domingo, 20 de julho de 2014

Henrique conta histórias e curiosidades de sua vida em série de vídeos na internet


henrique videos
Histórias, curiosidades e momentos marcantes da vida pública e pessoal do candidato do PMDB ao governo são contados no programa ‘Henrique por ele mesmo’, uma série de mini-documentários disponíveis no site www.henriquegovernador.com.br. Orgulhoso, Henrique se gaba da época em que foi campeão de futebol de salão pelo Aeroclube. Saudoso, relembra a figura do pai dedicado à política e da mãe que lhe deu força nos momentos difíceis. Emocionado, relata o comício que não esqueceu.

Os filmes misturam o depoimento de Henrique, apresentado sempre de forma descontraída, algumas vezes com emoção, e imagens antigas e recentes dos fatos relacionados ao tema exibido. A série já conta com seis episódios. Mais programas serão exibidos ao longo da campanha. A série faz parte do rol de interatividade apresentado pelo site da campanha de Henrique Alves. Além dos vídeos, o internauta tem acesso ao blog com notícias do candidato e áudios da campanha.

Robson Pires
estou profundamente triste!!coração e alma!

SOBRE A MORTE E O MORRER,
 

Rubem Alves

O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?
Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver." A vida é tão boa! Não quero ir embora...
Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: "Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?". Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: "Não chore, que eu vou te abraçar..." Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.
Cecília Meireles sentia algo parecido: "E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega... O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias... Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto...”
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. "Minha filha, sei que minha hora está chegando... Mas, que pena! A vida é tão boa...”
Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.
Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?".
Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.
Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.
Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a "reverência pela vida" é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados "recursos heróicos" para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da "reverência pela vida". Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: "Liberta-me".
Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: "Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei...". Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.
Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.

Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12-10-03. fls 3.
Que os anjos guardem você nas palmas de suas mãos.
"Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles ... e não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."
_________
 Rubem Alves

De: Fonte de Sonhos
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quinta-feira, 17 de julho de 2014


Ponho-me, às vezes, a olhar para o espelho e a examinar-me, feição por feição: os olhos, a boca, o modelado da fronte, a curva das pálpebras, a linha da face... E esta amálgama grosseira e feia, grotesca e miserável, saberia fazer versos?
Ah, não!
Existe outra coisa... mas o quê? Afinal, para que pensar?
Viver é não saber que se vive. Procurar o sentido da vida, sem mesmo saber se algum sentido tem, é tarefa de poetas e de neurasténicos. Só uma visão de conjunto pode aproximar-se da verdade.
Examinar em detalhe é criar novos detalhes.
Por debaixo da cor está o desenho firme e só se encontra o que se não procura. Porque me não esqueço eu de viver... para viver?


Florbela Espanca, in "Diário do Último Ano"

