quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mossoró e Tibau em Versos: Antologia Poética de David de Medeiros Leite e José Edílson Segundo

A literatura do Rio Grande do Norte esteve carente durante anos de antologias poéticas. Nossa história literária comprova que poucos livros foram publicados com esta característica, destacando-se as antologias de Ezequiel e Rômulo Wanderley, todavia elas se sobressaem mais pela condição de registro histórico do que pela qualidade literária. No final dos anos noventa vieram as antologias de Assis Brasil e Constância Lima Duarte e Diva Cunha dando um panorama do que se tinha publicado no Estado até então, com rigor mais critico. Veio também uma antologia temática – Poesia Viva de Natal – organizada por Manoel Onofre Jr.

No inicio do século XXI junto com um número expressivo de editoras e uma nova geração de escritores no Estado surgiu a necessidade de novos trabalhos, neste aspecto, pois além da importância histórico-literária, antologias são fontes de referências e consultas por pesquisadores e estudantes. Eis que, em momento oportuno, os escritores David de Medeiros Leite e José Edílson Segundo publicam uma antologia, que, embora enfoque apenas poetas que versaram sobre Mossoró e Tibau , tem todos os méritos pela importância histórica e significativa qualidade literária.

Na obra, os organizadores se preocuparam não apenas em reunir poetas das duas cidades homenageadas, mas uma boa parcela de escritores do Estado que versaram sobre elas. Versos variados de poetas que cantaram as cidades, desde a época da abolição em Mossoró como Paulo de Albuquerque, passando pelos celebres Othoniel Menezes, Martins de Vasconcelos, e outros importantes nomes da nossa literatura como Homero Homem, Deifilo Gurgel, Rizolete Fernandes e Paulo de Tarso Correia de Melo, dentre outros que adotaram e foram adotados pela cidade de Mossoró como Clauder Arcanjo e Aécio Cândido. Destacamos também a poesia de caráter mais popular como a de Zé Saldanha, Crispiniano Neto e Antônio Francisco. A nova geração também está presente em bons momentos com Josselene Marques, José de Paiva Rebouças e Leonam Cunha , todos os três com poemas bastante contemporâneos.

É evidente que algum leitor mais exigente ache que entre muitos poemas bons, alguns outros não mereciam figurar numa antologia. Mas precisamos compreender pontos importantes, como , por exemplo, o fato de se contextualizar o poema na época em que foi escrito, além da necessidade do próprio registro e homenagem ao poeta incluso. Ademais, há poemas com estilo mais artístico e outros mais populares; e por bem é sempre bom lembrar a famosa frase de Manuel Bandeira segundo a qual, querendo ou não, uma antologia é feita por escolhas pessoais. Para compreender trabalhos como este precisamos, além dos devidos cuidados citados, estarmos também sensíveis à causa.

Esta antologia poética constitui mais uma amostra de que estamos também com o pensamento e a preocupação na revalorização da nossa história literária. É uma iniciativa louvável e que merece ser imitada por outras cidades e outros Estados.

Postado por 101 Livros do RN.

(Do blog Assu na ponta da língua, de Ivan Pinheiro).
Centro Sportivo Assuense, o time do ex-prefeito Costa Leitão(o último em pé). Zé pretinho é o goleiro e está de camisa branca. nesta foto tem ainda Carmelito(2º em pé) e Sebastião de Ari(3} fila do meio.

Foto deLucílio Filho.
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PÁGINA ASSUENSE:

JOÃO BATISTA DE SENA
JOÃO BATISTA DE SENA - nasceu em Assu, no dia 18 de dezembro de 1957. Filho de Manuel Severino de Sena (in-memoriam) e de Auta de Souza. O poeta Sena - como é mais conhecido, é Agente de Serviços Elétricos da COSERN. Participou dos livros Vertente Poética (1985) e Vertentes (2002). 

DISCRETO

Atendendo as ansiedades da minha existência,
Espreito na tangencia minúscula de um retângulo
Um pequeno vulto, sem ter uma consistência
De provar ser vida, a morte de um sonâmbulo.

