense deixava as tentativas de comunicação com os homens para as amigas desinibidas.

E se hoje em dia a moderna Natal não fala em outra coisa senão na Copa do Mundo e na quantidade de estrangeiros que vai passar pela cidade no período dos jogos, imagine para aquela cidadezinha pacata da época, perdida entre dunas, mar e rio, que de repente é tida como a principal base para as tropas norte-americanas durante o confronto de proporções globais!

Diante da efervescência registrada no recém-inaugurado Grande Hotel, na Ribeira, e em toda extensão da Rua Dr. Barata, Nalva e suas amigas observavam os bonitões que circulavam pela cidade. “What time is it (que horas são)?”, perguntava em voz alta a mais animada do grupo quando algum deles se aproximava, até mesmo para testar o aprendizado da língua estrangeira que estudavam no Colégio Santa Terezinha, em Caicó.

Exatamente 72 anos depois, Nalva está na sala de seu apartamento, em Petrópolis, sentada ao lado do seu piano branco, enquanto relembra esses e outros episódios da época em que Natal foi invadida pelo país da Coca Cola, chicletes e outras maravilhas, em plena II Guerra Mundial.

Foram essas mesmas memórias que lhe fizeram gravar o sexto CD da carreira como pianista. No repertório, o foco foi para as canções que costumavam tocar nos bailes e rádios de Natal naquela época. O trabalho foi lançado há pouco mais de duas semanas em sessão solene no Teatro Alberto Maranhão.
Scan_Pic0045A pianista tira da memória 20 canções, incluindo a icônica valsa “Royal Cinema” de Tonheca Dantas, que no ano passado completou 100 anos e é tida como uma das composições mais importantes para a história da música no Rio Grande do Norte.

“A BBC vivia tocando a Royal Cinema, mas dizendo que era de autor desconhecido”, recorda Nalva, carregando o mesmo brilho no olhar da caicoense que aprendeu a tocar piano aos 4 anos com sua tia. “Minha tia foi uma excelente pianista e Tonheca Dantas, inclusive, chegou a fazer uma música para ela, mas eu não tenho mais a partitura”, lamenta, apontando para o teto do escritório, onde se pode observar na prateleira uma pasta com partituras e documentos relacionados ao seu universo particular da música.

“Se for lhe contar tudo pode sentar que vai demorar. Minha vida é um romance”, adverte sem se decidir entre ficar em pé ou sentada, empolgação que carrega desde os tempos de sala de aula. Além de ser aposentada pelo Tribunal de Contas da União, Nalva também é aposentada pela UFRN, onde foi professora de contabilidade no curso de Administração.

Fonte http://www.potiguarte.blogspot.com.br/

Líder do PSC comemora bom desempenho de Pastor Everaldo na primeira pesquisa Datafolha

O líder do PSC, deputado André Moura, destacou na tribuna da Câmara nessa terça-feira (25) a primeira pesquisa do instituto Datafolha que incluiu o nome do Pastor Everaldo, vice-presidente nacional do PSC, como pré-candidato à Presidência da República, com 3% das intenções de votos. “Divulgada no último domingo (23), a estreia do Pastor Everaldo nas pesquisas é prova do potencial do partido nessas eleições, uma das legendas que, hoje, sem sobra de dúvidas, mais cresce em todo o Brasil”, ressaltou o sergipano.

Leia mais no site do PSC - http://www.psc.org.br/comunicacao-psc/todas-as-noticias/3054-lider-do-psc-comemora-bom-desempenho-de-pastor-everaldo-na-primeira-pesquisa-datafolha

‪#‎AssessoriaPastorEveraldo‬

Natal tem carnaval sim senhor. Veja a programação

by vivernatal
Conhecida por ser um destino tranquilo no carnaval, Natal ganha atrações de peso neste ano de 2014. Mart'Nália, Alceu Valença, Moraes Moreira e Elba Ramalho são alguns dos nomes que vão agitar os dias em nossa cidade, que ainda conta com Lane Cardoso, Os Originais do Samba (RJ),  Spok Frevo Orquestra, Banda Independente da Ribeira, banda Antigos Carnavais e DuBom Rap.
Veja a programação:
Quinta, dia 27 de fevereiro
Abertura oficial do Carnaval 2014
21h – Baile de Máscaras no Largo do Atheneu, em Petrópolis; entrega da chave da cidade ao Rei Momo. Atrações: Lane Cardoso e Spok Frevo Orquestra.
Sexta, dia 28 de fevereiro
Polo Centro Histórico
Sexta, dia 28 de fevereiro
Praça André de Albuquerque
(Bar Amarelinho)
18h – banda Antigos Carnavais
Polo Ponta Negra
Praça Praia de Ponta Negra
18h – Troça do K1 e bloco Jegue Empacado
Rua Praia de Genipabu
21h – Show de Alceu Valença
Praça do Cruzeiro/Redinha
20h – Bloco Redinha Dos Meus Amores
Bar Pé do Gavião
23h – Lavagem do Beco
Polo Rocas:
Rua Pereira Simões
17h – Bloco Piabinha
21h – Bloco Cão de Raça
21h – Bloco Q’Fuxico
Travessa das Donzelas
21h – As Guerreiras