De YD
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

PEGA DE BOI NO MATO – TRADIÇÃO E CULTURA DO NORDESTE


Publicado em

Pega de boi no mato - Fonte - http://www.portalserrita.com.br/
Pega de boi no mato – Fonte – http://www.portalserrita.com.br/
Com o objetivo de preservar a memória do sertanejo, reconhecendo a valentia e a importância do vaqueiro nordestino e para manter viva uma tradição, cresce cada vez mais  o esporte da Pega de boi no mato por todo o Nordeste brasileiro.
Vaqueiros nordestinos - Fonte - http://www.portalserrita.com.br/
Vaqueiros nordestinos – Fonte – http://www.portalserrita.com.br/
Diferente da famosa vaquejada, onde o boi corre numa arena demarcada, perseguido por uma dupla de cavaleiros, a Pega de boi no mato acontece no meio da vegetação catingueira, com os vaqueiros encourados se embrenhando no mato em cima dos seus cavalos ligeiros para pegar o boi.
Partida para pegar os bois - Fonte - http://www.portalserrita.com.br/
Partida para pegar os bois – Fonte – http://www.portalserrita.com.br/
Enfrentando espinhos de juremas e touceiras de xique-xique, demonstrando coragem e valentia. Qualquer acidente pode ser fatal, pois, segundo os sertanejos, os cavalos chegam a alcançar 60 km/h na velocidade máxima da corrida no meio da vegetação ressequida e pontiaguda.
As roupas de couro são essenciais, usadas pelos vaqueiros para se proteger de acidentes na busca pelo boi no meio do mato. A principal peça é o gibão, que cobre os homens do pescoço à cintura, como se fosse um paletó de couro. Tem o guarda-peito, que é um pedaço de couro curtido com que os vaqueiros resguardam o peito, preso por meio de correias ao pescoço e à cintura. Depois vem a perneira, que é a calça de couro ajustada ao corpo, vai do pé à virilha, mas deixa o corpo livre para cavalgar. Não pode faltar o tradicionalíssimo chapéu do vaqueiro nordestino, que além de lhe proteger do sol, serve como escudo contra eventuais golpes na cabeça. E nos pés vem as esporas, um instrumento de metal que se põe no salto do calçado para incitar o animal que se monta.
Alegria da vaqueirama - Fonte - http://www.portalserrita.com.br/
Alegria da vaqueirama – Fonte – http://www.portalserrita.com.br/
Tradição que se renova - Fonte - http://www.portalserrita.com.br/
Tradição que se renova – Fonte – http://www.portalserrita.com.br/
A Pega de boi no mato é uma tradição que remonta os primeiros tempos da ocupação do sertão nordestino pelos brancos europeus. Antigamente, numa época onde não existia o arame farpado, os animais eram criados soltos pelas propriedades rurais.
A ideia era deixar os animais à vontade de para buscarem a alimentação. Em determinadas épocas os vaqueiros encourados adentravam a caatinga para realizar a pega do boi. Sempre em meio a muita destreza, coragem e com os vaqueiros entoando seus cantos, seus aboios no meio das “pegas”. Era tudo uma grande confraternização.
Depois de reunir os animais, era normal os vaqueiros de uma fazenda encontrarem bichos marcados com ferros de outras propriedades. Então ocorriam as famosas festas de “apartação”, onde os animais eram entregues aos legítimos donos, criando entre os habitantes do sertão fortes laços de amizade. Vemos assim como eram importantes os tradicionais ferros de marcar animais.
Os atuais eventos são realizados nas mesmas propriedades sertanejas do passado, cujos proprietários disponibilizam seus terrenos, animais e alimentação para todos aqueles que do evento participam. Os vaqueiros precisam pagar uma inscrição, um valor simbólico, bem diferente do que é cobrado nas grandes vaquejadas.
Festa nas fazendas onde ocorrem os eventos - Fonte - http://www.portalserrita.com.br/
Festa nas fazendas onde ocorrem os eventos – Fonte – http://www.portalserrita.com.br/
Na  pega de boi no mato os bichos são soltos em uma área de caatinga preservada e quem conseguir recuperar os animais é então declarado o vencedor, ou vencedores, e no término do evento são premiados. A premiação é feita com troféus e brindes (animais, selas, arreios), normalmente doados pelos parceiros que organizam estes eventos.
Como não poderia deixar de ser em uma tradicional festa nordestina, durante todo o dia tem muito forró pé de serra, aboios, cantorias,  com apresentações de grupos locais, onde a cultura das comunidades sertanejas é valorizada.
A Pega de boi no mato  é uma forma de resgatar a cultura do vaqueiro, é uma homenagem a todos os vaqueiros do nosso Nordeste, que amam lidar com o gado, viver livre, sendo único dono do seu destino,  mostrando agilidade e valentia.
Valente vaqueiro nordestino - Fonte - http://www.portalserrita.com.br/
Valente vaqueiro nordestino – Fonte – http://www.portalserrita.com.br/
VEJA TAMBÉM SOBRE ESTE TEMAhttp://tokdehistoria.com.br/2012/09/09/missa-do-vaqueiro-de-serrita-pernambuco-os-primeiros-anos/
Foto: TOQUE DE LEVE

Estendi minha mão
Cheia de tudo
Para o sabor do abraço

Um calor que estremece 
Na raiz da alma
Que se estende pela seiva de emoções 

Pousas ao de leve
Sussurrando pela brisa
Toques de ardor

E voas 
Para bem longe
Deixando a saudade no ar
E na minha mão a beleza
D’uma tristeza de nada…

Fátima Porto

terça-feira, 15 de julho de 2014

Registrando antigo documento pessoal do autor deste blog.



VERMELHO E O VERDE TEM TRADIÇÃO E ORIGEM NO RN

 
 
A presença de cores simbolizando facções partidárias no Rio Grande do Norte é um manifesto do processo de multiculturalismo político com tradição e origem, através de duas grandes lideranças do estado potiguar. 
 
O vermelho e o verde foram as cores que mais brilharam no universo da politica da capital ao interior. O vermelho representando o prestigio do grande lider seridoense, governador e senador da república Dinarte de Medeiros Mariz.
 
O verde recebeu o crivo da imagem do deputado federal ex-governador e ministro Aluizio Alves. 
 