Dos males seculares que causaram meu espanto
A consciência insensata descobriu-me olhando
E fez nascer um sonho tão intenso, quanto
A força de um punhal no meu olhar entrando.

Patético! Um homem ri da própria sorte
Em silêncio, e qual um preso ante a morte
Degusta a aquiescência da vida no degredo.

Não serei o mesmo quando a sombra aparecer.
Sentir mágoas do tempo, é mais do que viver,
Ah! Se eu pudesse levar para campa este segredo!
 
Fonte: Vertentes/2002 - Coleção assuense.
 
Do bo Assu na ponta da língua, de Ivan Pinheiro.

HOJE É DIA DO ALGODÃO


A Vila de Epitácio Pessoa já produzia algodão, porém o município de Pedro Avelino a partir dos anos 50 passou a ser um dos maiores produtores de algodão do Estado. Entretanto nas décadas de 60 e 70 chegavam trabalhadores de Ceará-Mirim no trem lotado para a colheita do algodão. Muitos agricultores esperavam esses trabalhadores temporários na estação ferroviária. Nesse período nosso município tinha quase 14 mil habitantes.

Alguns produtores como Mulatinho, Chico Câmara, Ranulfo costa, Chico Rufino Teodoro Ernesto, Segundo Veríssimo e outros, carregavam os caminhões de algodão e alguns entregavam nas duas usinas locais, outros, descarregavam na usina de São Miguel, aos galegos ingleses.

Essa foi a época do auge do 'ouro branco' e que 'corria' muito dinheiro no nosso torrão. Festas, natal, ano novo, carnavais, São João, AUPA. Por fim, a cidade era alegre e divertida o ano todo. Foi um período de um certo desenvolvimento, com hotéis, bares, vaquejadas, mercearias sortidas etc.

A feira livre aos sábados era grande. Começava às 5 da manhã e terminava às 5 da tarde. O trânsito era dominado por tratores com carroças e caminhões que transportavam os trabalhadores rurais para a feira. Os que ficavam na zona rural compravam nos tradicionais barracões.

Duas variedades de algodão eram plantadas no RN e , em Pedro Avelino: o arbóreo ("mocó" ou "Seridó") e o herbáceo. O algodão "mocó" foi a variedade que melhor se adaptou aos sertões: por suas raízes profundas, era mais resistente às secas; por seu vigor, era uma variedade mais infensa às pragas e ,por outro lado, produzia até por mais de 5 anos. Em suma, era muito mais vantajoso que o herbáceo, que tinha um ciclo vegetativo muito curto - geralmente um ano e, além disso, mais suscetível a pragas.

O cultivo do algodão arbóreo "mocó" alimentava um grande número de usinas de beneficiamento. Além da fibra de excelente qualidade, tinha como subprodutos óleo vegetal e ração animal ( torta de algodão). Por ser na época fonte segura de renda para o produtor foi chamado de "ouro branco".

No entanto, o algodão nordestino foi perdendo paulatinamente, sua posição hegemônica como principal matéria-prima consumida pela indústria têxtil brasileira. As crises de oferta da fibra nordestina estariam ligadas, por um lado, às devastadoras secas que atingiam impiedosamente as lavouras sertanejas. Por outro lado, com a chegada do bicudo ( início dos anos 80), praga de difícil controle e depois com a abertura do mercado nacional às importações de países da Ásia nos anos 90, tornou inviável a produção através dos agricultores e que provocou o êxodo rural, por isso, os campos ficaram sem produção algodoeira e sem alternativas para a maior parte do homem do campo ,que partiu para a pecuária leiteira e de corte.
Bela época.

Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)



Caminhão do senhor Chico Rufino carregado de algodão. Década de 70. Motorista: Chico Honorato.

Sim.
Todos os poemas são de amor
Pela rima, pelo ritmo, pelo brilho
Ou por alguém, alguma coisa
Que passava na hora
Em que a vida
Virava palavra.

*Alice Ruiz

(Da linha do tempo/face de YD).