Sábado, dia 1º de março

Polo Centro Histórico
Beco da Lama (Bar de Nazaré)
10h – Banda Independente da Ribeira
Praça Praia de Ponta Negra
18h – Bloco Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens
Rua Praia de Genipabu
21h – Show de Moraes Moreira
Praça do Cruzeiro/Redinha
17h – Banda do Siri
Polo Rocas: Rua Pereira Simões
17h – Tô Dentro
20h – Pinto Pelado
20h – Toma Todas
20h – Troça do PV
20h – Pileque Legal
Polo Ribeira: Av. Duque de Caxias
18h – Desfile das Escolas de Samba e Tribos de Índios
Domingo, dia 2
Rua Ulisses Caldas
18h – Desfile das Kengas e show com Mart’Nália
Praça Praia de Ponta Negra
18h – Blocos Fiquei Porque Quis e Suvaco do Careca
Praça do Cruzeiro/Redinha
12h – Bloco As Raparigas
16h – Bloco Gami – Sem Preconceito
17h – Banda do Siri
20h – Show com Elba Ramalho
Polo Rocas: Rua Pereira Simões
20h – Bloco Linguarudos
Polo Ribeira: Av. Duque de Caxias
18h – Desfile das Escolas de Samba e Tribos de Índios
Segunda, dia 3
Rua Ulisses Caldas
16h – Apresentação de grafiteiros
17h – Show Clã Periferia
18h – Show Trinca Flow
18h30 – Grupos de B.Boys e B. Girls
19h – Show DuBom Rap
19h30 – Campeonato de Freestyle
Praça Praia de Ponta Negra
18h– Blocos Jegue Empacado, Fiquei Porque Quis, Ia Mas Fiquei e show com Khrystal
Entrada da Redinha
17h30 – Troça do Zé Prikito
Segunda, dia 3
Praça do Cruzeiro
12h – Bloco As Raparigas
17h – Banda do Siri
21h - Show com Os Originais do Samba (RJ)
Polo Rocas: Rua Pereira Simões
17h – Bloco Os Grávidos
Polo Ribeira: Av. Duque de Caxias
18h – Desfile das Escolas de Samba e Tribos de Índios
Terça, dia 4
Beco da Lama
18h – Bloco Manicacas no Frevo (Bar de Nazaré); bloco Galo dos Perturbados (Bar do Naldo)
Praça Praia de Ponta Negra  
18h – Folias de Estandarte
Mangue
8h30 – Bloco Os Cão
Praça do Cruzeiro
17h – Banda do Siri
Entrada da Redinha
17h30 – Troça do Zé Prikito
Polo Rocas: Rua Pereira Simões
20h – Banda do Carcará
21h – Show com Os Originais do Samba (RJ)
Quarta, 05 de março
Bar do Cajueiro
8h30 – Bloco dos Garis
Praça do Cruzeiro
9h30 – Bloco Baicu na Vara


Polo Ribeira: dia 8
Av. Duque de Caxias
20h – Desfile das campeãs: Escolas de Samba e Tribos de Índios

A MINHA DOR NA GRANDE GUERRA

 

Por João Lins Caldas (1888-1967)

A minha não é, na grande guerra, a dor de todo o sangue que foi derramado.

Nem a das casas desmoronadas,
Nem a dos barcos perdidos
Nem dos bois, os campos talados,
Nem a do trigo,
Nem a dos ferros em sacrfícios sacrificados,
Cruzes ao chão, os cemitérios estilhaçados.
Nada, não.

