quarta-feira, 5 de março de 2014

Os benefícios do tamarindo para a saúde

04.03.2014 - Por Universo Jatoba 
Ujatoba_tamarindo
Você já comeu tamarindo? Tamarindo é um fruto de origem africana e muito cultivado na Índia. Aqui no Brasil ele é consumido principalmente nos estados do Nordeste. Os frutos do tamarindo têm casca marrom e o formato é parecido com a vagem.
O tamarindo é uma fruta rica em vitaminas C, E e também em vitaminas do complexo B, além de ser fonte de cálcio, ferro, fósforo, manganês e potássio. E tem mais, ele pode ser usado no tratamento de problemas digestivos como, por exemplo, na prisão de ventre, e também atua como anti-inflamatório e antioxidante.
Outro benefício do tamarindo é que ele previne doenças do coração, pois ajuda a baixar os níveis de colesterol no sangue. Ele pode ser encontrado nas feiras no formato da própria fruta, mas também é possível comprá-lo na forma de polpa. A polpa do tamarindo pode ser usada para o preparo de doces, molhos, sucos e geleias.
Se você sofre com prisão de ventre, anote a receita do suco de tamarindo que pode te ajudar! Você vai precisar de 100 gramas de polpa de tamarindo, 2 limões, 2 copos de água e mel para adoçar. Esprema os limões e coloque no liquidificador, adicione a polpa do tamarindo, os 2 copos de água e um pouco de mel. Bata tudo e o seu suco fica prontinho. Fácil, não é? O ideal é beber 2 copos do suco todos os dias.
O seu colesterol ruim está alto? Aprenda a fazer um chá de tamarindo para baixar o nível do colesterol. A receita é super simples. Você só vai utilizar folhas de tamarindo e 300 ml de água. Coloque a água para ferver com as folhas de tamarindo durante três minutos. Em seguida, desligue o fogo e deixe a mistura em repouso por cerca de 10 minutos. Esse chá pode ser consumido até três vezes ao dia.
Outra maneira de se beneficiar das propriedades do tamarindo é tomando a água de tamarindo. Anote os ingredientes: 200 gramas de tamarindo, 2 limões, 1 litro e meio de água, 3 colheres de sopa de gengibre fresco ralado, 2 colheres de sopa de cominho em pó, 1 colher de chá de folhas de hortelã e adoçante ou mel. Ferva o tamarindo em meio litro de água por 15 minutos. Esmague a polpa da fruta para tirar todo o suco. Adicione todos os ingredientes, misture bem e deixe o líquido descansar por cerca de 20 minutos. Coe o líquido e em seguida adicione 1 litro de água e o suco de 2 limões. Pronto, beba a água de tamarindo antes das refeições.

terça-feira, 4 de março de 2014



A obsessão pela bunda, por Ruth de Aquino

 

Ruth de Aquino, ÉPOCA

Até pouco tempo atrás, não se podia escrever bunda na imprensa. Ela não era vista com bons olhos. A bunda sim, mas a palavra não. Virava “bumbum’”ou, pior a meu ver, “traseiro”. Eu me recusava a escrever “nádegas”, palavra que contraria qualquer estética... Soa mal, é despida de carinho.
Aprecio uma bela bunda. De mulher ou de homem. Acompanho com os olhos e admiração genuína a moça que dança a caminho do mar, o rapaz que joga futevôlei com graça e virilidade. Observo a harmonia do corpo proporcional, a postura elegante, o andar sensual e, claro, essa observação é 3D, 2.0, de frente e de costas. Mas o fio dental ainda é uma das invenções mais vulgares de nossa praia.
Dito isso, acho vergonhoso o uso do glúteo feminino brasileiro como artigo turístico para atrair estrangeiros infelizes que sonham com o sexo tropical – às vezes pago, às vezes não. O Carnaval e a Copa do Mundo são chamarizes para bandos de homens de fora.
A propaganda da bunda é um recurso empobrecedor, misógino e perigoso. O turismo sexual é uma tragédia no Brasil. Interrompe a infância e a inocência de milhares de brasileirinhas e, especialmente no Norte e Nordeste do país, é uma praga social de dimensões ainda desconhecidas e acobertadas. Muitas famílias exploram suas meninas-moças para colocar comida na mesa.

Leia a íntegra em A obsessão pela bunda



Ruth de Aquino é colunista da ÉPOCA.

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CARNAVAL DO ASSU, 1963




 

segunda-feira, 3 de março de 2014

JOÃO FAUSTINO NO ASSU

João Faustino quando deputado federal, visitando a cidade do Assu na qualidade de candidato ao governo do Rio Grande do Norte em 1986, pelo PDS, assumindo compromissos com povo daquela região. Na fotografia, da esquerda (na mesa do plenário da Câmara dos Vereadores): Vereadores João Lourenço, Pedro Souto, Andiere Dantas, Dpomício Soares, deputado João Faustino (discursando) vereador e presidente da Câmara Municipál Fernando Caldas/Fanfa, vice-prefeito José Wilson de Sousa, deputado estadual Carlos Augusto Rosado, Carlos Abeto Bezerra, dentre outros da terra assuense.