Datafolha: Dilma tem 38%, Aécio, 20%, e Campos, 9%

Segundo a nova pesquisa Datafolha, a presidente Dilma Rousseff com 38% em um mês. Já o senador Aécio Neves (PSDB) tem 20% e Eduardo Campos (PSB) variou de 7% para 9%, deixando assim a posição de empate técnico com o candidato Pastor Everaldo Pereira (PSC), estacionado em 4%.
O Datafolha ouviu 2.857 eleitores em 177 municípios nesta terça (1º) e quarta-feira (2). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. A taxa de confiança é de 95% (significa que em 100 levantamentos com essa mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-00194/2014.
datafolha br
Do blog de Robson Pires

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Câmara dos Deputados vai aprovar Projeto de Lei que proíbe abate de jumentos no Brasil

A audiência pública reuniu deputados e especialistas que criticaram a ideia proposta pelo promotor de justiça do RN, Sílvio Brito, da Comarca de Apodi, que promoveu uma degustação de carne.
O uso de carne de jumento e de outros animais da espécie dos asininos no preparo de refeições a detentos do sistema penitenciário e na rede pública de ensino do Rio Grande do Norte foi debatido ontem, 2, durante audiência pública realizada na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
A advogada Vânia Gomes Brito Diógenes, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseccional Mossoró, participou do debate, que culminou com o compromisso da aprovação do Projeto de Lei que proíbe o abate de equinos, equídeos, mulas e jumentos no Brasil.
Petição teve mais de 71 mil assinaturas.
Petição teve mais de 71 mil assinaturas.
A audiência pública reuniu deputados e especialistas que criticaram a ideia proposta pelo promotor de justiça do RN, Sílvio Brito, da Comarca de Apodi, que em março deste ano promoveu uma degustação de carne de jumento para 120 convidados, entre autoridades e moradores daquele município.
Durante a sua participação, a advogada Vânia Diógenes voltou a reafirmar o posicionamento contrário da OAB/Mossoró e da OAB do Rio Grande do Norte contra a prática discutida. Para ela, o abate de jumentos fere a legislação vigente e atenta contra a cultura do povo do Nordeste, além dos possíveis riscos que existem no consumo desse tipo de carne.
O promotor Silvio Brito foi convidado para participar do debate, mas não compareceu. Ele alegou que o convite chegou tarde e foi criticado pelo presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Animais, deputado Ricardo Izar (PSD-SP).
Izar afirmou que o promotor está autorizando a morte de animais em desrespeito à Constituição. “O promotor tem a função de respeitar e proteger a Constituição brasileira. E ele fez o contrário. Ele feriu a Constituição, porque a Constituição é clara no artigo 225, que é função do poder público proteger a fauna e a flora. Ele que tinha que proteger, e matou. Ele matou os animais dizendo que existia um grande crescimento populacional da espécie e que precisava de comida para os presídios”, disse.
O deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), que solicitou a audiência pública, também criticou o promotor de Justiça Sílvio Brito e disse que a Câmara defenderá a sociedade contra uma proposta individualista. Ele defendeu a ampliação de políticas públicas em defesa dos animais e sugeriu a castração para evitar a superpopulação de asininos.
Além de Vânia, participou também a advogada Marise Costa, presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB/RN, o jornalista Crispiniano Neto, que é formado também em Engenharia, Agronomia e é um estudioso da cultura nordestina, o engenheiro Kleber Jacinto, ambientalista e diretor da ONG Defesa da Natureza e dos Animais (DNA), Kátia Regina Lopes, médica veterinária, entre outros especialistas que foram convidados para expor seus posicionamentos, todos contrários àquela ideia.
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados, durante a audiência, representantes da ONG Defesa da Natureza e dos Animais entregaram uma petição com mais de 71 mil assinaturas, que tem como campanha o tema: “Salve do abate milhares de jumentos do Nordeste”. As assinaturas foram colhidas durante quatro meses e, conforme o que foi exposto pela ONG, o objetivo é sensibilizar os demais deputados, alcançando a marca de 100 mil assinaturas até o final deste mês.
Diante disto, os parlamentares assumiram o compromisso de aprovar o Projeto de Lei 5949/13, que proíbe o abate de equinos, equídeos, mulas e jumentos em todo o território nacional, encerrando a discussão em torno da ideia sugerida pelo promotor.
Fonte: OAB Mossoró