A minha dor nas dores da grande guerra, não é,
na verdade, a dor de todo o sangue que foi derramado,
Nem a dos inocentes que foram imolados,
Nem a das virgens que foram violadas,
Nem a dos velhos,
Nem a dos moços,
Nem a da fome pelos estômagos enfraquecidos e depauperados,
Nem a dos afundados no mar,
Nem a dos que, estilhaçados, ainda para
Se despedaçarem na terra,
Nem a de todos os filhos,
Nem a de todas as mães,
Nem a de todas as noivas nos seus anseios e nas suas saudades,
Nem a da irmã para o irmão,
Nem a do amigo para o amigo,
Nada, não.

A minha dor nas dores da grande guerra, não é,
Verdadeiramente, a dor de todo o sangue que foi derramado.
Nem na sede, a das ressequidas gargantas cheias de febre,
Nem a do frio, sob as trincheiras,
Os homens para se verem tiritantes e desabrigados...
Nada, não.

Chénier decapitado pela maldade dos homens,
Pela inconsciência da maldade dos homens,
Pela inveja, no desvario todo de toda sua maldade,
E a ignomínia de sua avareza,
E a sua pobreza toda de espiritualidade,
Nada em nada da menor grandeza;

A minha dor nas dores da grande guerra é a
Dor dos cérebros que foram trucidados,
Dos Chénier que nada deram e que tudo sentiram para dar,
Dqueles que sentiam o mar,
Daqueles que sentiam a terra,
E que sentiam o céu, o céu para todo deles se desdobrar,
O céu que era neles tudo de todas as estrelas,
E que deles para se refletir como as estrelas se refletem para o mar.

(Nota: O referenciado poema fora irradiado, salvo engano, na década de quarenta, pela rádio britânica BBC, bem como mostra a grandeza da poesia deste bardo potiguar do Assu, a quem "o Brasil deve um gesto merecido de consagração", como insinua o jornalista e cronista norte-riograndense Vicente Serejo).

Fernando Caldas

CAUSO - COISAS BOAS

   
Foto ilustrativa
 
O empresário Dida Bola conta que seu pai, 'Severino de Maneco', possuia umas casas na Rua Monsenhor Júlio (vizinhas da oficina do Enock Cachina) e sempre vinha fazer alguns reparos, pinturas, etc. Certa feita, chegando à casa de Dona Helena para tomar um cafezinho, a professora Núbia Bezerra estava conversando sobre as maravilhas do mundo. Sem perda de tempo Seu Severino se meteu na conversa dando seu palpite:

- Professora, eu conheço as três melhores coisas do mundo: cagar fumando, jogar ganhando e amar beijando!

 
Vale salientar que o velho Severino era fumante inveterado, jogador compulsivo e raparigueiro de nascença... A professora Núbia, abrindo um sorriso perguntou:


- E as três coisas ruins, Seu Severino? 

 
O velho sem pestanejar respondeu:


- Ora mais, são fáceis: cagar chovendo (no mato) jogar perdendo e amar sofrendo.


 
Do Blog: Assú na Ponta da Língua, de 


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

TUDO QUE VICIA COMEÇA COM C

De: - LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO

TUDO QUE VICIA COMEÇA COM C

"Tudo que vicia começa com C. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura..."
Foto de NA, facebook.

De: - LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO


"Tudo que vicia começa com C. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura..."

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

PABLO NERUDA

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

LEIDE CÂMARA A MAIS NOVA INTEGRANTE DA ANRL

Leide Câmara foi eleita no final da tarde de hoje para a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras - ANRL. Leide concorreu com Naide Gouveia  à vaga da Cadeira  31, que tem como patrono Padre Francisco de Brito Guerra, sendo o fundador da cadeira o escritor José Melquíades de Macedo e como primeiro sucessor Pedro Vicente Costa Sobrinho.
Com a presença de Leide Câmara, a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras  passa a ter no momento 8 mulheres em suas fileiras, ao longo de sua história. São elas:
Carolina Wanderley,  Palmira Wanderley,  Maria Eugênia Montenegro,  América Fernandes Rosado Maia, (falecidas) e atualmente  Anna Maria Cascudo Barreto, Sônia Maria Fernandes Ferreira, Diva Maria Cunha de Macedo e Leide Câmara.
 Para saber mais sobre a nova imortal acesse:

Sem agência bancária cidade do Piauí cria banco local e moeda própria

Banco movimenta R$ 25 milhões em São João do Arraial, diz coordenador.

Piauí tem 68 cidades sem dependências bancárias, segundo o BC.