Fernando Caldas


CARTEIRA DO AMÉRIA

Foto: Antiga carteira de sócio do América de Natal. E quem não se lembra? Encontrei entre meus guardados. 
Antiga carteira de sócio do Clube América, de Natal-RN. Encontrei entre meus guardados.

AVIAÇÃO FRANCESA NO RIO GRANDE DO NORTE



Mapa da empresa Compagnie Générale Aéropostale (CGA) mostrando sua rota aérea que passava por Natal
Mapa da empresa Compagnie Générale Aéropostale (CGA) mostrando sua rota aérea que passava por Natal
A importância da capital potiguar como ponto estratégico para a aviação mundial já foi apontada de diversas formas, principalmente no período da Segunda Guerra Mundial. Durante a segunda metade da década de vinte do século passado, se desenrolava uma forte disputa comercial entre estrangeiros pelo mundo afora. Natal acolheu muitos desses aviadores vindos da África, ou em voos percorrendo as Américas.
Competia-se por vantagens no novo e promissor negócio do transporte do correio aéreo e de passageiros. No Rio Grande do Norte, inicialmente os primeiros atores envolvidos foram franceses e alemães, sendo seguidos pelos norte-americanos e italianos.
Avião francês  Breguet XIV
Avião francês Breguet XIV
Durante a Primeira Guerra Mundial o visionário Pierre-Georges Latécoère (1883–1943), pioneiro da aeronáutica decide transformar sua fábrica de vagões num Centro de Produção Aeronáutica. Em 1918, com a paz restaurada, a fim de realocar os pilotos desempregados que queriam voltar a voar e percebendo a urgência de acelerar a comunicação entre os países, cria uma linha aérea regular para transportar o correio entre a França e o Marrocos a partir de 1919. Em 1925, a linha chegou a Dacar. Didier Daurat (1891-1969), diretor de exploração da companhia Latécoère recrutou pilotos como Jean Mermoz, Henri Guillomet, Antoine Saint-Exupéry.  Em 1923, Roit criou os envelopes com bordas vermelhas específicos para as linhas Latécoère. Entre 1919 e 1927 diversos aviões Breguet 14  (biplano francês, aeronave bombardeiro e de reconhecimento da Primeira Guerra Mundial) acidentaram-se nas linhas Latécoère, mas a linha continuou.
Carta transportada pela empresa Compagnie Générale Aéropostale (CGA) de Natal para a Holanda
Carta transportada pela empresa Compagnie Générale Aéropostale (CGA) de Natal para a Holanda
Pierre Georges Latécoère, cedeu a linha aérea em abril de 1927 à Marcel Boullioux-Lafont, investidor radicado na América do Sul. A razão social passou a ser Compagnie Générale Aéropostale (CGA). Lafont tinha planos ambiciosos, com a ideia de criar uma grande linha aérea postal de Toulouse, Casablanca, Dacar e daí para Natal, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Santiago do Chile. Nesta ideia empreendedora, ainda em julho de 1927, chega a capital potiguar o piloto francês Paul Vachet, em um avião Breguet, para implantar o primeiro aeródromo do Rio Grande do Norte, em um descampado conhecido como Parnamirim.
Base dos franceses no Campo de Parnamirim
Base dos franceses no Campo de Parnamirim
Em 1 de março de 1928 foi inaugurado o primeiro serviço aeropostal entre a França e a América do Sul. Nesta operação os aviões partiam da França para Paris a Dacar, na costa africana. Os malotes com correspondências eram então embarcados em navios pequenos e bastante velozes, conhecidos como “Avisos Postais”, ou “Avisos Rápidos”, que atravessavam o oceano até Natal.
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Selos franceses mostrando as conquistas aérea dos aviadores daquela nação, onde Natal foi local de extrema importância para o desenvolvimento deste momento histórico da aviação

Da capital potiguar outros aviões transportavam o correio aéreo até Buenos Aires. Antes deste novo serviço, uma carta transportada em linhas de navegação normais, poderia demorar até 30 dias entre a França e a Argentina. Com a mala postal aérea francesa, no máximo 8 dias.
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Um dos pontos altos da empresa ocorreu em 12 e 13 de maio de 1930, com a viagem através do Atlântico Sul do hidroavião Latécoère 28, batizado como Comte. de La Vaulx que sem escalas e pilotado pelo francês Jean Mermoz.
Mermoz
Este mítico aviador francês voou 3.160 quilômetros de St. Louis, no Senegal, a Natal, em 19 horas e 35 minutos, com seu avião trazendo mais de 100 quilos de malas postais e estabelecendo o recorde mundial de distância  para aquele avião.
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A linha Argentina-Chile foi aberta em 1929. Guillomet atravessou a Cordilheira dos Andes. A Compagnie Generale Aéropostale explorou a maior rede postal do mundo com mais de 17.000 km. Em 1931, a CGA foi à falência. As atividades foram reativadas pela Air France.
Carta de 1934, emitida em Natal, transportada pela Air France
Carta de 1934, emitida em Natal, transportada pela Air France

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.