Saída de deputados do chapão proporcional pode mudar cálculos

Vem aí cenas de novos capítulos na novela das coligações proporcionais da chapa puxada pelo PMDB.
Caso os deputados Gilson Moura (PROS) e José Adécio (DEM) deixem o Chapão - se não forem mais candidatos - o cálculo de Oswald de Souza muda.
Saem nomes compotenciais eleitorais para entrada de quem?
O número de eleitos cogitados pode cair?
São muitas as perguntas e as preocupações já dos deputados que disputam reeleição.
No PMDB, a curiosidade básica: na ata guardada a sete chaves da convenção do PMDB, tem o nome do ex-prefeito de Parelhas, Antônio Petronilo?
Se tiver, mais motivo para refazer cálculos.
Bem que os partidos que dizem que vão caminhar juntos poderiam sentar e colocar à mesa as cópias de suas atas.
Para entrarem na campanha sabendo com quem andas, e quem tu és...
 
Recapitulando:
Gilson Moura: a Justiça Federal determinou seu afastamento do cargo. Teve o nome homologado pelo PROS na convenção para disputar reeleição. Falta requerer registro de candidatura ao TRE. Resta saber se diante da instabilidade jurídica, vai deferir ou não o pedido.
José Adécio: já tirou carta de seguro. Manteve o nome do filho como candidato, já homologado pelo PRB, partido ao qual está filiado. Caso entenda que numa chapinha onde está o PRB, o filho Gustavo Costa se elegeria com mais facilidade do que ele no Chapão dos deputados, o candidato, claro, será Gustavo. Como o Blog vem publicando.
 
 


terça-feira, 1 de julho de 2014

MARINHO CHAGAS EM CORDEL

Título do blog.

Por Marciano Medeiros

(Da linha do tempo/face de LC).

PRIMEIRAS ESTROFES DO CORDEL QUE ESTAREI LANÇANDO NO SEXTA DA VIOLA, DIA 4 DE JULHO, NA CAPITANIA DAS ARTES EM NATAL. EVENTO SERÁ APÓS ÀS 20 HORAS.

(MARCIANO MEDEIROS)
 

MARINHO CHAGAS BRILHOU
NO FUTEBOL MUNDIAL


Marinho Chagas viveu,
Tendo bastante emoção.
No futebol mundial,
Conseguiu repercussão.
Fez sucesso velozmente
Igual estrela cadente
Numa noite de São João.

Vou recompor seu passado
Nas páginas deste cordel,
Demonstrando a caminhada
De modo sempre fiel.
Descreverei um menino
Que neste chão nordestino
Venceu pobreza cruel.

Foi um construtor de sonhos
Numa luta desigual,
Espionava os torneios,
Jogados na capital.
Subindo nos arvoredos,
Observava os segredos
No Estádio Juvenal.

O garoto loiro e magro
Gostava de se arriscar,
Olhando os jogos de longe,
Pois não podia comprar
Ingressos para a partida,
Sem prever que sua vida
Iria se transformar.

Sendo Francisco das Chagas
Marinho o nome completo,
A oito de fevereiro
Nasceu feliz e repleto.
No ano cinquenta e dois,
Não foi antes nem depois,
Chegou bastante inquieto.

Seus primeiros passos foram
No Bairro do Alecrim,
Na linda Noiva do Sol,
Que cheira igual um jasmim:
Tem paisagem natural,
A deslumbrante Natal,
Mostra beleza sem fim.

Filho de Pedro Tomaz,
Do pai recebeu carinho;
E o nome da sua mãe:
Maria de Deus Marinho.
Este casal trabalhou,
A descendência educou
Para seguir bom caminho.

Seus irmãos cresceram todos
Passando dificuldade,
Às vezes, um par de tênis
Supria a necessidade.
Se os pés folgados ficavam
Com algodão completavam,
Sem demonstrar vaidade.
Foto: ""E SE FALTAREM PALAVRAS ...
   DECLARO-TE COM SIMPLES GESTOS ..."

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.