Catarina CostaDo G1 PI, em São João do Arraial

Comerciante destaca preferência pelo cocal ao invés do real (Foto: Catarina Costa/G1)Comerciante destaca preferência pelo cocal ao invés do real (Foto: Catarina Costa/G1)
Isolada dos maiores centros comerciais do Piauí, a cidade de São João do Arraial, a 253 km de Teresina, criou um banco local para contornar a falta de serviços bancários. Criado em dezembro de 2007, o "Banco dos Cocais" possibilitou o desenvolvimento econômico da região com a circulação de uma moeda própria, o "cocal".
Dados do Banco Central mostram que, dos aproximadamente 5,6 mil municípios brasileiros, 233 (68 deles no Piauí) não contam com dependências bancárias, ou seja, não têm nem mesmo lotéricas, caixas eletrônicos ou postos de atendimento. No caso das agências bancárias, 1.900 municípios do país não oferecem o serviço. O G1 esteve em cidades de três estados para mostrar as dificuldades dos moradores que sofrem com a ausência de serviços bancários. Além de São João do Arraial, repórteres do G1 foram a Lagoa de Velhos (RN) e Oliveira de Fátima (TO).
Emancipado em 1996 de Matias Olímpio, São João do Arraial não possuía agência bancária, o que obrigava os moradores a se deslocar até Esperantina, Região Norte do estado, a 20 km de distância. "Era difícil para se locomover, pagar uma conta e receber o pagamento. Sempre ficávamos dependendo de ir a outra cidade até mesmo para comprar roupa e alimentação, já que o comércio aqui era escasso", diz a moradora Maria Antônia.
Quando assumiu o cargo em 2005, o ex-prefeito Francisco das Chagas Lima disse que viu a necessidade de aumentar a circulação de dinheiro na cidade. Após consultar os moradores, a prefeitura constatou que a maioria das mercadorias consumidas era comprada e produzida fora da região, já que não havia bancos no município.
Ex-prefeito destaca importância da moeda para a cidade (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Ex-prefeito destaca importância da moeda para a
cidade (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
"Nessa pesquisa nós percebemos também que as pessoas necessitavam de pouco capital e isso não era interessante para os grandes bancos. Criamos primeiramente um Fundo Municipal de Apoio a Economia Solidária para arrecadar 40% da receita monetária, gerando em torno de R$ 20 mil. Em seguida, tomei conhecimento do Banco de Palmas (CE), primeira agência comunitária do país. Levei a ideia à população de São João do Arraial e, em dezembro de 2007, inauguramos o Banco dos Cocais e a moeda local", explicou.
Dinheiro começou a ser distribuído em dezembro de 2007 (Foto: Catarina Costa/G1)Dinheiro começou a ser distribuído em dezembro
de 2007 (Foto: Catarina Costa/G1)
O banco é de responsabilidade da sociedade civil, mas a prefeitura e entidades locais fazem parte do Conselho. Além da distribuição da moeda, a instituição funciona para pagar os servidores da região, arrecadar taxas públicas, como de água e energia, e distribuir benefícios como o Bolsa Família.  "Ele hoje tem reconhecimento do Banco Central, desde que circule o dinheiro somente naquela cidade. As notas distribuídas vão de C$ 0,50 a C$ 20", comentou Lima.
De acordo com a prefeitura, o crescimento da economia do município coincide com a entrada em circulação do Cocal. Somente nos dois primeiros anos de implantação da nova moeda no mercado, o banco comunitário movimentou R$ 3 milhões em cocais, o que representa 25% dos R$ 12 milhões que foram movimentados em todo o município.
O coordenador do Banco Comunitário dos Cocais, Mauro Rodrigues, destaca que, além do aumento na renda da cidade, a implantação da moeda ajudou na geração de trabalho e facilitou a vida dos moradores.
Para coordenador do Banco de Cocais, moeda local fez diferença para população (Foto: Catarina Costa/G1)Para o coordenador do Banco de Cocais, moeda
fez diferença na cidade (Foto: Catarina Costa/G1)
"Hoje percebemos a movimentação de dinheiro na cidade e isso faz diferença para o comércio local, para a população. Outro fator importante é o investimento feito pela instituição nos setores produtivos, especialmente com a liberação de microcrédito para a promoção de pequenos negócios. Hoje temos a certeza de pelo menos C$ 25 milhões circulando em São João do Arraial", explicou o coordenador.
Hoje temos a certeza de pelo menos C$ 25 milhões circulando em São João do Arraial"
coordenador do Banco de Cocais, Mauro Rodrigues
Mauro Rodrigues lembra que, além de implantar o banco e a nova moeda, a Câmara de Vereadores aprovou na época uma lei estabelecendo que 25% dos servidores públicos do município recebessem seus salários em cocais. A medida foi proposta para evitar que servidores concursados, que vieram de outros municípios, gastassem seus vencimentos fora da cidade. Quem quiser trocar o cocal por real basta direciona-se ao banco.
Segundo o atual prefeito, Adriano Ramos, atualmente 25 milhões em cocais circulam emSão João do Arraial, o que equivale a mesma quantia em real. Mesmo com instalação de uma Lotérica, de outros correspondentes bancários e surgimento de pontos comerciais que aceitam cartão de crédito, o cocal continua sendo a moeda mais utilizada na cidade, e todos os estabelecimento o aceitam.
São João do Arraial adotou moeda própria para desenvolvimento da cidade (Foto: Catarina Costa/G1)São João do Arraial adotou moeda própria para
desenvolvimento da cidade (Foto: Catarina Costa/G1)
"O Banco de Cocais estimula a economia solidária e segura o dinheiro no município. Por conta dessas e outras vantagens vamos continuar utilizando o cocal, é um benefício que atinge a todos. Além disso, a instituição ajuda a arrecadar dinheiro da receita da prefeitura para o Fundo Municipal de Apoio a Economia Solidária, que é usado como microcrédito", declarou o prefeito.
A comerciante Giseia Maria dos Santos, proprietária de uma padaria local, contou que no início a moeda chegou a ser rejeitada por receio, mas, com o passar do tempo, percebeu a melhoria no comércio. "Muitos desconfiavam da ideia, mas, após insistência e ver que era para o desenvolvimento da cidade, acabaram aceitando. É bom trabalhar com o cocal, saber que isso movimenta a renda local e beneficiou todo mundo, especialmente nós comerciantes", lembrou.
Outro que comemora a circulação da moeda é Jean Santana. Dono de um pequeno armarinho, ele destacou não ter diferença entre real e cocal, e que prefere receber o dinheiro local por questão de segurança. "Como só tem valor aqui em São João do Arraial, o número de assaltos aos estabelecimentos é quase escasso", destacou.