Esta marca traça um perfil irreversível, tendo legitimos seguidores. Pós morte destas duas figuras, esteios de potencialidade prestigiosa no imaginário popular, seus herdeiros natos, ficaram usando o mastro hasteado destas bandeiras.
 
O vermelho de Dinarte Mariz identificou-se de forma bastante enraizada com a ex-deputada federal ex-governadora Wilma de Faria, descendente sanguínea do homem que com instrução escolar fundamental, nascido na pequenina cidade de Serra Negra do Norte, tornou-se uma das maiores lideranças do estado.
 
O verde continuou seu trajeto pelas mãos de Henrique e Garibaldi Alves, respectivamente filho e sobrinho do homem que veio lá do "Pico do Cabugí" construir as vigas mestras do desenvolvimento potiguar.
 
Este é um breve resumo da acirrada presença das cores no processo político estadual, se antes eram alvos divergentes agora convergem as duas cores para o mesmo rumo, seguindo os objetivos de quem herdou a incumbência de fazer deste binômio rotulado de "Araras e Bacuraus" um só habitat.
 
Não adianta o desejo de alguns postulantes fora desta conjuntura de tadição e origem quererem de forma aparente ou disfarçada encaparem uma destas cores para sí. 
O povão sabe quem realmente simboliza o vigor do vermelho e do verde em nosso estado.
 
Aluísio Lacerda

segunda-feira, 14 de julho de 2014

RESPONSABILIDADE SOCIAL DENTRO E FORA DO CAMPO

Publicado em Ambiente Legal Justiça e Política*

 A lição de civilidade e sustentabilidade da seleção alemã foi a grande goleada na Copa do Mundo


Imprensa em frente ao centro de treinamento alemão na Bahia.
Imprensa em frente ao centro de treinamento alemão na Bahia.