O crescimento econômico contribuiu também para a abertura de novos pontos comerciais, como a instalação da loja de uma das maiores redes de departamento do Nordeste. O gerente Antônio Carlos conta que o cocal nunca gerou problema nas vendas e que a empresa já sabia do uso da moeda quando decidiu implantar o empreendimento na cidade.
Criação do Banco dos Cocais foi fundamental para circulação do dinheiro (Foto: Catarina Costa/G1)Criação do Banco dos Cocais foi fundamental
para circulação de renda (Foto: Catarina Costa)
O cocal
A moeda tem o mesmo valor do real, mas com maior poder de compra graças aos descontos oferecidos em todos os estabelecimentos comerciais do município. Se um produto custa R$ 10, pagando com a moeda social, custará C$ 9. O desconto é possível porque, para cada cocal emitido, há um lastro de um real garantido pela organização financeira comunitária.
As cédulas são estampadas com ícones da cultura e economia local, além possuir um selo que dificulta a sua falsificação. De acordo com o coordenador Mauro Rodrigues, o banco tem o custo de R$ 0,15 por moeda fabricada, além de arcar com o transporte desde Fortaleza, onde está a gráfica de confiança do Instituto Palmas, gestor e certificador de bancos comunitários no Brasil, e responsável pela impressão das notas.
"Hoje, para emitir dez mil cédulas, o custo chega a ser de R$ 5 mil. É um recurso bastante caro. Se a moeda fosse fabricada pela Casa da Moeda, nós teríamos redução dos custos, o material seria de maior qualidade. Caso tivéssemos este apoio, teríamos um avanço gigantesco tanto do ponto de vista institucional como financeiro", acrescentou Mauro.

Soidariedade - Show reverterá renda para tratamento de José Valdi


Será realizado sexta-feira (28), em Assú, ‘show musical, poetas e cantadores’, que terá toda a renda revertida para o tratamento de saúde do engenheiro agrônomo, músico e compositor José Valdi. 

O evento acontecerá no Oásis Balneário, a partir das 21 horas. 

Para quem ainda não sabe nos últimos dias de 2013 o engenheiro agrônomo e ex-presidente do PT/Assú, José Valdi, foi acometido por um problema de saúde. Ele está em Natal se submetendo a um dispendioso e intensivo tratamento para combater um 'tumor' detectado em sua cabeça. 

Todos os artistas que se apresentarão no show doarão integralmente os seus cachês.
Postado por Rabiscos do Samuel.
Rio Piranhas/Açu. Cheia de 1974, de "barreira a barreira".

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.