Por Antonio Fernando Pinheiro Pedro
A seleção alemã promoveu a mais terrível goleada  da história numa semifinal de Copa do Mundo,  jamais sofrida pela seleção brasileira em toda sua existência.
No entanto, a incrível seleção alemã goleou, também fora de campo, todas as demais seleções, a FIFA e o governo do Brasil.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Podolski e os pataxós
Podolski e os pataxós
Como já havia feito antes, na Copa 2010, na África do Sul e na Eurocopa, na Polônia e na Ucrânia, a Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla original) promoveu ações sociais beneficiando a comunidade local onde se hospedou.
A atitude, de pura responsabilidade social, constitui uma retribuição, um agradecimento pela hospitalidade. Assim foi o que sucedeu na Bahia, local escolhido pelos alemães, para centro de treinamento durante a Copa 2014.
Em agradecimento à recepção e hospitalidade dos brasileiros, a DFB,  doou 10 mil euros para a aldeia Pataxó em Santa Cruz de Cabrália, que o time visitou no dia seguinte à sua chegada ao Brasil.
A delegação e jogadores alemães, também visitaram uma escola municipal local, onde brincaram e interagiram com as crianças. Note-se que a DFB  já  vinha auxiliando financeiramente a escola, através do projeto “Sonhos de Crianças”.
Não contente com o apoio institucional já proporcionado, a delegação alemã já anunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, novos investimentos no local, a compra de mobiliário e a reforma do único campo de futebol do lugar – que deverá ter o mesmo padrão “Copa” do campo utilizado no centro de treinamento montado na região para a seleção germânica.
RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
O complexo, batizado de Campo Bahia, possui 15 mil metros quadrados. Conta com 14 casas coletivas, de dois andares, com vista para o mar, 65 quartos, área de convivência e piscina de 700 metros quadrados, salões para confraternização, restaurante e uma cozinha aberta, de frente para a praia.
O empreendimento foi licenciado pela Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, e atendeu a várias prescrições do órgão ambiental de Santa Cruz de Cabrália, dentre as quais ,que as construções não superassem a altura dos coqueiros e que as árvores cortadas fossem replantadas em outro local, por se tratar de área de vegetação nativa.
A licença ambiental foi demorada, embora pedida com antecedência e foi concedida, finalmente, em fevereiro de 2014. As obras duraram 5 meses.
O suporte fornecido pelos alemães à comunidade local , como contrapartida ao empreendimento, incluiu o apoio à gestão de resíduos sólidos, suprimento de água potável e tecnologia da informação para o desenvolvimento das escolas da região.
PLANEJAMENTO  ECONÔMICO 
O centro de treinamento construído pela federação alemã, ocorreu em parceria com o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais,  numa ação conjunta da representação dessa associação no Brasil (presidida por João Dória Jr.) e LIDE ALEMANHA, liderada por Stefan Gast.
Após a Copa, a estrutura abrigará um resort de luxo e uma escola internacional de hotelaria.
Centro de treinamento da seleção alemã, em Santo André, litoral baiano.
Centro de treinamento da seleção alemã, em Santo André, litoral baiano.
O apoio àquela região, adveio de uma decisão estratégica, relacionada à falta de qualidade da estrutura de apoio existente no nordeste às fortes seleções da Copa. Descontente com o padrão dos  hotéis nas cidades sedes dos jogos de sua seleção, na primeira fase da Copa (no Nordeste brasileiro), a DFB decidiu construir seu próprio centro de treinamento, na Ilha de Santo André, ao Norte de Cabrália, no litoral baiano.
O objetivo dos alemães, com a  construção do centro, foi manter a privacidade e harmonia do grupo, minimizar os efeitos dos deslocamentos entre os jogos e atender todas as necessidades dos jogadores e comissão técnica da seleção.
De fato, a Ilha de Santo André, há anos é tida como um recanto dos mais atraentes e discretos do sul da Bahia. Sua extensa praia  abrange piscinas naturais que servem de refúgio a cetáceos e tartarugas marinhas.  Há antigas sedes de fazendas de cacau e pousadas sofisticadas. Um local escolhido para refúgio e descanso de altos executivos e turistas descolados. A decisão estratégica dos alemães não poderia ter sido, portanto, mais acertada.
Com isso, os alemães reuniram, planejamento, conforto, ambientação e rentabilidade do investimento.
POPULARIDADE E IDENTIDADE
Desde o primeiro dia de sua chegada na Bahia, a empatia entre a delegação alemã e os habitantes do povoado tornou-se evidente e, conhecida como uma das grandes histórias desta Copa do Mundo.
Seleção alemã em visita à uma escola municipal do vilarejo de Santo André.
Seleção alemã em visita à uma escola municipal do vilarejo de Santo André.
Conforme noticiado pelo portal R7: “Todos os jogadores, sem exceção, “caíram no samba”: Podolski postou fotos ao lado dos torcedores locais; Klose comemorou o seu aniversário de 36 anos dançando junto com índios pataxós; Özil se aventurou na capoeira; Neuer e Schweinsteiger vestiram a camisa do Bahia, pularam e entoaram cânticos do clube .”
Mesmo após infligir o maior vexame à nossa seleção, os alemães, sem hipocrisia, deram prova de grandeza e espírito esportivo, refletida na postagem de um de seus principais jogadores, Podolski, nas redes sociais:
“Respeite a AMARELINHA com sua história e tradição. O mundo do futebol deve muito ao futebol brasileiro, que é e sempre será o país do futebol. A vitória é consequência do trabalho, viemos determinados, todos nós crescemos vendo o Brasil jogar, nossos herois que nos inspiraram são todos daqui. Brigas nas ruas, confusões, protestos não irão resolver ou mudar nada, quando a Copa acabar e nós formos embora, tudo voltará ao normal então muita paz e amor para esse povo maravilhoso, um povo humilde, batalhador e honesto um país que eu aprendi a amar”.
Agradecida e satisfeita com interação diária com os moradores do local, a delegação alemã despediu-se com festa, e, simbolicamente, já ganhou o troféu da Seleção- Padrão de Sustentabilidade da  Copa do Mundo de  2014.
Fontes:
http://www.valor.com.br/empresas/3611222/alemaes-doam-10-mil-euros-indios-na-bahia-e-ganham-festa http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/alemanha-desaprova-hoteis-e-decide-erguer-casa-na-bahia
http://esportes.r7.com/futebol/copa-do-mundo-2014/jogando-em-casa-favorita-alemanha-encara-a-selecao-de-portugal-na-bahia-16062014
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/selecao-da-alemanha-doa-10-mil-euros-para-indios-pataxos/?cHash=b5b8f3cb48f24ec6d39a828a7abf2765
http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,copa-do-mundo,centro-de-treinamento-paradisiaco-esta-pronto-para-receber-alemanha,1507099
http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,685514,Centro_de_treinamento_da_selecao_alema_no_Brasil_tem_o_apoio_do_Lide_e_Lide_Alemanha,685514,8.htm http://www.diariodocentrodomundo.com.br/nossos-herois-sao-todos-daqui-a-grandeza-dos-alemaes-na-vitoria-acachapante-sobre-o-brasil/

- See more at: http://www.ambientelegal.com.br/responsabilidade-social-dentro-e-fora-do-campo/#sthash.8IWJb8BV.dpuf

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.